segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
sábado, 29 de dezembro de 2018
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
domingo, 23 de dezembro de 2018
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
E então, Palmier, como foi ontem o jantar em família?
Então, o meu filho contou-nos que o colega brasileiro da turma dele, só depois de alguns dois meses de aulas é que percebeu que um terceiro colega vivia em Linda-a-Velha e não em Linda Ovelha.
E pronto, foi isto.
(Ri-me tanto que nem consegui acabar de jantar)
E pronto, foi isto.
(Ri-me tanto que nem consegui acabar de jantar)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Porque sei que estavam desejosos de ver a minha árvore de Natal
Ei-la!
A árvore proscrita.
A árvore adquirida há uma semana, que esteve toda querida e fofa a enfeitar a sala durante uns bonitos oito dias, até que, de um momento para o outro, começou a deitar bichos! bichos mutantes!, um misto de carraça com aranha, de manhã não havia nenhum e à tarde estavam por todo o lado! Uma aflição! A pessoa viu um e, ah, que grande horror, um bicho!, depois olha melhor e, argh outro bicho, e quando olha mesmo a sério vê cinquenta. Então a pessoa entra em pânico, pega com a pontinha dos dedos num ramo da árvore, arrasta-a para a varanda, atira-a para ali, fecha a porta, cabum! e fica a ver a árvore infestada do outro lado do vidro. E então a pessoa senta-se no sofá a pensar como é que a vai tirar dali... é que, por dentro de casa, a árvore e sua bicheza não passa!
Resta-me portanto atirá-la pela janela abaixo.
(problema(s): ser avistada pelos vizinhos a atirar uma árvore de Natal pela janela... a oito dias da festividade...)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
O casaco 2018
Foi logo em Agosto que despachei o assunto, um casaco
sedoso, daqueles que apetece fazer festinhas como a um cão, lindo, fofinho e,
claro, branco, branco como a neve, imaculado e puro. Enfim, era o casaco perfeito e teve de ser meu logo ali, a meio do Verão. Trouxe-o num
porta-fatos, claro está, para estar bem protegido das poeiras cósmicas até à
chegada do frio, altura em que sairia à rua e deslumbraria os transeuntes com a
sua alvura. Depois o frio chegou mas nunca era dia de tirar o casaco do seu reduto,
ah e tal, é bom demais para ir trabalhar, está frio demais para ele, está quente demais para
ele, e havia sempre uma desculpa para recorrer aos meus casacos clássicos
e intemporais bastante conhecidos de todos nós. Até que um destes dias disse
para mim própria resoluta: não, não pode ser! Isto é uma estupidez, por este
andar nunca hei-de vestir "O" casaco. É já hoje que vou quebrar este enguiço!
E assim fiz.
(ainda estou a recuperar do horror de dia que passei… sempre
a ver onde me sentava, onde tocava, onde me encostava, com medo das migalhas,
com medo que a fruta saltasse da fruteira, com medo do chocolate da colega do
lado, a despir o casaco mesmo com frio para o dobrar muito direitinho longe de
toda a gente, todo o dia em tensão, apavorada, no temor de o sujar. Depois cheguei
a casa, respirei fundo e arrumei-o novamente no porta-fatos. Onde ficará num repouso
eterno...)
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Lamento arruinar-vos o dia de trabalho...
Mas ontem, ao jantar, o meu filho e eu tivemos a seguinte conversa:
- Mãe, lembras-te daquele jogo que às vezes jogávamos naquele computador do Algarve, aquele que tinha um ecrã que parecia um caixote?
- O Prince?...
- Sim, esse! Agora há uma nova versão na app store.
- Mãe, lembras-te daquele jogo que às vezes jogávamos naquele computador do Algarve, aquele que tinha um ecrã que parecia um caixote?
- O Prince?...
- Sim, esse! Agora há uma nova versão na app store.
(pronto, é verdade que não tem aquela coisa do factor tempo, que só tínhamos 60 minutos para concluir os 12 níveis e sempre que morríamos três vezes voltávamos ao nível 1, é certo que o Prince já não se esborracha no chão (com aquele som plop) quando cai de muito alto, e também é verdade que já não fica caído numa poça de sanguinho politicamente incorrecto sempre que é fatiado pelas lâminas mas, ainda assim, serve perfeitamente o propósito)
terça-feira, 27 de novembro de 2018
E no outro canto da bancada está a pessoa sozinha com a sua própria filha e uma simples mochila
E então lá fui a mais uma daquelas situações da minha filha
andar de patins em concurso com outras meninas e, caramba, apesar de já não ser a
primeira vez, não deixo de ficar boquiaberta com o ambiente, que aquelas coisa
dos fatos sexy e cheios de brilhos dá pano para mangas às imaginações
fervilhantes das mães, mas já nem entro por aí que, afinal, isso dos
brilhos ainda acaba por ser o menos, o pior é mesmo a
entourage de cada menina, os porta-fatos a serem transportados ao alto, como se contivessem o sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo, dá licença, dá licença, dá licença, abram alas, abram alas, e lá vai o porta-fatos fuchsia com rebordo dourado a passar, seguido dos malões de rodas (para levar o que devia ser um maillot de prova) cheios de sabe-se lá o quê, os batons bermêlhos por todo o lado, os olhos esfumados com sombra preta, os apanhados próprios para noivas, os collants
de renda, as transparências, as meninas com tshirts com o nome bordado a strass nas costas (Mariana, Kátia, Larissa…) e depois, bem… depois… até eu, que lá estava, tive dificuldade em acreditar … as famílias!, famílias inteiras com tshirts iguais, mas nas costas acrescentam ao nome da menina : “Mãe
da Mariana”, “Tia da Mariana”, “Avó da Mariana”, “Madrinha da Mariana”, todo um
staff a reluzir por ali fora, a pentear, a maquilhar, a passar os fatos a
vapor, a dar um pontinho nas mangas, a bater palmas frenéticas, a entoar cânticos…
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Uma pessoa quer estar à vontade para escolher o seu próprio "abat-jour selva" sem ser alvo de olhares recriminatórios
Mas, depois, é confrontada com lojas de tecidos e fábricas de tapetes que escorraçam a pobre pessoa porque só vendem a profissionais.
Mas será que agora é mesmo obrigatório ter uma decoradora?
Mas será que agora é mesmo obrigatório ter uma decoradora?
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Palmier arranca a época de sugestões de presente de Natal - que comece a estação das festas!
Aparafusadora eléctrica.
a-pa-ra-fu-sa-do-ra e-léc-tri-ca!
Toda a gente devia ter a sua própria aparafusadora eléctrica.
Uma como deve ser. Não é preciso de ser uma mega, mas tem de ser uma bastante razoável, uma que aparafuse e desaparafuse. E uma caixinha de ponteiras de diferentes tamanhos e formatos, phillips, sextavada e em estrela. Pensem bem nisto que vos digo, no sucesso que vão fazer quando levarem a vossa aparafusadora para os jantares de amigos, almoços de família e festas de empresa para quando for preciso substituir a perna de uma mesa, arranjar a torneira da cozinha ou montar aquele bloco de gavetas do chefe! Não percam tempo, daqui até ao Natal é um pulinho e, claro, precisamos todos da aparafusadora mais cool do momento. A vossa nova aparafusadora será tudo o que precisam para brilhar neste Natal!
Desde que tenho a minha aparafusadora eléctrica, sou uma nova criatura, até já sou conhecida como o James Bond da bricolage!
(julgo que depois deste incrível testemunho de uma especialista no assunto, sei que, também vocês, irão aderir ao novo must-have deste Outono/Inverno. Vão rápido antes que esgote!)
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Ainda estou vivinha
Foi então que no Domingo, ainda submersa em caixotes, percebi que tinha de ir em SOS comprar um colchão, para nos ser entregue, no máximo dos máximos, até esta sexta-feira, e naquele SOS só me sobrava o Colombo, local que evito a todo o custo uma vez que, dada a sua dimensão, quando atinjo o meu limite de tempo para Centro Comercial, um limite que pode aparecer a qualquer momento e sem aviso prévio, o momento em que a pessoa diz "não aguento estar aqui nem mais um segundo", ainda demoro um século a chegar até ao carro. Mas bem, uma vez que não havia alternativa, fiz uma meditação e convenci-me a mim própria que tinha de ser. Comuniquei então à minha família que não nos restava outra hipótese se não a de ir ao Colombo. E bom, já que temos mesmo de ir, o melhor é irmos já da parte da manhã, que sempre tem menos gente, compramos o colchão, comemos qualquer coisa rápida e voltamos para casa para continuar a desencaixotar.
E então a minha filha ficou ali paradona, a olhar para mim, até que se decidiu a acrescentar:
- Mas oh mãe... não é melhor irmos almoçar primeiro e comprar o colchão depois?
- Errrr... ainda é um bocado cedo para almoçar... mas porquê?
- Então, é que aquilo é uma grande confusão para depois andarmos ali no meio das pessoas com um colchão atrás...
(ainda me estou a rir a imaginar-nos a arrastar um colchão de cama de casal pelo Colombo, a subir a escada rolante, a levá-lo a almoçar, olhe, por favor, dê aí um jeitinho para o nosso colchão passar, obrigada, obrigada, nós e o nosso amigo colchão, sempre juntinhos para todo o lado)
terça-feira, 30 de outubro de 2018
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
O pior da mudança?
Não é ter caixotes por todo o lado e sentir que estou a perder o controlo dos conteúdos e sem saber o que é que está onde, não é ficar a achar que as coisas ficam todas mal na casa nova porque estou habituada a vê-la vazia, não é estar a dormir num colchão no chão porque já levaram a cama para ser estofada, não é sentir que não estou nem num lado nem no outro, não é o olhar aterrorizado de pequena Cutxi a pensar que estamos a ser vítimas de um furto total e absoluto, nem é ter de explicar repetidamente aos meus filhos que não podem ser eles a levar todas as suas próprias coisas porque as acham todas demasiado importantes para serem transportadas por outrem.
O pior da mudança é o cheiro do papel que os senhores usam para embrulhar as coisas.
Blargh!
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Há quem queira muito uma carteira Chanel, um Patek Philippe, um Ferrari...
Eu cá só queria mesmo um contentor do lixo...
(Contentor do lixo que é suposto ser fornecido pela Câmara Municipal, para onde quase nunca se consegue telefonar e, quando se consegue, a chamada cai quando é passada para o tal departamento do Lixo, claramente um departamento ultra-secreto a que muito poucos têm acesso, e depois há o site da CML que nos diz apenas que sim senhor, que é responsabilidade da autarquia assegurar a entrega de contentores de utilização individual e colectiva, mas, claro, não há qualquer contacto do departamento sigiloso, ou qualquer campo para fazer o pedido. Foi então que, depois de aturada busca, fui parar ao site "na minha rua", onde o único campo vagamente parecido é o de "contentores de resíduos danificados", porque, para novo, não há nada. Preenchi o tal dos danificados e aqui estou eu, sem qualquer caixote novo e a rezar para não me virem pedir uma indemnização por ter danificado um caixote que nunca tive...)
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Sinceramente, quando uma pessoa precisa de alguma coisa vai-se a ver e não há nada
É que isto há blogs com listas para tudo, listas de como organizar a mala para a maternidade, como fazer a viagem perfeita, como organizar um casamento, como planear a lua de mel mais romântica, como fazer um safari em África, como viajar para Honolulu com uma chinchila, como embarcar no Expresso do Oriente com um peixe assado no forno... e aquilo que verdadeiramente importa... nada! Alguém me diz onde anda a lista de "como organizar uma mudança", hã? Onde está ela?
Caramba, a coisa está iminente e a pessoa está aqui em negação. Ok, já pensei (pensei! ainda não fiz... mas hei-de fazer! Até porque sexta-feira é daqui a uma eternidade, não é?) que tenho de fazer uma mala como se fôssemos de viagem, necessaire incluído, tenho de pôr toalhas e roupa de cama na casa nova, para poder fazer as camas quando elas lá chegarem, tenho de separar os livros e cadernos da escola para não ficarem perdidos no meio dos caixotes... e mais?! hã?! Alguém me diz o que raio tenho de fazer mais?!
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
A única coisa que já estava arrumadinha…
E então ontem fui à casa nova deixar uns candeeiros para os
senhores pendurarem hoje (tranquilos, tudo coisas muito básicas, nada saído
directamente da selva amazónica) e estranhei que no meu atelier o cavalete (já
tenho um cavalete! Yay! Sou praticamente uma artista) estivesse fora de sítio, mas
não liguei, e depois, quando fui à cozinha buscar uma faca para abrir as caixas
dos candeeiros estranhei ainda mais que as coisas que tinha em cima da bancada
estivessem todas dentro do lava-loiça, comecei a ficar bastante enervada,
peguei no telefone para ligar ao empreiteiro para lhe perguntar se eles estavam
malucos, a desarrumar tudo, e enquanto o telefone chamava fui andando até à
sala e de repente olho para a estante e numa fracção de segundo achei que tínhamos
sido assaltados por ladrões extremamente cultos e dados à leitura, mas o que é
isto?!, faltam-me livros! E depois olho melhor, aproximo-me e não, não faltam,
estão cá todos, só que estão todos atirados à molhada, todos fora de sítio, todos
baralhados numa confusão absoluta, a cabeça a trabalhar em seco, sem perceber o
que raio se estava ali a passar, e depois o empreiteiro atendeu, mas nesse
momento já sabia que não era com ele que tinha de falar, porque nesse exacto
momento lembrei-me que os arquitectos tinham lá estado a tirar fotografias para o portefólio, e, como toda a gente sabe, a arquitectura não inclui qualquer sinal de vida...
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