segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Apesar de aniquilada pelos críticos das redes sociais

É importante que se saiba que a minha pintura de pendor marcadamente melancólico porém futurista, inspira toda uma nova geração de artistas!


(à esquerda temos uma obra da minha filha, sob o título "A ETAR num dia de Verão") 


Claro que depois a pessoa esmorece

A pessoa pensou que este fim-de-semana podia deslumbrar a sua própria família com cozinhados esfuziantes, a pessoa foi ao supermercado comprar os ingredientes para fazer um Pesto de Beterraba,  um Bucatini incrivelmente cor-de-rosa, mas claro que, como a pessoa nunca tinha comprado beterraba crua, veio para casa bastante feliz com uma embalagem de rabanetes. A pessoa realmente achou estranho que a beterraba também respondesse por rabanete, mas sendo o rabanete cor-de-rosa, a pessoa deixou-se levar e só no dia seguinte é que pensou profundamente no assunto, googlou, e ah-ah!, apesar de partilharem a cor, rabanetes são rabanetes e beterrabas são beterrabas. A pessoa foi então, pela segunda vez, adquirir a sua beterraba, cirandou por entre os frescos por mais de dez minutos, a pessoa não conhecia o aspecto de uma beterraba crua e portanto não fazia ideia de que a beterraba se aparentava com uma batata e ficou deveras feliz por, finalmente e depois de um incrível safari por entre legumes e raízes, ter descoberto a ambicionada beterraba. A pessoa trouxe então a beterraba para casa, seguiu a receita à risca, nervosíssima, que a pessoa enerva-se horrivelmente na cozinha, mas a pessoa foi ganhando alento, conseguiu este resultado final absolutamente espectacular em termos de cor, caramba, estava mesmo apetitoso, vitória, vitória, podem vir para a mesa, rápido antes que arrefeça!


Resultado: ninguém gostou. 


domingo, 30 de outubro de 2016

O que estiveste a fazer hoje, Palmier?

Vai para cerca de setenta e seis anos que não me dignava a sujar as mãos com tinta. E foi bom.



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Hey, como é que isto é possível, então eu não ganhei?!

Nem pensem que as coisas ficam assim, vou exigir uma recontagem dos votos!


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Só desgostos

Depois a pessoa telefona ao seu filho, que foi fazer uma visita de estudo, e ele diz-lhe que está a regressar à escola, que está perto do escritório de uma pessoa, e então a pessoa vai à janela e vislumbra lá ao fundo a carrinha, põe-se na sua melhor pose de rainha-mãe, acenado do varandim, muito satisfeita e extremosa, depois passam dez minutos e a pessoa recebe uma chamada do seu querido filho, perguntando muito indignado:

- Oh mãeeeeeeeee!, para que é que foi aquilo?!




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Que bom que chegaram estes dias de Outono, chuvosos e deprimentes

É que, quando não há mais nada para fazer, os blogs animam-se de tal forma que é certo e sabido que, não tarda, teremos uma blogo-guerra para nos alegrar os serões. É que está no tempo delas, e isto é mais ou menos como o calendário da apanha da fruta.

Não é em vão que se diz que esta é a época alta dos blogs!



sábado, 22 de outubro de 2016

Ainda estou a recuperar desta experiência traumática

Fui deixar a minha filha a uma festa daquelas que não vale a pena voltar para casa, que quando se chega tem de se voltar a sair para ir buscar, e então pensei que podia aproveitar para ir ao Ikea buscar aquelas molas de fechar os pacotes de bolachas e ver as almofadas, que os enchimentos de penas do Ikea são de longe os melhores enchimentos de todos, os mais confortáveis e fofinhos, e então lá fui eu, estacionei o carro, subi por ali acima, o bafo de calor, Deuses!, comecei o percurso em passo rápido, sofás, mesas, cadeiras, estantes, cozinhas, a fila de pessoas para imaginar a cozinha perfeita na companhia dos diligentes funcionários devia ter algumas cem pessoas, todas encostadas por ali fora com um ar desesperado, a derreter, pior que numa repartição de finanças, depois a secção de camas e colchões, pessoas deitadas por todo o lado, as camas desfeitas, os lençóis amarrotados, os edredons virados ao contrário, um caos completo, e o calor?, minha nossa senhora dos trópicos..., depois quase corri, a secção de crianças, os brinquedos inúteis, as escadas, os pratos, os talheres, os copos, as panelas, depois as almofadas, parei nas almofadas, mas logo fui abalroada por um casal, ela agarrou numa almofada e mostrou-a ao namorado como quem acabou de caçar um coelho no meio da floresta, mas o namorado respondeu-lhe de imediato que não, oh môr, essa é bué clichê, toda a gente tem uma almofada dessas!, e então ela largou o seu coelho entristecida e avançaram com o mesmo entusiasmo para as almofadas seguintes e eu ali fiquei, a observar de soslaio a almofada clichê até que fui interrompida por um casal já entradote, a senhora tocava nas almofadas todas e dizia que ela, percebi depois que era a nora, não tinha paciência para procurar mas que ela, a mãe, ia encontrar a almofada perfeita para o seu filho, e então o marido pegava nas almofadas todas e trazia-as à sua mulher como se fossem um santo no andor, para que a senhora se pronunciasse sobre a qualidade, mas a senhora afastava-o irritada e com desprezo, era evidente que ela é que ia encontrar a almofada do seu menino, e então eu desisti das almofadas, passei pelos tapetes, pelas coisas de casa de banho, onde ainda tive oportunidade de ouvir uma senhora gabar a inegável qualidade de uns toalheiros azul turquesa, enquanto o marido respondia em tom estridente, porra, eu já te disse que não quero comprar  nada!, depois passei pelos cabides, pelas caixas, pelos candeeiros, pelas molduras, pelas plantas e... caramba... as molas?! Esqueci-me das molas! Felizmente havia molas junto às caixas. Trouxe logo quatro pacotes, cento e vinte molas, para não ter de voltar tão cedo. Agora estou à porta da festa. Já escrevi este post e ainda faltam quinze minutos para acabar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Faltam-me vinte e poucas páginas

Por um lado apetece-me imenso arranjar um bocadinho para o acabar, por outro não quero nada acabá-lo no num sítio confuso e barulhento... 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

OMG! OMG! Recebi agora mesmo a acta da última reunião de obra!

Em curso: 
- Escadas. Lajes interiores;
- Abertura de roços para infraestruturas;
- Estrutura do Piso -1 (Acesso Garagem).
Sem evolução (apreciável):
- Infraestruturas enterradas;

Meus bons amigos, rápido, cheguem-se aqui à nossa janela manuelina e espreitem com prudência, acobertados por este grande cortinado de veludo escarlate!

Aquilo lá longe, por entre as brumas cinzentas do horizonte, é mesmo o nosso D. Sebastião dos blogs, ou será apenas um preâmbulo para o anúncio de mais um daqueles Blogo-Cursos?


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Este já foi um fim-de-semana de Outono, daqueles passados em casa, com os nosso animais de estimação

A ideia desta sessão fotográfica surgiu-me porque vi um queijo flamengo no supermercado e depois já se sabe, uma coisa leva à outra e, quando damos por nós, estamos todos mascarados.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Minhas queridas, porque estamos na mudança de estação, tal como a Zara, também nós temos de lançar a nossa nova colecção de blogo-regras

Assim, minhas boas amigas, para além da nova fala delicada, lançada em exclusivo na passada semana daqui para o mundo, proponho que se mantenha em vigor e se incentive o uso do sistema "Blog de Reclamações". Aquele blog a que o anónimo mauzão pode recorrer a qualquer altura e sempre que aqui leia alguma coisa que não lhe agrada, para apresentar a sua própria queixinha. O anónimo mauzão lê a coisa terrível, fica nervoso, digita com os dedinhos trementes o endereço do seu Blog de Reclamações, despeja a sua ira directamente na caixa comentários do dito blog, carrega no publicar e livra-se imediatamente da amargura que o consome, sentindo-se instantaneamente muito melhor.

E pronto, assim deixam-nos as caixas de comentários livres de toxicidade, o que acaba por ser excelente para todos. Não concordam, minhas queridas?

(para mais informações sobre Blogs de Reclamação, consulte por favor a rede aderente)


sábado, 15 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Estava aqui a pensar...

E cheguei à conclusão que devíamos mudar a nossa forma de estar no blogger, transformar isto numa coisa mais anos cinquenta, eu mandava redecorar este meu cantinho em estilo Luís XV e depois recebia-vos a todas com muito agrado e um beijo no ar, sentávamo-nos muito direitinhas na beirinha das cadeirinhas doiradas, tirávamos as nossas luvas para depenicar uns petit-fours de coco e umas finger sandwiches de pepino, cada uma a equilibrar com mestria o seu pires e a sua xícara de chá, como se estivéssemos num lanchinho em casa da avó, tratávamo-nos todas muito bem umas às outras, ah, minhas queridas, havíamos de falar imenso sobre coisas interessantes, as invejas que despertamos quando nos passeamos por esse blogomundo fora e isso, vocês haviam de me achar impagável e havíamos de nos rir sobremaneira a fazer boquinhas devidamente tapadas pelos guardanapos de linho bordados, sempre todas muito bem postas, monocórdicas e marotas. Não acham boa ideia?

minhas queridas?



Minhas amigas…?






Meus amores…?!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A propósito do Nobel

Ainda não perdi a esperança de, um dia, atribuírem o Nobel da Literatura a um escritor cujos livros eu tenha lido previamente...


terça-feira, 11 de outubro de 2016

E então a pessoa pergunta-se:

Por que razão um livro com esta capa sóbria e bonita...


É vendido com esta sobre-capa horrorosa?



domingo, 9 de outubro de 2016

Oh Magos da Química, venham até mim!

O meu filho está a estudar química - 8º ano - e apresentou-se-me com uma dúvida à qual respondi - depois de me pôr a ler o livro com muita atenção- mas sem ter a certeza que estou a responder bem, por isso agradecia que vós, os sabedores desta ciência oculta, me descansassem e me dissessem que não o estou a enganar. Ora a questão era muito simples:

- Se as moléculas são constituídas por átomos, por que razão aquelas são consideradas uma unidade estrutural?

E então eu li, li, li e encontrei uma explicação que me pareceu bela e até poética mas que, lá está, não tenho a certeza de estar certa: Os átomos correspondem ao alfabeto e as moléculas às palavras do dicionário. Apesar destas segundas serem constituídas pelas primeiras, têm uma existência autónoma. As letras do alfabeto sempre que ligadas de determinada maneira têm um determinado significado. Tal como as moléculas.

Mas depois o meu filho tirou-me o computador e disse, arrasando todos os meus esforços:

A minha dúvida é: Se os átomos são unidades estruturais e as moléculas são constituídas por átomos, por que é que as moléculas são unidades estruturais também? A explicação da minha mãe não me esclareceu nada, por isso agradecia que me respondessem rápido, visto que tenho teste na 3ª feira.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Ah, a Autoridade Tributária, essa nossa amiga...

Hei-de perguntar aqui aos funcionários que têm os vencimentos penhorados pelas Finanças, e que não são assim tão poucos, os que têm filhos, rendas, água e luz para pagar e que, de um dia para o outro, passam a receber quinhentos e trinta euros por mês sem apelo nem agravo, que o resto vai para a nossa amiga AT, paga e não pia é o lema, o que pensam sobre isso dos perdões fiscais às Galpes desta vida...


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Como continuo sem poder ir lá acima, analiso à lupa todas as fotografias a que consigo deitar mão...

Estas são as fotografias que vieram no relatório de Segurança...



1. Um martelo, um nível (parece-me) e um secador de cabelo (?) em local não identificado;

2. Um canteiro no hall de entrada (??!), As escadas do interior do apartamento já estão prontas (yeah!), Pena não conseguir chegar lá acima para as experimentar (buu!);

3. Escada de mão, início da cofragem para a laje do telhado (?) sob céu azul;

4. Ao centro o que há-de ser a sala (estou mesmo confusa com aquela abertura grande... sempre achei que aquela parede ia ser uma parede de betão à vista completa e agora está ali um mega-vão que não percebo de onde veio nem para onde vai, não percebo qual é a ideia e às vezes, como agora, sinto-me mesmo, mesmo zangada por não poder ir lá acima ver o que raio me estão a fazer em casa).


sábado, 1 de outubro de 2016

Estava aqui naquela cena a ouvir o que me dizem, e eu sou a presa perfeita porque, como não tenho nada para lhes dizer de volta, não interrompo

E fico sempre impressionada com a necessidade que as  pessoas têm de se vender como se fossem um produto raro. Se fechar os olhos juro que oiço os altifalantes de um supermercado a anunciar a última promoção.