domingo, 31 de janeiro de 2016

E então essa madrugada, Palmier?

Do mais agradável que tenho memória! O sol a nascer, os passarinhos a acordar estremunhado nos seus ninhos, as panquecas crepitantes e as torradinhas, ah as torradinhas...



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

É que fomos mesmo obrigadas a tomar atitudes!

Derivado desta situação, um post que teve o claro intuito de criar a dúvida, de baralhar o leitor e de lançar no historiador que, um dia mais tarde, relatará os feitos épicos que ficarão registados nossa blogo-história, a suspeita que o regresso de Xilre não se deveu à acção concertada das Valquírias das Estepes Blogosféricas mas sim (e atentem na ignomínia!) à perdiz de caça e às palavras glicodoces de Pipoco Mais Salgado, um post que, não tenhamos ilusões, teve o claro objectivo eclipsar da blogo-história os actos heróicos praticados no feminino, os actos daquelas que, sem medo, ocuparam a linha da frente do campo de batalha, arriscando assim a vida na captura do fugitivo mais procurado da blogosfera, enquanto outros, e vamos sublinhar aqui este "outros", se limitaram a rever em alta o número extra de e-mails enlevados que receberiam na sua caixa de correio electrónico no caso de desaparecimento efectivo do blog de um dos seus concorrentes directos. Foi por isso com a vontade de repor a verdade dos factos que, esta madrugada, numa acção concertada e minuciosa liderada por pequena Cutxi, levámos a cabo uma operação com objectivos cirúrgicos, perpetrada pelos elementos das forças especiais das Valquírias, e apoderámo-nos do Lamborghini roxo (que, como é evidente, pintámos de cor-de-rosa), porque toda a gente sabe que um homem sem o seu carro é exactamente a mesma coisa que Sansão sem o seu cabelo!

Vejam bem a beleza do Lamborghini! Porque a vingança se serve fria! Gelada, mesmo!




quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Oh vocês, que sabem tudo!

Derivado daquela situação de eu ser uma criatura que maltrata livros, sobretudo os volumosos, super-irritantes, que não abrem como deve ser, e que, para quem, como eu, gosta de ler deitada de barriga para baixo, se tornam num suplício, que ou a pessoa está permanentemente a segurar as páginas ou então elas ganham vida própria e mal uma pessoa se distrai, lá estão elas, a bailar de um lado para o outro, uma pessoa resolve aplicar-lhe aquele golpe certeiro, mas excede-se na força e em vez de um suave gancho, aplica-lhes um upercut de tal forma violento que... glup... lhes parte a lombada, pergunto: Onde é que se encadernam livros...?



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

We nailed it!


(pode ser só uma visitinha de vez em quando, mas que nós estamos aqui à espera... ai isso estamos! :)



Comunicação da Camarada Palmier Encoberto, Presidente do Sindicato dos Bloggers

Porque nós até lhe podemos dar mais dois ou três dias de férias por ano, podemos repor os feriados e criar mais uns quantos, podemos permitir-lhe umas pontes alargadas, dar-lhe isenção de horário de trabalho e, como forma de demonstrar a nossa boa vontade nas negociações, concordar, por exemplo, com aquela bizarria dos posts que se auto-destroem, agora, o que não podemos, mas não podemos mesmo!, é aceitar a paralisação total de um blog e consequente recusa de fornecer posts, deixando-nos assim ao abandono à porta do blog, verdadeiras vítimas de um lockout! Por isso, camaradas, se querem o Xilre de volta, levem o vosso cartaz e juntem-se à luta! Temos de fazer valer os nossos direitos!


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pensei que fosse importante dar-vos a conhecer mais uma das minhas inúmeras valências

Para que soubessem que, num departamento anexo à Agência de Blogs, tenho uma sala muito confortável onde funciona o Gabinete de Crise, do qual se poderão socorrer em caso de se depararem com alguma blogo-dificuldade e onde me encontro em permanência, vinte e quatro sobre vinte e quatro horas, pronta a aplicar os meus vastos conhecimentos de resolução de conflitos em prol da vossa felicidade, seja numa simples situação de furto de um comentário, seja para a mediação com os leitores na eventualidade de produzirem um post publicitário inaceitável, ou até mesmo para casos realmente graves de incompatibilização entre bloggers.




sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Agenciados, estão aí?

Quero um post sobre os benefícios da ingestão deste produto, uma coisa que credibilize a marca e que leve os nossos cordeirinhos de Deus a acorrer às lojas em massa. O storyline deve incluir  alegres pequenos-almoços em família, crianças besuntadas, lanchinhos para a escola, enfim, todo o imaginário de uma família feliz e saudável, proporcionando nos dias de hoje o sabor de antigamente, tudo isto levado a cabo pelas mãos de uma extremosa mulher, mãe e dona de casa e fazendo-os crer que este produto é a coisa mais incrível e espectacular que o vosso palato algum dia experimentou. Vá, rápido!


Não julgavam que isto era só vantagens, certo? 

(O quê, não leram as letras pequeninas do contrato?! Olha... tivessem lido! vá, vite, vite, toca a escrever o post, caso contrário peço a indemnização!)




quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Porque também nós queremos ser livres!

Tendo em conta a injustiça da actual blogo-situação, entendi que estava na hora de tomar uma atitude e de dar um passo em frente! Vai daí, criei a minha própria Agência de Blogs, uma agência constituída com o intuito de albergar todos os bloggers que continuam desprotegidos, sem apoio e presos a antiquadas convenções de ética, por forma a garantir a liberdade de fazer posts com estranhos conteúdos, sem que por eles possamos ser responsabilizados, remetendo de forma simples e expedita toda e qualquer responsabilidade para a Agência de Comunicação (de acordo com o artigo 24º do Código-Blogo-Penal, o blogger que o fizer é automaticamente considerado inimputável em razão de Link para a Agência.)

Para serem meus agenciados basta que o refiram na caixa de comentários abaixo, ficando imediatamente livres para dizer e escrever tudo o que vos passar pela cabeça, sem filtro, desde que cumpram uma única regra: No fim do post, deverão fazer a seguinte referência "Post escrito em parceria com a Agência de Comunicação", linkando este blog. E pronto, agora força, é deitar mãos à obra e desatar a escrever sem quaisquer constrangimentos! Juntem-se a mim e digam não à discriminação! 


(Em troca, os agenciados terão de estar disponíveis para, assim que solicitado, produzirem posts com as características indicadas pela Agência, sob pena de, não o fazendo, serem obrigados a pagar avultadas quantias a título de indemnização)



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Palmier apresenta-vos um incrível DIY!

Se caírem no grave erro de comprar um ecrã de computador com uma moldura brilhante, uma daquelas que reflecte toda a luz que apanha, projectando-a directamente nas vossas retinas, cegando-vos, não hesitem em avançar para uma solução como a que vos apresento. 


(Claro que terão de ser fortes, corajosos e estar psicologicamente preparados para aguentar a pressão dos olhos inquiridores dos vossos colegas...)


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Um post com o qual o cluster das mulheres, mães e donas de casa se vai identificar!

A minha mãe também me ensinou a lavar a roupa, era ver-nos sempre ali à beira rio, a esfregar os lençóis e a cantar a Água Fria da Ribeira, sempre agarradas a nossa embalagem de Skip, e a minha mãe a rodopiar e a dizer-me "ai filha, isto é o paraíso para nós, mães, mulheres e donas de casa, não sei o que seria a nossa vida sem Skip! E é exactamente isso que agora ensino à minha filha! Acordamos de manhã cedo e é ver-nos às voltas com o detergente, ela a abrir a máquina de lavar, eu a meter a roupa lá dentro e depois a ver aquilo a andar à roda, uma coisa mesmo incrível e tecnológica, enquanto o meu filho, grita lá de dentro "então essa roupa, está lavada ou quê?! Vamos lá a despachar isso que eu não tenho o dia todo!" E nós, claro, rimo-nos uma para a outra e despachamos o trabalho em três tempos, não sem antes verificar que aquela nódoa difícil de amoras silvestres saiu! E não é que saiu mesmo?! Que maravilha!

Para poderem ver o magnífico efeito de Skip, esse detergente celestial, mostro-vos o dia-a-dia em minha casa: 

Isto, por exemplo, foi quando a pequena Cutxi andou a brincar nas poças. Está bom de ver que tinha de ser centrifugada!


Isto foi... errrr... esqueçam... aqui foi quando juntei pequena Cutxi com as calças de ganga...


E aqui sim! Aqui podemos ver pequena Cutxi completamente tufada, com um cheirinho delicioso a roupa lavada, pronta a ir para a gaveta! E mais, tudo isto sem necessitar de uma dose extra, que a indicada é mais do que suficiente! 



E vocês, também lavam roupa em vossa casa?




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Grande Obra - O Buraco de Lama

Coisas que se aprendem em obra: Ao contrário do que poderíamos pensar, as paredes, pelo menos as de contenção periférica (quando existem prédios vizinhos - não sei se nos outros casos também), não começam lá de baixo, para vir por aí a cima. Começam a meia altura e depois vão crescendo por ali abaixo, deitando por terra a mítica expressão "uma casa não se começa a construir pelo telhado".


Quanto à obra em si, não posso lá entrar... a não ser que queira de lá sair com umas botas de lama iguais às da estátua do D. Sebastião, em Lagos. 


domingo, 17 de janeiro de 2016

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Quando eu for candidata a PresidentA...

Também quero uma coisa parecida com esta! 



Mas em vez da caraça, prefiro que os meus apoiantes circulem pelo país com um cabelo igual ao meu! 

Raios! São quase dez horas e a loucura é tanta que a pessoa ainda está presa na Fontes Pereira de Melo!

É que nem podem imaginar o caos! São filas e filas de carros, autocarros, bandeiras, buzinas, pessoas a pé, de bicicleta, de skate, patins, são pessoas de joelhos, todos a avançar em direcção ao Marquês, que ninguém quer chegar atrasado à concentração de bloggers "Marquês, 'pera aí que já nos vês"! 




(caramba, mesmo a esta distância, se apurar o ouvido, tenho quase a certeza que já oiço os clamores!)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sinais dos tempos

O meu filho estava muito indignado, que parecia impossível, que, quando se portam mal na escola, as raparigas só à quarta ou quinta vez é que vão para a rua, porque pedincham "por favor" e pedem desculpa de mãos postas, enquanto os rapazes vão logo à primeira, sem apelo nem agravo.
- E isto é muito injusto, dizia-me ele, isto é femininismo, mãe!


(disclaimer: acho que inventou a palavra "femininismo" por inexistência de contraposição à palavra "machismo")


E agora é rezar para que dê...



Bem sei que nas bombas de gasolina está sempre frio e chuva e vento... mas porquê?! Porque raio faço eu isto?!  


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Eureka!



Aquele que já nos deu um belo presente pelo Natal e que, de entre muitas outras qualidades, alia o ar de mauzão à capacidade de dizer coisas que não significam nada!



Mas também podemos falar sobre Educação...

Por exemplo, os Ministros da Educação que se vão sucedendo e inventando cada um o seu método de avaliação (ou de não avaliação) extremamente inovador, moderno e inédito, numa espécie de concurso de excentricidades, poderiam ser representados, por exemplo, aqui pelo Johnny:


Estes podiam ser os representantes dos inúmeros sindicatos, sempre contra qualquer coisa, não se sabe bem o quê:


Já estes, podiam ser os professores no início de cada ano lectivo, a tentar perceber o que raio lhes saiu na rifa:



e, claro, os alunos serão os passageiros...


e estes somos nós, os pais, a correr atrás da matéria...




segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma vez que o assunto voltou à baila também quero dizer coisas

Nunca. Nunca pus a hipótese de, por ser mulher, poder ser preterida, de, por ser mulher, poder ficar de fora, de, por ser mulher, não ser tão capaz, ou, por ser mulher, não ser capaz. Nunca tal ideia me passou pela cabeça. Nunca. Será certamente uma ideia errada, seguramente que podia ter acontecido, aconteceu-me muitas vezes assistir a homens que me quiseram diminuir por ser mulher, que usaram isso, mesmo que subliminarmente, para o fazer, mas por ser tão estúpido, tão retrógrado, nunca tal coisa me incomodou particularmente. O tempo está do lado das mulheres e a máquina está em andamento, e não é uma máquina que se possa acelerar à força de potentes aditivos, é uma máquina que avança numa progressão geométrica. Por cada mulher que ascende a um cargo de poder, outras lá chegarão, porque se vão dando as mãos, porque têm a mesma linguagem, e claro que os homens sabem isso, e claro que fazem de tudo para a emperrar, afinal cada um deles terá o seu feudo a proteger, o seu pequeno poder, mas é natural que o façam, afinal todos sabemos que a marcha é inexorável. E que nós somos a maioria.

(e não digo que não há discriminação, porque há, mas estou convicta que cada vez haverá menos e menos e menos...)


O pequeno Drácula

Tudo começou com um aperto de mão acompanhado por uma vénia à Maria Antonieta, talvez se não tivesse tido direito àquele aperto de mão, um aperto de mão estranhíssimo, encaracolado, a pessoa estica a mão e depois as mãos não encaixam, porque a mão do lado de lá está toda torcida, nem consigo explicar a posição da mão, quase como se ma estivesse a dar para a beijar, mas como ia dizendo, se não tivesse sido aquele aperto de mão talvez não tivesse reparado no fatinho preto brilhante, na camisa lilás com uma gravata ton-sur-ton, num claro gesto de modernidade e rebelião contra o vestuário clássico, os sapatos, de atacadores com a biqueira quadrada, o que talvez tenha a sua influência no andar à Charlot, e naquele barulho irritante dos tacões, que, por andar sobre a pontinha mais recuada dos calcanhares, parecem emitir o som de uns sapatos de salto alto,  tic, tic, tic, por ali fora, sempre muito rápido e eficiente. Enquanto fala comigo vai-se aproximando com passinhos rígidos, até ficar mesmo ao meu lado, explicando tudo muito ex-pli-ca-di-nho, tratando com solenidade religiosa o assunto mais corriqueiro dos assuntos corriqueiros, com as sílabas todas muito separadinhas, não vá o Diabo tecê-las, uma pausa maior que o usual entre cada palavra e as mãos cruzadas uma sobre a outra, não se largam, como se as palmas estivessem coladas, tal e qual o senhor prior, excepto no momento final, em que, colocando os papéis à minha frente com uma vivacidade que aparece repentinamente não se sabe bem de onde, diz, enérgico:
- Vou então deixar aqui os papéis para, quando puder, assinar!, momento em que mesmo junto ao meu ouvido, TRÁS, do nada, bate uma palma, uma só palma, uma palma certeira e gira sobre os seus sapatos numa pirueta robótica, e marcha dali para fora, tic, tic, tic, a bater os tacões.
E a pessoa depois fica ali com o tímpano a zunir, a tentar perceber o que raio foi aquilo.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Estás cansada de ficar desgrenhada com a primeira rabanada de vento? Ou de ver o teu belo cabelo a encaracolar com três pingos de chuva?

Não te aflijas! Palmier, a especialista em generalidades, tem a solução!


Para além disso, no caso de sermos subitamente convidadas para uma missão espacial à lua, já estamos equipadas.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Deixa-me lá ver se percebi a ideia...

Então se o meu único bem for uma casa - de morada de família - com o valor matricial de quatrocentos mil euros e eu tiver, ao mesmo tempo, uma dívida de dez milhões ao fisco/Segurança Social, o Estado não me pode penhorar a casa para eu não ficar desamparada na rua. Mas se o meu único bem for uma casa- também ela de morada de família - no valor de quinhentos e setenta e cinco mil euros e a minha dívida ao fisco/SS for de seiscentos mil (ou de dez mil), ala para a rua que esta casa não é tua? É isto? 


E uma vez que já deixámos a criançada na escola, que hoje é dia de voltar ao trabalho e estamos todos ansiosos por começar a produzir

Palmier trouxe-vos um incrível quiz, uma espécie de onde está o Wally, transformado no "Onde está o Blogger?". Quinze, têm de procurar quinze imagens que não pertencem a esta pintura e que, de alguma forma, podemos associar a um blogger em concreto. Um, dois, três... go!


(e os que são preguiçosos e não têm bonecos nos blogs? Olha... puf... não estão cá!)





domingo, 3 de janeiro de 2016

Eu bem sei que me obrigaram a beber aquelas quantidades inomináveis de rum para que eu não percebesse nada do enredo e, em consequência, caísse em descrédito perante toda a blogosfera

Mas, meninos Flor, Susana, Teresa, Cigano Maltês e Cuca, a Pirata, a mim não me apanham na curva! Enquanto estão para aí ocupados a discutir a ordem a dar ao índice que baralharam propositadamente para me desnortear, nós vamos indo que já se faz tarde...


See you later alligator!


sábado, 2 de janeiro de 2016

Claro que depois acontecem estas coisas que me impedem de progredir na blogosfera

O meu consorte, que abalou para os Algarves na Quarta-feira à noite, para uma estadia de dois dias e meio, reparem bem: dois dias e meio (não foi uma semana, quinze dias, um mês. Não, foram dois dias e meio), para se nos juntar para a efeméride anual do jantar de passagem do ano, desta feita com uma incrível lasanha (aposto que estão cheios de inveja!), entendeu por bem e contra todas as indicações de todos os técnicos de caldeiras existentes à face deste planeta, todos!, que nos dizem sempre que a caldeira gasta dez vezes mais gás a fazer subir a temperatura dois, três, quatro ou dez graus, do que a mantê-la constante, mas como ia dizendo, o meu consorte, resolveu, contra todas as regras, já disse "todas"? desligar o aquecimento aqui de casa para, segundo as suas palavras, "deixar a caldeira descansar", coitadinha da caldeira. E agora, em vez de poder dedicar o meu tempo a aprender mais, a escrever incríveis textos ou a ser poética, escrevo-vos em hipotermia, daqui de dentro do meu cachecol, que por sua vez está aconchegado num casaco polar, que está dentro de uma mantinha, seguida de uma segunda mantinha, tudo isto no interior de um iglu. Claro que assim enchouriçada não posso aspirar a um futuro em condições! 


As coisas são como são

Às vezes gostava de ter um blog poético, como o da Cuca, que é praticamente de veludo, sem uma nota fora do lugar, um blog que abrimos com muito cuidado, com as pontinhas dos dedos, para tirar a fita-cola sem estragar sequer o papel que o embrulha, para termos a certeza que não o amarrotamos, e ficamos a olhar para aquelas letras todas alinhadas, a tentar perceber qual é o segredo daquela receita; ou um blog como o do Xilre, como é possível saber tantas, tantas coisas? E partilhá-las de forma tão generosa e desinteressada, sempre com uma palavra gentil na ponta da pena, de tal forma que, quando não sei qualquer coisa, os meus filhos, por já me terem ouvido falar deste fenómeno, me dizem com naturalidade: "pergunta ao Xilre!"; ou um blog como o da Mãe Preocupada, que nos põe em sentido, tão certeiro, uma verdadeira flecha, o blog que põe em palavras aquilo que está ali mesmo à nossa frente, mas que nós, tão atarantados, nunca tínhamos visto com clareza, mas depois percebo que escrever num blog é como pintar um quadro, não pintamos o que gostamos, pintamos o que somos.