Ao inspeccionar o interior da casota de Cánis, deparo-me com o inesperado. Mais! Diria mesmo com o imprevisto, o surpreendente! Para além do seu leito e da sua tijela de comida, Cánis possui interessante.... tcha-tcha-tcha-tchan... LITERATURA! Neste preciso momento, Cánis encontra-se a ler "Os Anjos", de Teolinda Gersão. E a seguir, o que virá?! "As cinquenta sombras de Grey"?!
domingo, 5 de agosto de 2012
Ainda gostava de saber...
... Porque é que, por mais cuidado que se tenha, o cheiro das sardinhas se aloja SEMPRE nas nossas mãos. Parece que trepa pelos talheres...
sábado, 4 de agosto de 2012
É Verão
Crescem Relações-Públicas nas árvores! Há Relações-Públicas debaixo das pedras, Relações-Públicas na praia, Relações-Públicas no mar, Relações-Públicas na areia, Relações-Públicas nas conchas e, até, Relações-Públicas nos búzios.
Toda a população flutuante do Algarve é constituída por Relações-Públicas. Hordas de Relações-Públicas. Manadas de Relações-Públicas. É até perigoso atravessar as ruas pois podemos ser colhidos por largadas de Relações-Públicas. É uma espécie de Pamplona mas, em vez de touros, são usados Relações-Públicas. E esta, é uma situação muito perigosa. Estas largadas têm como objectivo levar-me a mim e à minha família (únicos exemplares de não-Relações-Públicas existentes no Algarve, para locais de diversão nocturna). E nós, que não nos queremos deslocar a esses locais, somos obrigados a usar medidas de extrema cautela quando saímos da nossa habitação. Isto porque os Relações-Públicas, apesar de, na sua maioria, não terem concluído a quarta classe, são uma espécie extremamente hábil e farejam-nos a grandes distâncias. Para os enganarmos, mandei imprimir cartões com os dizeres "Public-Relations Guru" que, até agora, têm vindo a resultar. De cada vez que sou abordada por um Relações-Públicas (coisa que acontece mais ou menos de 5 em 5 segundos) apresento o meu cartão dourado de guru. Os Relações-Públicas olham-me com grande admiração. Sentem que faço parte deste alargado clã, mas que pertenço a uma casta superior. Sou tratada com reverência, uma espécie de Tom Cruise (sem as operações plásticas, claro) da Cientologia, mas numa vertente public relations. O sucesso tem sido tal, que pondero agora criar uma seita.
Era isto... Se quiserem aderir à relaciologia-publicologia, o meu NIB é o 00098098980808977453434343. Em troca de 75% dos vossos rendimentos eu ajudar-vos-ei a saber pairar de mesa em mesa com intenso glamour, fingindo conhecer toda a gente e, consequentemente, a singrar na vida.
Relato de uma manhã de férias
Acordar às 9h00 (com sorte, claro. Normalmente às 8h00). Preparar pequenos-almoços (alguns mais do que uma vez, já que as primeiras indicações dadas ao pessoal da cozinha - eu própria - nem sempre estão correctas). Pedir 45 vezes para filhos vestirem os fatos-de-banho. Desistir e ir lá eu própria vesti-los. Vestir o meu próprio fato-de-banho. Olhar ao espelho na expectativa de vislumbrar uma cara de veraneante saudável e cruzar-me com o nosso velho amigo, o urso Panda. Ter ganas de entoar a música do Festival Panda (como forma de recordar essa gloriosa tarde de Domingo, no Estádio do Restelo). Abster-me de cantar tal música, para evitar entrar em depressão profunda. Preparar o saco de 20 quilos (quase seria melhor levar uma bilha de gás) que carregarei solitariamente pelo areal. Iniciar o processo de insistentes avisos que "está na hora de ir para a praia". Perceber que ninguém me liga nenhuma porque os desenhos animados são muito mais apelativos que uma mãe desgrenhada. fazer uma nota mental para melhorar a aparência de modo a ficar mais parecida com uma Winx. Arrastar filhos pelo chão até ao carro (ginástica de braços: check). Chegar à praia e, ponto positivo, ter lugar à porta (obrigada troika). Correr atrás de filhos pela passadeira, enquanto carrego o saco-bilha-de-gás e, claro, baldes, pás e ancinhos. Despir. Correr atrás de filhos pela praia, para correcta aplicação de (novo) protector solar. Estender a toalha e atirar-me para descansar. Filha comunicar, de imediato, que pretende efectuar um cocó. Forma sub-reptícia de me informar que fui contratada para trabalhar e não para descansar. Voltar a vestir a roupa (acabada de despir) para nos deslocarmos à casa-de-banho. Ir à casa-de-banho. Voltar para a praia. Ser re-informada que, afinal, havia mais. Regressar à casa-de-banho. Voltar para a praia (ginástica de pernas: check). Apanhar conchas (que são religiosamente guardadas no saco que irei carregar de volta, adicionando-lhe mais 10 quilos). Ir almoçar.
Estou em crer que preciso de férias....
Um dia, ainda me vai dar para isto!
Quando for aos Jogos Olímpicos, quero levar o modelito da Princesa Ana (sobretudo os óculos! Quero muito aqueles óculos! Sinto muito desespero por não deter semelhante par de óculos)!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
What?!
Filho: Monta tu a virgem, que eu não consigo.
Amigo de filho: Mas queres que eu monte a virgem ou o bico da virgem?
Filho: quero que montes toda a virgem!
Amigo de filho: Mas queres que monte a parte de cima ou a parte de baixo?
Filho, já irritado: Monta a virgem e cala-te.
Amigo de filho: Mas não estou a perceber... Isto aqui é o quê?
Filho: Então não vês? Isso é o coiso da virgem!
Entrando de rompante no quarto, pronta a enfrentar a pior das pouca-vergonhas, deparo-me com... os Beyblade todos desmontados...
Menos mau, portanto...
Acho indecente!
Já não se pode ter uma ideia maravilhosa, que vai tudo a correr imitar...
É que acho MESMO indecente que alguém tenha comprado o recuerdo que eu estava a planear levar para a senhora Merkel...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Cutxi, a moderna
Pequena Cutxi foi tosquiada hoje. Nativos lacobrigenses afirmaram entre si (em algarvio, claro), ao vê-la passar:
- Ólha lá aquéle canito, se nã tém um corte radicál!
Ei-lo!
O fotoprotector, vulgo protector solar, que encerra em si mesmo um enigma. É um enigma muito engraçado. Uma espécie de quebra cabeças, que consiste em tentar descobrir como aceder ao seu conteúdo. E isso é muito agradável, sobretudo em dias em que o sol está muito forte porque, enquanto tentamos arrombar a embalagem, ficamos muito, muito bronzeados. Claro que, no entretanto, temos de solicitar a pessoas que se encotram na praia a dádiva de protector solar sem enigma (coisa de pobre, portanto). Mas pronto... Parece-me que o enigma é tão bom, que nos vai ocupar o Verão inteiro...
Tristes notícias
Ao contrário do que pode transparecer desta fotografia...
... não estamos perante um casal feliz.
Nem sei bem como vos hei-de colocar a situação mas, a verdade, é que Cánis não é quem nós julgávamos ser. Não... desde ontem que Cánis tem revelado o seu verdadeiro carácter. O seu lado mais obscuro. Cánis, em bom rigor, é... nem consigo dizer isto... Mas pronto, vou respirar fundo e tentar escrever de rajada as palavras que se encontram presas nos meus indicadores. Cá vamos! Cánis é... desculpem... é muito duro... não me sai... Vou fazer uma última tentativa e, se não conseguir, deixo o assunto por aqui. É demasiado tenebroso... Mas eu sou forte! Eu necessito da vossa ajuda! Um, dois, três! Lá vai:
- Cánis é, na verdade, um Paco Bandeira!
Pronto! Está dito! Sinto-me mais leve agora que verbalizei.
Desde ontem que Cánis, sem qualquer pudor, dá chapadões no focinho de pequena Cutxi. E esta é uma situação em que a expressão "chapadões no focinho" não é utilizada como uma metáfora brejeira. Não. A expressão "chapadões no focinho" é aqui utilizada no sentido literal. Cánis utiliza a sua pata para desferir rudes golpes no pobre focinho de pequena Cutxi. Pequena Cutxi gane de medo de forma descontrolada. O nosso dia-a-dia é passado como se estivéssemos numa permanente matança do porco, com os guinchos que lhe estão associados (não que eu alguma vez tenha participado em alguma. A minha referência mais próxima era a grande matança do peru natalício. Situação muito mais controlada uma vez que o animal se encontrava ligeiramente ébrio, com grandes quantidades de álcool no sangue). Mas , pronto, lá estou eu, a afastar-me do grave drama que aqui se vive... Enfim, o nosso dia-a-dia também inclui inúmeros salvamentos (eu, aliás, já nem tiro o meu fato-de-banho encarnado das Marés Vivas) de pequena Cutxi. Pequena Cutxi atirada para o chão em versão tartaruga de pernas para o ar. Pequena Cuxi encurralada num canto a levar na tromba (aqui sim, já estamos perante uma metáfora brejeira, uma vez que pequena Cutxi não tem tromba). Pequena Cutxi a desfalecer sem alimento e sem água (devido ao facto de seu legítimo esposo a impedir de se chegar aos bens mais básicos desta vida). Enfim... um verdadeiro terror em terras algarvias. Aliás, se atentarem na fotografia que fiz o favor de vos deixar, poderão reparar no olhar de esguelha que Cánis dedica a pequena Cutxi. Permanentemente à espera que a pobre criatura ponha o pé em ramo verde para, trás, lhe enfiar um chapadão na focinheira.
E agora pergunto: Deverei contactar a APAV ou dirijo-me directamente ao posto da GNR mais próximo?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Perfect match
Os meus sapatinhos de quarto condizem de tal forma bem com a minha fatiota Irmão Metralha, que estou a ponderar o abandono da Havaiana em prol da pantufa.
Amanhã gostaria de ir à praia
No entanto, o vento uiva lá fora como se estivéssemos numa tenebrosa noite de Janeiro. Já me arrependi de não ter trazido um par de meias...ou collants, mesmo...
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