segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Também tu, Cánis?

Parece que, para além de filhos e querido consorte, também Cánis pretende ver-me a fazer um "APROVEITAMENTO" extremamente intensivo dos nossos dias de praia...
-Se já estás pronto, embora lá então! Traz também o protector e a tua toalha...

Se calhar, vou lá para fora com a lata de insecticida de Maman...

Juro que, com este calor, as cigarras estão de tal forma descontroladas que, por momentos, julguei que o barulho provinha da cozinha... da panela de pressão!

Como é que se desliga isto?

A sério!? Filhos têm um relógio biológico apuradíssimo. Na realidade, filhos são, eles próprios, relógios suíços da maior qualidade, precisão e confiança. Julgo, até, que se podem tratar de edições limitadas de Patek Philippe. Independentemente da hora a que se deitam, acordam sempre (sempre!) às 8h49! Só lhes falta aquele botão de desligar e de voltar a tocar dez minutos depois... é que eu já só pedia mais dez minutos. Acontece que não tenho esse direito! Querido consorte, conforme saberão, sofre de mola matinal. Assim sendo, ao primeiro ruído da madrugada, salta da cama como se de um canguru se tratasse. E, a partir desse momento, o meu descanso fica posto em causa. A partir desse terrível momento, querido consorte questiona-me, repetidamente, sobre a hora a que pretendo erguer-me do meu leito. Ora, eu não posso confessar que não pretendo erguer-me do meu leito. Muito menos que o meu sonho é viver de noite, sem sequer avistar a luz do sol (pois correria o risco de ser assassinada por meio de uma estaca espetada no coração, indo, depois, a enterrar, rodeada de dentes de alho). Assim sendo e contra a minha própria vontade, reúno todas as forças presentes no meu corpo e arrasto-me para fora do quarto, para logo me deparar com uma actividade absolutamente frenética de papas, torradas e copos de leite. É que, estamos com pressa, percebem? Há tensão no ar. Há stress. Há impaciência. Segundo me dizem, temos de nos despachar com extrema rapidez para ir APROVEITAR a praia. Eu confesso que gostaria de aproveitar a minha cama... Mas não... isso não são férias! 
Assim sendo, aqui estou eu, em pleno areal, a fazer castelos na areia, a dar mergulhos de sereia e a aproveitar... parece que assim é que é bom. Isto é que são férias!

Alguém tem uma botija de oxigénio que me empreste?

Maman espalha alegremente insecticida pela sala, ao mesmo tempo que dirige a Cánis, com voz doce, frases como:
- também não gostas destes bichos, não é, meu Cánis? Pois... têm de se ir embora... porque, ou saem daqui... ou, então, MORREM!
Eu, pela parte que me toca, já não consigo respirar. Se calhar, é mesmo melhor ir-me embora...

domingo, 19 de agosto de 2012

Body surfing de qualidade - parte II

Continuando a minha saga de body surfing com a natureza, apresento, já não uma situação de body surfing COM VACA, mas uma nova situação, reveladora da minha desmesurada coragem:

Body surfing com gafanhoto

Apesar de já me encontrar a salvo na minha própria residência...

... continuo a sentir bastante medo...

A prova irrefutável!

Tendo em conta a recente e visível interacção entre mim e tio Pipoco, logo vozes se levantaram para afirmar que tio Pipoco, homem extremamente profundo e cheio de mundo, não poderia, nunca, perder o seu precioso tempo a ler o meu (também extremamente bom, segundo as minhas próprias palavras) blog. Houve até quem, perante o meu iminente sucesso blogosférico, ousasse afirmar que, na verdade, não era tio Pipoco quem lia os meus interessantes textos, mas sim Ruben Patrick, esse... rústico? Chegaram a afirmar que, Ruben Patrick ter-se-ia apoderado da assinatura de tio Pipoco, espalhando assim e sem qualquer critério, comentários pelos blogs mais triviais. A essas pessoas (extremamente ruins) que querem, claramente, desvalorizar o meu dom inato para as artes da escrita, ao mesmo tempo que tentam, a todo o custo, denegrir a minha impoluta imagem, resta-me, apenas, deixar-vos o comentário de tio Pipoco (o único e original) enviado ontem, pelas 19h16 (certamente enquanto lia um excelente livro e antes de um jantar calmo e tranquilo numa esplanada situada no topo de uma falésia, com vista para o mar).
Ei-lo!

Resta-me, apenas, agradecer a Tio Pipoco que, apercebendo-se da minha inquietude, acorreu em meu auxílio e com apenas quatro palavras e ao melhor estilo de Sigmund Freud, tratou de me acalmar. Por essa boa acção, agradeço do fundo do meu coração.

Tive de me camuflar...

Lembram-se DESTA pessoa?
Pois... anda outra vez aqui pela praia. 

No meio de tantos chapéus-de-sol, julgo que, assim, talvez me safe...

Cheguei agora do jantar e nem sei bem como vos contar o que nos sucedeu

Eis que chegados ao restaurante fizemos o nosso pedido. Maman pediu um peixe indiferenciado e bastante em conta*, sendo que o empregado nos informou que não tinha tal peixe. Nisto, o chefe de mesas, que se encontrava mais atrás, avançou a passos largos na nossa direcção, corrigindo a informação dada pelo empregado de mesa.
Afinal, ainda havia uma posta do tal peixe indiferenciado e bastante em conta. Era, aparentemente, a posta do rabo (do peixe, claro).
Mal prestou tal esclarecimento, o chefe de mesas iniciou, de imediato, o percurso inverso, voltando, assim, para o local onde se encontrava antes. Acontece que, ao mesmo tempo que se afastava, o empregado de mesa explicava-lhe, com volume crescente na voz (na mesma proporção da distância que se criava entre ambos):
- Mas estes SENHORES NÃO...
E, no momento em que o empregado de mesa concluía a sua explicação, fez-se um silêncio momentâneo, pelo que as palavras (gritadas) que ecoaram pelo restaurante foram as seguintes:
-... COMEM RABO!?
E foi assim que todos os clientes, perfeitamente coordenados entre si (como se fizessem parte de um reputado esquema de natação sincronizada), giraram as suas cabeças para perceber quem... quem... é que se dirigia a um restaurante para COMER RABO!?
E, ali ficámos nós, pequeninos, pequeninos, a escorregar pelas cadeiras abaixo, procurando refúgio debaixo da mesa mas, ainda assim, na mira de toda aquela gente, que nos lançava olhares de desprezo. De repugnância, mesmo... 
Claro que, tendo em conta a humilhação sofrida, ingerimos a a nossa refeição sorumbáticos e a uma velocidade estonteante.
Ao sair, ainda ouvimos murmúrios que, julgo poder reproduzir com alguma segurança. Aquelas pessoas apontavam e diziam:
- São aqueles... são os come-rabos...
E pronto... queria apenas obter a vossa compaixão... é que é bastante triste ser publicamente apelidada de come-rabos (ainda para mais quando todos sabemos que este ano não há rabos de jeito no Algarve).

* Tio Pipoco, na verdade era cherne. Mas gosto de fingir que me alimento de peixes bastante básicos (sardinhas e assim...) para as pessoas se identificarem comigo. É boa ideia, não e?

sábado, 18 de agosto de 2012

Olha... agora é que não percebi... logo eu, que sou pessoa tão profunda...

Querido consorte foi-me encher o depósito do carro*. Parece que, na bomba de gasolina, estavam a oferecer uma revista por cada depósito. Querido consorte chegou a casa e disse:
- Olha... tens aqui a Caras! Davam, à escolha, a Visão ou a Caras. Achei que querias a Caras...

*Tio Pipoco, é um grandA carro, daqueles cheios de cavalos que fazem vrum, vrum!

Ai minha nossa senhora!

Encontro-me sob vigilância!
Acho que não aguento a pressão...

P.S. Agora sei o que sente o Primeiro-Ministro de um país, em véspera de avaliação da Troika. 

Gosto disto!

O que eu gosto de estar na praia a ouvir as conversas alheias...
Hoje tenho um grupo do Porto (Ah carago, que isto é tão bom) e duas matronas (sendo que ambas maldizem o marido de uma delas).
É que fico de tal modo embrenhada nos temas abordados que, se me distraio, corro o risco de, inconscientemente e numa espécie de transe, ser levada a sentar-me no meio do grupo do Porto ou, até, de me ir deitar na toalha da matrona. Só para ouvir melhor...

Estamos a ser vítimas de um fenómeno paranormal!

Sabem aqueles ossos nojentos de cabedal (ou lá o que é aquilo), para os cães roerem? 
Pois que algo de verdadeiramente terrível se passa nesta casa! Cánis e pequena Cutxi partilham uma dessas... coisas. Acontece que essa... coisa, tem um cheiro nauseabundo. Mas, quando digo nauseabundo, é MESMO nauseabundo. Esta tarde convenci-me que algum deles tinha feito o seu, como hei-de dizer, cocózito (sim, cocózito parece-me uma boa forma de pôr a coisa), no interior da casa de papai. Inspeccionei o chão à lupa, com requinte de Hércule Poirrot mas, no entanto, nada encontrei. Entretanto, o meu requintado nariz não me dava tréguas. Algo, na casa de Papai, exalava odores extremamente incomodativos. Fiz segunda tentativa, desta vez usando métodos mais primitivos e, ao farejar a habitação, fui levada até à... coisa! Identificada a origem do odor, peguei na... coisa com uma pinça e lancei-a para o exterior. No entanto, tanto Cánis, como pequena Cutxi, têm um afecto muito especial à... coisa, pelo que foram, de imediato, resgatá-la. Ao fim de três tentativas de lançamento da... coisa, desisti e fui trancá-la na despensa. Acção que não pratiquei impunemente, já que Papai me perguntou, de imediato, o que ia fazer com a...coisa. Quando confessei os meus intuitos, Papai afirmou, indignado, que não podia pratica tal acção, já que os cães necessitavam da... coisa. Apesar desta pertinente chamada de atenção, não me detive e tranquei a... coisa nos confins da despensa.
Acontece que, agora mesmo, voltei a identificar o odor. Eis senão quando olho de esguelha e lá está ela... a olhar para mim... ali deitada... no chão da sala...
E agora... bem, agora estou capaz de chamar um padre... para fazer um exorcismo da ... coisa. Julgo que é capaz de ajudar...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

E agora que já me passou a fúria, talvez possa falar sobre o assunto...

Filho, hoje, ligou a mangueira e regou a sua irmã.
E vocês lêem isto e pensam:
- E então? Estamos no Verão, de férias, andamos sempre de fato de banho, o que é que isso tem de especial?
E eu, então, esclareço:
- Filho ligou a mangueira no exterior e, através da janela, regou a sua irmã que se encontrava no interior do seu quarto. Regou, também as camas, as paredes, as almofadas, os tapetes, os quadros... regou... digamos... tudo!
Mas pronto... agora que já limpei uma parte e o resto já secou, encontro-me apta a referir o assunto... 

Love

Socorro!

Fui atacada por pessoa que só fala de doenças! E de médicos! E que diz o nome completo dos médicos, com evidente orgulho! E que foi a muitos! Aos mais reputados especialistas, nas mais variadas zonas do país! Fala de forma a impressionar o seu interlocutor (eu própria, portanto). A pessoa fala sem parar daqueles magos da saúde e da doença, como se fossem seus amigos e como se eu os conhecesse intimamente. Na realidade, como se todos eles dormissem na minha cama. O relato é feito de modo a dar aos profissionais de saúde uma aura... como direi... sexy, de Brad Pit, mesmo. Como se aquelas palavras descritivas de exames (só exames ao olho direito, fez 9 numa só manhã!) medicação, cortes e anestesias (utilizando, é claro, os mais rebuscados termos técnicos)  tivessem o poder de me deixar completamente arrebatada. Doidona, mesmo. A querer frequentar hospitais como forma de diversão nocturna... e até diurna! Que me levassem a invadir gabinetes médicos e a atacar, com volúpia, os seus ocupantes de bata branca. Também mencionou, é claro, os euros que teve de gastar este ano... e que foram muitos! Milhares! Para cima de cinco mil, vejam só... cinco mil! Isto, claro, com comparticipação, porque, sem ela, a conta iria para lá do quádruplo. Coisa boa, coisa digna de registo, coisa de luxo e que vale a pena  ostentar!
Tive de simular uma insolação e correr para a água, em agonia. Mergulhei para as profundezas do oceano para não mais voltar a emergir. A pessoa não se preocupou minimamente com o meu afogamento. A pessoa continuou pela praia, em busca... 
E agora... agora... vejo-a ali ao fundo... está a atacar outra vítima...

É que, ainda hoje, me rio com isto...

Hoje, estivemos com ESTA amiga de filhos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Hoje à tarde, um amigo de papai relatou-me uma conversa entre ambos:

Amigo: Tu ainda vais trabalhando?
Papai: Sim... ainda dou umas consultas no consultório...
Amigo: Mas ainda trabalhas muito?
Papai: Para aí umas 8/10 horas...
Amigo: Eh lá... mas isso é muito...
Papai: Pois é, pois é... ando a ver se reduzo...
Amigo: Também compreendo! 8/10 horas por dia é muito para a malta da nossa idade!
Papai: Calma lá! Eu trabalho 8/10 horas, mas por semana!

Acabei de avistar uns!

Em resposta ao APELO:


Não percebo!? Estou aqui há horas aos gritos e a olhar para o céu... e não acontece nada!

Vader family

Hummmmmmm... Talvez possa mandar filho saquear os sacos de alimentos...