segunda-feira, 11 de abril de 2016

Em verdade vos digo

Que se assiste neste momento, ao vivo e a cores, ao Il Gattopardo, versão blogs.


E está a ser deveras emocionante.

sábado, 9 de abril de 2016

Porquê?

Tenho uma filha fixada no MasterChef que me obriga a cozinhar, logo eu, que não fui talhada para isto... que quer porque quer ir para a cozinha, que é o melhor programa para um sábado à tarde, e eu então ia fazer a sopa da Xaxia, que me parecia uma excelente opção, metia tudo na bimby e já está, mas qual quê. Uma sopa?! eu não quero fazer uma sopa, mãe! Nem pensar! Eu quero fazer, tcharan!, um croquembouche. Passemos então de imediato, e depois de duas horas na cozinha, ao croquembouche possível;


(como é óbvio, pelo caminho,  queimei um dedo no caramelo a ferver...)


sexta-feira, 8 de abril de 2016

O Oratório - Outros Tempos

Debaixo do esconso de umas escadas, em casa da tia Póli, havia duas divisões: de um lado, fechado à chave, um pequeno laboratório com uma balança de precisão, uns pesos minúsculos, pipetas, recipientes de vários tamanhos e formas, potes e frasquinhos de várias cores e feitios, com conteúdos desconhecidos, onde se praticava a alquimia, do outro, o oratório. Ao oratório acedia-se passando através de uma grande cortina de pesado veludo vermelho-sangue debruada com umas franjas douradas.
No oratório, local de grande reverência, ardia sempre uma vela num pequeno copo de vidro encarnado que emprestava uma luz colorida, diria até infernal, àquela pequena divisão onde se praticava a reza. Ao fundo da pequena divisão estava, imponente, o grande oratório de pau-santo, com duas meias portas em ogiva e lá dentro uma miríade de santos de todas as nações. Santos, arcanjos e divindades várias, cada uma com a sua função e mister. Não se julgue no entanto que a posição das diversas divindades era estática. Não era. A tia Póli, no caso de não ser atendida com a prontidão que se exige a uma qualquer divindade, era muito severa com os seus santos. Não raras vezes pude observar um pobre Santo António virado de costas para o canto do oratório, um São Tomás de pernas para o ar ou um São João com a cabeça coberta por um pequeno saquinho de veludo escuro, cumprindo assim, por atraso no atendimento de um pedido, um qualquer castigo determinado friamente pela tia Póli. Por vezes havia santos que eram retirados do oratório e postos de parte numa prateleira, outros despojados das suas roupagens e alguns eram amarrados a outros para, em conjunto, potenciarem a sua santidade e satisfazerem as caprichosas solicitações da tia Póli. Contava muitas vezes a Maria, a sua criada, enquanto fazia o sinal da cruz e rezava um Pai Nosso, aquele caso, não sei se é verdade porque eu não assisti, de um santo que, despertando a fúria da Tia Póli, foi seviciado como nenhum outro. Parece que esse santo foi excomungado, retirado do oratório e levado sem apelo nem agravo para o pequeno laboratório de alquimia onde foi enxovalhado com palavras várias, afogado num alguidar com um líquido desconhecido mas, como era um santo casmurro e obstinado e nem assim acedeu aos pedidos feitos pela tia Póli, foi posteriormente queimado na grande lareira da sala à boa maneira da Santa Inquisição.
- Que sirva de aviso aos outros, murmurou a Tia Póli entre dentes.
A verdade é que, antes que o espírito revoltoso se alastrasse como num rastilho às restantes figuras do oratório, era importante dar o exemplo e mostrar aos santos que estavam ali para realizar o seu trabalho milagreiro e, se o não fizessem, que ficassem sabendo: não havia santo que escapasse ao castigo divino da tia Póli.



quinta-feira, 7 de abril de 2016

Não percebo o espanto, aquilo lá no ministério da cultura é sempre assim!


Já que estamos numa de confessar

Tal como a Xaxia, também eu já fui permeável à publicidade da Pipoca Mais doce. O meu caso é no entanto bastante mais grave que o da Xaxia, uma vez que a minha vida não mudou para melhor. É verdade. Foi nos idos de 2012, eu ainda não percebia nada de blogs, e fui impelida para o ECI para comprar nada mais nada menos que uma Lampe Berger (sim, eu sei... olha, vão ao google). O que é deveras estranho uma vez que eu detesto cheiros, deixam-me verdadeiramente mal-disposta, agoniada mesmo. Mas naquele dia, depois de ler um post da Pipoca sobre as maravilhas das Lampe Berger, senti verdadeira necessidade de ter a minha própria Lampe Berger, de fumegar a minha casa com aqueles vapores. Rumei então ao Corte Inglès, desci às catacumbas, logo eu que nunca desço aos pisos subterrâneos, uma fobia cá minha, mas daquela vez estava como que sob o efeito de um feitiço, sentia-me corajosa, desci ao piso menos dois para, sufocada numa nuvem de um cheiro espesso a eucalipto, rosas negras e madeiras preciosas que provocava tremendas dores de cabeça, comprar não uma mas duas Lampe Berger (não fosse dar-se o caso de uma delas se partir e eu ficar privada do uso das Lampe Berger). É que eu tinha mesmo de ter aquilo. Foi uma necessidade muito grande que me assolou, até hoje não sei explicar a razão. As Lampe Berger e os seus cheirinhos lá estão em casa, fechadas num armário onde nunca mexo, para salvaguardar o meu sensível olfacto. E agora que vos abri o meu coração e o livrei do peso oculto que carregava desde o dia 20 de Janeiro de 2012, sinto-me muito melhor, verdadeiramente aliviada, agora posso assumir a verdade e dizer sem medo: Eu também já fui permeável à publicidade da Pipoca Mais Doce!


quarta-feira, 6 de abril de 2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Lamento muito a ausência

Mas esqueci-me do secador do cabelo no Algarve e não podia, de todo, vir para aqui toda desgrenhada! Já me basta a terrível fama que me persegue, não quero piorar ainda mais a minha situação!

sábado, 2 de abril de 2016

Odeio. Odeio fazer malas

Para a próxima contrato uma blogger para mas fazer. Elas adoram, podem sempre tirar umas fotografias e assim.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Eu cá, desde que experimentei o ISDIN, também fiquei completamenteagarrada

Isto é uma coisa altamente viciante, a partir do momento em que se começa já não se consegue parar. Primeiro põe-se na cara, depois no corpo, depois experimenta-se no cabelo, de seguida barra-se no pão e agora já uso para tudo, seja para estrelar um ovo, fritar um bifinho ou até umas gambas à guilho. Nem consigo imaginar-me a viver sem isto! É que não consigo mesmo! Levem-me tudo, mas deixem-me o ISDIN!

Não é por nada...

Mas havia de se arranjar um um suspirómetro para isto dos blogs...


terça-feira, 29 de março de 2016

Peço desde já perdão pela ausência

Mas quando não estou a salvar ouriços cacheiros*, que isto está pejado de ouriços, nunca vi tal coisa!, estou a resgatar o pão furtado à candonga da bancada da cozinha...


E as orelhas indignadas de Cutxi, a gritar "agarra que é ladrão!"?


* o único lesionado com a história dos ouriços é Canis, que os ouriços são super espertos, picam-lhe a língua e fogem pelos campos! Será que eles sobrevivem em cativeiro? São tão fofos!


sábado, 26 de março de 2016

Férias da Páscoa - A Partida

Saímos hoje, por volta das duas  -verificadas no relógio do meu filho (Swatch) -, guardámos as malas (Rimowa) no carro (BMW) e fizémo-nos à estrada. Passámos a ponte (Ponte 25 de Abril) e entrámos na autoestrada (Brisa, Auto Estradas de Portugal), seguimos cerca de cem quilómetros e parámos num posto de abastecimento (Galp) para pôr gasóleo. Paguei setenta e dois euros para encher o depósito (Governo de Portugal). Acho que nunca paguei tanto. Depois regressámos à A2 (Brisa, Auto Estradas de Portugal) e cerca de setenta quilómetros depois parámos noutro posto de abastecimento (CEPSA) para pequena Cutxi (Schnauzer Miniatura) dar o seu passeio. Comprei um gelado (Olá) para cada um dos meus filhos e seguimos até à portagem (ViaVerde) entrando logo de seguida na A22 (Via do Infante). Por fim saímos para a estrada nacional (EN125), demos umas curvas (curva) e chegámos a casa dos meus pais (casa dos meus pais). À nossa espera estava Canis (Braco Alemão) muito contente e satisfeito.

terça-feira, 22 de março de 2016

Devo estar a ficar velha

Só me ocorre dizer "este mundo está perdido".


Já eu, quando quero perfumar a casa...

E desde aquele grande susto que apanhei com um difusor que me puserem no corredor dos quartos, no Algarve, sem o meu conhecimento, um difusor que me manteve acordada durante toda uma noite, crente que tinha um tigre da Mongólia extremamente assanhado, pffffffff, pfffffffff, escondido algures dentro das estantes dos livros, optei antes por este colar de árvores-mágicas, um método bastante mais simples, ponho-o ao pescoço e depois ando  a correr por todas as divisões da casa.