quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ora bem...

Já havia o Ken Malibu, o Ken Fashion Jeans e até o Ken Great Date...



E agora, para combater o fascínio provocado pelos Chefs de cozinha, a Mattel lançou o... Ken Culinário


Em verdade te digo, pequena Cutxi,

Quando tiveres algum assunto jurídico em “patas”, mais que ao conteúdo do mesmo, deverás atentar no taxímetro dos advogados. É que, caso te distraias, pode bem acontecer que a solução te saia mais cara que o problema.

stay tuned

E se, de repente, não te oferecerem um swatch pela manhã...

Não desesperes! Faz como o teu Palmier e avança directamente para a tatoo!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eu podia convidar-vos para serem modelos da minha nova colecção de t-shirts...

Mas, isso era uma ideia extremamente parva porque ainda está para nascer uma modelo melhor que eu própria. Assim sendo, resta-me apresentar-vos as minhas próprias t-shirts, com as minhas próprias ideias super originais, com um logótipo que eu própria inventei e aguardar as vossas vastas encomendas que, tenho a certeza, já vêm a caminho! 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Lembrei-me agora, por causa de um comentário, da primeira vez que comi sushi…

A cena passou-se em Londres há, para aí, quinze anos. Estava eu com duas pessoas com quem fazia alguma cerimónia, a combinar um almoço, quando me perguntaram se gostava de sushi. E eu respondi imediatamente que sim, que gostava muito. Elas olharam-me apreciativamente, sentiram que eu era uma sofisticada, uma conhecedora da gastronomia internacional, uma verdadeira cosmopolita. Mas já comeu sushi? Perguntaram-me surpreendidas. E eu respondi que sim, claro! Que já tinha comido imensas vezes e voltei a frisar que até gostava muito. E lá fomos nós para o Yo Sushi, no quinto andar do Harvey Nichols. Pessoas… imaginem a minha cara quando começo a ver aquelas criaturas cruas a passar num tapete rolante à minha frente. Pessoas, pessoas… eu não fazia a menor ideia do que aquilo era. Mas, não julguem… o vosso Palmier não deu parte fraca. O vosso Palmier agarrou nos pauzinhos e fingiu-se nipónico. A concentração a que o vosso Palmier se viu obrigado para não deixar escapar as fatias de salmão praticamente vivo que se encontravam no seu prato foi de tal ordem, que até os seus olhinhos se esticaram em direcção às orelhas, numa tentativa desesperada de fingir que aquela era a base da sua alimentação.
Pessoas, o que eu nunca tinha contado a ninguém, nem mesmo àquelas duas alminhas daquele famigerado almoço é que, quando me falaram de sushi, eu… achei... que era chilli... chilli com carne…

E, para desanuviar...

Eis que, depois de semanas ausente, o cadeirão de fotografias da pequena Cutxi, regressa ao lar, devidamente recuperado...
Não consigo compreender por que carga de água pequena Cutxi se terá revoltado contra ele...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

As voltas da vida

A minha empregada é uma pessoa inteligentíssima. Veio da Guiné para Portugal há cerca de vinte anos, conhecendo bem as dificuldades da vida. Casou com um guineense, muçulmano, bancário. Teve dois filhos. Não teve oportunidade de fazer grandes estudos mas sentia que tinha conseguido organizar a vida. Ganhava o seu dinheiro e não dependia do marido. Sentia-se orgulhosa pelo que tinha conseguido. Pessoa cumpridora, de sorriso franco, dentes lindos, sempre pronta a ajudar. Sempre com boa vontade, daquela de verdade. Aquela pessoa que sabemos que podemos contar. Voz doce, meiga e amiga dos meus filhos. De há uns tempos a esta parte, o sorriso foi rareando, os olhos foram ficando tristes e perdidos. O filho mais velho tem agora catorze anos e é um menino bonito e muito alto para a idade. Chumbou o ano passado e este ano não estava a correr melhor. Não queria estudar, faltava às aulas, deixavam-no sair da escola sem autorização, passava o dia sem se saber onde. Tentámos várias abordagens para tentar trazê-lo de volta. Desde prémios por boas notas que ainda teve no primeiro período do ano passado que que lhe valeram uma Play Station, conversas sobre a realidade da vida, uma ida à Guiné para se aperceber das facilidades que tinha aqui em Portugal e... nada. A minha empregada não é uma mãe relapsa. É uma mãe preocupada. É uma mãe que foi dezenas de vezes à escola pedir ajuda, que correu os centros de saúde e os hospitais tentando marcar uma consulta de psiquiatria (e foi chutada de um lado para o outro), psicólogos, comissão de protecção de jovens em risco, tentando encontrar a ajuda que sabia precisar. Viu portas a fecharem-se-lhe na cara mas não desistiu. Persistiu na busca de uma solução para um problema que sabia que não conseguia resolver sozinha. Acontece que as ajudas são demoradas neste país e, entretanto, o menino foi apanhado com um grupo de jovens maiores de idade que roubaram um telemóvel e, posteriormente, um relógio. Aparentemente, ele não terá participado no roubo, limitando-se a assistir.
Hoje, a minha empregada faltou e não avisou. Telefonou-me há pouco. A voz vinha do fundo do poço mais fundo:
- Levaram-me o meu filho... disse-me.
E eu não sei dizer se foi o melhor. Se era esta a solução. Se não havia outra. Sei que hoje foi o dia em que o filho de alguém, o filho dela, um filho, um menino de catorze anos que é amado pela mãe, foi institucionalizado. Levaram-no. Da mesma forma que os amigos roubaram um relógio, o tribunal levou um filho a uma mãe que eu sei que fez de tudo para o ajudar. E eu... eu senti a dor dela...

Por que não percebes tu as conversas, Palmier?

Porque quando vocês falam em PT, eu traduzo por posto de transformação de energia eléctrica. E os meus PT’s, garanto-vos, são bem mais explosivos que os vossos.

Constatação

As blogo-vidas são iguaizinhas à telenovela Dancin’Days. A única diferença, é que a intrigante trama do Dancin’Days gira sempre em redor do Dolce Vita Tejo e a do blogo-mundo à volta da Padaria Portuguesa…

sábado, 2 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O que vês da tua porta, Palmier?

Nada. Não chego lá acima.

Porque se adensam estranhos rumores que pequena Cutxi não passa de um animal empalhado...

Deixo-vos uma imagem de um dos dias em que pequena Cutxi acorda como Palmier. Nesses dias não corre, não lê, não saboreia vinhos, não ouve ópera, não sobe às montanhas, não apanha ondas, não anda de bicicleta, não escreve romances, nem se desloca em poderosos carros alemães. Nesses dias especiais, limita-se a destruir sofisticados sistemas de rega…

Há uns que se propõem correr pelas padarias, atrás de pães de Deus....

Depois, há os outros... os verdadeiramente sofisticados...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pois...

- Mãeeeeeeeeeeeeeee... onde estás?
- No escritórioooooooo...
Filha apresenta-se e pergunta:
- O que estás a fazer?
- Estou a ver se o pai tem aqui um livro...
- Oh mãe?! Um livro?! Então não vês que o pai tem tantos!

Por outro lado...

E continuando com a questão dos heterónimos, quando acordo como Pipoco mais Salgado, as coisas já se processam de forma bastante diferente. Nesse caso dirijo-me ao cão e digo "Wagner, vamos correr?" E o Wagner, diz-me que não, que está a ouvir "Carmen" apesar de saber que o Don Jose acaba sempre por a matar no final, e que aproveita enquanto a casa não mexe, para olhar pela sua janela e admirar a montanha, ao mesmo tempo que saboreia aquele Barca Velha de sessenta e seis. E, em verdade vos digo que, nesses dias, não vale a pena contrariar Wagner, porque, afinal, as coisas são como são.