domingo, 15 de julho de 2012

Pirilampos mágicos (é a magia da multiplicação)

A passear de carro, desde 1920.




Assim, sempre fica mais fresquinha...



What Shall I do?

O meu vizinho de cima está há horas a ladrar lá de cima, da janela dele, cá para baixo, para o meu pátio. Pequena Cutxi responde-lhe sempre. Pela cadência dos latidos, julgo que estão a discutir política económica. Acontece que eu preciso de a ir buscar para sairmos e, agora, não sei se o devo cumprimentar com um "bom dia", se com um "auf, auf"...

sábado, 14 de julho de 2012

Cara Miuccia, se precisares de mais conselhos, não te acanhes...

Lembram-se DESTE meu desabafo?
Lá está. Eu não vos queria dizer (porque queria que gostassem de mim apenas e só pelo meu intelecto superior) mas, na realidade, eu sou a verdadeira Olívia Palermo. Como tal, a Prada, sedenta das minhas opiniões, apressou-se a satisfazer os meus desejos, e manufacturou os óculos gigantescos que eu desejava, mas com a dimensão adequada a pequenas, estreitas, elegantes e microscópicas caras (vulgo: cara de fuinha), como a minha. Assim sendo, hoje, sugada por forças inexplicáveis, fui levada à Av. da Liberdade para me deparar com esta gentileza por parte daquela marca (claro que o receio de que eu, Olívia, opinasse negativamente sobre a mesma e que, com meia dúzia de frases, arruinasse as suas vendas mundiais, nada teve que ver com esta gentil redução da dimensão das lunettes). 
Ei-los em todo o seu esplendor:



Reparem!

Tenho várias propostas. Todas elas boas!










Eu sei que é tabu...

...mas, cumpre-me informar que Passos Coelho necessita urgentemente de um implante capilar...


Se calhar, com a austeridade, podia ficar-se por uma peruca... ou, para ser ainda mais barato, talvez um capachinho...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

E agora?

Hoje de manhã, quando fui à escritura, passei pelo escritório de querido consorte e o portão da garagem estava aberto. Ora eu, armada em Rrrrromântica vá de me introduzir furtivamente no local e deixar um papelinho anónimo com um coração, preso no limpa pára-brisa do seu veículo automóvel.
Mas, agora, estou aqui a pensar que não devia ter cometido tal acto tão loucamente poético, apaixonado e arrebatador…
E se ele não me refere o assunto (até agora, nada…)? O que é que eu faço? Confronto-o? E se ele está, neste momento, a percorrer o escritório com olho de lince em busca de quem o ama? E se fui eu a causadora do meu próprio divórcio, lançando querido consorte para os braços de um qualquer guaxinim deste mundo? E se vou ter de disputar a posse de querido consorte com o guaxinim? Será que, hoje, quando chegar a casa, quem me recebe já é o guaxinim…  dominando o meu lar e afastando-me da minha família (com esta atractiva fisionomia) para todo o sempre?


Está-me cá a parecer que, com este acto tão moderno e inovador, criei um pequeníssimo problema a moi même…



Ora bem...

Hoje desloquei-me, logo pela manhã, para o Cartório, com o famigerado saquinho de Pastéis de Belém. Ali chegada, vislumbro a advogada, semi-barricada, entre dois carros, espreitando, desconfiada e agarrando com muito vigor e atenção a sua carteira (certamente com receio que eu, qual Cobrador do Fraque, lhe fosse exigir quantia monetária elevada). Depois de explicada toda a situação, a senhora descontraiu visivelmente e, para comemorar (e, certamente, por ter a garganta seca da aflição por que passou), entrámos num café para pedir uma garrafinha de água. Esta foi a conversa que se desenrolou a seguir:
Senhora do café para a advogada: Diga, se faz favor.
Advogada: Queria uma garrafinha de água para levar, se faz favor.
Senhora do café: Quer de meio litro ou de litro e meio?
Eu, atrás, com os olhos esbugalhados fico a pensar que algo está errado naquela equação… meio litro ou litro e meio?! Ela pediu uma garraFINHA! Pelo que sinto a necessidade incontrolável de esclarecer a senhora do café e digo lá de trás:
Eu: Meio litro ou litro e meio?! Nããããã… Aqui não há bebés! Queremos um garrafão de 5 litros, se faz favor!
De seguida, abalei do estabelecimento rindo bastante com a minha própria graça, enquanto advogada e senhora do café se entreolhavam assustadas, ponderando claramente a chamada de urgência do INEM…
A escritura correu bem. Excepto aquela parte final em que eu não tinha dinheiro para pagar os emolumentos porque o meu cartão não funcionava… Mas não faz mal… a advogada pagou…

Eu cá, já estou preparada para a Sexta-feira, 13...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Isto só a mim!

Amanhã tenho de me deslocar a um cartório para realizar uma escritura em nome da empresa onde trabalho.  Há bocado, a advogada que nos está a tratar deste assunto, sabendo que antes da escritura vou ter de passar por Belém, mandou-me um sms a pedir para levar uma dúzia de Pastéis de Belém para oferecer à senhora do cartório (uma vez que o assunto é algo complicado e a senhora foi incansável). Mandei-lhe um sms a confirmar que levaria os bolos e não mais pensei em tal assunto (atenção que os bolos são apenas e só um gesto de agradecimento pelo trabalho que a senhora teve. NADA se espera em troca!). 
Agora, peguei no telefone e, no seguimento das mensagens trocadas com a advogada, deparo-me com ISTO:



Fiquei a olhar para isto, em estado de choque, sem perceber o que raio tinha acontecido. A confirmar, vezes sem conta, se estas frases enlouquecidas tinham, de facto, saído do meu telefone. Confirmado o facto absolutamente surreal, corri (como que num pesadelo) para junto de filho (já que filha ainda não sabe escrever) pedindo explicações. Bastou o risinho malandro para perceber quem tinha sido o autor de tão elaborado texto.
Acontece que já tentei (por diversas vezes) ligar à advogada para esclarecer a situação, mas ela não me atende. Pudera... 

Convivendo com pinguins...

Das duas uma, ou passo a vir trabalhar com o meu traje Batman, ou então trago as Ugg, para combater o ar glacial que emana do ar condicionado!
Pensando melhor… acho que combino os dois…
Parece-me mais seguro.

Assim é que eu estava bem...

Muita cautela!

Se passarem por esta loja, NÃO ENTREM! É que não quero nada ver as minhas queridas consumistas assim... decapitadas...

Escusam de me agradecer...

Porque estou sempre pronta a ajudar o próximo, sendo conhecida neste meio (e em muitos outros – porque sou pessoa extremamente famosa) como a madre Teresa da Blogosfera, aqui estou eu, novamente, pronta para vos prestar auxílio em forma de conselho amoroso.
Assim, meus queridos e tristes encalhados, deixo-vos a resolução dos vossos problemas de solidão:

Amem o Bacalhau!

Só uma curiosidade...

Por acaso já levaram os vossos filhos ao PATRÃO dos Descobrimentos?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Eu adorava...

... Ser um destes deputados que estão nas filas de trás e cujas funções consistem em bater palmas, acenar com a cabeça e proferir as seguintes frases:
- Apoiado!
- Muito bem!
- É isso mesmo!

Acho mesmo que conseguiria desempenhar estas funções com um brilhantismo impar! Era mesmo capaz de inovar e introduzir novas expressões como, por exemplo:

- Olh'o'Ólá fresquinho!
- Quer frô? Quer frô?
- Boliiiiiinhaaaaaaa... Quentinhaaaaa...

A sério... Acho mesmo que eu seria uma lufada de ar fresco, uma espécie de Kate Middleton da AR.
Agora que tive esta visão, acho que vou abandonar a minha zona de conforto e me vou filiar num partido qualquer para perseguir o meu sonho!

Que ignomínia!

Isaltino tem toda a razão para estar indignado (aqui). É indecente o Governo tratar os autarcas como delinquentes e Isaltino, pela parte que lhe toca, exige rigor linguístico.
- Tratem-me por corrupto, se faz favor!

Rewind please!

Acabei de ter uma interessante conversa telefónica com João Silva (o apelido não era este…), pessoa que não conheço pessoalmente e que se encontra a substituir uma outra que está de férias. O SENHOR foi muito simpático e toda a conversa decorreu sem sobressaltos. Tratei de todos os assuntos pendentes e, no fim, pedi-lhe o e-mail para posterior contacto. O SENHOR diz-me, então, que me vai dar o seu e-mail pessoal porque têm tido alguns problemas informáticos na empresa. Era este o e-mail pessoal do SENHOR:
Juro… o SENHOR (que eu tratei mil vezes como tal, cuja voz de bagaço não ajudou e que eu já imaginava ser o feliz possuidor de um bigodinho maroto) era, afinal, uma mulher… 

Anda tudo à espera das férias… e eu?

Eu, não. Eu sou diferente. Eu não estou à espera de férias. Quer dizer, eu vou de férias… que remédio… hei-de retirar-me para a minha clássica e longa temporada de praia. Mas… não estou à ESPERAAAAAAAA (como vocês… que andam aí todos semi-dementes). Não… eu penso nas férias com algum desconforto. Uma contagem decrescente, mas ao contrário. Enquanto vocês andam todos a espumar e a revirar os olhos (como a miúda do exorcista, que até me metem um bocado de medo), a riscar dias no calendário e a murmurar desconexos que AINDA faltam 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3… dias para as férias. Eu, sento-me tranquila na minha cadeira e murmuro (de mim para mim – que tenho diálogos interiores muito profundos), JÁ SÓ faltam 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3… dias para as férias.
Quanto mais perto ficamos do dia de partida, mais apoquentada fico com a perspectiva e mais vontade tenho de ir trabalhar. Este é o momento em que vocês, sentados aí desse lado, começam a sentir-se desconfortáveis, incomodados e com alguma vontade de nunca mais cá voltar. A cada palavra que vão lendo, cresce em vocês o sentimento de bizarria. Mas, tal como acontece quando passam por um acidente de automóvel, os vossos olhinhos, contra a vontade do vosso cérebro, teimam em a avançar por estas linhas, fora do vosso controle. Neste preciso momento, nada mais vos interessa. Esta é uma situação demasiado intrigante e perturbadora. Vocês agora só querem, realmente, saber qual a razão de tamanha aberração.
E eu, como sou vossa amiga e não gosto de vos ver em sofrimento, explico.
Depois de muito reflectir sobre este assunto e de o ter analisado sobre várias perspectivas, cheguei a uma conclusão muito estimulante. Eu sou uma jarra.
E vocês fazem:
- Ohhhhhhhhhhhh… uma jarra?
E eu, então, peço o favor de se acalmarem.
- Acalmem-se, por favor!  
 E, apesar de ter sido interrompida pelas vossas interjeições despropositadas, continuo a expor o meu estudo científico.
Sim. Eu estou sempre bem onde estou. O meu local favorito é sempre aquele onde me encontro. Por exemplo:
Situação 1: Põe-me numa mesa ao pé da janela durante 3 anos.
Reacção: Eu fico contente;

Situação 2: Levam-me para a casa de banho, com umas flores de cheiro durante uma década.
Reacção: Eu fico feliz por poder ajudar a dissipar os maus odores.

Situação 3: Levam-me para a despensa para o resto da eternidade, porque estou fora de moda.
Reacção: Eu fico radiante por poder confraternizar com o Atum Bom Petisco (e até com o Ramirez), com a massa meada e até com o pacote de Maizena (que coitadinho, é um bocado enfadonho por sofrer de baixa auto-estima por já estar fora de prazo há cerca de dois anos).
E pronto. Ao contrário de vocês que nunca estão satisfeitos (e que certamente viajam a crédito e vivem acima das vossas possibilidades. Não sei a que propósito é que isto veio agora, mas acho sempre didáctico termos um momento Medina Carreira), eu, Jarra, sinto-me plenamente satisfeita com a minha localização geográfica.

P.S. Reparem. Quando vou para férias depois até gosto de lá estar (e não quero voltar). Mas, enquanto não vou, estou extremamente feliz e esfuziante no local de trabalho.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lá por ser Julho, não quer dizer que eu não tenha frio...

Pois que vovó se encontra a escrever-vos este genial texto com uma mantinha polar (preta) pelos ombros. Também... querido consorte não está cá, pelo que não necessito de estar linda e sexE, podendo mesmo ter um carrapito e uma dentadura postiça, que não faz mal nenhum. 
Bem... adiante... 
Há bocado, fui pé ante pé, com a minha mantinha preta e esvoaçante pelos ombros, espreitar se filho já estava a dormir. Quando entro no quarto, de forma furtiva e silenciosa, sou surpreendida por um grito de filho, que fez:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
Eu, assustada, olho em volta  à procura do perigo oculto, ao mesmo tempo que emito som idêntico:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
Filho, então, diz:
- Ah... és tu... pensava que era o Batman!

Coisas absolutamente humilhantes que podem acontecer na vida de uma pessoa (vá lá que desta vez não foi a mim):

Fazer uma apresentação numa reunião onde se pretende causar boa impressão (emocionar, mesmo), sendo que a carga da caneta (Bic) rebenta nas mãos do apresentante e este encontra-se tão nervoso que só dá por isso quando já tocou em vários pontos da sua cara, ficando a mesma num estilo muito próprio (o conhecido estilo Dálmata), cheia de manchas (enormes, gigantes mesmo) de tinta azul sobre cútis vermelho tomate.