sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Estamos aqui, em directo, do Regimento dos Bombeiros Sapadores da Blogosfera!

A Comandante Palmier Encoberto (na imagem), conseguiu tirar uns poucos minutos do seu tempo para nos fazer o ponto de situação! 


Extintor - Atelier dos Sapadores  Bombeiros | Capacete -  Loja FashionFire


Diga-nos, Comandante Encoberto, como estão a decorrer os trabalhos?

Tem sido um dia muito trabalhoso, como sabem as chamas deflagraram ontem por volta das 9h00 da manhã mas, com a ajuda dos populares que atiraram de imediato garrafinhas de água do Luso contra os seus monitores, julgámos ter o fogo controlado por volta das 13h00. Acontece que apesar de todos os meios de prevenção que tínhamos no local, 150 homens, duas viaturas auto-tanque, um helicóptero e um avião canadair, não conseguimos impedir o reacendimento, com o fogo a lavrar, descontrolado, de blog em blog durante a tarde e noite de ontem.  

Mas diga-nos, Capitão, os blogs não tinham plano de emergência ?

Tinham. Mas a rapidez com que as chamas avançaram e as altas temperaturas que se faziam sentir, tornaram impossível o trabalho da nossa equipa. Para além disso, os populares que, até certa altura, tentaram ajudar a extinguir as chamas com as suas mantas ignífugas (Zara Home) e os seus extintores (Atelier dos Sapadores Bombeiros), em determinado momento mudaram radicalmente de atitude e, transfigurando-se numa turba, apresentaram-se de tocha em punho pegando fogo a tudo quanto era caixa de comentários. Foram horas muito complicadas...

E já sabem quais foram as causas deste incêndio? Foram causas naturais ou... 

Ainda não podemos avançar as causas concretas. Quando tivermos a situação totalmente controlada entrará em campo uma equipa especializada de pirotecnia. Mas, claro, há sempre a possibilidade de ter sido fogo posto.


E pode dizer-nos quais são as zonas mais afectadas?

Para já as zonas mais afectadas, são as seguintes:




E agora as coisas estão controladas?

Sim. Durante a noite conseguimos finalmente extinguir as chamas e estamos agora em fase de rescaldo (...) Peço desculpa. Fui agora informada que houve um súbito e inesperado reacendimento... tenho de ir! Obrigada pela vossa atenção ! Desejem-me sorte para o dia de hoje!





quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

O que é isto?!

No meio do temporal, atrasada para chegar à escola, e o carro acendeu uma luz que diz LIM e não anda a mais de 30 km/h!? Que luz do Demo é esta?!


(ahahahahahhahahahhahahhahahhahahahahahahahahahhahahahhahahahhahahahhaahahahhahhahahahhahahahahahahhahahhahahhahahahhahahhaahahhahahahahahhahahhahahhahahhaahhahahahahahaaahahhaaahha esqueçam! Juro que achei que o carro estava a proceder a uma limpeza do motor - LIM de limpeza -, como fazem as impressoras quando entram em modo cleaning. Vim o caminho todo para a escola a vociferar contra a viatura, que raio de hora para para fazer uma faxina, isto é um maníaco do asseio, é o que é, que coisa mais sem nexo!, com os condutores dos outros carros a apitar e a espreitarem para dentro do meu carro para ver quem era a "naba" que estava a entupir o trânsito e eu a encolher os ombros e a levantar as mãos com as palmas para cima, a fazer gestos de que não percebia o que estava a acontecer. Ora, chegada à escola, apanhei um pai com um carro igual ao meu, a quem fui pedir explicações, e ele lá veio, no meio da chuva torrencial, um vento que levava o chapéu de chuva pelos ares, o fato a ficar todo encharcado, os sapatinhos chlap, chlap, chlap pelas poças, para ver o que se estava a passar, para me explicar então que afinal não era nada, que afinal fui eu que, sem querer, carreguei no botão do limitador de velocidade...) 




quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Pipoca Mais Doce, estou contigo!

Pensava eu, certamente por não ter estudos que me permitam analisar os problemas por forma a conseguir encontrar-lhes o ponto fulcral, que o Natal era uma festa de família, uma festa em que o essencial era estarmos reunidos em volta de uma mesa, sem que a forma como cada um o faz fosse particularmente importante, quase era capaz de jurar que tinha lido isso em inúmeros posts, blogosfera fora, no Natal passado. Percebo agora, essa minha ilação estava totalmente errada. Fui uma ingénua, eu sei. É que, afinal, o Natal é uma festa que segue o Codicis Natalicius, um código muito antigo onde se define, de forma muito rigorosa, a maneira perfeita de vivenciar estes dias que se aproximam. Nesse código vem definido não só o tamanho, forma e decoração correcta da árvore de Natal, mas também o pantone das bolas e das fitas. Normas que são obviamente imperativas e, como uma boa lei, iguais para todos. É assim uma espécie de comunismo natalício. Uma época de tolerância musculada! A Árvore de natal é imutável, o peru idem, as conversas e os sentimentos têm de ser iguaizinhos em todas as casas e o bacalhau tem de estar presente a todas as mesas. Iguais têm também de ser também as crianças, esses pequenos robots com os quais não devemos nunca transigir, sobretudo se essa transigência colidir com o que vem definido no Codicis Natalicius. Aliás, se porventura, imbuídas pelo espírito da época, dermos por nós a fazer alguma concessão em prol destes pequenos seres, deveremos, para o bem deles, ter o sangue frio para os entregar imediatamente a uma madraça para que aí repitam incessantemente o Al Educationem, o livro das regras da boa educação, sob pena de, se não o fizermos atempadamente, estarmos a criar futuros delinquentes incontroláveis. É que uma criança que não souber, desde a mais tenra idade, respeitar todo o tipo de bibelots, é uma criança sem futuro numa sociedade civilizada! Não podemos permitir que elas, com as suas mãozinhas irrequietas, nos roubem o espírito de Natal! É que um Natal sem uma árvore que cumpra os cânones, não é Natal! Nem pensar! Minha Nossa Senhora, benzo-me já aqui três vezes, lagarto, lagarto, lagarto!

É uma pena que só agora tenha tomado conhecimento destes preceitos… é que até já tinha decidido que esta ia ser a minha árvore de Natal deste ano...


Mas, assim sendo, vou pegar na serra eléctrica e dirigir-me à floresta mais próxima para abater o mais alto pinheiro que lá encontrar. É que agora que percebi a mecânica da coisa, não quero voltar a pecar!

(PMD, não estás sozinha! É que eu não tirei apenas as revistas e as tralhas de cima da mesa de centro. Eu tirei a própria mesa!)




segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Não me perguntem como é que fiz isto porque eu também não sei

Estou aqui no meu local de trabalho, virado a sul, com este tempo que ora está tapado e cinzento, ora está um sol brilhante que me entra pela janela, ora fecho as portadas, ora abro as portadas, vezes e vezes sem conta, durante todo o dia, ai que escuro, ai que sol, até que desta última vez lancei-me na cadeira da secretária, gosto de rolar na cadeira da secretária, que querem?, lancei-me talvez com força demais, é bem capaz de ter sido isso, não sei bem, esbarrei no canto da parede e fui embater violentamente contra a janela. Mas não sei bem, não tenho certezas, é que só dei pelo sucedido quando me vi sentada no chão com a cadeira por cima.  

Na verdade a culpa é vossa, que não me distraem. Depois, pronto, dão-se estes acidentes.


(a sorte, porque no meio destas coisas ainda tenho sorte, é que não estava aqui ninguém! Nem uma alminha! Vocês são as minhas únicas testemunhas! Vocês e a esfoladela que tenho aqui no braço…)

Palmier faz serviço público e desvenda o final trágico de Ulisses

Eles já estavam há tanto tempo no mar, mas tinham esperança, já se avistava ao longe Ítaca. Finalmente chegaram, Ulisses estava feliz, queria correr para casa, abraçar Penélope, estar com Telémaco e rever o seu cão Argus! Mas quando chegou à sua querida e amada casa viu o pior, ia morrendo de tristeza, Penélope voltara a casar, Telémaco associava o novo marido de Penélope a sua pai, e Argus, o seu adorado cão, morrera anos antes.
Ulisses nem sequer entrou em casa, foi logo ao templo de Ítaca, de cara tapada para não ser reconhecido. Quando chegou ao templo fez uma reza, convocou Atena, pediu-lhe ajuda, precisava da ajuda de Zeus, precisava de uma vingança, ele não era só um simples mortal! Nisto, vendo Zeus a fúria de Ulisses, vai ter com ele e pergunta:
- Que queres, Ulisses? E Ulisses responde:
- Quero ajuda, quero que mates todos, que destruas Ítaca, mas especialmente que mates Penélope, o seu novo marido e Telémaco! E Zeus diz:
- Mas vejo que amas a tua família, que estás perdido de amor por Penélope, só irias ficar destroçado, não farás isso! E Zeus desapareceu!
Então Ulisses esperou pela noite, entrou em casa, atou Telémaco, levou-o até ao quintal e deixou-o lá, pegou numa tocha, acendeu-a e incendiou a casa de Penélope. Já Penélope e o seu marido estavam mortos quando Ulisses se atirou para o meio das chamas e morreu também. E assim acaba a história de Ulisses.





Ok., ok., é apenas a composição do último teste de Português do meu filho. Sim, sim, admito, o título do post não passou de mais um golpe de marketing. Mas também, eu nunca disse que era o Ulisses do Joyce, pois não?!


domingo, 16 de Novembro de 2014

A pessoa compra um casaco deveras fofinho



E chega à noite quase sem conseguir respirar, tal é a quantidade de pêlo que ele deita...


(Há por aí alguma fada-do-lar com "truques" para controlar esta situação? Será que a Dora, com os seus óculos de soldadora, conseguiria resolver a questão? Alguém que me ajude!)



sábado, 15 de Novembro de 2014

sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

“Estás com mau parecer”

Rezam as lendas que a tia Lili era uma das mulheres mais bonitas de Lisboa, vistosa, pele muito branca, loira, olhos azuis e rechonchuda como se usava à época. Enquanto a sua irmã mais nova, a minha avó, era morena, franzina e, dizia-se, desinteressante, a tia Lili era uma beldade. 
A tia Violeta, que, devido à morte prematura da minha bisavó, fazia as vezes de mãe, era uma criatura absolutamente anacrónica e com a mania das grandezas que, por entre as perseguições e tiros entre as várias facções que protagonizaram a Primeira República, vivia intensamente a gloriosa época dos reis e das rainhas, completamente alheada da realidade A sua vida passava por comparecer aos chás das condessas e aos serões decrépitos das viscondessas das suas relações, acontecimentos para os quais escolhia invariavelmente como acompanhante a tia Lili, a única das duas irmãs que conseguia embasbacar e arrancar deleitados “ahs e ohs” da assistência. A tia Lili era então ataviada com bonitos vestidos fora de moda, o seu cabelo de longos cachos doirados era ornamentado de grandes laçarotes e os seus pezinhos cobertos por delicadas botinhas de atilhos e, uma vez prontas e perante os acenos de despedida da irmã desengraçada, saíam de casa, tia Lili e tia Violeta, no seu coche de abóbora. 
A tia Lili cresceu caprichosa e manienta, sonhando com uma glória que tardou em chegar e que, quando chegou, não veio embrulhada no papel de fantasia que ela tinha imaginado. E este conjunto de circunstâncias levou a que a tia Lili, despreparada que estava para lidar com as adversidades e indignada com a vida por esta não ter cumprido as promessas que lhe tinham feito em criança, se tornasse numa pessoa manipuladora e venenosa, uma pessoa que parecia ter sido esvaziada de sentimentos tão banais como o amor ao próximo, uma pessoa que conseguia dizer as coisas mais terríveis com um sorriso de águia e com um à vontade incrivelmente surpreendente, uma pessoa absolutamente convencida da sua superioridade, um saco vazio incapaz de gostar realmente de alguém para além de si própria, tudo isto muito bem disfarçado com uma aura de divertida estrela de cinema. A tia Lili não era muito inteligente, mas era extremamente astuta, era uma pessoa que sabia encontrar os pontos fracos de quem a rodeava, estudava a sua presa e, quando tinha a estratégia montada, atacava sem dó nem piedade. Amarfanhar as pessoas à sua volta era uma espécie de hobby. Escolhia para o efeito os jantares de família, aqueles em que sabia que teria assistência -porque massacrar sem assistência não tinha metade da graça-, começando por elogiar alguns de nós para, então, poder isolar e destruir um outro. À medida que alguns de nós subiam no ranking, outro havia que descia vertiginosamente, e nunca sabíamos a quem havia de calhar a fava, era uma espécie de surpresa da noite! Lembro-me de nos sentarmos à mesa, as velas dos candelabros a bruxulear de permeio, enquanto a tia Lili, com o seu sorriso seráfico e enigmático, o sorriso que mais se aproximava da sua própria visão da Mona Lisa, escolhia a sua vítima. E uma vez escolhida, era como um Rottweiler. Não largava a sua presa. A conversa começava sempre da mesma forma: "estás com mau parecer", e a partir daí sabíamos que o eleito não teria descanso. A verdade é que, com receio de passar para a berlinda, ninguém ripostava, para além de que, nesta altura, a tia Lili era já uma pessoa de idade que, como tal, devia ser respeitada. E assim assistíamos, impávidos e serenos, a um verdadeiro bullying familiar do qual a tia Lili sabia que sairia invariavelmente impune. Tirando aquele dia em que depois de um qualquer brinde a tia Lili falhou a cadeira e caiu de rabo no chão - levantando-se de imediato como uma bola saltitona e apregoando ao mundo que nunca se magoava porque era de borracha-, levando a que todos nós tivéssemos debandado da mesa para ir rir sem som e quase sem ar, barricados na casa-de-banho, distraindo assim a tia Lili dos seus afazeres, os ataques foram em crescendo, chegando mesmo a tomar dimensões épicas, dimensões que levaram a que o meu pai, aproveitando um qualquer achaque de outra natureza, lhe receitasse uns comprimidinhos que a iriam fazer sentir-se melhor. E assim foi, passado uma semana de tomas ininterruptas, a tia Lili dirigiu-se ao meu pai e, olhando em volta para se certificar que ninguém a ouvia, disse-lhe lá do cimo da sua altivez:

- Olha lá Zé, estes comprimidos não devem estar capazes, e depois de uma pausa prolongada para pôr as ideias em ordem, acrescentou, é que agora até parece que gosto das pessoas. 



E eu, de vez em quando, fico a pensar que há muito boa gente que havia de fazer bom uso dos comprimidos da tia Lili.



(devo ressalvar que sempre achei a minha avó - na fotografia - muito bonita :)


quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Salvem-me de mim própria!

A minha veia de bisbilhoteira é tão forte, que, em vez de estar a trabalhar, de quando em vez mergulho dentro da carteira para ler só mais uma página.

Bombástico!

Toda a história do tórrido romance de pequena Cutxi: AQUI

Porque tudo está bem quando acaba bem!



(ahahahhahahhahahhahahhahahahhahahahhahahahahahhahahhahahhahahhahahahhahahhahahahahah)

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Pequena Cutxi congratula-se por mais uma estrondosa vitória da sua legal team

E sente-se de tal forma magnânima, que, seguindo o conselho da sua assessora Mep, e depois de aturada meditação, está até disposta a assinar um acordo de tréguas, um acordo que ficará designado para a história como o Tratado de Tordesilhas Fashionista! Um tratado que fará com que todos percebam que, por detrás das formas perfeitas e look absolutamente irrepreensível, se encontra, afinal, um espírito elevado e generoso. Fica assim definido que, de ora em diante pequena Cutxi publicitará apenas Haute Couture, ie, marcas como Chanel, Dior, Prada, Gucci e Givenchy, enquanto Timón, o Cão, se quedará com o pret à porter, nomeadamente Berska, H&M e, nos dias melhorzinhos, Zara.


E então, o que vos parece? A mim parece-me boa ideia!

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

E então, Sara? Achavas mesmo que estávamos a brincar?

               


                  Meritíssimo juiz de Direito
                                   do Tribunal da comarca da Blogosfera


Palmier Encoberto e Pequena Cutxi, com residência em palmierencobertoblogspot.com, vêm intentar PROVIDÊNCIA CAUTELAR contra Sara Sem Sobrenome e Timón, o Cão, o que fazem nos termos e pelos fundamentos seguintes:

Palmier Encoberto e Pequena Cutxi, doravante referidas como Requerentes, são reconhecidas fashionistas, pioneiras na arte do veste e despe, profissionais da moda e com créditos firmados na blogosfera portuguesa.

As Requerentes têm vindo a desenvolver um trabalho único, inimitável e inigualável no âmbito dos kits amorosos para crianças adoráveis.

Até à madrugada de hoje, as Requerentes eram as únicas bloggers a operar neste nicho de mercado. Nicho de mercado que, note-se, foi criado pelas próprias e para seu uso exclusivo.

Qual não é o seu espanto quando hoje, ao acordar, se deparam com um blog em tudo idêntico ao seu, um blog que copia sem pudor as ideias top de kits amorosos preconizados pelas Requerentes na sua actividade.

É evidente o efeito lesivo que tal situação provocou nas Requerentes

Ora, tal conduta é inaceitável, injusta e ilegal, não podendo ser aceite durante mais tempo.

Requer-se portando a V. Exa. que determine que, de ora em diante, e se quiserem permanecer activos na blogosfera, Sara Sem Sobrenome se abstenha de publicitar quaisquer marcas top para crianças amorosas e que Timón, o Cão, se apresente sempre desnudo e desprovido de qualquer ornamento.

Por último, e face a tudo o que se acaba de dizer, não restam dúvidas de que a providência requerida é adequada e necessária para, nesta fase, atenuar a lesão dos interesses defendidos pelas ora Requerentes.

 9º
Pelo que há que ter por preenchidos os requisitos necessários para que seja decretada a providência cautelar, nos termos do artigo n.º 167 do Código da Deontologia Blogosférica.


Nestes termos e nos melhores de Blogo-Direito, deve a presente Providência Cautelar ser julgada procedente, por provada, nos termos da alínea c) do n.º 4 do artigo 120.º do Código de Processo Blogosférico, e, em consequência, ser ordenada a suspensão, com efeitos imediatos, de actos de cariz reconhecidamente fashionistas perpetrados por Sara Sem Sobrenome e seu cão Timón.


                                           E.D.


                                O Blogo-Advogado

                                 Canis Encoberto



A sério, Sara?!

Uma pessoa passa anos e anos da sua vida a desenvolver carinhosamente um nicho de mercado, a criá-lo do zero, a convencer as pessoas que sim, que têm necessidade de visitar o seu blog para estarem a par das últimas tendências da estação, a dar uma imagem sofisticada à sua marca, a transformar uma Schanauzer absolutamente desconhecida na ilustre Pequena Cutxi, uma das manequins mais requisitadas da actualidade, para depois, quando pensa que tem a coisa mais ou menos segura,  que o seu negócio vai de vento em poupa, aparecer um blog contrafacção a aproveitar-se de todo o know-how aqui desenvolvido?! Um know-how que teve custos elevadíssimos e que implicou uma incalculável pesquisa científica?! É que nem pensar, Sara! Eu sei muito bem no que estas coisas resultam e até já estou a antever o resultado! Está-se mesmo a ver que no dia em que eu criar um Mercadito, tu crias um Kids Market! 

Nãooooooooo! Não julgues que isto vai ficar assim, Sara! Prepara-te bem, que o nosso próximo encontro há-de ser em tribunal! Treme de medo! 



segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Não estou a perceber esta falta de visão estratégica do blogomundo...

Então não era suposto estarmos todas radiantes, a chapinhar nas poças, a mostrar os nossos trench-coats e as nossas galochas?! 


(realmente... isto da blogosfera já não é o que era. Falta empreendedorismo e vontade de vencer, é o que vos digo!)



Só uma perguntinha que me anda a atormentar o espírito......

Qual será o rácio "hamburgueria por cidadão" que se estará a tentar atingir na cidade de Lisboa? Uma hamburgueria por cada dez cidadãos? Por cada cinco? Cada cidadão com a sua própria hamburgueria?! Expliquem-me! 




domingo, 9 de Novembro de 2014

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Estereótipos (ou então não)

Quando era pequena, para aí com sete ou oito anos, aprendemos na escola, meninos e meninas, a coser botões. Passado uns tempos, estava o Quim-Zé muito bem na sua vida, quando de repente e sem que nada o fizesse esperar, foi alvo de uma terrível partida do universo: caiu-lhe um botão da bata! E o bom do Quim-Zé, o Quim-Zé que aprendeu a coser botões ao meu lado, em vez de pegar na agulha e na linha, veio ter comigo, botão numa mão, bata na outra, e aquele olhar perdido que os homens aprendem a fazer -logo aos sete anos- sempre que lhes cai um botão, pedir para eu lho coser. Lembro-me perfeitamente de estarmos lá em baixo, na sala de trabalhos manuais, a luz a entrar pelas janelas altas, deviam ser umas onze da manhã, e de eu ter olhado para o Quim-Zé com aquele ar desolado, botão numa mão e bata na outra, e ter achado que o Quim-Zé era parvo. Então se tínhamos aprendido os dois a fazer a mesma coisa, ele vinha-me pedir a mim (!), para lhe coser o botão? A que propósito?! Lembro-me que lhe disse devagarinho, porque os meninos precisam que se lhes fale assim devagarinho, onde estavam as agulhas e as linhas e o Quim-Zé lá foi, de cabeça baixa, sentar-se num banquinho, agulha numa mão, a bata na outra, linguinha de fora, a coser o seu botão. 

As coisas? Ora as coisas nem sempre são como têm de ser...