(se és jovem, vês o sol a brilhar lá fora e estás sentada à secretária rodeada de manuais do quinto ano, junta-te a mim para um abraço apertado de auto-compaixão)
sábado, 31 de maio de 2014
Pergunta para apoio moral
Sou só eu que estudo com o meu filho para as provas globais do quinto ano?
sexta-feira, 30 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Estou mesmo entusiasmada com isto das maratonas!
Mas é que estou mesmo tãooooooooooo entusiasmada, que tive de encontrar forma de ter sempre uma bananinha à mão, para o caso sentir o apelo da maratona sem correr (lá estou eu!) o risco de me faltarem as forças! Para além disso tem a vantagem de me proteger a cabeça de impactos, choques, quedas e até mesmo do arremesso de objectos estranhos! Que tal? Boa ideia? Parece-vos bem? Digam-me tudo!
(Só espero não ser alérgica à bananinha! Isso é que não!)
quarta-feira, 28 de maio de 2014
A minha maratona em filme
Ontem tive o privilégio de correr uma das mais espectaculares maratonas do universo, a Ultra-Mega-Maratona do Jardim da Estrela. A Preparação da prova foi abaixo da crítica, uma vez que nunca tinha corrido uma única légua em toda a minha vida. Aliás, nem sabia que se podia fazer tal coisa, já que, para mim, os pés serviam apenas para calçar bonitos sapatos e nada mais. Mas, na verdade, tudo isso mudou e agora posso afirmar-me perante vós como uma verdadeira maratonista. Assim sendo, pensei que desta vez, e para que possam aprender um pouco sobre este meu desporto, vos podia deixar com um vídeo extremamente profissional, praticamente digno de Oscar, produzido por toda uma equipa de Bollywood e espero que, em seguida, me deixem aqui dedicatórias muito especiais, porque, afinal, eu mereço!
Fiquem então com Palmier, o vosso TGV do asfalto!
terça-feira, 27 de maio de 2014
Eu bem sei que vocês o que queriam era ver o vídeo da minha maratona...
Mas hoje entendi que era preferível surpreender-vos com a foto-reportagem completa do novo look neo-rasta-hippie-boho-extremamente-chic&clean para festivais de verão e limpezas de Primavera!
Ia dizer que me podia ter dado para pior, mas depois pensei melhor e achei que era difícil...
(porquê?! Porque é que põem estes objectos diante dos meus olhos?! É para me obrigarem a fazer má figura, é?! Uma pessoa a tentar manter um estatuto, e depois é isto...)
segunda-feira, 26 de maio de 2014
É muito natural que os portugueses não se interessem pela política
É que, nos Estados Unidos, há imensas séries em que o Presidente aparece no papel de um atraente e sedutor galã. E a nós? A nós, dão-nos o tempo de antena!
Assim sendo, pergunto: Para quando uma série de sexo e intriga no Palácio de Belém?
domingo, 25 de maio de 2014
Palmier também quer comentar as eleições (numa vertente mais fashionista, evidentemente)
A gravata azul é o novo must-have das noites eleitorais.
(parece que inspiram confiança, responsabilidade e seriedade... só não percebo por que raio não estão a funcionar)
sábado, 24 de maio de 2014
O meu relógio
Esta semana as horas cavalgaram dentro do meu relógio, um dia esvaia-se em dezoito horas, às três da tarde eram oito da noite, o pobrezinho, de língua de fora, parecia um galgo numa corrida de cães. Mas, ainda assim, e sem outra serventia que não a companhia, mantive-o no pulso. Agora foi para arranjar. E eu, que só uso um relógio, um anel e um fio, olho para o braço e só consigo ver a ausência do relógio.
E então, Palmier, o que andas a fazer?
De cada vez que passamos por um grupo de adeptos do Atlético gritamos pela janela do carro "Ronaldooooooo!", depois olhamos em volta, com ar de santos, como que à procura da origem do som.
(e é rezar para que cheguemos ao fim do dia com vida!)
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Eu bem que tinha ouvido dizer que as pessoas não gostam de ler posts longos...
Mas... que se zanguem com a pobre blogger derivado do comprimento do texto?! Oh pah... isso é uma novidade!
(olha... este, ao menos, é curtinho!)
(olha... este, ao menos, é curtinho!)
Obrigada, amigo Obama
Queria deixar aqui um sentido beijinho ao meu amigo Obama que, no seu discurso de hoje, à porta da Casa Branca, comunicou ao mundo que baptizou o seu novo cão com o nome "Cutxi"! Não fazia ideia que lia o meu blogue e que me tinha como fonte de inspiração, mas fiquei radiante quando percebi que sim! Obrigada, amigo!
(aahhahahahahahahahhahahhahahahahhahahahaha juro que na pesquisa por palavra-chave, me estão a aparecer buscas por "Obama e Cutxi"! A sério... não vale a pena procurar... é uma notícia muito confidencial...)
Uma dúvida
Esta conversa permanente sobre corridas, maratonas, trails e quilómetros veio substituir aquela outra, a das fraldas, consistência do cocó e o primeiro dente, não é? Uma espécie de "as corridas são os novos bebés!", certo?
(não é por nada... mas a pessoa tem de estar psicologicamente preparada para estas coisas... de forma a conseguir controlar o terrível impulso de passar o almoço inteiro a tamborilar com os dedos na mesa e a olhar para o relógio...)
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Lá no Oeste – última parte
E depois daquela noite na colectividade, ficou ponto assente
que o senhor Valente iria até Fátima para agradecer a conveniente aparição da Nossa Senhora. E, assim foi, em chegando a Maio, o senhor Valente, rodeado da
população em êxtase, e por entre os gritos de “coragem” e "força", lá partiu em
peregrinação. Foram dias e dias de caminho, dias que lhe deram cabo dos
sapatos-ténis, uns muito jeitosos que comprou no Continente dos Salgados especialmente para esta empreita,
passando depois as moléstias a atacar os pobres pés do senhor Valente que nunca se tinham debatido com um
tão longo percurso. Mas eis que, depois de todo este sofrimento, o senhor
Valente vê aparecer diante de si, finalmente, a Cova da Iria. Foi um momento de
grande emoção, o momento da chegada. Mas, em bom rigor, não se pode dizer que
tenha sido assim tão melhor que o da partida. É que foi no dia da partida que o
senhor Valente entrou naquela loja mesmo ali junto ao recinto, para escolher,
finalmente, a Nossa Senhora que ia levar para casa. Ah… iam ficar todos
basbaques quando A vissem! Mesmo aqueles que, nas suas costas, duvidavam da palavra da Rosa,
ah-ah, agora haviam de engolir as suas próprias palavras, os cabrões! Foi com
este sentimento extremamente cristão que o senhor Valente se decidiu imediatamente pela maior Nossa Senhora que ali se
encontrava, a tal, a do manto azul. Nem hesitou um segundo quando lhe disseram
o preço; aquela, desse por onde desse, já era a sua Senhora. Depois de embrulhada com todo o jeitinho, para não se partir pelo caminho, o senhor Valente pegou na sua própria Nossa Senhora e
levou-a por ali fora, ao colo, até ao terminal dos autocarros. Ora a raça da Nossa
Senhora era pesada como chumbo, pelo que um percurso que demoraria não mais de dez minutos, se
transformou numa caminhada de quase uma hora, com paragens para descanso e copos-de-três. Mas, ainda assim, era com um desmedido orgulho que o senhor Valente
desfilava por Fátima abraçado ao seu embrulho. E disso mesmo informou a menina do guichet
enquanto comprava o bilhete:
- Esta aqui – e, para que não restassem dúvidas a quem se
referia, acompanhava a frase com umas cachaporras na cabeça da Nossa Senhora -, já não a largo! Vai comigo e ao meu lado! Nem
pensar que m’a metem no porão, q'isso até deve ser pecado!
Só quando menina da bilheteira lhe disse que, para levar a Nossa Senhora no interior da camioneta, tinha de pagar um bilhete extra é que o senhor Valente percebeu, com espanto, que nem todos partilhavam da sua reverência.
- O’messa?! Então a Santinha tem de pagar?
Que sim, que era um volume demasiado grande e que, em
ocupando um lugar, tinha de pagar tal’qual as outras pessoas. E o senhor
Valente, homem orgulhoso, lá puxou da carteira, tirou o molhinho de notas, c'uma pessoa tem de estar prevenida, molhou o dedo na saliva, passou as notas uma a uma entre o indicador e o polegar, e, encontrada a quantia certa, bateu com o dinheiro no balcão de fórmica e pagou, decidido, o bilhete para a Sua
Senhora. É claro que, quando se sentou
na camioneta, logo na primeira fileira de lugares, aqueles quando se entra do lado esquerdo, a Nossa Senhora no banco junto à janela e ele no que fica junto ao corredor, o
senhor Valente, tal era a honra que lhe merecia aquela companhia, até já tinha
esquecido aquela desconsideração que lhes tinham feito minutos antes.
Mas, mal a camioneta se
pôs em movimento, o senhor Valente, que ia vendo com os olhos muito abertos a
paisagem a desenrolar-se ali no grande vidro à sua frente, começou a pensar que
não havia direito… ele a ver coisas tão lindas, tantas casas, tantas árvores, tantos automóveis, e
a Santinha ali, embrulhada no papelão, e sem ver nada.
- Nã… assim é que não, q’isto até é pecado, coitadita.
Foi, então, que, com
jeitinho, pegou no canivete que trazia sempre consigo, cortou os fios que atavam o embrulho, rasgou
o papel e descobriu a cabeça da Nossa Senhora, enquanto
lhe dizia com voz doce
- Ah minha Santinha, agora sim, q’até te custava a respirar,
aí toda atabafada, Deus nos livre!
E assim fizeram a viagem. A Nossa Senhora, de pé, no banco da direita, cabeça de fora do embrulho, e o senhor Valente ao seu lado, a
explicar-lhe tudo quanto viam e a acenar às populações, que, afinal, ele não
era a Nossa Senhora mas estava ali mesmo ao lado e, portanto, era quase como se fosse, que
estas coisas da santidade, já se sabe, passam pela proximidade.
Ora, a viagem, tirando a situação do bilhete, correu muito bem e o senhor Valente, à medida que o
caminho ficava para trás, ia-se sentindo cada vez mais feliz por antecipação, a imaginar a sua entrada triunfante em Casais-de-Azeitona. O
pior foi quando chegaram a Mafra. É que
Maria Adelaide, a filha do senhor Valente, não contava com tanta santidade e veio buscá-lo na motorizada e aquilo
para levar a Nossa Senhora, estava-se mesmo a ver que ia ser o cabo dos trabalhos. Não que não A conseguissem levar,
q’até já tinham levado coisas maiores, mas ali a Nossa Senhora, não era uma coisa qualquer e, já se sabe, exigia respeito! Fizeram várias tentativas. A Nossa Senhora à frente, de pé no assento, o senhor Valente imediatamente atrás, amparando-A com os braços, ao mesmo tempo que segurava o guiador, e a Maria Adelaide em último lugar, abraçada simultaneamente ao pai e à Nossa Senhora. Mas nem chegaram a arrancar, que a Nossa Senhora dificultava muito a visibilidade e acharam melhor não arriscar. Resolveram então fazer uma variação, O Senhor Valente à frente e a Maria Adelaide atrás, com a Nossa Senhora ali bem entaladinha entre os dois. Mas a coisa ficava periclitante e, depois de avançarem uns metros, acharam que o melhor era não arriscar; Por fim, e à falta de opções, resolveram atar uma corda à Nossa Senhora, uma laçada à volta dos ombros e outra à volta das ancas e, com o excesso de corda, fizeram uma alça que puseram confiantes a tiracolo. Montaram então a motoreta e arrancaram em direcção a Casais-de-Azeitona, com a Nossa Senhora na horizontal, deitada de lado ao correr da motorizada, num voo perigosamente rasante, cabeça a espreitar do embrulho, cabelos ao vento...
(esta história é verídica... :D)
(esta história é verídica... :D)
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Na verdade, isto dos blogs é tal e qual a ETV (para quem não é advogado ou consultor, explico que é a ETV é aquele canal de televisão em que advogados e consultores falam para advogados e consultores)
É uma espécie de circuito fechado em que estamos todos a falar uns para os outros.
(desenganem-se aqueles que pensam que não gostamos uns dos outros. É importante que tenham consciência que, na verdade, nos amamos)
(desenganem-se aqueles que pensam que não gostamos uns dos outros. É importante que tenham consciência que, na verdade, nos amamos)
terça-feira, 20 de maio de 2014
E depois do adeus...
Hoje não há serviço de mesas. Por isso, em vez de estarem aí de nariz espalmado na montra à espera que vos abra a porta, entrem, ponham as cadeiras para baixo, arredem uma mesinha ali do canto, sirvam-se dos restos dos bolos que estão na bancada, dentro dos tupperwares, bebam um copinho de água da robinet e... olha... ponham a conversa em dia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















