quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A Grande Obra - os outros apartamentos

E hoje, quando cheguei, fui informada que não podia subir lá acima, ao meu apartamento, que os degraus metálicos da escada do prédio estavam a ser colocados e que a única forma de chegar lá acima era através de escadas de encostar, que o senhor - sendo que o senhor é o meu consorte - talvez conseguisse, mas a senhora não consegue de certeza. E foi aí que eu tive de dar um gritinho histérico-indignado! O quêêêeeeeeeeeeee?! como assim, Senhor Pedro?! Se eu não consigo, o senhor é que não consegue de certeza! Depois de meses a acompanhá-lo aqui no meio da lama, do betão, à chuva, ao sol, a escalar andaimes, a descer ribanceiras, o senhor sai-se com uma dessas?! E então o senhor Pedro corou até à raiz dos cabelos, que realmente era verdade, que não sabia o que lhe tinha passado pela cabeça para dizer uma coisa daquelas, que devia ser a força do hábito, e pronto, lá ficámos amigos outra vez. 

Resumindo: hoje só tenho fotografias dos apartamentos de baixo, que estão a ficar tão giros, mas tão giros, que já não sei se não fico antes com um destes! 

Estas escadas estão uma verdadeira obra de arte da carpintaria!




A cozinha a comunicar com a sala de jantar, para os adeptos dos grandes cozinhados em grupo.


E  os painéis-paredes deslizantes, que dão para mudar a configuração das casas, e que estão... como hei-de dizer... top? :D


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Eu também estou rendida ao tal plano de saúde para filhos!

Isto? Acham muito?! Ora, eles são capazes disto e muito mais!


É que já se sabe, quem tem filhos tem cadilhos!, mas desde que aderi a este seguro que me sinto muito mais tranquila enquanto eles estão lá entretidos com as suas brincadeiras! 

Não percam tempo, façam como eu! 


E o making-of (porque adoooooooooro ver isto a acontecer! :D)







terça-feira, 14 de novembro de 2017

Eu sabia! Sou indubitavelmente uma influencer!

Fica aqui mais do que provada toda a minha capacidade de lançar as tendências do street style a nível internacional! 


E reparem que, depois de seguir os meus preciosos conselhos, a simpática rapariga foi de imediato convidada para o Parlamento Europeu! Como deputada! 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Palmier responde... ou faz por isso #25865

Porque me têm perguntado imenso que tipo de brincos se devem usar quando se visitam as instituições europeias, resolvi fazer este post para vos ajudar, que isto, nestas coisas, já se sabe, há um protocolo muito rigoroso no que respeita a acessórios e temos de estar preparadas para o seguir à risca. Para já, para já, fiquem sabendo que os brincos são ab-so-lu-ta-men-te fun-da-men-tais. Ninguém entra ali sem um bom par de brincos, Houve já quem tentasse tal proeza e se apresentasse sem pingentes, mas, meus, amigos, nem imaginam o sarilho, os alarmes dispararam, a polícia cercou o recinto, vieram os bombeiros, aviões, helicópteros, olhem foi o cabo dos trabalhos, é o que vos digo.

Assim, e para começar, estes são os brincos must-have da União Europeia:




Mas, se não os encontrarem, se se tiverem esquecido deles, por favor, mantenham a calma, recorram à vossa imaginação, inovem, improvisem, mas nunca por nunca se deixem atrapalhar! Usem as garrafinhas do mini-bar


Pendurem o "do not disturb" de um lado e o "please clean the room" do outro


saquem dos embrrasses dos rideau 


agora, não caiam é no erro de irem à maluca, de orelhas desnudas! Isso é que nunca! 


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Tortura

Estar numa reunião sentada ao lado de um grande apreciador do perfume farenheit. 

É que uma pessoa nem consegue pensar.


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O problema nunca é a cena principal, que está gravada na minha cabeça mesmo antes de começar a pintar

O problema é fundo...

Porque ir à Praça do Comércio não era um fim em si mesmo e ainda é precisa muita ajuda

Re(agir) à tragédia nacional
Campanha TUDO OU NADA  
Treixedo

29 out

Temos estado a dar resposta às primeiras necessidades de Treixedo, muitas pessoas nos têm contactado, o movimento de solidariedade tem sido enorme e percebemos que não podemos ficar por aqui.
Foi necessário organizar um grupo em velocidade relâmpago que desse resposta aos vários pedidos que chegam, capaz de conciliar os pedidos de ajuda com a enorme generosidade das pessoas. 
Este grupo é constituído pelos diretores da Raiz, professores, pais e familiares da escola, antigos alunos, amigos que se quiseram juntar a esta causa.
Queremos garantir que tudo o que nos dão chega a pessoas concretas para situações concretas a que os fundos não conseguem responder neste curto espaço de tempo.
A ida para o terreno fez-nos perceber que temos várias intervenções necessárias: responder às primeiras necessidades físicas e psicológicas, repor os instrumentos que permitem que as pessoas trabalhem e consigam a sua subsistência, capacitar as pessoas em áreas como primeiros socorros, medidas de autoproteção, ajudar as pessoas a candidatarem-se aos fundos existentes a realizarem os projetos necessários para isso. Queremos ainda ajudar em projetos inovadores que promovam a comunidade e atraiam pessoas.
Fomos recebidos de braços abertos e fizeram-nos prometer que não os deixávamos sós. A sensação de solidão impressionou-nos, assustou-nos, mas estando lá percebemos como é tão real, já era real e agora tornou-se assustadoramente real. Têm medo que a tragédia se repita, contam com detalhe a tragédia que viveram, sentem necessidade de o repetirem e de terem quem os oiça, precisam de encontrar solução para os milhares de problemas que têm em mãos, são pessoas simples, cheias de energia e otimismo com vontade de fazer parceria com quem chega da cidade mais desperto para alguns problemas e burocracias do sistema. Percebemos que juntos podemos ser todos mais fortes, precisamos muito desta comunidade para relativizar o stress do dia a dia, encontrámos aqui um lugar ideal para relativizar os nossos problemas, fazer parar o tempo e dizer SIM a quem pede a nossa ajuda.
Podemos dar TUDO ou NADA.
A dimensão que o projeto está a tomar leva-nos a pedir mais voluntários, queremos muito pessoas que NÃO TENHAM TEMPO, quem tem muito tempo habitualmente não se dedica a outras causas que não as suas. Precisamos de quem não tem tempo, é organizado e encontra tempo para dar aos outros. Há muitos portugueses sem tempo pelo que se for um deles junte-se a nós.
Temos Treixedo como centro das nossas atenções devido à dimensão da equipa e estamos convictos que com o apoio de todos conseguiremos chegar a outras comunidades!
Deixamos aqui os vários grupos que pode integrar:

Temos 3 grandes linhas de ação:
  1. Recolha de fundos  - precisamos de voluntários que ajudem a angariar fundos. Temos imensos projetos e ideias nas mãos. A responsável deste projeto é a Adriana Oliveira Afonso mãe de duas crianças da Raiz, esta parceria com os pais é fundamental neste trabalho e estamos muito contentes por a Adriana ter aceite este desafio.
  2. Ação social vamos para o terreno uma vez por mês dar apoio ao povo de Treixedo, vamos criar vínculos com as pessoas, perceber o que precisam e dar-lhes formação. A primeira ida ao terreno é já dia 10-12 de novembro. Vamos partilhar transporte, os custos de alimentação e estadia são reduzidos. Contamos com quem esteja disponível para dar um fim de semana por mês. Temos também lugar para os que só conseguem ir uma vez pontual. As crianças são muito bem vindas desde que acompanhadas. A responsável deste projeto é a Margarida Silveira Rodrigues, psicóloga e diretora da Raiz.
  3. Grupo de trabalho de apoio à Junta de Freguesia de Treixedo - temos um grupo de especialistas em áreas relacionadas com a situação e com quem a Junta de Freguesia se aconselha e que pretende acompanhar de perto a chegada dos fundos. Para esta equipa falta-nos um gestor. O responsável deste grupo é o Luís Silveira Rodrigues, advogado e diretor da Raiz.
A DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor decidiu igualmente associar-se a este projeto apoiando as pessoas quer junto das seguradoras (nos casos em que existe seguro), quer para terem acesso aos apoios anunciados pelo Governo, quer através de sensibilização e formação  em áreas como seguros e gestão do orçamento familiar.
Já temos uma conta solidária se quiser contribuir aqui fica o NIB: 0033-0000-45473896530-05. 
Contactos
telefone - 21 304 20 80/86
facebook Escola Raiz
Inscreva-se num dos grupos de trabalho clique aqui
Estamos a precisar imenso de ajuda!!
Um abraço em nome da equipa TUDO OU NADA
Margarida Silveira Rodrigues

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Vocês que sabem coisas, digam-me:

Uma cidadã que é apanhada duas vezes num espaço de um ano e meio a setenta e poucos quilómetros hora naquelas vias dentro da cidade que apelam a altas velocidades, as tais que têm radares em vez de lombas/semáforos ou outra coisa qualquer que faça os carros andar mais devagar, aquelas vias onde quem vai a cumprir o limite de velocidade é alvo de apitadelas e de olhares raivosos dos restantes condutores, uma cidadã que por acaso até é bastante cuidadosa e que nalguns cem anos de carta de condução (tirando uma ou outra multa de estacionamento) nunca praticou qualquer infracção grave, corre o risco de ficar sem carta de condução?  

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Temos mesmo de conversar sobre esta situação das viagens...

Desta coisa das pessoas falarem sobre as suas viagens, falarem muito, e, reparem, as pessoas não conversam sobre as viagens, as pessoas relatam as suas viagens. À vez. Na verdade nem sequer se ouvem umas às outras, estão sempre muito ansiosas à espera que uma acabe para a outra começar, estou até desconfiada que há quem vá viajar só para ter assunto para os almoços de fim-de-semana com os amigos que também eles foram fazer as suas viagens, todos em trânsito, com as suas malas, os seus bilhetes e as suas fotografias, praticamente uns Vascos da Gama, Vascos da Gama everywhere, Vasco da Gama em Miami, Vasco da Gama vai a um quatro estrelas Michelin em Sidney, Vasco da Gama engana-se e em vez de fazer uma vénia dá dois beijinhos à guia japonesa, que isto de viajar rende horas e horas de monólogo, vários monólogos paralelos que só se cruzam quando há referências a restaurantes de Chefs famosos, ah, aí todos sacam do telemóvel, googlam o local, fecham os olhos e e revivem o momento em que a trufa com gelado de feijão e crumble de pimenta aterrou na toalha branca com uns sticks de fogo de artifício resplandecentes, e então a pessoa revira os olhos interiormente sete vezes e quando julga que podemos passar ao próximo tópico, os viajantes descrevem o hotel, o colchão e o edredon, como se tudo aquilo fosse inédito, como se estivessem a descrever hipopótamos e girafas a um europeu do século XV, e depois, bem, depois chegamos sempre (sempre!) àquele momento em que os convivas, que já relataram os seus dois últimos anos de andanças pelo globo terrestre, querem curar a minha aero-fobia, que há cursos, não sei se sabes, uns cursos muito bons, há até casos de pessoas que dali saíram doidonas para se enfiar num voo de longo curso de dezassete horas para a Malásia, sei, sei, mas eu não quero mesmo andar de avião, e então os convivas chegam-se para trás na cadeira, levam as mãos à cabeça, transtornados, olham-me com olhos trespassados de horror, como se eu tivesse uma perigosa doença contagiosa e perguntam aflitos: mas como podes viver sem viajar, sem conhecer o mundo, sem ver nada, sem saber nada?! E a pessoa lá saca da sua pequeníssima chave de pechisbeque enfeitada com missangas, e…, bem…, na verdade não me sinto assim particularmente ignorante e não me faz muita diferença não ir a lado nenhum, eu cá podia estar sempre em casa que estava muito feliz, quem me dera ter mais tempo para pintar, para ler... mas eles já não me estão a ouvir, estão só a olhar-me com muita pena e à espera da primeira oportunidade para se virarem para o outro lado, desconfortáveis, e continuarem com os seus relatos superficiais, numa grande azáfama com as suas múltiplas romarias, as comezainas, os aeroportos e os destinos com voos directos, fingindo que aquela pessoa constrangedora (que está a dar graças aos Deuses por não ter de andar naquelas manadas turísticas para trás e para a frente), não está efectivamente ali.


Oh pá... agora a sério... digam-me a verdade... vocês gostam mesmo de ouvir os relatos de viagens uns dos outros?!

domingo, 29 de outubro de 2017