segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Eu vi imensos presépios por esse blogo-mundo fora...

Mas, é por demais evidente que eu tinha de encontrar o melhor... Numa parceria inédita entre o Vaticano e Silicon Valley, apresento-vos o "Presépio Tecnológico"! O único no mundo a reunir figurinhas de barro, palha e servidor...
Num supermercado Continente perto de si...

Cánis e Cutxi estão prontos para entrar em 2013...


(Antes que perguntem... Sim. É óbvio que foram ambos ao mesmo cabeleireiro...)

Tolan... perdão...

Aconteceu o pior. Aqui há uns dias, certamente sob a influência de fortes substâncias psicotrópicas, dirigi-me à Fnac e, em vez de avançar com segurança para a secção de livros para colorir (os únicos de que gosto), enganei-me e peguei em livro de autor proscrito. Tal acto só pode dever-se ao facto de não estar em mim e de ter os sentidos toldados. Caso contrário, julgo que não o teria feito. Mas a verdade é que fiz. E, repara, sabia bem o que estava a fazer... é que me lembro bem que olhei para todos os lados com medo de ser apanhada. Juro que verifiquei, uma a uma, as pessoas que me rodeavam, não fosse dar-se o caso de, alguma delas, poder ser o Tolan. Estava aflita e envergonhada, quase como se tivesse nas mãos "As Cinquenta Sombras de Grey". Corrijo... pior do que se tivesse nas mãos "As Cinquenta Sombras de Grey". O meu cérebro perguntava-me incessantemente: "E se o Tolan te vê com isto nas mãos?! Como é que te vais explicar, hã?!" E, apesar desta aflição que me consumia, persisti na minha escolha. Claro que disfarcei o livro de autor proscrito com um da Hello Kitty mas, ainda assim, trouxe-o para casa. Confesso isto com as orelhas baixas de um cão que sabe que fez asneira. O cão sabe... o cão sabe... mas, ainda assim, o cão faz. Assim sendo, o cão chegou a casa, e deixou o livro escondido debaixo de outros, como se fosse um osso enterrado na terra. Acontece que o cão sabia que ele ali estava. O cão farejava-o ali escondido. Mas o cão sentia remorsos. O cão pensava: Como é que foste fazer uma coisa destas ao Tolan, cão malvado?! Então, o cão pensou, pensou e decidiu: "Vou lê-lo às escondidas na casa de Papai". E assim fez. O cão trouxe o livro e tratou de o ler. Acontece que, a cada página, o cão pensava no Tolan e dizia: "Está descansado cão parvo, que isto vai piorar!"  O cão ainda acalentou a esperança de não gostar do livro e de o poder dizer aos sete ventos. Mas não... o cenário é o pior que se pode imaginar... o cão gostou...
P.S. O cão está neste momento de patas para o ar e a fazer olhinhos doces, a fim de ser perdoado. O cão sabe muito bem que fez disparate... o cão sabe...

domingo, 30 de dezembro de 2012

Tempos houve...


Em que a sala da casa de mon père era uma sala normal. Com sofás e outras coisas excêntricas do mesmo calibre... Acontece que mon père foi tomado por um amor súbito por cadeirões. Cadeirão passou a ser o seu middle name. E, como tal, resolveu investir em cadeirões. Assim sendo, temos cadeirões para todos. Há cadeirões por todos os lados. Cadeirões que, como cogumelos, nascem todas as noites. Cadeirões que, num processo incessante de divisão celular, se reproduzem ad infinitum. Cadeirões impossíveis de arrumar... 
Tendo em conta que tenho andado com dificuldades em manter a minha sanidade mental no meio de tantos cadeirões, vou apresentar-vos várias hipóteses para uma harmónica disposição dos mesmos, de forma a que me possam ajudar a escolher a melhor. Ora então, cá vai:

Temos a versão - loja de cadeirões

A versão - Sala de espera de um consultório médico


A versão - Barbearia

A versão (até agora é a minha preferida) - Boeing 747 

Então, hã?! O que é que me aconselham?


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Num passeio bucólico...


Nas tenebrosas florestas mágicas que rodeiam a casa do meu pai, encontrámos o robe de chambre de Maman... misteriosamente desaparecido do seu quarto há muito, muito tempo...

Sim... não há dúvida...

Estou chez mon père...

O que vês da tua janela, Palmier?

O mesmo de sempre...

Cánis...

Num inesperado gesto de amor, trouxe-me flores fresquinhas... ainda com raiz e tudo... acabadas de arrancar do vaso...

Cánis Report

O Natal correu-lhe muito bem. Uma orelha de porco fumada para roer (oferta muito gentil do talho do Sr. Coentro), é muito bonita... até se vêm as veias (claro que tem o problema de cheirar mal como tudo) mas ele adorou e isso é que interessa, uma gabardine daquelas a sério (com forro em xadrez), um fraque, uma coisa de ganga que ele odiou (e eu também... chorámos os dois durante horas, agarrados um ao outro, perante o extremo mau gosto daquela indumentária) e um tigre de verdade... daqueles que estão praticamente extintos mas que nós gostamos de dar ao cão... coitadinho... também merece... afinal é Natal e toda a gente sabe que a carne de tigre é muito saborosa. Por fim, comprei-lhe uma gravata Hermès... que o meu cão acha as coleiras demasiado rústicas... 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Porque eu sou uma pessoa agradecida...

Com os restos do teu Natal, fiz uma... "roupa-velha"!
P.S. Anónimo, querido, não se aflija! O carro não é meu! Não sei se sabe (se não sabe, devia saber) que eu estou disposta a tudo pelo meu blogue... Carjacking (para me fotografar no interior de potentes viaturas alemãs) é apenas uma dessas coisas!

Oh pah!

A sério... como é que isto é possível?! há bocado, enquanto tirava fotografias da minha própria sombra (a fazer lobos, cães e patinhos com as mãos) para impressionar o tio Pipoco com a minha arte nas sombras chinesas, transformei-me no Fernando Pessoa! A sério, pessoas! Vejam! Acho que isto é um sinal (inequívoco) do além para, também eu, lançar o meu próprio livro!

Anónimos!


Vocês entendam-se! É que, assim, não dá! Vem um e diz que eu estou patologicamente magra, vem outro e diz que estou gorda que nem um texugo... e, assim, uma pessoa não sabe o que fazer! É que uma pessoa é extremamente influenciável e, quando algum anónimo lhe aponta a magreza extrema, desata a comer de forma absolutamente selvagem. Acontece que, quando a pessoa se encontra com a boca atafulhada de bolos e chocolates, aparece um novo anónimo que lhe diz que está gordíssima (praticamente obesa!)!? E agora? Hã?! Digam-me! O que é que eu faço?! Cuspo tudo?! Engulo os bolos e o chocolate?! Como os bolos e deixo o chocolate?! como o chocolate e deixo os bolos?! Digam-me! 
Vocês tenham piedade deste pobre Palmier... é que, com estas contradições, arrisco uma psicopatia alimentar gravíssima! 


Serás sempre a minha sombra.

E porque o vosso Palmier anda sempre um passo à vossa frente...


Juntou esforços com a costureira Almerinda e com o relojoeiro Vítor Daniel, para vos presentear com uma peça única e discreta (mas super estilosa) para usarem no vosso Reveillon. Apresento-vos:

O vestido "Doze Badaladas" 


Para não se atrasarem a entrar em 2013...

O que é que se passa aqui?!

Estou a escrever-vos às escuras. Deitada na cama, com os lençóis puxados até às orelhas (acho que a empregada de mon père não sente afecto por mim. Só tive direito a dois miseráveis cobertores. O mon père não acredita em edredons. É um ateu dos edredons). Claro que me deitei vestida. Envergo, orgulhosamente, a minha camisola felpuda contra a intempérie. Estava, agora mesmo, a ponderar ir vestir um fato de ski. Mas, gostava de saber a vossa opinião... será suficientemente estiloso? É que vocês sabem que o estilo é tudo para mim... e que prefiro acordar com estalactites, do que passar uma noite fora de moda. Adiante... enquanto vocês não se pronunciam, informo que... brrrrrrrrr... oiço barulhos lá fora! Sim! De verdade! Acho que são máquinas! Só que, eu estou no meio do campo, em local ermo onde, evidentemente, não há máquinas. Mas eu estou a ouvi-las! Ligam e desligam. Parece que tenho um motor de ar condicionado dentro do quarto. Mas, os motores não são aqui! Ou serão?! Será que, também o mon père não sente afecto por mim e mandou instalar a bateria de motores do ar condicionado na parede de meu quarto sem, no entanto, instalar qualquer aparelho no interior do mesmo?! Não... Não quero crer nessa possibilidade...
Olhem... escusam de mandar opiniões sobre aquilo do fato de ski... é que o barulho das máquinas agora está muito forte (serão bimbys na velocidade 10?!) e eu tenho medo me levantar. Acho que as máquinas podem querer atacar-me, com a espátula...
Wish me luck!

P.S. Aproveitei um intervalo do barulho para a ir à procura de cobertores e... nada! São gavetas e gavetas cheias de toalhas turcas...
P.S.2 Hoje fui investigar o que se passava no exterior do meu quarto e... NADA! Cabos eléctricos. Apenas e só! Mas, para que não julguem que estou enlouquecida, ao perguntar a Maman se sabia de onde provinha tal barulho, filho disse: "Qual barulho?! Aquele de serras eléctricas, que me acordou?!". Concluindo... acho que era o Fredie Krueger...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Meninas?! Então?!

O que é que vos deu? Ora vamos lá rever as regras! Quando vocês aqui vêm, devem dizer mal daquilo que eu própria digo mal! Por exemplo, hoje, o meu objectivo era única e exclusivamente que vocês dissessem mal do meu próprio anónimo! E o que é que vocês resolveram fazer, hum? Em vez de o atacarem com facas e baionetas, resolveram atacar-se umas às outras, deixando-me totalmente desprotegida! Olhem que isto torna a nossa guerra muito desorganizada! Eu a mandar atacar em frente, e vocês a desarrumarem-me a guerra toda a fugirem-me para os lados, e para trás!? É que, assim, um General não tem condições para trabalhar! As tropas têm de seguir as ordens do General Encoberto, certo? O nosso Bin Laden é o anónimo, certo?  Quando o nosso Bin Laden aparece a atirar aviões de papel contra os meus escritos, nós devemos concentrar-nos nele, sim? Pronto... então vamos aguardar que ele regresse, para podermos ter uma batalha em condições! Combinado?

Desconfio...

Que se avizinha uma grave disputa pela posse da Nancy Penteados...

Sim... não há dúvida...

Estou chez mon père...

Querido Anónimo

Queria pedir-lhe desculpa... acontece que, ontem, passei horas e horas deitada na linha do comboio e... nada! Veja bem, querido Anónimo, a greve arruinou-me os planos! Foi sabotagem (digo eu!)! Não há direito! Uma pessoa cheia de pressa para se suicidar e... olha... depara-se com aquela gente a exercer os seus direitos constitucionais! É que uma pessoa investiu uma elevada quantia no passe-suicídio-expresso! Oh pah... acho que, assim, este país não vai para a frente! Aiiiii... Perdão, perdão querido Anónimo, não queria voltar à demagogia política... 
Retomando, então, o assunto que aqui me trouxe e para tentar minimizar este meu suicídio falhado, como detectei uma sensibilidade exacerbada nos seus comentários, deixo aqui um trecho de um livro infanto-juvenil que, julgo, poderá ser de alguma valia:

Escusa de agradecer querido Anónimo... a Palmier, está sempre aqui... pronta a ajudá-lo...