segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

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Roubou e ainda por cima já não é a primeira vez? Está no Código do Trabalho: Justa causa de despedimento. Processo disciplinar, rua. Sem apelo nem agravo; a confiança é um valor inquantificável e, uma vez abalada, torna impossível a subsistência do vínculo laboral. Simples, não é?

Depois há a vida real. 

A pessoa que roubou até já teve uma segunda oportunidade, mas, da primeira vez, era tão novinha, tinha acabado de ser mãe, não agiu sozinha, foi, pensou-se na altura, instigada por um grupo muito mau-carácter cujos membros, conluiados, conseguiram executar, durante uns tempos, um desfalque continuado que acabou por levar ao despedimento de umas seis ou sete pessoas de uma só vez. Esta safou-se por entre os pingos da chuva. E, nos últimos anos, as coisas até têm corrido bastante bem, o assunto estava praticamente esquecido, quase como se nunca tivesse acontecido. Só que agora... voltou a acontecer.

E a pessoa devia sentir-se traída, indignada, não devia sequer hesitar. Mas a verdade... a verdade é que do outro lado está uma pessoa, uma pessoa trabalhadora, esperta, simpática e bastante disponível, uma pessoa que, sei, conta apenas com o seu ordenado para pagar a renda de casa e para prover às necessidades da sua filha. E que a filha conta unicamente com esta mãe. E o que é que vai ser de ambas se a mãe for despedida? Por outro lado a margem de manobra é bastante escassa, porque esse tem de ser o exemplo, caso contrário, a páginas tantas, passa-se a mensagem que roubar é desculpável e que, afinal, nem é assim tão grave, o que, numa qualquer empresa é impraticável.

E depois a pessoa fica aqui sentada a olhar para a balança, o indivíduo e as suas circunstâncias de um lado e o colectivo de outro, à espera que a boa decisão lhe caia do céu em cima da mesa. Que raio de presente de natal. Para mim e para ela.



domingo, 21 de dezembro de 2014

A malete de Pequena Cutxi

É dentro deste saquinho que pequena Cutxi entra, à candonga, nos restaurantes. Irrita-me este drama tão português dos animais nas lojas, restaurantes, centros comerciais, como se os cães fossem lobos e não vivessem, na sua grande maioria, nas nossas casas, os empregados a correr, dramáticos, mãos no ar, aí que é proibido, ai que não podem entrar animais, ai socorro, Deus nos acuda! Pois que nós temos esta técnica eficientíssima. A uns metros do restaurante introduzimos pequena Cutxi no seu saquinho e lá vamos nós. Tem resultado sempre bem. Até hoje, claro. Pequena Cutxi estava dentro do seu saquinho, debaixo da mesa, totalmente camuflada pelas pernas e cadeiras, quando de repente sentimos um rebuliço, os copos a cair, os talheres a tremelicar, todos pusemos as cabeças debaixo da mesa, agarra, agarra que ela conseguiu sair, e pequena Cutxi escapou do primeiro par de mãos, do segundo, do terceiro e do quarto e, perante os olhos arregalados dos comensais, mãos a cobrir as bocas abertas de espanto, saiu triunfante, correndo e ladrando pelo restaurante fora.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mães com Pinta

Criei esta rubrica para vos dar a conhecer estas mães como nós, donas-de-casa de mão cheia, adoradas pelos seus maridos, profissionais com carreiras fulgurantes mas, acima de tudo, mães e... com muita pinta. Ou, como se diz em estrangeiro, e que aposto que vocês não sabiam, mães com muita polka dot!




Obrigada a estas mães com pinta por este momento absolutamente inspirador!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O mais inteligente dos menos inteligentes

O Ricardinho nasceu no decorrer da Segunda Guerra, era um bebé loiro, olhos azuis, lindo, praticamente um príncipe. Dizia-se que tinha um olhar único, um olhar que, no berço, aconchegado nos lençóis de cambraia, já inspirava confiança. Os primos, menos abençoados pela beleza e tristemente esquecidos pela inteligência, olhavam para o Ricardinho e viam nos gestos suaves das suas pequenas mãos, mãos que agarravam na roca de prata determinadas, a força de um líder. E assim cresceu Ricardinho, que aos seis ou sete anos já se destacava na família com a sua aptidão para a aritmética. Enquanto os primos, coitadinhos, se debatiam, nervosos, com as contas de somar e subtrair, Ricardinho dava cartas; enquanto aqueles roíam o lápis e mordiam a linguinha a tentar somar dois mais dois, Ricardinho olhava para os dedinhos das suas mãos determinadas e contava "um, dois, três, quatro". "Quatro" respondia. E a família ouvia aquelas respostas com estupefacção. Que maravilha, diziam uns, que prodígio, diziam outros, que assombro, repetiam todos em uníssono. Apesar de, na escola e mais tarde na faculadade, ser um aluno não mais que mediano, Ricardinho cresceu por entre as tias que lhe passavam a pontinha dos dedos pelo cabelo, ajeitando-lhe as madeixas loiras num penteado irrepreensível, enquanto, sentadas muito direitas nas suas cadeiras, bebericavam o chá das suas xícaras e acenavam afirmativamente umas para as outras, confirmando que sim, que tinham ali, diante dos seus olhos, o futuro, aquele que levaria mais longe o nome da família, um Einstein da alta finança. Era, sem sombra de dúvida, o mais inteligente dos piquenos! É que, comparando com os primos, essa era, de facto, uma verdade insofismável. Entre os primos Ricardinho brilhava. E assim se deu início à lenda que havia de perdurar no tempo: em caso de dúvida, e como em muitas outras terceiras gerações de muitas famílias, nada de cansar as fracas cabeças, em caso de dúvida pergunte-se ao Ricardinho, o Ricardinho é que sabe, o Ricardinho trata, o Ricardinho decide, delegue-se tudo no Ricardinho, que tem uma cabecinha d'oiro, benz'ó Deus. Afinal, com tantas provas dadas e tantas vezes repetidas, quem é que havia de duvidar da palavra do Ricardinho?


E a família acreditou tanto que o Ricardinho era o mais inteligente - e não apenas o mais inteligente dos primos - que o Ricardo cresceu e começou a representar esse papel, adoptou uma conveniente postura distante para não ser apanhado a contar pelos dedos das suas mãos determinadase e, paulatinamente, começou a assumir que sim senhor, que era não só o mais inteligente, como o mais capaz, o mais hábil e o melhor preparado, sendo que, a páginas tantas, acreditou mesmo nisso. Depois? Bem, depois aconteceu o que aconteceu. O que, bem vistas as coisas, foi mais que o destino, foi uma fatalidade.


(Esta comissão parlamentar tem-me ajudado muito a perceber o que raio aconteceu ao BES/GES. É que, o que me está aqui a parecer, é que esta gigantesca fraude foi cometida para tentar tapar a génese do problema. Ou seja, para esconder a incompetência total e absoluta que grassava naquele grupo. Olhem... foi uma tristeza o que aconteceu ao GES...)



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Primeiro dia de férias

Cheguei agora a casa...



Ora... se isto foi o resultado do primeiro dia de férias, presumo que na passagem do ano seja impossível perceber qual a cor das paredes...

On the road...



Sinceramente, não percebo a vossa atitude...

Nós, sempre que chegamos a casa, também nos vestimos num matchy-matchy perfeito com o mobiliário em geral...



Não me digam que vocês não têm esses pequenos cuidados...?! Olhem, depois não se admirem que os vossos maridos não vos amem...



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nós, as Kates Middelton dos aquecedores, nunca desiludimos!

Nós, as Kates Middleton dos aquecedores, nós que fazemos esgotar stocks incríveis de Hotspots com a mesma rapidez que a princesa Kate faz esgotar kits fashionistas, queremos ter a certeza que os milhares de leitores que acorrem diariamente aos nossos blogs em busca de uma solução de aquecimento para os seus lares, saem daqui bem informados. Assim sendo, comunicamos que a Rubis Gás tem um aquecedor – o Sprig it - praticamente igual ao Hotspot, mas mais barato, para além de que os entregam gratuitamente em casa! O que, parecendo que não, faz toda a diferença! É que arrastar este trambolho escada acima, deve ser coisa para dar trabalho.

É que nós, as Kates Middleton dos aquecedores, gostamos de utilizar o nosso incrível poder de influenciar o mercado consumidor de forma profissional e honesta, dando a informação de toda a gama de produtos existentes no mercado, por forma a que o público possa fazer uma escolha em consciência.




Porque um consumidor informado é um consumidor feliz.

Não desespereis, amanhã abordaremos a interessante temática dos radiadores a óleo!


(escusa de agradecer, Rubis Gás… foi um prazer…)



Desejo de Natal # 98984579847593867938467304967309876309670239650387560284739184639176453985943867304657296459135698437609346702946720856283560985693487603947603945670394670349673096709472045728659285692856928460943876034967045978039762837592856923856298576024967


Como vocês sabem eu adoro esta época de Natal, nada me dá mais prazer do que andar pelos centros comerciais cheios de de gente como eu, com aquelas músicas amorosas a sair dos altifalantes, bambis a saltitar nas vitrinas de todas as pastelarias e a sentir o Mood por todo o lado, em busca do presente perfeito para a pessoa certa. Penso em tudo, em todos os detalhes, se vão gostar, se vai ser útil ou se vai ficar atirado para um canto, imagino a reacção ao rasgarem o embrulho à espera de lá ver dentro o presente mais desejado, o xitex, a felicidade, o sorriso estampado no rosto, enfim, todo um sonho...

Foi por isso que quando vi isto...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

E o que tens para hoje, Palmier?

Então... hoje propunha que tirássemos um pouco do nosso precioso tempo para analisar esta camisola que me foi ofertada...




(É para vestir na noite de Natal, não é? E... será que as bolinhas acendem?)



sábado, 13 de dezembro de 2014

Reparem bem!

É que, para além do Hotspot, também tive direito ao bolo com rena!


Que amoooooooor!

Estou tão feliz!

Viemos jantar a casa de um amigo e, OMG, OMG, OMG, ele tem um Hotspot de verdade!


(esta sou eu! Com o meu próprio dedo a tocar no Hotspot! Que maravilha!)

Oh pah?! Vocês acham que levam o Natal a sério?

É que se acham, é porque nunca entraram neste prédio!






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Que tal?



São giros?

(agora vejam lá se me arruínam a auto-estima... é que ainda estou a recuperar da questão do casaco!)



Últimas! Últimas! Os incríveis hábitos de higiene de Pequena Cutxi!

Não pensem que pequena Cutxi é... daquelas! Nãoooooooo! Sempre que volta dos seus passeios pela rua, pequena Cutxi não se limita a lavar as mãos! Nada disso! Pequena Cutxi toma sempre um banho completo. Corpo e cabelo!






(Soubesse eu que isto era um assunto tão relevante para o Blogomundo, e já teríamos vindo a público revelar toda a verdade!)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O quê?! Então os blogs andam aborrecidos?!

Ai minha Nossa Senhora, cruz, credo! Não quero nada disso no meu blog! Vou já fazer um ringfencing para tentar evitar o perigo de contágio!