segunda-feira, 9 de abril de 2012

Are they yours?

Lost brains


IuuUuuu bodeeeeeee.... encontrei! Amanhã, devolvo-te...

Não vos queria intimidar mas...

A minha pequena pirâmide, na realidade....

Eu, Cleópatra, me confesso

Sinto que não posso continuar a enganar-vos. Não seria correcto da minha parte. Tendo em conta a profunda amizade que nos une, tenho de vos revelar as minhas origens. Sim, devo ser a personagem mais fascinante que vocês quase conhecem (apesar de, para vossa infelicidade, não me conhecerem pessoalmente).
Vou dar-vos uma pequena pista, para que possam chegar lá por vocês mesmos. Então é assim (expressão maravilhosa esta):
Papai é faraó. 
Ou seja...
Eu serei...
... A próxima Faraó(na), raínha do Egipto (no seguimento da minha bisavó em 45º grau - Cleópatra, Primeira). 
Como prova desta minha afirmação, mostro-vos a nossa pirâmide. É pequena porque gostamos de nos manter discretos e prezamos o nosso anonimato, (não somos, por exemplo, como a família Romanov que passa a vida a aparecer com putativos sobrinhos, netos e bisnetos com sede de protagonismo), é branca por fora (só para disfarçar - evidentemente que, por dentro, é de ouro maciço) e tem uma só câmara porque os tempos não estão para ostentações.
Pequena cadela cutxi-cutxi foi adquirida para esfinge (infelizmente ainda está pouco treinada nestas artes de se manter imóvel e temos de a sovar amiúde e chamá-la de cão-esfinge-mau com voz severa para que ela se aperceba das suas responsabilidades).
Pronto... sei que nutrirão agora um respeito muito mais profundo e um certo temor reverencial pela nossa nobre família e que sempre que acederem aqui ao papiro farão, de imediato, a devida vénia e lerão as extraordinárias prosas que aqui vos deixo virados de lado (numa verdadeira tentativa de read like an egiptian).
Mas atenção, podem continuar a tratar-me por Palmier que eu, magnânima, vos perdoo a imprecisão...


domingo, 8 de abril de 2012

Galardoada

Filho: Mãe, imita lá um cavalo.
Eu: iiiiihhhiiiiiiiiiiiiiiiiii
Filho para filha: Não achas que a mãe devia ganhar um Óscar pela sua imitação perfeita de um cavalo?

Pronto... Era só isto... Se tudo o resto falhar, tenho futuro como relinchadora profissional. Relincharei até que a voz me doa...

On the road


Papai

Papai tem-se vindo a queixar da cor do pêlo de pequena cadela cutxi-cutxi. Que é muito escuro... que é muito preto... que é um bocado feioso...
Acabou, neste preciso momento e vindo, assim, do nada, de me sugerir que a tingisse de outra cor. 



Talvez de verde.... digo eu...

sábado, 7 de abril de 2012

Publicidade enganosa

Lindos postais de Portugal (aquele país tropical, ali na América do sul) que reflectem, sem qualquer espécie de dúvida, a nossa realidade...




P.S. hahahahahahahahahahahahahahahahaha... 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Fui enganada...

Pensava ter adquirido um canídeo, quando, na realidade, adquiri... não sei bem o quê...




Uma vaca?





Um porco?





Um coelho?





Uma lebre?


I want my money back!

Onde NÃO deverá passear o seu bebé

Não deverá passear o seu bebé:

a) À beira de arribas;

b) À beira de arribas arenosas;

c) À beira de arribas arenosas e instáveis;

d) À beira de arribas arenosas e instáveis com mais de 100m de altura;

e) À beira de arribas arenosas e instáveis com mais de 100m de altura e com sinalização alusiva à possibilidade de derrocada;

f) À beira de arribas arenosas e instáveis com mais de 100m de altura, com sinalização alusiva à possibilidade de derrocada e com passagem condicionada por barreiras.

Et voilà...  



Deeper in Nature

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Enquanto dá (mais) um jogo da bola na televisão

Filha: Eu estou pelo Belenhenses.
Filho: Estás maluca, não é Belenhenses, é Bolonenses! E o Bolonenses já nem joga...

Fogoooooo

Lá porque eu demorei mais um bocadinho na padaria (porque estava a pedir muitas coisas), as senhoras atrás de mim na fila escusavam de se pôr com esta cara... Mas, afinal, onde anda o espírito da Páscoa? Que medo...

Ai minha nossa senhora!

Tendo em conta o frio, hoje fomos dar um passeio por Lagos. Cidade histórica, com muralhas do século XIII, com cartas dadas na época dos descobrimentos, com um mercado de escravos... Mas... Na verdade... O que gostei de verdade, o que mais me empolgou, foi uma determinada loja. Uma loja cuja montra continha ISTO:


Atentem melhor:



Ahahahahahahahahahahaha.... O que é isto? Alguém poderia fazer o obséquio de me explicar o que é isto? A sério, estou a debater-me com enormes dificuldades de compreensão!
Não consigo encontrar explicação! Qual é a mãe que acorda pela manhã no seu leito maternal, olha para seu bebé e pensa:
"Não... não podemos continuar assim! Vamos imediatamente adquirir uns óculos com chucha acoplada para que deixes de parecer um anjinho e fiques parecido com um personagem do Star Wars. O Darth Vader de preferência!" E pronto... Saem rapidamente de casa (sem tomar banho nem nada, tal é o sentimento de urgência) e avançam para este investimento!



Ah... Só mais um detalhe... ISTO, para quem tenha ficado interessado, custa 49€



É natural...

É natural que aqui venham parar todos aqueles que querem saber como se deve tratar uma Alteza.
Vejo-me obrigada a revelar um segredo...
O meu verdadeiro nome é Paula Bobone...

Em profunda comunhão com a Natureza



P.S. Atentem no meu novo colete Quechua de malha polar, adquirido para me proteger da severa intempérie algarvia.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ao crescente grupo de paleontólogos que mantém um aceso interesse neste blog extremamente científico

Amigos paleontólogos, grandes notícias para vocês! Acabei de avistar um Velociraptor ainda com vida! Posso adiantar que está bem integrado na sociedade e que trabalha numa loja de roupa interior. Apresenta algumas dificuldades de motricidade fina mas tem-se esforçado bastante e consegue já manusear o terminal multibanco.
Para mais informações, por favor contactar através de palmierencoberto@gmail.com






A sério...

Isto está bom é para chá e scones...


P.S. Olho, no entanto, para o lado positivo. Assim, não necessito de filtro para o chá...

Apesar de andar a resistir,

E de me andar a enganar ao dizer a mim própria (com alguma insistência) que não fiz assim tão mal a mala (ao escolher t-shirts, fatos de banho e protectores solares para usar no decorrer destas férias) e acrescentando permanentemente que o tempo vai melhorar (vai, vai, vai!), vou-me render às evidências e terei de ir, pela segunda Páscoa consecutiva, à Dechatlon de Portimão, comprar polares Quechua derivado ao frio que se faz sentir.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O meu próprio gnomo de Amélie Poulant

Todos nós temos um gnomo de Amélie Poulant nas nossas vidas. 



Eu também tenho o meu.
Vou, então, relatar a história do meu próprio gnomo de Amélie Poulant. O meu gnomo não é um simples gnomo. O meu gnomo é constituído por vários elementos. O meu gnomo é uma família. Uma família numerosa. Uma família de apelido Aparecida.
Ora, a família Aparecida tem por hábito solicitar a papai alojamento para quinze dias de férias em cada ano civil. Papai, homem generoso, abre as portas de sua casa a família Aparecida (apesar de eu já lhe ter pedido por diversas vezes e de joelhos, para as fechar). Família Aparecida apresenta-se e veraneia-se ininterruptamente durante os dias acordados. No fim das férias e como forma de agradecimento, a família Aparecida oferece a papai uma moldura com a fotografia de todos os seus elementos. Não sabemos por que razão a família Aparecida tem por hábito presentear-nos com as suas próprias fotografias. No entanto, sabemos que o faz. E, por isso, já estamos preparados para esse acontecimento anual. Já aventámos várias hipóteses para tal facto. Desde um orgulho desmedido na sua própria imagem, à teoria da evolução (desta forma dispomos de fotografias dos filhos de família Aparecida, desde o nascimento até à idade adulta, podendo assim observar condignamente o desenvolvimento do Homo Sapiens). 
Acontece que a moldura com a respectiva fotografia é oferecida a papai e este, não a conseguindo deitar fora (ou incinerar - digo eu...), atira-a para um sítio qualquer onde não tenha (obviamente) de a ver. O problema é que esses sítios são, normalmente, aqueles em que nós (os outros) mexemos. Assim, acontece amiúde abrir uma gaveta e saltar de lá o nosso próprio gnomo de Amélie Poulant - A família Aparecida. É certo que o nosso gnomo não é viajado e não aparece em fotografias em Londres, Paris ou Roma. O nosso gnomo é mais modesto e faz-se fotografar sempre aqui pelas redondezas. No entanto, isso não faz dele menos gnomo.
Hoje, por exemplo, já me cruzei com o gnomo por duas vezes:
1- Ao abrir uma gaveta em busca dos Ninjagos de filho, zás, sou agredida pela imagem de família Aparecida na praia. Elemento mais velho deitado delicadamente sobre o areal mas com um certo jeito de paquiderme. Os elementos mais novos mostram os seus dotes de hipismo, ao cavalgarem o paquiderme.



2 -  Poucos minutos depois, ao abrir a gaveta dos brinquedos a solicitação de filha, pumba, sinto novo impacto. Família Aparecida espojada na relva, em jeitos mais clássico-desportivos. Uma pose que revela um enorme à vontade. Diria mesmo que um contacto profissional com a natureza de casa de papai: 


E digo-vos, há mais, muito mais. Eles estão por todo o lado. São anos e anos de férias. São fotografias e fotografias, molduras e molduras, filhas pequenas, filhas médias, filhas grandes.
Acontece que hoje já tive a minha dose de gnomo e recuso-me, agora, a abrir qualquer gaveta ou armário (sinto medo, muito medo). Nem que seja para tirar uma colher da gaveta dos talheres... Antes comer a sopa à mão, a ter novo encontro imediato com o meu próprio gnomo...

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