Que resolvi dispensar o empreiteiro e construir o prédio em modo DIY.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
A Grécia e a minha costela de merceeira
Não consigo ter uma opinião sobre a Grécia. Não consigo
mesmo. Por um lado há em mim o lado de bom pagador, a minha costela Cavaco
Silva, de quem levanta o dedinho para a lista de calotes na mercearia e diz com
os olhos muito abertos ”pedisteS fiado, amanha-te, agora tens de pagar, contas
são contas!”. Por outro, bem, por outro… parece-me impossível exigir à D. Andronika,
a quem acabaram de cortar a electricidade e que já está a dever três meses de
renda da casa, que venha pagar as três latas de atum e o pacote de esparguete
marca branca, que levou na última quarta-feira. Claro que ainda me lembro de
quando a Dona Andronika parava aqui à porta naquele Mercedes cinzento
metalizado e, sem desligar o motor, entrava-me pelo estabelecimento, em cima
dos seus saltos altíssimos, para levar aquelas latinhas de ovas de esturjão que
custavam para cima de um dinheirão, e aí penso que havia de subir lá ao
terceiro direito e levar-lhe o plasma de 95 centímetros, não há direito, o que
ela para ali gastou, chego mesmo a subir as escadas para me deparar com o
senhor Joaquim do talho, a D. Aurora da tabacaria, o Senhor Almerindo da loja
de electrodomésticos, todos em fila, de braços no ar, com as facturas na mão, e
lá em cima, os três filhos da Dona Andronika, agarrados à balaustrada, andrajosos
e a chorar baba e ranho. Claro que a pessoa, perante aquele cenário, pega no
seu papel pardo, o papel dos calotes, desiste da ideia e começa a descer os
degraus, cabisbaixa, pensando que o melhor é deixar a Dona Andronika respirar
um bocadinho, coitadinha, teve pouca sorte, talvez para o próximo mês ... Mas nisto,
a Dona Andronika, assoma-se ao patamar, mão na anca, e desata aos gritos com os
seus credores, andor, tudo daqui para fora, não se está mesmo a ver que não vos
vou pagar nem um tostão, era só o que faltava, pagar o que pedi emprestado,
onde é que já se viu?! Xô, xô… , e, perante isto, a pessoa agarra-se novamente no
seu papel pardo, e sobe os degraus muito
depressa, a bater com os calcanhares, e a pensar “olha a sacana, então isto
agora é assim?! Agora é que lhe levo mesmo o plasma!”
E pronto, assim vão os meus pensamentos sobre a Grécia.
A Grande Obra
Depois de uma semana desesperante, uma semana enclausurada no exterior da minha própria obra, uma semana em que, qual psicopata perigosa, andei a rondar o prédio, a tentar encontrar forma de me infiltrar para ver o que se estava a passar, depois de me ter sido dito que, por razões de segurança, não podia entrar enquanto os homens estivessem a trabalhar, que esta fase de demolição é muito perigosa e que eu não tinha o outfit necessário (não sei se estão a ver o vexame... eu, uma fashionista de renome, expulsa por falta de outfit?!), vulgo "colete, capacete e botas das obras", depois de vários telefonemas e de ter feito um ultimato, ou me deixam ver ou eu vou buscar um escadote para entrar pela janela, fizeram-me finalmente uma visita guiada. É este o ponto de situação. Os homens estão, quais ratinhos, a desmontar o prédio a alta velocidade. E o bem que eles arrumam os destroços?! Que amorrrrrrrrr!
(O meu pobre Duchamp... atirado sem quaisquer cuidados para o exterior...)
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Porque passam a vida a perguntar-me o que pequena Cutxi leva para o seu lanchinho
Eis que resolvi escolher o dia de hoje para desvendar este segredo que vos atormentava.
Vejam o seu ar de felicidade!
Pequena Cutxi leva todos os dias um Queijo da Serra! Às vezes acrescento um salpicão ou uma cabeça de pargo cozida!
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Breve análise sobre a situação blogosférica
Há dias em que os estão todos amigos, dias em que estão todos zangados, dias em que são todos contra um e dias em que é um contra todos, dias em que o outro lado ainda não está preparado para ler determinado post, dias de aproximação e outros de afastamento, dias de chantagem, dias em que têm uma causa comum, outros que estão em extremos opostos, negociações, acordos de conjunto, ultimatos e versões contraditórias. Os leitores são os mercados, tão depressa investem todas as visualizações num determinado blog e reivindicam posts com uma cadência rigorosa, exigindo estabilidade, um fio condutor e que se respeite as regras diplomáticas necessárias para as permanência na Blogozona, traçando uma linha vermelha para certas abordagens, e o pobre blogger desesperado, a arrancar cabelos e a puxar pela cabeça, a aplicar medidas de austeridade nos assuntos mais polémicos, a cortar na despesa de comentários, a fazer de tudo para manter a estabilidade do seu blog e, assim, satisfazer os caprichos dos mercados, como, farejando a crise, os leitores debandam desordenadamente, ameaçando empurrar o blogger, lenta e inexoravelmente, para fora da Blogozona, deixando-o assim arruinado e nas ruas da amargura.
No fundo é tal e qual como as reuniões do Eurogrupo.
No fundo é tal e qual como as reuniões do Eurogrupo.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Não há coisa que me cause mais stress
Do que estar no cabeleireiro a fazer nuances...
(acho que a partir de agora, sempre que vier ao cabeleireiro, vou passar a pedir umas nuances e um xanax)
O Nicola
Antigamente, quando o meu avô era vivo e vinha a Lisboa, íamos ao Nicola, normalmente à sexta-feira, o dia do bacalhau à biscainha. Eu comia o bife, claro. Nessa altura ainda o serviam raspado e com ovo estrelado, acompanhado de batatas fritas que eram servidas numas travessas grandes, metálicas, e pão, muito pão para o molho que eu comia sem qualquer peso na consciência. Claro que nessa altura não ficávamos cá em cima, no café, que grande horror, nem pensar!, passávamos muito depressa e desaparecíamos na escada que nos levava lá para baixo, para o restaurante, ou restaurant como dizia a tia Lili, deixávamos os casacos a uma senhora que se encontrava num bengaleiro minúsculo à porta da casa-de-banho e seguíamos para o nosso ritual. Depois do meu avô morrer, esquecemos o bacalhau à biscainha, que julgo até que deixaram de servir, mas, quando o meu pai vem a Lisboa, continuamos a ir ao Nicola, mantivémo-nos fieis ao bife, que já não é raspado, aliás, os senhores nem sabem bem o que é isso de um bife raspado, as batatas fritas já não são servidas em travessas metálicas, são trazidas nuns pequenos pratos em forma de meia-lua, as entradas são perfeitamente dispensáveis e até para esquecer, parece que à sexta-feira há noite de fados para turista ver, mas o bife... o bife, mesmo que com variações, continua a ser o bife do Nicola :)
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Quero lá saber destas estúpidas regras de contenção da epidemia-voodoo que eu própria inventei!
Já me decidi, vou eu mesma ao volante!
É que, depois de um dia inteiro em terra, já estava a sentir sintomas de privação...
terça-feira, 23 de junho de 2015
Bem sei que não estão a dar a devida importância à epidemia dos heders com voodoo, mas a situação é crítica
A verdade é que eu, Palmier George Encoberto, que tinha em mão a protecção da nossa blogo-sociedade, apesar de todos os esforços que encetei para tentar conter a recém denominada epidemia-dos-headers-voodoo, apesar de todo o equipamento de protecção que usei, não consegui fugir à contaminação. A gota de água deu-se quando declarei inadvertidamente que sentia vontade de escrever um post sob o título "O problema das mulheres". Claro que nessa altura os alarmes soaram na cabeça dos meus colaboradores, alarmes que se confirmaram quando verificaram a clara anomalia da fotografia tirada e postada por mim própria no decorrer do dia de ontem. Depois de uma análise relâmpago ao header do meu blog, os especialistas foram unânimes: Contaminado. A partir daí desencadearam-se um conjunto de acções preventivas que culminaram com o encerramento dos aeroportos a nível mundial.
E agora, pergunto: como é que eu, Palmier George Encoberto, possuidora de um blog afectado pela epidemia-dos-headers-voodoo, vou conseguir sobreviver com os aeroportos encerrados?! Sim, como é que vou descrever-vos o meu dia-a-dia, as minhas constantes viagens de avião, como é que vou viver sem as minhas velhinhas perdidas, e sem observar os abraços chorosos das despedidas e os beijos felizes das chegadas? E a menina do peluche, o que vai ser dela? E o meu running matinal nos aviões de asa dupla? E as multidões que me aguardam pelos aeroportos deste nosso planeta, empunhando cartazes com o meu nome e lutando entre si pelo privilégio de me levar ao destino, o que lhes vai acontecer? E os aviões só para mim? Sim, alguém me explique como vai ser! Por favor!
E agora, pergunto: como é que eu, Palmier George Encoberto, possuidora de um blog afectado pela epidemia-dos-headers-voodoo, vou conseguir sobreviver com os aeroportos encerrados?! Sim, como é que vou descrever-vos o meu dia-a-dia, as minhas constantes viagens de avião, como é que vou viver sem as minhas velhinhas perdidas, e sem observar os abraços chorosos das despedidas e os beijos felizes das chegadas? E a menina do peluche, o que vai ser dela? E o meu running matinal nos aviões de asa dupla? E as multidões que me aguardam pelos aeroportos deste nosso planeta, empunhando cartazes com o meu nome e lutando entre si pelo privilégio de me levar ao destino, o que lhes vai acontecer? E os aviões só para mim? Sim, alguém me explique como vai ser! Por favor!
L'embarras du choix
(Viram bem? Repararam no enquadramento da fotografia?! Na luz?! Na fotografia no seu todo?!)
(Não há dúvidas, também já estou contaminada pelo voodoo... resta-me levantar os braços para o céu e pedir a Deus que me acuda!)
Palmier Encoberto, responsável pela blogo-saúde pública lança o alerta
Tendo sido detectado na nossa blogosfera um blog cujo header está claramente embruxado, levando a que o seu autor, guiado por forças do oculto, produza estranhos posts e ainda mais estranhos comentários, vem a Direcção-Geral de Blogo-Saúde, com o objectivo de evitar a propagação do feitiço, determinar a quarentena do referido blog.
Lamento, mas agora têm de me aturar com as obras
Ontem lá fiz o meu desvio da praxe e, quando passei à porta do prédio, vi as janelas todas abertas e a porta encostada, sem o cadeado. Parei o carro e lá fui, disparada, pronta a entrar por ali dentro, para me inteirar de tudo. Acontece que cheguei à porta e pus-me a empurrar, a empurrar, e a porta nada, não se mexeu nem um milímetro, cheguei mesmo a aproveitar um momento em que as pessoas que passavam na rua não estavam a olhar, para a tentar arrombar com o ombro, como se faz nos filmes, mas, para além da nódoa negra com que fiquei no braço, não aconteceu mais nada. Os meus homens das obras devem ter posto um calço ou assim, com o fito de me manter fechada no exterior, de me enclausurar cá fora e de me impedir de controlar a situação e de entrar na minha própria obra. Fiquei portanto à porta, nuns nervos, para trás e para diante, a olhar lá para cima, a tentar ver lá para dentro, através das janelas, e a ponderar se os chamava aos gritos, cá de fora, do passeio. Não consegui ver nada, não sei bem o que estão a fazer, mas, ahhhh, pessoas, posso garantir que estavam à marretada. Ver não vi... mas ouvi!
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Porque é importante termos conhecimento de todas as descobertas ao nível da História da Arte
Palmier revela a verdadeira origem da pintura "O cão" de Goya
El perro não passa, afinal, do fiel retrato de Canis que, observado por Goya a contemplar o seu dono com adoração, acabou assim por dar origem à enigmática pintura. Infelizmente soube-se mais tarde que a adoração estampada no terno olhar de Canis, não passou, afinal, de uma artimanha para, no primeiro momento de distracção de seu dono, lhe furtar do prato e à má fila o rosbife e a salada russa que aí se encontravam, deixando-lhe, no entanto, as ervilhas, que lhe desagradaram.
domingo, 21 de junho de 2015
sexta-feira, 19 de junho de 2015
A Grande Obra
Desde que assinámos o contrato de empreitada e apesar de saber que organizar o estaleiro, tratar do levantamento da licença, da comunicação à ACT e mais outras coisas que desconheço, demora algum tempo, que, à tarde, a caminho de casa, passei a fazer um desvio para passar à porta da grande obra, na esperança de ver alguma movimentação, uma grua, um guindaste, um camião, ou até um martelo, um escopo, qualquer coisa me servia. Mas todos os dias lá passava e todos os dias o grande cadeado que prende a porta, lá estava, intocado. Até ontem. Ontem a porta estava aberta e, parados à sua frente, estavam dois homens com uma lancheira. Dois homens da grande obra. E eu nunca gostei tanto de ver dois homens das obras. Contra as ordens da pessoa que nos vai fiscalizar a construção, que me proibiu expressamente de falar directamente com o empreiteiro, encarregado ou serventes, que me avisou dos mal-entendidos que as conversas mais inócuas podem ter e dos atrasos que podem provocar, atirei o carro para o primeiro buraco que encontrei e, antes que eles se fossem embora, corri para a grande obra e entrei à socapa. Entrei na grande obra, respirei fundo, com um formigueiro, um nervoso miudinho, e subi até lá acima para olhar pela minha futura janela. Ainda não se passa nada, os homens limitaram-se a arrancar o matagal que devorou aquilo que um dia há-de ser um jardim e que em breve será um estaleiro, mas posso finalmente dizer que sim, que a Grande Obra começou.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Tendo em conta a popularidade do tema, Palmier também vem a público dar conselhos de outfits para casamentos
E resolve desta forma fácil e económica todos os problemas de jóias e acessórios.
(para além de que esta solução facilita imenso a arrumação dos nossos closets!)
quarta-feira, 17 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
Cutxi, ansiosamente à espera do seu bocadinho de maçã
(a tosquia já está marcada... e já sei que vou dar de caras com a veterinária da dieta... a ver vamos se passa no teste do peso ou se vai ter de ficar internada para lipo-aspiração)
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