sábado, 1 de agosto de 2015

Pequena Cutxi é demoníaca

Ontem fugiu outra vez, escavou um buraco por debaixo da rede e puf, esfumou-se em segundos. Lá tivemos o drama do costume, todos aos gritos pelos campos, a minha filha a soluçar, o meu filho enervadíssimo, que não queria viver sem ela, cada um a correr para seu lado, eu histérica a juntar o rebanho, "todos aqui ao pé de mim, já!", procuramos juntos! A coisa durou uns vinte minutos, fomos dar com ela no meio da estrada, uma estrada de curvas que, no Verão, está cheia de carros aceleras. Lá a resgatámos e voltámos para casa, com ela ao colo e bem presa. 
Ainda fui com o meu filho acartar com umas telhas velhas que estão lá ao fundo do terreno, para tapar os buracos na rede, mas agora estamos sempre em sobressalto, "a Cutxi? Onde está a Cutxi? Cuidado com a Cutxi! Olha a porta!"... 

E agora tive uma ideia, mas o meu filho diz que não, com os olhos a faíscar, para eu parar de inventar, mas a mim não me parece má... Podia amarrá-la ao Canis, que nunca! mas mesmo nunca! sai do nosso terreno, e deixá-la ir passear com ele! Só tenho medo que ele acelere e a leve de rojo...


sexta-feira, 31 de julho de 2015

Beleza instantânea

Ontem, antes de vir de férias, fui a correr a uma perfumaria comprar um tónico, que o meu estava mesmo a acabar. Entrei, fui direita à prateleira, peguei na embalagem e dirigi-me à caixa para pagar. À caixa estava uma menina que não tinha pressa nenhuma, que seguramente não estava a arrumar as malas para ir de férias, registou o tónico e disse-me que esperasse, que ia lá dentro buscar-me umas "amostrinhas". E eu, a antever que me ia aparecer com uns micro frasquinhos de perfume que nunca cheiro, sob pena de ficar agoniada, ainda lhe disse que não era preciso, que não valia a pena, deixe lá, fica para a próxima. Mas ela estava determinada, nem pensar que ia sair assim da loja, de mãos a abanar, que fazia questão de me fazer aquele "miminho". E então a menina lá foi, abriu uma portinha disfarçada por entre as prateleiras e sumiu-se lá para dentro, para a gruta dos miminhos. E por lá ficou perdida durante longos minutos, tão longos que pus a hipótese de abandonar a loja assim mesmo, à maluca, apenas com o meu tónico. Mas depois senti-me obrigada a esperar um bocadinho, afinal, e apesar de não calhar nada, tinha chegado a minha hora de ser mimada e, quando chega a nossa hora, não há nada que se possa fazer. Foi quando já estava a desesperar, a olhar para o relógio, a tamborilar os dedos no balcão e a pensar nas trinta malas que ainda tinha para fazer (a minha sorte é que os blogs nos ensinam a fazer as malas, caso contrário não não sei como teria sido), que a menina regressou. Vinha com os olhos brilhantes e, nas mãos em concha, uma saqueta. Quando se aproximou, disse-me baixinho, como se carregasse o último segredo de Fátima, que tinha ali um creme muito bom, que quando eu fosse a uma festa, ou assim, punha aquela máscara uma hora antes e era garantido, que eu ia ver, uma vez aplicada, aquela máscara ia dar-me uma beleza instantânea.

E foi assim que saí da loja, por um lado um bocadinho consternada, já que, aparentemente, preciso da máscara para ser bela, por outro vergada pela enorme responsabilidade de carregar comigo aquele Graal dos cremes de rosto que, qual pudim, nos proporciona uma incrível beleza instantânea.


Estava aqui a pensar...

E se agora pedisse à Maria para levar também o Canis? 



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Habemus resposta!





Maria es la mayooooooor! E vocês também não foram nada mal! :D

(obrigada, de verdade! Mil beijinhos a todos pela ajuda :)




Holla Maria!

Siguiendo el mail de mi marido, vengo hablarte de nuestro perro. En realidad es una perra, la más hermosa de Portugal y también la mas famosa. Pequena Cutxi, ese es su nombre, es un icono de la moda, una especie de Olivia Palermo lusitana e la responsable del éxito rotundo de este blog, uno de los más leídos de Portugal. Desafortunadamente, y a pesar de la estricta dieta que está haciendo, su metabolismo no hay ayudado. La verdad es que pequena Cutxi está un poco gordita, con sus seis terribles kilos. 

(hace más de seis meses que recusa a todos los platos gourmet e siegue comiendo solamente esta horrible alimentación especial)


Gordita, pero preciosa!, como puede verse


Mis hijos están tristíssimos con la idea de passar las vacaciones sin ella e dicen, incluso, que prefieren quedarse a casa a dejarla sola. Aqui se puede ver cómo lloran y piden encarecidamente para que ella pueda ir con nosotros:




Sus fans, como vas ver abajo, en la caja de comentários, están deseosos de seguir sus passos en España, pelo que preveo una invasión y un aumento sustancial de las reservas em el hotel! Pequena Cutxi es una trend setter! En verdad, como la mariposa bate sus alas e causa un terremoto en el otro lado del mundo, en Portugal, pequena Cutxi marca sus vacaciones e dicta una tendencia.



Maria, por favor, esta no es una perra cualquier, esta es una perra mui especial!

Esta es la perra que todos quieren tener en su hotel! Esta es una oportunidad que nadie va a querer perder!




quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pronto! Tudo a postos?

Preparadas para dar uso ao vosso castelhano? Qualquer coisinha, é só ir ao google translate (que foi o que usei para escrever o post que se segue... pelo que peço desde já desculpa pelos disparates! :D)

Vou então enviar o e-mail à Maria! Não me deixem ficar mal! Por favoooooor! :D


Tenho um plano e preciso de saber se vocês me ajudam

Pequena Cutxi, como é óbvio e apesar da dieta, não chegou aos cinco quilos. Anda ali a rondar os seis, o que, segundo as regras do hotel a que iremos passar uns dias durante o mês de Agosto, a torna imprópria para cliente. Mas... EU TENHO UM PLANO! O meu consorte deu-me finalmente o e-mail da senhora com quem tratou da reserva e a minha ideia é explicar-lhe a questão do peso de pequena Cutxi com um link aqui para o blog. Mas, para isso, preciso de saber se vocês não estão todas aí espojadas na praia, ao melhor estilo cachalote, ah e tal, férias são férias, não tenho rede, escrever no telefone dá muito trabalho, e mais não sei quê. Preciso de saber se amanhã vêm ao post de resposta à Maria (é a senhora do hotel) confirmar que sim, que pequena Cutxi é uma estrela portuguesa e que vão atrás dela até ao fim do mundo! É que os comentários ao post têm de ser em número épico para os serviços do hotel ficarem mesmo, mesmo, mesmo impressionados com a popularidade de pequena Cutxi. Caso contrário seria um fail monumental... Como é que é? Conto convosco ou quê?!




segunda-feira, 27 de julho de 2015

Sinceramente não percebo...

Ora:

a) se estamos obrigados a declarar todos os nossos rendimentos na declaração de IRS;
b) se os políticos, quando tomam posse, estão obrigados a entregar uma lista dos seus bens;

Se, de repente, um político, que tem (ou teve) um acesso privilegiado a dinheiros públicos, tem uma conta bancária (ou bens) dez vezes superior àquilo que é matematicamente possível pela soma de a) + b), por que raio há-de ser inconstitucional pedir-lhe que demonstre de onde vem o dinheiro?

É que, ou muito me engano, ou qualquer qualquer pessoa que pague os seus impostos e tenha rendimentos lícitos, não terá quaisquer dificuldades em fazê-lo... 



Depois a pessoa fica a olhar para isto baralhada e pergunta-se:

Para quando o lançamento de um verniz da cor da carroçaria, de uma carteira em matchy-matchy com os estofos, uns ténis com sola de pneu, uns brincos com a estrela da Mercedes?! É todo um novo mundo que se abre à indústria automóvel! 

domingo, 26 de julho de 2015

Horas e horas num almoço a que fui na qualidade de "mulher de fulano de tal"

Era um almoço de Domingo numa casa de campo, uma coisa simples e informal, o convite referia inclusivamente a forma de trajar, era um almoço campestre em que seríamos extremamente amigos e trajaríamos de forma casual. Depois de mais de uma hora de curvas e contra-curvas, buracos, pó e estradas de terra batida, chegámos a um palacete antigo acabado de construir, um palacete com grandes muros esponjados a ocre para dar a ideia que já lá estão vai para cima de cem anos e fomos recebidos por debaixo do pórtico que acondicionava um poderoso brazão de armas idealizado em autoCAD pelo atelier de arquitectura, pelo orgulhoso mordomo de jaleca branca assertoada com uns grandes botões doirados e reluzentes. Entrámos então na casa de tectos de estuque trabalhado do século XIX feitos pela Mapri-Estucadores, Lda., uma casa cujas paredes estavam pontuadas com grandes quadros escuros de onde nos espreitavam os antepassados de outrem, comprados num leilão de antiguidades. A dona da casa recebeu-nos de saltos vertiginosos, vestido vaporoso, cabelo saído do cabeleireiro e maquilhagem profissional, e eu, que já conheço bem estas coisas dos trajes, apresentei-me numa roupa daquelas intermédias e estudadas, que são tudo menos casuais, que dão para bom e para o normal, para não me acontecer como à mulher daquele outro, que levou a coisa à letra e apareceu de calças de ganga e, enquanto as travessas de prata passavam com os canapés, era olhada de esguelha pelas restantes senhoras, como se faria a um homem de fato num casamento de fraque. Depois os homens foram para um lado com as suas flutes de champanhe, para poderem falar das coisas verdadeiramente importantes de que só os homens sabem falar, negócios, bolsa, investimentos, no fundo foram dar as mãos e fazer girar o mundo e as senhoras pegaram nos seus copos de sumo de tomate temperado e foram tagarelar sobre coisas simples e triviais para junto da fonte romana revestida a azulejos quinze por quinze e alimentada pela água da companhia.
Depois a pessoa fica o tempo todo a contar os minutos para para o fim do suplício, a sentir-se num daqueles posts que lê mas que não tem nenhum comentário a fazer, aqueles em que fica a olhar sem crer muito bem nos seus olhos, só que não encontra a cruzinha no canto superior esquerdo do seu campo de visão, para poder fechar aquela cena e passar à seguinte, e então fica ali presa eternamente, num remoinho descendente, cada vez mais enervada, a puxar pela cabeça para tentar dizer alguma coisa bem plástica e adequada às circunstâncias, para tentar evitar a todo o custo que, no fim do dia, os donos da casa digam um para o outro "e então a mulher de fulano de tal... será muda?".



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ensino secundário

Às vezes vou ajudar as minhas senhoras, gosto de as ajudar quando as coisas apertam, apesar de algumas acharem que estou lá a policiar. Não estou, estou para ajudar, tenho duas mãos iguais às delas e sou capaz de fazer o trabalho quase tão rapidamente quanto elas, é um trabalho repetitivo, sempre igual, e é bom de fazer, é bom não ter de pensar, quase como se estivéssemos a fazer tricot, num primeiro momento a cabeça fica vazia, e a pessoa fica concentrada no movimento das mãos, a tentar ser cada vez mais rápida, faço corridas imaginárias a tentar passar-lhes à frente e às vezes até consigo, mas elas apanham-me na última volta, depois entra a cadência do barulho, pim, pim, pim, e às tantas, sem se dar por isso, a cabeça entra num transe estranho, as mãos a trabalhar sozinhas, e a cabeça a afastar-se lentamente numa espécie de hipnose, com os pensamentos, quais estrelas cadentes, a cruzarem as ideias, lá longe, lá longe, e o barulho, pim, pim, pim, e às tantas já não estou ali, já não sei bem onde estou, até levantar os olhos e ver que sim, que lá continuo,as mãos a trabalhar de forma involuntária, mecânica e inconsciente, e o barulho pim, pim, pim e o trabalho a crescer de forma geométrica, como uma manta gigante de crochet.  

Isto para dizer, Ruben Patrick, que o problema não é o dia em que se entra no stand para comprar o Porsche, o problema, Ruben Patrick, vem depois... 


A Grande Obra

A desaterrar à força toda





A máquina de perfurar, para fazer os furos para as cofragens das micro-estacas que vão fazer a sapata para grua (o que eu gosto desta linguagem sexy! :D).




E dizem-me que sim, que para a semana habemus grua :)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O problema dos homens

Não atenderem o telefone quando fazem mesmo falta. O que vale é que eu sou esperta e tenho um blog!

O que é isto?! Resolve-se na bomba de gasolina ou numa oficina?


Eh pah nunca tive um carro tão caprichoso... a sério, está sempre a precisar de qualquer coisinha!
Não tarda está a pedir-me uma sandwich de presunto! 


terça-feira, 21 de julho de 2015

O Provedor dos Blogs e a nova legislação

O Provedor dos Blogs é um cargo consagrado na Constituição da República Blogosférica, um cargo de grande responsabilidade destinado à defesa dos direitos, liberdades e garantias do pobre leitor das internetes. O Provedor dos Blogs tem como missão encarnar uma espécie de bonus pater familias dos blogs, o paradigma do leitor previdente e diligente, interpelando o blogger caso não encontre interesse num determinado post. No fundo o Provedor dos Blogs põe-se no lugar de todos os leitores  do mundo e supõe que o blogger escreve apenas para ele, sendo que essa relação de proximidade leva a que se indigne caso o blogger não corresponda às suas expectativas. Ora, quando isso acontece, o Provedor de blogs não tem pejo em entrar pela caixa de comentários de forma desabrida para, indignado, dizer ao blogger:

- Hey, qu'é lá isso?! Não tenho pachorra para estas historinhas. Não entendo porque é que isto interessa a alguém! 

No fundo o Provedor mostra neste comentário toda a sua ira. O blogger não cumpriu o seu dever, aquilo para que lhe pagam, e está a prestar um mau serviço ao leitor. Não há direito que se trate desta forma aquele que lhe dá o sustento! 

Ora, para obviar a essas nefastas situações e para facilitar a difícil vida do Provedor dos Blogs, que não tem mãos a medir com tanto trabalho, Palmier Encoberto, empossada dos seus poderes como Ministra do Consumo Sustentado de Blogs, lança aqui a obrigatoriedade de afixar em todos os blogs o seguinte aviso, sob pena de, não o fazendo, lhes ser aplicada uma multa que pode ir de 5000 a 500000 Blogoeuros.


Faça-se cumprir a Lei!




segunda-feira, 20 de julho de 2015

Outros tempos - A santa e o pecado

A minha avó fumava. Pior, a minha avó fumava como uma adolescente, fazia-o às escondidas e muito depressa, não fosse alguém apanhá-la com um cigarro na mão. Fumava o seu cigarro quase todo de uma vez, a cinza ficava enorme e retorcida, mas nunca chegava a cair, era deitada in extremis para o cinzeiro e daí era levada muito rapidamente para o caixote do lixo, porque aquele baton cor-de-rosa que ficava marcado no filtro era por demais incriminador. Claro que, sendo esta uma prática pecaminosa, comprar cigarros tornava-se numa tarefa quase impossível, já que, por um lado a minha avó não saia muito de casa, que já se sabe que uma senhora não anda assim sozinha pela rua, por outro, porque mesmo que se aventurasse a sair sozinha, entrar numa tabacaria para comprar um maço de cigarros estava completamente fora de questão. Assim sendo, restava-lhe a Vitória, uma empregada mais nova mas extremamente confiável a quem ela dava o dinheiro e dizia:
- Vai ali comprar um maço de Ritz para a menina.
A menina era a minha mãe, que lhe servia de testa de ferro nestes difíceis assuntos do fumo. Às vezes, quando não encontrava forma de mandar a Vitória na sua missão ultra-secreta e os Ritz se acabavam, a minha avó dizia à minha mãe:
- Dá-me lá uma coisa dessas para ver a que sabe. E então pegava no cigarro que a minha mãe lhe dava, fumava-o num ápice e, quando chegava ao fim colocava-lhe invariavelmente a mesma questão:
- Tu gostas mesmo disto? 
Claro que a minha avó não fumava em frente ao meu avô, afinal tinha uma reputação a manter. A sorte era que o meu avô tinha por hábito de operar os doentes depois do jantar. Fazia as consultas durante o dia, vinha jantar, repousava um pouco, bebia o seu Brandy aquecido na lamparina, via a televisão e descia para a para a sala de operações. Meia hora antes pegava no telefone, ligava lá para baixo e dizia invariavelmente a mesma coisa:
- Dá um injecção de Demerol e Fenergan ao doente.
Era nesse momento que começava a contagem decrescente e assim que o meu avô se levantava, estava iniciada a hora de fumo, hora de adolescente, porque a sessão de fumo era feita à janela do quarto, sendo a aspiração feita dentro das quatro paredes, não fosse dar-se o caso de alguém na rua ver a brasa incandescente do cigarro, e a expiração feita para a rua, não fosse o ar dar sinais de que alguém estivera a fumar dentro do quarto. Em dias de calmaria a proeza do cigarro mostrava-se mais facilitada já que, em vez de se retirar para o quarto, a minha avó ia antes para a varanda, onde, encostada no parapeito e envolta pelos ramos da buganvília, podia fumar sem grandes cautelas.
Acontece que a hora de fumo coincidia com a hora de bebedeira do Romeu Embrulho, um homem da estiva, que começava a beber assim que acabava de descarregar o peixe do fundo das traineiras e só parava quando se deitava na cama. Por essa hora o Romeu Embrulho cambaleava no largo para o qual dava a janela do quarto e seguia rodeando a casa e passando pela buganvília. Seguia não será o termo apropriado porque havia paragens no meio do largo ou debaixo da buganvília, consoante a minha avó se encontrasse no quarto ou na varanda, paragens que o Romeu dedicava à oração. Na sua bebedeira o Romeu idolatrava duas Santas, a Nossa Senhora de Fátima em segundo lugar e, em primeiro lugar, bem destacada, a minha avó. Perscrutava atentamente a janela do quarto, rodeava a buganvília e se sentisse sinais da sua santa erguia os braços, ajoelhava no meio da rua, fazendo assim parar o trânsito, e iniciava a sua fervorosa reza: 
- Senhora cheia de graça que estás aí no alto, dá-me o perdão, roga por mim, pecador, pede por mim a Deus, minha Senhora, minha santinha, dá-me a tua benção...
E a minha avó, incomodada, dizia lá de cima, de forma ríspida e altiva:
- Vai-te embora daqui, Romeu. Estás embriagado.
E era assim, sem quaisquer remorsos, que a minha santa avó, decidida que estava a praticar o pecado do fumo, despachava o seu devoto Romeu.



domingo, 19 de julho de 2015

Eu só queria ser moderna...



E este foi o momento em que o meu filho veio lá de longe muito rapidinho, de olhos em alvo e gritou ao mundo e perante todos os presentes "Ei, esses ténis são meus!".

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Julgavam, por acaso, que eu também não modernizava a minha família?!



Ah pois é! 


(claro que agora estou um bocadinho apreensiva com o sucesso que o meu consorte deve estar a fazer lá no escritório... se não tenho cautela ainda mo roubam!)