O pior da mudança?

Não é ter caixotes por todo o lado e sentir que estou a perder o controlo dos conteúdos e sem saber o que é que está onde, não é ficar a achar que as coisas ficam todas mal na casa nova porque estou habituada a vê-la vazia, não é estar a dormir num colchão no chão porque já levaram a cama para ser estofada, não é sentir que não estou nem num lado nem no outro, não é o olhar aterrorizado de pequena Cutxi a pensar que estamos a ser vítimas de um furto total e absoluto, nem é ter de explicar repetidamente aos meus filhos que não podem ser eles a levar todas as suas próprias coisas porque as acham todas demasiado importantes para serem transportadas por outrem.

O pior da mudança é o cheiro do papel que os senhores usam para embrulhar as coisas.


Blargh!


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Há quem queira muito uma carteira Chanel, um Patek Philippe, um Ferrari...

Eu cá só queria mesmo um contentor do lixo...

(Contentor do lixo que é suposto ser fornecido pela Câmara Municipal, para onde quase nunca se consegue telefonar e, quando se consegue, a chamada cai quando é passada para o tal  departamento do Lixo, claramente um departamento ultra-secreto a que muito poucos têm acesso, e depois há o site da CML que nos diz apenas que sim senhor, que é responsabilidade da autarquia assegurar a entrega de contentores de utilização individual e colectiva, mas, claro, não há qualquer contacto do departamento sigiloso, ou qualquer campo para fazer o pedido. Foi então que, depois de aturada busca, fui parar ao site "na minha rua", onde o único campo vagamente parecido é o de "contentores de resíduos danificados", porque, para novo, não há nada. Preenchi o tal dos danificados e aqui estou eu, sem qualquer caixote novo e a rezar para não me virem pedir uma indemnização por ter danificado um caixote que nunca tive...)

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sinceramente, quando uma pessoa precisa de alguma coisa vai-se a ver e não há nada

É que isto há blogs com listas para tudo, listas de como organizar a mala para a maternidade, como fazer a viagem perfeita, como organizar um casamento, como planear a lua de mel mais romântica, como fazer um safari em África, como viajar para Honolulu com uma chinchila, como embarcar no Expresso do Oriente com um peixe assado no forno... e aquilo que verdadeiramente importa... nada! Alguém me diz onde anda a lista de "como organizar uma mudança", hã? Onde está ela?

Caramba, a coisa está iminente e a pessoa está aqui em negação. Ok, já pensei (pensei! ainda não fiz... mas hei-de fazer! Até porque sexta-feira é daqui a uma eternidade, não é?) que tenho de fazer uma mala como se fôssemos de viagem, necessaire incluído, tenho de pôr toalhas e roupa de cama na casa nova, para poder fazer as camas quando elas lá chegarem, tenho de separar os livros e cadernos da escola para não ficarem perdidos no meio dos caixotes... e mais?! hã?! Alguém me diz o que raio tenho de fazer mais?!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A única coisa que já estava arrumadinha…


E então ontem fui à casa nova deixar uns candeeiros para os senhores pendurarem hoje (tranquilos, tudo coisas muito básicas, nada saído directamente da selva amazónica) e estranhei que no meu atelier o cavalete (já tenho um cavalete! Yay! Sou praticamente uma artista) estivesse fora de sítio, mas não liguei, e depois, quando fui à cozinha buscar uma faca para abrir as caixas dos candeeiros estranhei ainda mais que as coisas que tinha em cima da bancada estivessem todas dentro do lava-loiça, comecei a ficar bastante enervada, peguei no telefone para ligar ao empreiteiro para lhe perguntar se eles estavam malucos, a desarrumar tudo, e enquanto o telefone chamava fui andando até à sala e de repente olho para a estante e numa fracção de segundo achei que tínhamos sido assaltados por ladrões extremamente cultos e dados à leitura, mas o que é isto?!, faltam-me livros! E depois olho melhor, aproximo-me e não, não faltam, estão cá todos, só que estão todos atirados à molhada, todos fora de sítio, todos baralhados numa confusão absoluta, a cabeça a trabalhar em seco, sem perceber o que raio se estava ali a passar, e depois o empreiteiro atendeu, mas nesse momento já sabia que não era com ele que tinha de falar, porque nesse exacto momento lembrei-me que os arquitectos tinham lá estado a tirar fotografias para o portefólio, e, como toda a gente sabe, a arquitectura não inclui qualquer sinal de vida...

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Grande giveaway aqui no blog e o prémio vai ser Pequena Cutxi!


Eu sei que as crianças dos blogs são todas muito precoces, que começam a escrever aos nove meses, que fazem contas de multiplicar com um ano e de dividir com dois. Pequena Cutxi também prometia, deixou a fraldinha na idade certa mas depois disso as coisas descambaram, na verdade só aprendeu a beber água no bidé com cinco anos de idade e depois de ter observado a destreza de Canis durante todos esses anos, e então, quando uma pessoa já estava resignada a ter um cão com algumas limitações, eis que, aos sete anos, pequena Cutxi surpreende tudo e todos e aprendeu a falar. E esse, pessoas, é agora o grande problema da minha vida. Ninguém quer ter um cão que fala. Um cão é aquele ser silencioso que nos olha com olhinhos de mel e adoração, não é um ser infernal que nos persegue dia em noite a proferir UuuuuUuuuuUUUUuuuUuuuuuuuuu enquanto levanta as patas dianteiras do chão porque quer, e quer mesmo, que se lhe dê uma bolacha. E não pára enquanto alguém não lha der. Não é o ser que se senta à nossa frente enquanto estamos no sofá a fazer UuuuuUUUuUUUUUUuuuuuuuUUUUU porque quer festas.E não pára enquanto não as fizermos. Não é o ser que fica sentado perante uma porta fechada a fazer UUUUUuuuuuuuuUUUUUUUUUUuuuuuuuuu porque quer que alguém a abra. E não pára enquanto alguém não a abrir. Não, isto não é um cão! E é por isso pessoas, por já não aguentar tanto UUUuuuuuuUUUUUUUUUUuuuuuuuuu na minha vida, que a vou imediatamente sortear aqui no blog!

Quem a quer?

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Porque as coisas são como são...


Título: Resignação
Acrílico s/ tela
100 x 80 cm


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O fim de uma saga (que mais um bocadinho e metia facas, tiros e sangue)

E eis que, quase dois meses e meio depois do prazo inicial, consigo finalmente resgatar a criatura de quatro rodas das mãos dos seus verdugos.


Yeah para mim!


sábado, 6 de outubro de 2018

Porque o risco é demasiado elevado

Talvez o mais irónico disto tudo seja que os tais homens que, em teoria, poderiam ter “todas as mulheres “, estejam agora condenados a não ter nenhuma.


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Sinceramente?

Acho incrível que ainda ninguém tenha votado em mim.