É que até fico espantada comigo própria...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Estúpido, estúpido...
É uma pessoa comprar umas sabrinas muitA giras, muitA fofinhas e muitA quentinhas que, depois... lhe caem dos pés...
domingo, 14 de outubro de 2012
Querido Anibal,
Ontem, depois de ver no telejornal que nos tinhas deixado mais uma mensagem no Facebook, também eu te quis dizer qualquer coisa. No entanto e como não sabia bem o que era, deixei-te aqui um recado que hoje apaguei. E, fi-lo, seguindo a linha governamental. Ou seja, eu tinha qualquer coisa para dizer e, como não sabia bem o que era, em vez de pensar (que isso é uma coisa um bocado extenuante), atirei assim qualquer coisa para o ar. No entanto, hoje, percebi que não era aquilo que te queria dizer e, portanto, e sem sentir qualquer pingo de vergonha volto atrás e começo de novo. Como se de uma simples TSU se tratasse.
Ora vejamos, querido Aníbal, eu não percebo porque é que tu, quando me queres dizer alguma coisa, usas assim uns meios um bocado estranhos... Era natural que aproveitasses a televisão pública (até porque era bom que lhe desses algum uso antes do Relvas a vender) e te dirigisses a mim de maneira mais formal. Mas não... A realidade é que, quando tens alguma coisa a dizer, preferes ir para Itália discursar numa universidade, ou ir a Espanha dar uma entrevista a um jornial espanhiol ou, então, usar o Facebook. E a verdade é que estamos perante um padrão. Um estranho padrão, diga-se de passagem... Caso não te tenhas dado conta, eu vou-te explicar:
Tanto no caso de Itália ou Espanha tu falas porque te sentes lá longe, no estrangeiro... assim numa de "aqui ninguém me conhece e, portanto, posso articular palavras à minha vontade e dizer tudo o que vem à cabeça". É um bocadinho como aquela vez em que eu fui a Roma e bebi um bocado de chianti a mais e depois entrei para dentro da fonte da Piazza Navona e cantei para quem passava. Percebes? Não fazia mal... ninguém me conhecia... eu estava à vontade para fazer e dizer o que me desse na mona...
Quanto ao Jornial espanhiol, também te percebo... eu, quando, no meu trabalho, tenho de dar entrevistas a televisões estrangeiras, também não me importo nada... se ficar vesga, com olheiras e disser coisas parvas em inglês, é-me indiferente... na verdade, quem me vir, não me conhece e, portanto, não sinto qualquer pressão. Se, no entanto, estivermos a falar de uma televisão ou jornal português... bem... já não me sinto assim tão à vontade e, portanto, evito.
Por último, temos o Facebook e essa forma de comunicação é, simplesmente... enfim... abaixo da crítica. É que, todos nós sabemos que, no Facebook, nós não somos verdadeiramente nós... todos parecemos muitA giros, muitA porreiros e dizemos coisas muitA corajosas E, lá está, parece-me estranho que seja esse o meio que tu elejas para falar comigo (sobretudo quando eu não sou tua amiga no Facebook. Nem em qualquer outro lugar, diga-se em abono da verdade). É que, depois, uma pessoa vai ler as tuas mensagens (entaladas entre uma fotografia de um ursinho com um coração e outra de uma amiga com os copos) e tem a sensação que entrou na twilight zone. Que ligaste o computador e pensaste: "Coitadinhos deles... que estão para ali com dificuldades... Embora lá criar uma "cause". E, então, crias a a tua "cause" e até te sentes enternecido. "Join my cause and help to end violence against the portuguese people". Sentes que fizeste algo por nós... Mas, querido Aníbal, detesto desiludir-te, mas não... sabes, apesar das diversas "causes" que pululam pelo FB, continuam a existir cães abandonados, baleias chacinadas e mulheres agredidas e... portugueses espoliados...
Estás agora a ver o padrão? Ainda não? Então eu explico melhor... Em todas estas intervenções há um denominador comum. Tu não tens de nos enfrentar, não tens de dar a cara e não tens de ser corajoso. Há assim uma espécie de filtro para te ajudar. Um filtro que te separa da realidade. Numas vezes porque estás com desconhecidos que não sentem na pele as consequências dos teus actos (e, portanto, é indiferente o que eles pensam), noutras porque basta fazer "publicar" e sentes que o trabalhinho já está feito e até suspiras de satisfação...
Mas, repara, tiveste o discurso do 5 de outubro em que, em vez de içares a bandeira ao contrário e falares da educação em geral, poderias ter aproveitado para dizer coisas importantes para TODOS nós. Ora imagina lá... TU, A PROFERIRES PALAVRAS ENCADEADAS UMAS NAS OUTRAS E A OLHAR PARA PESSOAS DE VERDADE QUE GOSTARIAM DE SABER O QUE TU PENSAS E QUE QUEREM SABER SE EXISTEM ALTERNATIVAS PARA O NOSSO PAÍS... hã?! Era bonito!
Eu percebo que é mais fácil da outra forma, até porque é essa a forma que eu utilizo (nomeadamente aqui), mas, lá está, eu não escolhi ser Presidente da República... É por isso, Aníbal, que gostaria de te pedir que, para a próxima faças um esforço e te dirijas a mim frente a frente, porque esse é, na realidade, o teu trabalho... e olha que, caso não saibas, hoje em dia é difícil encontrar trabalho, pelo que, seria bom que encarasses o teu com um bocadinho mais de profissionalismo...
Eu percebo que é mais fácil da outra forma, até porque é essa a forma que eu utilizo (nomeadamente aqui), mas, lá está, eu não escolhi ser Presidente da República... É por isso, Aníbal, que gostaria de te pedir que, para a próxima faças um esforço e te dirijas a mim frente a frente, porque esse é, na realidade, o teu trabalho... e olha que, caso não saibas, hoje em dia é difícil encontrar trabalho, pelo que, seria bom que encarasses o teu com um bocadinho mais de profissionalismo...
Julgo que, assim, já posso ir para a moda Lisboa...
É um verdadeiro dois em um. Para além de ficar extremamente moderna, ninguém se vai aperceber do estado deplorável do meu cabelo...
sábado, 13 de outubro de 2012
José Sócrates,
Desculpa lá interromper-te as filosofias, mas... é só para avisar que encontrei a tua máquina de escrever. Quando precisares, avisa...
Tenho fiscalista!
- mãeeeeeeeeeee (é sempre assim que eles nos chamam), hoje temos de ir comprar uma caixa de cartas Pókemon!
Eu: Tens mil cartas Pókemon. Sabes bem que não se pode gastar dinheiro à maluca...
Filho (conformado): Eu sei, eu sei... blá, blá, blá, os escalões e assim...
Eu: Tens mil cartas Pókemon. Sabes bem que não se pode gastar dinheiro à maluca...
Filho (conformado): Eu sei, eu sei... blá, blá, blá, os escalões e assim...
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Esqueceu-se de acrescentar:
Desde que seja com o dinheiro dos outros...
E é tão bonito ser honrado com aquilo que não é nosso...
Para além disso, estava convencida que ele era daquela raça irritante que se atira às canelas de qualquer um... Caniche ou assim...
Para além disso, estava convencida que ele era daquela raça irritante que se atira às canelas de qualquer um... Caniche ou assim...
Safei-me!
1. A pedido da escola, filha ontem levou uns legumes na mochila para aprenderem a fazer sopa;
2.Para além dos legumes iam, como sempre, escondidos dentro da mochila o “bebé” (peluche de dormir) e a (eu sei que é terrível…) chucha;
3.No carro (quando a fui buscar) perguntei-lhe pela sopa e se tinha utilizado os legumes que tinha levado de casa;
4.Disse-me que não… que não sabia que os legumes estavam na mochila e que a professora não tinha ido ver…
5.À noite (quando eu, o meu cabelo e os meus joelhos esfacelados chegamos a casa das festividades) filhos ainda estavam acordados;
6.Quando fui procurar a mochila para daí retirar o “bebé” e a chucha, percebi que nos tínhamos esquecido dela na escola;
7.Drama, horror, catástrofe;
8.Filha chorava de aflição pela falta dos seus adorados objectos. Filho ria-se, com um ar de gozo, e dizia repetidamente e como se estivesse a assistir a um filme de terror: “isto é muito bom!”;
9.Depois de o mandar para a cama, fiquei com ela para ver se a acalmava. Ela só chorava e dizia:
“Coitadinho do meu “bebé”… está lá sozinho… e deve ter frio…”, eu dizia que não, que não… que ele estava bem, estava quentinho dentro da mochila. E ela continuava a chorar desalmadamente, com gritos ululantes e lágrimas gigantescas, acrescentando:
“Coitadinho do meu “bebé”… também deve ter fome…”
E eu, encurralada com aquela afirmação, de repente, lembrei-me:
- Claro que não! Então não lhe deixámos lá uma cenoura e um alho francês?!
Filha dormiu feliz e contente…
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Afinal, foi muito pior do que poderíamos algum dia supor...
Eu e o meu cabelo... caímos.
Mas, estamos bem, obrigada.
Mas, estamos bem, obrigada.
Peço mil vezes perdão pela insistência...
Mas, para piorar ainda mais o meu penteado, o senhor do taxi desloca-se em grande velocidade e com as janelas todas abertas...
P.S. Deve ser para me refrescar as ideias... acabei de lhe explicar que o meu destino se situa no primeiro parágrafo da rua...
Só duas coisinhas antes de ir para casa...
a) Tenho pessoas que trabalham comigo (mulheres) a telefonar-me, insistindo para que vá para casa pintar as unhas e arranjar o cabelo (como se isso fosse possível). Sei que fazem isto, não por se preocuparem comigo, com o meu marido ou com o nosso casamento mas, apenas e só, porque, também elas, têm medo de vir a ser associadas a mim…
b) Porque é que as pessoas que trabalham com números, quando se enganam, dizem com muita confiança:
- Ah pois… INVERTI as parcelas… como se tudo ficasse explicado e como se “inverter” não fosse um erro?!
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