quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A estudar Ciências da Natureza



E foi aqui que, quando pedi um exemplo de um herbívoro ruminante, ele me respondeu:
- A minha irmã!
E, perante o meu olhar fulminante...
- O que foi? É verdade!

Sabem por que razão sou a única blogger no universo que não recebeu um frasco de Nutella with my name on it?

É muito simples... é que eu sou de outra facção!


Tuli, Tuli, Tulicreme!

BEST E-MAIL EVER!


Ahahahahahhahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahhahahahahahhahahahahahahahhahahahaha

Isto é que é alegria no trabalho! 
(Nunca vi uma pessoa tão contente por baixar preços! :D)


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Aviso: Agradeço que os reputados designers que me costumam visitar se abstenham de entrar, sob pena de sofrerem graves danos psicológicos (mas aconselho que se mantenham nas imediações, já que há fortes probabilidades de verem daqui sair uma Cliente insatisfeita...)


Mas se, apesar de todos os meus avisos de perigo, são teimosos e resolveram entrar:
- Aviso já que não percebo nada de design;
- Aviso já que não percebo nada de computadores e que não tenho photoshop;
- Aviso já que, ainda assim, sou suficientemente inconsciente para tentar.
- Aviso já que sou inimputável.
E se, ainda assim, não ficaram comovidos com o meu esforço e se encontram prontos para me humilhar...
- Aviso já que fiquei praticamente cega para conseguir fazer isto numa aplicação do telefone (estou neste momento com rodelas de pepino nos olhos).

Posto isto, posso então apresentar à minha Cliente o resultado de uma intensa noite de trabalho:


E, antes que me atirem pedras, aviso já que a minha dedicação foi de tal magnitude que fui eu mesma que fiz o desenho! Assim sendo e se esta maravilhosa imagem não servir para o efeito proposto, dou-vos a oportunidade de apreciar uma obra da reputada artista Palmier Encoberto (julgo que deverei evitar fazer qualquer referência aos infinitos estudos que tive de fazer para alcançar este resultado...), podendo, inclusivamente, aproveitar a oportunidade para fazer um leilão desta extraordinária obra:


Mas se a Cliente, ainda assim, preferir o estilo "Escrava, apetecía-me algo redondo!" não há problema nenhum! A escrava está aqui para isso: Tomei a liberdade de pensar nisso Senhora! 




E prontoS! Aguardo a reacção!


Pronto... como parece que só eu é que gostei do coração encarnadinho... está aqui a versão coração esbatido! Vocês adoram esbater, não é?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Só para dizer que estou quase cega...

Derivado ao esforço de produzir cabeçalho para blog alheio, em aplicação de telemóvel...

Ufa... estava mesmo triste!

É que eu também queria muito uns ícones redondos, fofinhos e esbatidos para ter um blog igualzinho aos outros todos! E então, pus-me a pensar, peguei nesta app da minha filha... 


e... olha! Fiz um DIY! 

Imagem redonda, fofinha e esbatida para o cabeçalho!

E esta, ao melhor estilo
Czarina da Rússia é,
claro, para a parte
 "acerca de pequena Cutxi"!
Esta, é para aquela parte 
"acerca de mim"


E então?! Digam-me lá! Vai ficar igualzinho aos outros todos, ou quê?!





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Matchy-Matchy orçamental?!

Para falar sobre os cortes do próximo Orçamento de Estado, Maria Luís Albuquerque opta por um casaco num estilo retro absolutamente irrepreensível... o conhecido estilo: carcomido pelas traças!

Yap... that's me...

A pessoa está muito bem a trabalhar quando, de repente, lhe aparecem aquelas luzinhas brilhantes a avançar pelos olhos dentro. Pontinhos pequeninos que viajam a grande velocidade. A pessoa atira imediatamente uma caneta para o chão, para ter desculpa para estar de cabeça para baixo. A pessoa finge procurar a caneta durante mais de três minutos, enquanto espera que o raio dos pontos luminosos abrandem. A pessoa volta ao de cima e percebe que vai no Star Trek em velocidade warp. Então a pessoa resolve levantar-se para ir ter a sua quebra de tensão em local mais recatado. A pessoa vai para outra sala, pondera deitar-se no chão mas considera desde logo essa opção muito pouco estilosa pelo que a rejeita liminarmente. Então a pessoa deita a cabeça e parte das costas numa poltrona e põe os pés ao alto na poltrona da frente. A pessoa fica a fazer a ponte, com o rabiosque no ar, na posição mais absurda e desconfortável que se pode imaginar. Ainda assim a pessoa fecha os olhos e aguarda que o mau-estar a abandone. Enquanto se encontra nesse processo, a pessoa apercebe-se que alguém entra na sala. A pessoa não quer ser vista naqueles preparos e acciona a sua força de propulsão à velocidade máxima. A pessoa não espera, claro está, que a poltrona da frente resvale e, como tal, não consegue evitar a cair de costas no chão. Ainda assim, e perante o olhar atónito do colega de trabalho, a pessoa dá um salto de garça e põe-se de pé num nano-segundo. A pessoa não explica ao colega o que raio se está a passar, a pessoa limita-se a assinar os papéis como se nada fosse...

Finalmente o workshop!

Palmier não quer ficar para trás e também já preparou o seu próprio workshop! Posso desde já garantir que vai ser uma coisa super divertida, extremamente útil e com dicas fantásticas! Para que possam antecipar a categoria dos assuntos que vamos abordar, deixo um (dos muitos) exemplos que pensei apresentar-vos, para que possam avaliar com os vossos próprios olhos! Ora atentem!

Querem ter um leito conjugal absolutamente selvagem? Sim?!
Palmier tem a solução!

 Lençol de baixo em tigresse

Fronha em Zebra

Capa de edredon - Cobra Piton

E então, hein?! Isto promete, ou quê?! Ora digam lá se isto não é, per se, garantia de noites top, noites supeeeeeeer National Geographic?

(P.S. deverão, evidentemente, adormecer na companhia de uma caçadeira de canos serrados... não vá dar-se o caso de, durante a noite, a roupa de cama decidir pôr as garras de fora...)



domingo, 27 de outubro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não! Não! Não! Assim não dá!

Então uma pessoa passa anos da sua vida a preparar terreno para o lançamento da sua própria marca, uma coisa pensada, estruturada, uma coisa que envolveu estudos de mercado e de viabilidade, a antever preços, a estudar estratégias de marketing, a fazer posts atrás de posts com pequena Cutxi de forma a inculcar a ideia na vossa cabeça, a ter ideias únicas e a produzir  trabalho artístico, a desenhar carteiras trendy cheias de estilo, uma coisa mesmo top... e depois acontece-lhe uma coisa destas?!


A pessoa já promoveu o cutxi-logo, já enviou o material para a fábrica, já criou a sua página no Facebook para dinamizar as vendas e já avançou inclusivamente com a sessão fotográfica para promover o protótipo do Palmier Bag, modelo Cutxi-Sling...


E depois vem a concorrência e dá cabo de tudo! Isto, pessoas, é muito grave! Isto, pessoas, é nada mais, nada menos, que ESPIONAGEM INDUSTRIAL!




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Gracinha, já aqui! Sentada! Quieta! Não fala! não mexe!

A menina é capaz de me explicar por que raio saiu de casa sem avisar ninguém e, vai-se a ver, depois de horas de aflição sem sabermos do seu paradeiro, descobrimos que foi assistir a um workshop  de suinicultura?!

A pessoa está a tomar o pequeno-almoço e ouve a seguinte conversa:

- A minha mai'nova chama-se Nicole.
-  Olha tão lindo! É como o café!


E a pessoa pensa imediatamente numa nova frase para os pacotinhos de açúcar…




Gosto de ver a chuva a correr pelos carris dos eléctricos


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Palmier não resiste a um passatempo e tenta captar a atenção de Pipoco, O Mais Salgado, durante mais de três segundos... (porque a chave nem sempre é a qualidade literária...)


A busca pela Mulher Perfeita, assim definida segundo os cânones de Pipoco, o Mais Salgado, tinha sido iniciada muitos anos antes mas, por razões mal explicadas e envoltas em mistério, nunca tinha sido concluída. Sabe-se pouco sobre as pesquisas levadas a cabo e até nós chegaram apenas rumores esparsos que indicavam que os homens que haviam tentado trilhar esse caminho tinham sido sucessivamente conduzidos ora à santidade, ora à loucura, condição que os impedia de transmitirem os dados que haviam recolhido. Os primeiros recusavam-se a partilhar a informação alegando que dela tinham tido conhecimento através do sacramento da confissão e aos segundos não se podia, evidentemente, dar qualquer crédito. Talvez por isso tenha sido determinado que, desta vez, a abordagem fosse feita de forma diferente, desta vez a investigação seria levada a cabo pelo melhor investigador que, à data, integrava o GaNPI (Gabinete Nacional dos Problemas Irresolúveis), uma mulher com provas dadas em terrenos onde todos os outros tinham falhado.
Quando me entregaram em mãos esta tarefa epopeica, deixei-me cair sobre uma cadeira de fórmica e, desalentada, apoiei a cabeça entre as mãos e chorei. Chorei porque não sabia por onde começar. Chorei com a certeza que iria fracassar, logo eu que tinha uma reputação a manter e que era conhecida no meio por conseguir, sempre, resolver os enigmas que me apresentavam. Os dias passaram e eu quase sucumbi. Invejei os meus colegas a quem tinham sido atribuídas tarefas tão simples como a de determinar a origem do universo ou a existência de Deus.
Depois de meses de desânimo que me conduziram a uma profunda depressão, o meu orgulho ferido, apunhalado, trespassado por balas, fez-me reagir e, a pouco e pouco, recompus-me e dei os primeiros passos na minha pesquisa. Comecei por vasculhar bibliotecas, consultei livros, pergaminhos, velinos e papiros, procurei em revistas e jornais, explorei bancos de dados e arquivos informáticos, tudo em vão. Continuava tão longe da Mulher Perfeita como no início dos meus trabalhos. À noite afundava-me numa poltrona confortável e, apesar de querer dar tréguas às minhas lucubrações, imaginava-a, via-a ali, envolta no fumo dos meus cigarettes, quase conseguia ter a percepção daquilo que procurava mas as imagens desdobravam-se em infindáveis permutações impedindo-me de ter a visão clara que tanto procurava. A minha busca era agora uma doença, uma obsessão, uma questão de honra. Sabia bem que a Mulher Perfeita era aquela que, dotada de um conjunto de atributos de tal forma irrepreensíveis, faria com que quem a olhasse, não mais ousasse pensar noutra coisa. Talvez por isso o segredo sobre o seu paradeiro estivesse tão bem guardado... é que o simples vislumbre de tal criatura faria com que os homens esquecessem coisas tão simples como a existência do mundo. Depois de uma fase inicial totalmente infrutífera, conclui que seria necessário recorrer a grandes meios para conseguir obter o resultado que o GaNPI esperava de mim. Dei uma reviravolta nas investigações e optei pelo método científico. Reuni uma equipa de estetas, psicólogos, antropólogos, lógicos e semânticos e delineámos um plano que passava por fazer um inventário exaustivo de todas as mulheres! As suas categorias seriam finalmente estabelecidas, a beleza catalogada, a inteligência definida, o carácter revelado. Os dados seriam então avaliados por teóricos e estudiosos dos cânones de Pipoco, O Mais Salgado daí retirando o inevitável corolário - a determinação, sem margem para dúvidas, d'A Mulher Perfeita.
Contratei espiões, detectives, investigadores privados, agentes infiltrados, inquisidores e alcoviteiras. Prepararam-se questionários redigidos em todas as línguas e utilizando todos os alfabetos, seleccionaram-se amostras de todos os estratos e condições e iniciámos o inquérito. Uma operação a nível global, lançada simultaneamente em todos os Continentes. Ao todo foram questionadas mais de cem mil milhões de mulheres. Umas apresentaram-se livremente sonhando que poderiam vir a ser consideradas a Branca de Sal do planeta, outras foram inquiridas nos seus domicílios, locais de trabalho, via pública, lojas e até em banquinhas de Centros Comerciais montadas entre as do Barclays e as do Nails4us, outras, mais avessas ao nosso estudo, foram submetidas a interrogatórios intensivos, aliciadas ou coagidas, por vezes torturadas, algumas só responderam sob a acção de drogas, soros e poções, outras sob ameaças. Muitas pereceram nesses trâmites, outras perderam o juízo mas, na generalidade, sobreviveram. As que seduziram os inquisidores numa tentativa desesperada de manipular os resultados, tiveram de ser imediatamente desqualificadas. Coordenei pessoalmente grande parte dos trabalhos e inteirei-me de todos os passos daqueles em que não participei directamente. Foi com algum pesar que tomei conhecimento da morte de alguns dos meus agentes, alguns incinerados por dragões na China, outros que ficaram congelados nas planícies geladas da Sibéria onde ainda são utilizados como estátuas, um grupo que acabou encurralado em Creta por um inusitado Minotauro e ainda um outro cujo rapto pela mafia continua até hoje por explicar. Ainda assim, e apesar de todas estas baixas e revezes, não esmorecemos e obtidas as amostras, procedemos à chamada de poetas e artistas que avaliaram todas as candidatas em termos de beleza física, matemáticos e psiquiatras que lhes determinaram o Q.I, especialistas em cálculo que as agruparam em grupos e sub-grupos e informáticos que fizeram o upload de todos os dados. E, depois de anos de análise eis que hoje permiti-me, finalmente, esboçar o meu primeiro sorriso em muito, muito tempo. O resultado tenho-o aqui à minha frente, num dossier de capa verde plastificada, formato 29x42… pronto para ser entregue à única pessoa capaz de o validar...





Inspirado no "Enigma da esfinge" - do meu pai

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

São (praticamente) a mesma coisa!



Balenciaga

Tribo da Papua-Nova Guiné


Julgavam que eles me amavam? Eu também...

Sábado a noite. Saímos de casa para ir jantar, o carro estava estacionado à porta, primorosamente entalado entre um pino e um jipe. Fui eu que o arrumei. Não sei se sabem, mas eu sou muito boa a encaixar o carro em lugares absolutamente impossíveis. Lugares que deixam o meu consorte, o rei do bem-estacionar e da prudência anti-riscos, extremamente nervoso. Mas, como ia dizendo, saímos de casa para jantar e eu ia muitA gira, top mesmo, ia com umas botas novas, pretas, um poço de estilo. O meu consorte sentou-se no carro e eu, tratei de acomodar rapidamente as crianças nas respectivas cadeiras e de verificar os cintos de segurança, ao mesmo tempo que um carro esperava que eu terminasse esta operação para ficar com o nosso lugar. Temos portanto reunidas as condições perfeitas para o que veio a suceder de seguida.... chuva, botas novas e pressa... a chamada perfect storm do acidente... pois que, como ia dizendo, acabei todas as verificações de segurança, fechei a porta de trás e dirigi-me em Pepe Rápido e pela frente do meu próprio veículo, para o volante. Acontece que não cheguei ao volante já que, quando ia naquele passo acelerado, as solas novas e absolutamente traidoras deram sinal e eu afundei em frente ao carro, caí de joelhos nos paralelepípedos escorregadios e esfrangalhei a rótula esquerda. Temos portanto uma Palmier atirada para o chão, uma Palmier agarrada ao joelho à espera de ser socorrida pela sua própria família. Mas... mas, mas, mas, a sua própria família não parecia estar minimamente preocupada com a integridade física de Palmier. Correm, aliás, fundados rumores que, dentro do carro, a justificação que corria para explicar o meu desaparecimento súbito do campo de visão era que, tendo em conta a falta de espaço para a manobra, eu estaria a arrancar o pino (?!)... conclusão extremamente natural tendo em conta a minha compleição física de lutador de sumo e a minha conhecida propensão para a prática de actos de vandalismo. Mas, como ia dizendo, passaram-se longos segundos e a família de Palmier não saía do carro. Não. A sua família preferiu ficar abrigada da chuva, enquanto a sua Palmier (apesar de super estilosa com as suas botas novas) se encontrava ali ao relento, jogada às pedras frias e encharcadas, ferida e mal tratada. Sim, perceberam bem... foi preciso que o nepalês da frutaria abandonasse as suas maçãs para me vir socorrer. Só nesse momento é que a porta do carro se entreabriu e o meu consorte perguntou lá de dentro:
- Caíste?
Caíste?! Ele perguntou se eu caí?! 
- Nãooooooo! Que raio de ideia... respondi eu convicta lá de baixo do veículo... estou só aqui a ver a grelha do carro um bocadinho mais de perto!

domingo, 20 de outubro de 2013

É caso para dizer...

Os meus leitores são os melhores matemáticos do mundo e, como forma de agradecimento, vou tratar de mover todas as minhas influências para que sejam agraciados com o próximo "Nobel da matemática" - a Fields Medal!

Muito obrigada Liliana, Xilre e Mais Picante!