Uma pessoa a querer ouvir a novela e ali de dentro, do escritório, vem aquele barulho terrível, Wagner parece, mais precisamente Tristão e Isolda, de tal forma que a pessoa já nem consegue perceber se é a Laura que vai casar com Tristão, se a Isolda compra a Boheme, ou se o Rei Marcos deve dois milhões às finanças. Uma trapalhada, é o que é. Ainda se fosse a éme-oitenta...
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Por que estás aí nesse canto escuro e frio, sentada sobre uma pedra, a chorar, Palmier?
- Porque descobri que não poderei continuar a ser snob-chic...
- Como assim, Palmier? Uma menina tão bonita, com tão bom gosto, um nível cultural mundialmente reconhecido que vem de há dezassete gerações, a dizer uma coisa dessas?
- Mas é a verdade fada-madrinha, é a mais pura das verdades... é por causa daquela coisa...
- Qual coisa, Palmier? Nada pode ser assim tão grave?! Disse a fada-madrinha com voz doce.
- Nem queira a fada-madrinha saber, é que nem tenho coragem para revelar... é demasiado terrível.
- Vá, vá Palmier, minha linda, vamos secar essas lágrimas, respirar fundo e esclarecer essa questão, vai ver que não passa de uma simples confusão.
E, para secar as lágrimas de Palmier, a fada madrinha transformou de imediato o seu chapéu-de-chuva transparente com nuvens azuis, num lenço de linho branco com o monograma de família.
- Mas é a verdade fada-madrinha... é que eu tenho a mania de fazer aquela coisa...
- Qual coisa Palmier? Vá, minha querida, não me assuste...
- É aquilo, quando saio do escritório...
- Palmier, minha linda, tem de ser mais clara...
- Aquilo da éme-oitenta...
E a fada-madrinha, com olhos arregalados, inspirou o ar em golfadas rápidas e curtas e, prendendo a respiração, perguntou aterrorizada:
- Éme-oitenta, Palmier?!
- Sim, sim, fada-madrinha - diz Palmier, rebentando numa torrente de lágrimas enormes e redondas que rapidamente se transformaram num riacho e depois num rio, um rio largo de águas rápidas e cascatas assustadoras. E, como que abrindo um dique, Palmier revelou mais, revelou tudo!
- Sim, fada-madrinha! Quando saio do trabalho, entro no meu carro, o alemão, aquele que a fada-madrinha me ofereceu quando transformou aquele eisbein com chucrute numa viatura topo de gama, lembra-se? Pois então, ele liga-se logo na éme-oitenta e eu, não contente com isso, fada-madrinha, ponho a música muito alto. Tão alto que os vidros vibram, pum, pum, pum, e tão alto que não oiço a minha própria voz enquanto canto. E como eu canto alto, fada madrinha...
E a fada-madrinha, mãos sobre o coração, tenta proferir algumas palavras, mas o som, o som teima em não sair.
- É que eu sei as letras de todas as músicas de cor fada-madrinha e, pior, faço uma pequena dança de acompanhamento enquanto conduzo...
E a fada-madrinha, mãos sobre o coração, tenta proferir algumas palavras, mas o som, o som teima em não sair.
- É que eu sei as letras de todas as músicas de cor fada-madrinha e, pior, faço uma pequena dança de acompanhamento enquanto conduzo...
E a fada madrinha, olhar horrorizado, boquinha aberta, prestes a desfalecer.
- Mas não é tudo...
- Como assim, não é tudo?! Não é possível haver mais, Palmier! A menina é a experiência de uma vida! O meu case-study de total makeover! disse a fada-madrinha enquanto recuava uns passos, tal a magnitude do choque.
- Mas há fada-madrinha, há! E agora que comecei, tenho de confessar toda a extensão do meu pecado...
- Nãoooooo... não consigo ouvir mais, gritou a fada-madrinha, girando sobre si própria e correndo em bicos de pés para longe, com passinhos de fada-madrinha ao mesmo tempo que tapava os ouvidos com as suas mãozinhas de fada-madrinha.
- Tem de me ouvir, disse Palmier, correndo atrás dela, perseguindo-a com aquela revelação ruinosa. Deixe-me terminar, por favor... É que às vezes chego mesmo a ter pena que o trajecto trabalho-casa demore apenas sete minutos e, então, para prolongar aquele momento, dou umas voltas pelo meu bairro, escolho as ruas que sei que têm colégios e que, àquela hora, estão entupidas, que sempre demora mais um bocadinho, e, caramba fada-madrinha, aquilo é catártico, é melhor que um SPA!
E, perante aquela revelação, a fada madrinha, não suportando o choque, mergulhou no rio de lágrimas, sucumbiu às correntes e o encantamento que pairava, havia anos, sobre Palmier, quebrou-se. O topo de gama transformou-se de novo numa travessa de eisbein com chucrute, os óculos de massa pretos transformaram-se nuns óculos de metal dourado com arabescos, as roupas top em artigos duvidosos da Primark, os livros do Philip Roth em simples livros de Paulo Coelho e as fotografias do seu blog... as fotografias do seu blog transformaram-se naquilo que sempre haviam sido... fotografias de gatinhos com corações.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Só uma perguntinha...
As iluminações de Natal da Avenida da Liberdade são uma obra de arte conceptual?
É que, assim de repente, parecem-me uma homenagem aos semáforos...
A cada dia que passa…
O temor de me ver submersa pela literatura adensa-se…
(é que se esta complexa obra de engenharia, elaborada pelas minhas próprias mãos, resolve cair durante a noite... deve ser coisa para me soterrar)
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
A carteirinha
A pessoa compra uma mala ou carteira (vai dar ao mesmo) por cada ano civil. A pessoa não tem tempo, nem paciência, para trocar de mala ou carteira (vai dar ao mesmo) todas as manhãs. Por isso a pessoa usa a mesma mala ou carteira (vai dar ao mesmo) todos os dias, durante 365 dias. Ora acontece que, desde Setembro, que a mala ou carteira (vai dar ao mesmo) da pessoa, estava a pedir reforma e, desde essa altura, que Palmier palmilhava loja atrás de loja, em busca da mala ou carteira (vai dar ao mesmo) perfeita para a acompanhar nos próximos 365 dias. Acontece que Palmier só usa malas ou carteiras (vai dar ao mesmo) de ombro e a única de que gostou era feita numa pele que, por se encontrar em estado natural, se manchava com a chuva. Ora Palmier não queria uma mala ou carteira (vai dar ao mesmo) que a impedisse de sair à rua em dias de intempérie e, vai daí, adiou a compra... até ontem. Ontem Palmier foi acometida de um repente e teve mesmo de ir comprar a sua mala ou carteira (vai dar ao mesmo) nova e, não encontrando uma mala ou carteira (vai dar ao mesmo) de pendurar ao ombro, vá de inovar e comprar uma carteirinha (já não vai dar ao mesmo) de mão. Palmier veio contente para casa, admirou a sua carteirinha durante a noite e achou-a bela. Hoje Palmier tirou dois minutos da sua atarefada vida e fez a trasfega dos objectos para o próximo ano. Palmier saiu à rua e ia orgulhosa da sua nova aquisição. Agora, depois de um dia passado no exterior, Palmier chegou a casa e, sentindo o braço dormente, sentiu-se impelida a verificar uma suspeita que a acompanhou sensivelmente a partir do meio da tarde...
![]() |
| Carteirinha vazia |
![]() |
| Carteirinha cheia |
Palmier teve então oportunidade de verificar que, para transportar 834 gramas de objectos, adquiriu uma carteirinha de quilo e meio...
(Ora, tendo em conta que só consigo carregar a carteirinha com a mão direita -e garanto-vos que hoje bem que tentei passá-la para a esquerda- e que terei de a amortizar no decorrer dos próximos 365 dias, temo que, daqui a um ano, o meu braço direito possa ser confundido com o braço do Hulk...)
sábado, 7 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Agradeço a vossa máxima atenção, já que este é um assunto muitíssimo sério!
Palmier pensou, pensou, aguçou o seu olhar
de águia e, como mascote do espírito empreendedor português, detectou uma
oportunidade de negócio, um nicho de mercado por explorar, aquilo a que, em
estrangeiro, se chama de "once in a lifetime opportunity", uma
espécie de euromilhões empresarial!
Ora, generosa como é, Palmier está aqui,
em busca das sócias perfeitas, empresárias que não tenham medo de arriscar e
que estejam dispostas a apostar todas as fichas nesta grande ideia! É que, em
registando a patente, o franchising será o passo natural e o estatuto de
multinacional o horizonte. A ideia, como todas as ideias deste gabarito, é
extremamente secreta mas, como eu sei que vocês são pessoas sérias e reservadas,
vou levantar a pontinha do véu que cobre este investimento com retorno absolutamente
garantido! Pessoas, pessoas… preparadas? Ok! Cá vai! O nome da empresa e respectivo slogan, vão ser:
Necklace Savers
A desembaraçar colares desde 1901
E então? Digam-me! O que acham? Vamos a isso?
Necklace F%cking Savers
E agora? Digam-me? Em que ficamos? Are you all in?
Eu amo isto de ser empresária! Trabalho de grupo é mesmo isto! A NM numa verdadeira sessão de brainstorming do departamento de marketing da nossa nova empresa apresentou a sugestão:
Necklace F%cking Savers
A desembaraçar os cabr%#s dos colares desde 1901
E agora? Digam-me? Em que ficamos? Are you all in?
Meia hora com Palmier
Eu podia falar sobre a minha manhã, mas depois vocês eram
capazes de ficar cansados e eu não vos quero cansar. Mas, se vos quisesse realmente
cansar, era capaz de vos contar que acordei às 6h20 (seis e vinte!),
arranjei-me, acordei dois filhos, dei pequenos-almoços, vesti-os, e estava à
porta da garagem às 7h30, com tempo mais que suficiente para chegar à escola
calmamente, sem stress de cada vez que um sinal fica encarnado, com disposição
para apreciar o nascer do sol junto ao rio, para pensar que amanhã já é Sábado e esboçar um sorriso.
Mas as coisas nunca são assim tão simples, pois não?
A pessoa chega à porta da garagem às 7h30 e a garagem, que é
suposto abrir às 7h00, estava fechada. A pessoa fica ali à porta com duas
mochilas peso-pesado e uma carteira peso-pluma (perfeitamente adequada ao seu
estilo, estatura e penteado), dois filhos cheios de frio e sono, e
pensa que o senhor deve estar mesmo a chegar, que são só uns minutinhos. Mas
não, os minutinhos passam e o senhor não chega, a pessoa pega então nas mochilas, na carteira e nos filhos e vai pedir ao
senhor do café do lado (que tinha a chave) para abrir o portão, mas o senhor revela
que a fechadura foi mudada e que não lhe entregaram cópia. A pessoa ainda mantém a calma porque está em crer que tem uma cópia da chave da garagem em casa.
A pessoa arrasta então as mochilas a carteira e os dois filhos, regressa a
casa, procura a chave, volta a pegar nas mochilas, na carteira e nos filhos, e volta a
descer, chega à porta da garagem e insere a chave na fechadura. Acontece que a
chave não entra. Acontece que aquela já não é a chave da porta da garagem. A
pessoa apercebe-se então que não há chave para abrir a porta da garagem, a pessoa
percebe que há carros no interior da garagem, mas não há forma de lhes aceder,
a pessoa olha para o relógio, a pessoa sabe que o seu filho tem teste de
matemática, a pessoa sabe que a escola só dá dois (DOIS!) minutos de tolerância,
a pessoa começa a sentir o stress, a pressão, a pessoa sente calores numa manhã
gelada de Dezembro, a pessoa pega nas mochilas e na carteira atravessa-as às costas em viés, a pessoa dá as mãos aos seus
filhos e voa numa correria desenfreada para a praça de táxis mais
próxima, a pessoa dá as indicações e, sem tirar os olhos do relógio… consegue
chegar à escola às 8h02… com a sensação que já tem o dia feito…
(Acabaram de me ligar da garagem... a fazer um giveaway de uma lavagem...)
(Acabaram de me ligar da garagem... a fazer um giveaway de uma lavagem...)
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Só uma dúvida... é que estou aqui numa inquietação...
Vocês digam-me, por favor, se esta carteira é a mais adequada à minha estatura, estilo e, sobretudo, ao meu penteado!
(É que, depois do flop do casaco, não consigo descansar se vocês não me confirmarem se o raio da carteira vai bem com o meu cabelo!)
Calma, calma!
Não vai ser necessário deslocarem-se ao Colombo! A Bota d'Oiro está aqui para vos ajudar a lidar com o desafio do lenço! Se és daquelas que luta todas as manhãs com essa dificuldade, se, por mais que tentes, o teu lenço parece um colar cervical, se te confundem amiúde com um Lobito ou até com Billy the Kid, nada tendes a temer, A Bota d'Oiro está aqui com o workshop "Como usar um lenço sem se limitarem a atá-lo ao pescoço e vamos embora"! É que, como todos sabemos, usar um lenço ao pescoço é um assunto delicado, que só deve ser tentado se acompanhado por profissionais com formação específica na área. Assim, e para evitar os perigos decorrentes de uma utilização inadequada do lenço de pescoço, a vossa Bota d'Oiro deixa-vos este esclarecedor PowerPoint que deverão imprimir e colar nas portas dos vossos closets! Eu sei que isto é extremamente difícil (eu até já pensei em contratar um duplo para as minhas aparições com lenços) , mas vá lá... ânimo! Vocês vão conseguir!
É que isto é ciência, pessoas! CIÊNCIA!
Mais alguma dúvida?
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
A Bota D'Oiro, o Sr. Garcia e o Pedregulho do Big Bang
Esta manhã tive a rara oportunidade de entrevistar o Sr. Garcia, que está em Lisboa para o lançamento do Pedregulho do Big Bang, uma peça única, uma relíquia, feita da matéria criada pela Grande Explosão que deu origem ao universo! Trata-se de uma gargantilha produzida numa intrincada parceria estabelecida entre mim e o Sr. Garcia, numa clara invocação da arte rupestre. O Sr. Garcia ainda me tentou convencer a fazer uma gargantilha com os restos da bancada da cozinha que a sogra lhe partiu, mas eu achei que, apesar do granito ser uma pedra extremamente linda, o Pedregulho do Big Bang sempre era uma coisa mais rupestre-chic. Trata-se uma edição limitada (apenas um exemplar), feita de cabedal e completada pelo delicado Pedregulho do Big-bang, que o Sr. Garcia, um homem com olho para os pedregulhos, alega ter encontrado numa ravina ali para os lados da Serra dos Candeeiros. Esta peça, de custo elevado (preço sob consulta), estará disponível para venda aqui no blog d'A Bota D'Oiro e o lançamento será feito aqui mesmo, pelas 17h00 (às 17h00 no meu blog!). Já sabem, vistam uma roupinha decente e apareçam por aqui, que A Bota D'Oiro vai estar à vossa espera para vos receber com um porto de honra e uma cabeça de corvina cozida! Já para não falar do Pedregulho do Big Bang, que, apesar da lordose provocada pelo peso, aqui ostento para vosso gáudio!
Agora digam lá se isto não é o must-have dos amuletos!
Pffff....
Afinal ser uma àhoracertista não deu resultado nenhum. É que uma pessoa está à espera do conhecido efeito borboleta, aqule efeito fofucho em que a pessoa veste a pele de ovelhinha felpuda, e vocês, verdadeiras borboletas inocentes, vêm, esvoaçantes, enredar-se na minha teia maléfica de psicologia positiva, ficando reféns do meu blog para todo o sempre. Mas a triste verdade é que, nem mascarada de méeeee-méeeee branquinho das montanhas geladas consegui angariar um único seguidor que fosse! Tratou-se daquilo a que podemos chamar um verdadeiro flop estratégico! Assim sendo, voltei à minha megalomania habitual e, se uns têm ténis, eu sou melhor e tenho bota! A verdadeira Bota D'Oiro! Vou ser o Cristiano Ronaldo dos Blogs e não há Blatter que se interponha entre mim e o sucesso! Assim, e como única blogger galardoada com A Bota D'Oiro -esse reputado fashion award da blogosfera -, e fazendo jus aos meus dotes de melhor do mundo, já engendrei um plano para captar a vossa atenção. Regresso dentro em breve para vos apresentar uma surpresa espectacular, um must-have que só está acessível aos melhores dos melhores! Fiquem por aí... Bota D'Oiro will be back!
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Fogo! Fogo! Fogo! Caramba! Caramba! Caramba! São quase 17h00!
(isto de ter de cumprir obrigações blog-zen é coisa para me estar a deixar num profundo estado de ansiedade!)
Estou muito triste convosco...
Então uma pessoa depena a sua própria árvore de Natal e corre o sério risco de furar ojolhos com as agulhas do pinheirinho e depois vocês, que estão aí sem fazer nada, nem se dignam a elogiar o resultado de mais uma sessão fotográfica top?! Não têm nada a dizer?! Nem um comentáriozinho, nada de nada?! Fiquei muito magoada, essa é que é essa. Mas pronto, já percebi que vocês anseiam por outro tipo de assuntos e que, para alcançar o sucesso, tenho necessariamente de fazer cedências, de dar um volte face ao meu blog, mudar de rumo e de estratégia! Ora, tendo em conta que fui impedida de lá chegar por via dos giveaways, pensei que podia, por exemplo, mudar o nome do blog para... deixa cá ver... já sei, "Às 17h00 no meu blog"! E esta, pessoas, é claramente uma excelente ideia! É que isto é coisa para dar assunto para imensos posts! Todos os dias posso falar, por exemplo... pensa Palmier... pensa... olha, já sei, do meu lanche! E este, em sendo um segmento de mercado completamente inexplorado, garante-me desde logo o monopólio dos lanches! A sério, estou tão contente com esta minha decisão, que vocês nem imaginam! É que eu e a minha sande de mortadela temos em mão uma estratégia garantidamente ganhadora! Nem sei como é que ninguém se tinha lembrado de tal coisa! Olhem, para começar, vou fazer uma análise, um balanço, testar a minha capacidade de resiliência, de enfrentar novos desafios, encarar a mudança de frente, dar as mãos aos que têm a coragem de trilhar este novo caminho ao meu lado, abraçar a vida e agradecer aos céus esta ideia maravilhosa que me iluminou e a motivação que me faz ir todos os dias mais longe.
(já está a resultar, não está?)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Ai estão todos a mostrar as decorações de Natal, é?!
Então eu também mostro a minha!
Que nós aqui levamos estas coisas muito a sério.
(se me pagarem bem, posso fazer aparições de Natal nas vossas casas!)
domingo, 1 de dezembro de 2013
Matilha-Sleeping: Noções básicas
O Matilha-Sleeping é uma prática ancestral que acontece sobretudo no Inverno ou sempre que as mães se deitam nas suas enormes camas geladas e vazias e, sentido-se tremendamente desconfortáveis, se dirigem, pé ante pé, ao quarto dos seus filhos, acordando-os com a inocente pergunta: "por acaso não queres ir para a minha cama, não?"e, sem esperarem pela resposta, arrastam a sua prole de olhar estremunhado para o aconchego dos seus lençóis. O Matilha-Sleeping tem grandes vantagens para a mãe que fica quentinha e confortável, não se conhecendo até hoje qualquer contra-indicação para a prole. O matilha-Sleeping deve ser efectuado em forma de galheteiro -um filho de cada lado- para evitar contendas nocturnas que poderão arruinar aquilo que poderia ter sido uma boa noite de Matilha-Sleeping.
Para mais informações sobre Matilha-Sleeping, por favor contactar palmierencoberto@gmail.com.
E enquanto vocês estão aí...
A comer panquecas e bolos de maçã acompanhados de chá em canecas de Natal, a ver filmes românticos dentro das vossas mantinhas, a ler livros filosóficos nas velhas poltronas de couro ou a passear de mãos dadas à beira mar, Palmier está aqui, olhos-nos-olhos com o berbequim, a enfrentar os seus medos!
Uma das minhas maiores mágoas...
É a de ter medo do Black&Decker. Não fora essa tragédia e eu seria um perfeito handyman...
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