quinta-feira, 5 de julho de 2012
Queria dizer-vos que acabei hoje o doutoramento em Mecânica Quântica, com a média de 19,5!
P.S. Ai... desculpem... foi lapso... afinal, sou uma mera licenciada...
Sabem qual é o cúmulo da ilusão?
Julgar que, com apenas uma lavagem, o cabelo voltaria ao seu estado normal...
P.S. Quem quiser um alisamento japonês a preço de brushing, já sabe...
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Penteados? Não obrigada.
Ora bem... Tenho de confessar que não tenho um especial apreço pelos penteados com que os cabeleireiros me brindam. Não...Tendo em conta que tenho o cabelo (quase) tão liso como uma cidadã proveniente da República Popular da China, se alguém se lembra de o pentear com um bocadinho mais de intensidade, passam de imediato a confundir-me com Deng Xiaoping. Assim sendo, tive de adoptar medidas drásticas para evitar este tipo de situação. Uma destas medidas consiste em apoderar-me selvaticamente da escova e do secador do cabeleireiro, fazendo, eu própria, o meu lindo coiffeur. É claro que demorei alguns anos a atingir este ponto de perfeição, já que não é fácil arrancar a ferramenta de trabalho da mão de um profissional especializado. Mas, lá está, a minha força persuasiva é tal, que ele acabou por se adaptar às minhas exigências.
Acontece que hoje me dirigi ao cabeleireiro para corte e pintura e, vodoo dos vodoos, o (meu) cabeleireiro estava ausente. Assim sendo, e para não perder a viagem, optei apenas por pintar (deixando o corte para quando ele regressasse, que eu sou traidora mas dentro de certos limites). Cumprido o objectivo, passaram-me para as mãos de uma total desconhecida. Claro que esta profissional não estava a par do meu estilo de auto-gestão-capilar e, obviamente, não me passou para os comandos. Não... esta profissional queria fazer tudo por si própria e tinha dificuldade em cumprir instruções precisas e determinadas. Ainda pensei em roubar-lhe a escova da mão, no entanto, como ela não me conhecia, senti alguma (pouca) relutância em tomar tal liberdade. Ora, ela, enfeitiçada com a sua própria escova de enrolar, desatou a dar estranhos jeitos ao meu lindo e simples cabelo. Ainda tentei direccioná-la mas, percebi de imediato (pela forma como me puxava o cabelo), que a estava a deixar perturbada. Quanto mais eu dizia, pior o resultado. E assim, como vinha para casa a seguir, calei-me e decidi que amanhã lavaria o cabelo e que me despediria, então, de forma sentida, da breve visita de Deng Xiaoping à minha pessoa. Tomada esta decisão, mergulhei nas férias de Cristiano e Irina (e toda a família Aveiro) e, perante o profundo interesse do assunto, abstraí-me do mundo à minha volta.
Quando a senhora desligou o secador dando o trabalho por terminado, eu, conformada com a situação, mirei-me ao espelho.
Não estava, no entanto, preparada para ISTO:

Sim... Era João Vieira Pinto que me mirava de dentro do espelho...
Queridos senhores das marcas de biquínis,
Bom dia! Como vão passando? Bem? Que bom, folgo em sabê-lo…
Eu? Eu, mais ou menos… Mais para o mal do que para o bem… Porquê? Ah bom… Querem mesmo saber? Então, sentem-se aqui um bocadinho para não se cansarem.
O assunto é muito difícil. É que eu queria uma coisa muito rara. Uma coisa nunca antes vista, uma ideia revolucionária mesmo. Queria um biquíni cuja parte de cima não atasse atrás do pescoço. É verdade, queridos senhores das marcas de biquínis. Sou um allien. Como tal, apreciaria bastante um biquíni cujas alças cruzassem nas costas, sem ter a necessidade de ser, eu própria, a adaptá-lo com as minhas mãozinhas de costureira. É que sabem, senhores dos biquínis, a lycra é difícil de manusear, pelo que acabo por destruir alguns biquínis novos durante este processo (eu sei, eu sei... isso é bom para o vosso negócio...).
O ano passado ainda havia uma marca que apostava neste nicho de mercado. Mas, entretanto, como a nave espacial que transporta outros alliens como eu, partiu para outra galáxia (deixando-me aqui solitária), essa marca entendeu que não valia a pena criar biquínis espectaculares apenas para mim.
Acontece que, ao contrário do que possa parecer, esta não é uma questão fútil. Não… Esta, é uma questão de saúde. Estão a ver este ossinho aqui atrás do meu pescoço? Pois… Com o nó das alças do biquíni dói muito. Durante vários dias… Uma dor que só passa com anti-inflamatórios…
Pronto, queridos senhores dos biquínis (que devem ser homens e não têm de usar estes atilhos presos ao pescoço), era só isto. Queria, apenas, que ficassem cientes da gravidade da situação… É que, se não for corrigida a tempo, corro o risco de andar, qual ninfa de Camões, a praticar o topless pelos areais deste país.
Primeiro havia Zeus, depois veio Hades, Hércules e os Ciclopes
Por fim, MACÁRIO...
Um MITO?! Ahahahahahahahhahaha (desculpem-me)... Macário era um MITO?! Que mitologia pindérica é esta?
terça-feira, 3 de julho de 2012
Maman e papai estão desavindos
Sim. É bastante grave. Maman e Papai discordam no tipo de educação a dar a Cánis. Enquanto Maman se inclina para uma educação mais espartana e austera, papai é adepto da variedade e multiplicidade.
Ora, para além dos conflitos entre os progenitores (Maman e Papai), esta duplicidade de critérios, pode vir a causar traumas variados na jovem cabeça de Cánis.
É que, enquanto Maman manda Cánis sentar para receber uma iguaria, Papai manda Cánis elevar-se em duas patas e executar uma pequena dança para receber um qualquer acepipe.
Ora Maman já chamou Papai à razão, dizendo-lhe que têm de ser firmes e unidos na educação a dar ao mais novo (sob pena de ele se vir a ser indomável como a mais velha, eu própria). No entanto, Papai, teimoso, diz que não. Que Cánis tem de ser versátil e aprender muitas coisas… todas ao mesmo tempo…
Clássico matinal
Quase pronta para sair, espreito para fora do quarto e grito para saber onde anda filha:
- GORDAAAAAAA! (apesar de ser um espinafre);
À escuta de resposta, vejo a empregada a correr na minha direcção e responder:
- SIM?
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Olha a Bota D'ouro!
Estou em crer que, se o Paulo Bento tivesse escolhido esta atleta de craveira internacional para o 11 inicial (criatividade, capacidade de decisão, agilidade, sentido de equipa, excelente jogo aéreo, remate fortíssimo e uma inigualável habilidade com a bola) estávamos agora a celebrar a vitória do Euro 2012.
Maman, a estrangeira
Aqui há uns tempos maman adoptou um penteado bastante moderno, que consistia num corte curto e melenas loiras a penderem para a testa.
Acontece que maman vive numa estância balnear e era sempre (SEMPRE) tomada por uma forasteira proveniente de terras nórdicas.
Essa aparência de maman, criava situações bastante constrangedoras, como as que passo a descrever:
Maman entrava nas lojas e, como qualquer outra pessoa, detinha-se a ver os maravilhosos artigos que havia para venda. Acontece que os lojistas, desesperados por realizarem inúmeras transacções comerciais, dirigiam-se a maman e, dando o melhor de si próprios, apresentavam os seus produtos em inglês. Ora, maman, como se sentia verdadeiramente envergonhada por eles, acabava por sair das lojas rapidamente e sem pronunciar palavra, por forma a evitar que os senhores se apercebessem das ridículas figuras em que incorriam. Acontece que estas não eram as piores situações. Não… as piores eram aquelas em que os lojistas, desconhecedores da língua inglesa, davam às palavras em português um sotaque anglo-saxónico. Lembro-me, como se fosse hoje, daquele dia em que acompanhei maman a uma loja de artigos étnicos e maman se interessou por um pau-de-chuva. Foi um momento deveras constrangedor porque o senhor saltou detrás da caixa registadora e, com gestos amplos de mãos e braços informou maman do fim a que tal objecto se destinava. O senhor dizia, em tom de voz extremamente alto (julgo que, por entre os lojistas, corre o rumor que os turistas sofrem de graves deficiências auditivas):
- BÁ-RU-LHOOOOO DI CHU-VÁÁÁÁÁÁÁÁ, SI-NHÓ-RÁÁÁÁÁÁ! BÁ-RU-LHOOOOOOOO DI CHUVÁÁÁÁÁÁÁÁ!!! MUI-TÓÓÓÓÓÓ LIN-DOOOOOO SI-NHO-RÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!
Foi neste momento que Maman, farta destes angustiantes mal entendidos, decidiu deixar crescer um longo cabelo e pintou-o de preto asa-de-corvo… Foi uma ideia muito boa, esta, já que a situação melhorou bastante porque agora, em vez de entabularem conversa, os lojistas fogem de maman, por a julgarem uma cidadã de etnia cigana…
Estou com um pequeno problema...
Derivado ao ar glacial que sopra do aparelho de ar condicionado, vi-me obrigada a abrir a janela e expor os meus enregelados membros inferiores à luz solar, para um correcto processo de descongelação.
Acontece que, enquanto apreciava o momento, e com o barulho que vem da rua, não reparei quem me levou os sapatos…
E porque sou extremamente vossa amiga
Estou aqui para vos mostrar como podem ter o vosso próprio MacBook Air, sem gastarem um único cêntimo.
JUST DO IT
(yourself)
P.S. O Engenheiro informático é filho pelo que, se necessitarem de ajuda, ele faz um desconto de amigo no preço da hora...
domingo, 1 de julho de 2012
Cánis, o cão de Maman
Tem a seguinte particularidade:
Gosta muito de brincar com garrafões de plástico.
E agora dizem vocês:
- Ah... mas isso é muito comum... os cães adoram garrafões...
É nesse momento que eu vos respondo:
- Ah... pois... mas Cánis é especial, Cánis gosta de brincar com os garrafões cheios... de água do Luso...
Breves sobre o jogo da bola
Locutor comunica que Buffon enverga a braçadeira de capitão.
Filha, estupefacta, pergunta:
- Eles usam braçadeiras?! Não sabem nadar?!
Filha, estupefacta, pergunta:
- Eles usam braçadeiras?! Não sabem nadar?!
Aprendam, que eu não duro sempre!
Ao avistar uma osga numa esplanada, filha grita avisando todos os presentes:
- Cuidado! Está ali uma HÓSTIA!
Estou a conseguir uma boa média!
Hoje já parti:
- Uma chávena de café;
- Um frasco de bolachas;
E, agora mesmo,
- Uma unha!
- Uma chávena de café;
- Um frasco de bolachas;
E, agora mesmo,
- Uma unha!
A moda, essa nossa amiga
Como sou uma reconhecida fashion blogger, hoje vou discorrer sobre a importância da moda no combate às nossas fobias.
Ao contrário do que muitos possam pensar, as colecções não são pensadas para serem giras, para ficarem bem, para beneficiarem o corpo da mulher e outras coisas fúteis como essas. Não. Nada disso! As colecções têm razões de ser mutíssimo mais sérias, profundas e benéficas. Uma delas (a que hoje abordaremos), é o combate às fobias. Ora vejamos o exemplo:

Esta, é uma écharpe que se encontra à venda numa qualquer Zara perto de si. Assim, se o estimado leitor for uma daquelas pessoas que teme baratas, carraças, gafanhotos ou libelinhas, deverá interromper (neste exacto momento) a leitura deste texto e dirigir-se (de imediato) para uma loja desta cadeia, para garantir um exemplar desta écharpe para si próprio (e isto serve também para os homens). Se for uma pessoa informada e já tiver a sua própria écharpe de baratas, carraças, gafanhotos e libelinhas, poderá continuar tranquilamente sentado no seu sofá a aprender aqui comigo.
Por exemplo, para ultrapassar a comum fobia das baratas, deverá usar a écharpe desta forma:
Sempre com a barata junto ao pescoço, ao lado da orelha. Esta familiaridade com estes adorados insectos, ajuda-lo-ão da próxima vez que tiver de enfrentar este tipo de animal. Depois de uma semana de uso intensivo desta écharpe, estará apto a segurar uma barata nas suas mãos. Depois de duas semanas, ela poderá passear, descansada, pelo seu braço, sem que o estimado leitor com isso se importe. No fim do Verão, já terá adoptado a sua própria barata e sentirá que não consegue viver sem ela.
É pois muito importante ir adquirindo estas peças de vestuário, para que se torne num ser humano mais tranquilo e amigo do mundo animal e, muito importante, nada dado a histerismos.
Como pessoa extremamente informada, e frequentadora dos meios mais avançados no que à moda diz respeito, posso, desde já, avançar que a colecção Outono/Inverno virá com uns casacos com gola de ratazana, brincos de mosca varejeira e cachecóis de cobra pitão (viva, claro).
Pronto. Era só isto. É sempre um prazer ajudar-vos...
P.S. Claro que, para conseguir realizar a produção fotográfica para esta reportagem de fundo, tive de me introduzir num provador de uma das lojas Zara, com a écharpe em causa. A senhora que se certifica que não furtamos estas lindas peças de vestuário, estranhando a minha demora, e desconfiando do flash da máquina fotográfica que disparava incessantemente dentro do cubículo, arrancou-me a écharpe das mãos com tal violência que, por pouco, não a danificou. Por sorte ainda se salvou... está lá à vossa espera!
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