segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

E aqui está o outro muñeco

Se bem que a fotografia não faz jus a toda a lindeza dos candeeiros. 

(já a incrível potência da minha aparafusadora... é perfeitamente visível no tampo da secretária)  


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Então pronto, se só gostam com muñecos, arranja-se já um muñeco

E este é o muñeco mais avançado, ainda lhe falta uma estante (estou para aí há dois meses impacientemente à espera do orçamento...), e a coragem para furar as paredes (talvez daqui a um ano consiga fazer o primeiro furo...). De qualquer forma, e tendo em conta o ponto de partida verdadeiramente assustador de que dispúnhamos, tudo o que se consiga fazer é absolutamente maravilhoso.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Eu bem sei que vocês querem mesmo é falar de decoração

E eu, raios... andei ali mesmo baralhada durante o primeiro mês de casa, ai e agora, o que é que eu faço a isto, que está tudo desconjuntado, nada pertence a lado nenhum, mas a pouco e pouco a coisa lá se foi compondo, consegui mudar o verde Sporting do meu filho para um verde barriga de rã, consegui retirar as almofadas emoji do quarto da minha filha e fazê-la esquecer aquela ideia quarto-arco-íris faiscante e agora está tudo numa paleta de azuis tranquilos. E ontem chegaram os candeeiros - um de pé e outro de tecto-, e são tão lindos, mas tão, tão lindos que só me apetece ficar ali sentada a admirá-los, uma nuvens flutuantes que transformaram o quarto dela numa coisa mágica (bem sei que o meu crédito na escolha de candeeiros está pela rua da amargura, mas posso afirmar convictamente que são ma-ra-vi-lho-sos), depois o meu quarto também já está em andamento, a cama, as almofadas e a banqueta já lá estão, o candeeiro está em trânsito e amanhã vão tirar medidas para as cortinas e tapete e, por fim, estava a faltar sala, faltava-me encontrar um sofá lindão para a pôr em andamento, e caramba, revirei as lojas todas para encontrar um sofá como deve ser, confortável e bonito e só vos digo que estava prestes a declarar essa tarefa impossível e a contentar-me com a sala transladada da casa antiga. Foi na última loja, quando já estava a deitar fumaça e a achar que as lojas estavam todas malucas, com coisas sinistras, que o encontrei: azul meia-noite, de veludo, capitonné. Aguardo a sua chegada lá para o início de Fevereiro. 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

domingo, 23 de dezembro de 2018

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

E então, Palmier, como foi ontem o jantar em família?

Então, o meu filho contou-nos que o colega brasileiro da turma dele, só depois de alguns dois meses de aulas é que percebeu que um terceiro colega vivia em Linda-a-Velha e não em Linda Ovelha.

E pronto, foi isto.


(Ri-me tanto que nem consegui acabar de jantar)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Porque sei que estavam desejosos de ver a minha árvore de Natal

Ei-la!


A árvore proscrita. 

A árvore adquirida há uma semana, que esteve toda querida e fofa a enfeitar a sala durante uns bonitos oito dias, até que, de um momento para o outro, começou a deitar bichos! bichos mutantes!, um misto de carraça com aranha, de manhã não havia nenhum e à tarde estavam por todo o lado! Uma aflição! A pessoa viu um e, ah, que grande horror, um bicho!, depois olha melhor e, argh outro bicho, e quando olha mesmo a sério vê cinquenta. Então a pessoa entra em pânico, pega com a pontinha dos dedos num ramo da árvore, arrasta-a para a varanda, atira-a para ali, fecha a porta, cabum! e fica a ver a árvore infestada do outro lado do vidro. E então a pessoa senta-se no sofá a pensar como é que a vai tirar dali... é que, por dentro de casa, a árvore e sua bicheza não passa! 

Resta-me portanto atirá-la pela janela abaixo.

(problema(s): ser avistada pelos vizinhos a atirar uma árvore de Natal pela janela... a oito dias da festividade...)



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O casaco 2018



Foi logo em Agosto que despachei o assunto, um casaco sedoso, daqueles que apetece fazer festinhas como a um cão, lindo, fofinho e, claro, branco, branco como a neve, imaculado e puro. Enfim, era o casaco perfeito e teve de ser meu logo ali, a meio do Verão. Trouxe-o num porta-fatos, claro está, para estar bem protegido das poeiras cósmicas até à chegada do frio, altura em que sairia à rua e deslumbraria os transeuntes com a sua alvura. Depois o frio chegou mas nunca era dia de tirar o casaco do seu reduto, ah e tal, é bom demais para ir trabalhar, está frio demais para ele, está quente demais para ele, e havia sempre uma desculpa para recorrer aos meus casacos clássicos e intemporais bastante conhecidos de todos nós. Até que um destes dias disse para mim própria resoluta: não, não pode ser! Isto é uma estupidez, por este andar nunca hei-de vestir "O" casaco. É já hoje que vou quebrar este enguiço!

E assim fiz.



(ainda estou a recuperar do horror de dia que passei… sempre a ver onde me sentava, onde tocava, onde me encostava, com medo das migalhas, com medo que a fruta saltasse da fruteira, com medo do chocolate da colega do lado, a despir o casaco mesmo com frio para o dobrar muito direitinho longe de toda a gente, todo o dia em tensão, apavorada, no temor de o sujar. Depois cheguei a casa, respirei fundo e arrumei-o novamente no porta-fatos. Onde ficará num repouso eterno...)




terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Lamento arruinar-vos o dia de trabalho...

Mas ontem, ao jantar, o meu filho e eu tivemos a seguinte conversa:

- Mãe, lembras-te daquele jogo que às vezes jogávamos naquele computador do Algarve, aquele que tinha um ecrã que parecia um caixote?
- O Prince?...
- Sim, esse! Agora há uma nova versão na app store.




(pronto, é verdade que não tem aquela coisa do factor tempo, que só tínhamos 60 minutos para concluir os 12 níveis e sempre que morríamos três vezes voltávamos ao nível 1, é certo que o Prince já não se esborracha no chão (com aquele som plop) quando cai de muito alto, e também é verdade que já não fica caído numa poça de sanguinho politicamente incorrecto sempre que é fatiado pelas lâminas mas, ainda assim, serve perfeitamente o propósito) 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

E no outro canto da bancada está a pessoa sozinha com a sua própria filha e uma simples mochila


E então lá fui a mais uma daquelas situações da minha filha andar de patins em concurso com outras meninas e, caramba, apesar de já não ser a primeira vez, não deixo de ficar boquiaberta com o ambiente, que aquelas coisa dos fatos sexy e cheios de brilhos dá pano para mangas às imaginações fervilhantes das mães, mas já nem entro por aí que, afinal, isso dos brilhos ainda acaba por ser o menos, o pior é mesmo a entourage de cada menina, os porta-fatos a serem transportados ao alto, como se contivessem o sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo, dá licença, dá licença, dá licença, abram alas, abram alas, e lá vai o porta-fatos fuchsia com rebordo dourado a passar, seguido dos malões de rodas (para levar o que devia ser um maillot de prova) cheios de sabe-se lá o quê, os batons bermêlhos por todo o lado, os olhos esfumados com sombra preta, os apanhados próprios para noivas, os collants de renda, as transparências, as meninas com tshirts com o nome bordado a strass nas costas (Mariana, Kátia, Larissa…) e depois, bem… depois… até eu, que lá estava, tive dificuldade em acreditar …  as famílias!, famílias inteiras com tshirts iguais, mas nas costas acrescentam ao nome da menina : “Mãe da Mariana”, “Tia da Mariana”, “Avó da Mariana”, “Madrinha da Mariana”, todo um staff a reluzir por ali fora, a pentear, a maquilhar, a passar os fatos a vapor, a dar um pontinho nas mangas, a bater palmas frenéticas, a entoar cânticos…



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Uma pessoa quer estar à vontade para escolher o seu próprio "abat-jour selva" sem ser alvo de olhares recriminatórios

Mas, depois, é confrontada com lojas de tecidos e fábricas de tapetes que escorraçam a pobre pessoa porque só vendem a profissionais.


Mas será que agora é mesmo obrigatório ter uma decoradora?


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Palmier arranca a época de sugestões de presente de Natal - que comece a estação das festas!

Aparafusadora eléctrica.


a-pa-ra-fu-sa-do-ra e-léc-tri-ca!


Toda a gente devia ter a sua própria aparafusadora eléctrica.

Uma como deve ser. Não é preciso de ser uma mega, mas tem de ser uma bastante razoável, uma que aparafuse e desaparafuse. E uma caixinha de ponteiras de diferentes tamanhos e formatos, phillips, sextavada e em estrela. Pensem bem nisto que vos digo, no sucesso que vão fazer quando levarem a vossa aparafusadora para os jantares de amigos, almoços de família e festas de empresa para quando for preciso substituir a perna de uma mesa, arranjar a torneira da cozinha ou montar aquele bloco de gavetas do chefe! Não percam tempo, daqui até ao Natal é um pulinho e, claro, precisamos todos da aparafusadora mais cool do momento. A vossa nova aparafusadora será tudo o que precisam para brilhar neste Natal! 

Desde que tenho a minha aparafusadora eléctrica, sou uma nova criatura, até já sou conhecida como o James Bond da bricolage! 

(julgo que depois deste incrível testemunho de uma especialista no assunto, sei que, também vocês, irão aderir ao novo must-have deste Outono/Inverno. Vão rápido antes que esgote!)


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Ainda estou vivinha

Foi então que no Domingo, ainda submersa em caixotes, percebi que tinha de ir em SOS comprar um colchão, para nos ser entregue, no máximo dos máximos, até esta sexta-feira, e naquele SOS só me sobrava o Colombo, local que evito a todo o custo uma vez que, dada a sua dimensão, quando atinjo o meu limite de tempo para Centro Comercial, um limite que pode aparecer a qualquer momento e sem aviso prévio, o momento em que a pessoa diz "não aguento estar aqui nem mais um segundo", ainda demoro um século a chegar até ao carro. Mas bem, uma vez que não havia alternativa, fiz uma meditação e convenci-me a mim própria que tinha de ser. Comuniquei então à minha família que não nos restava outra hipótese se não a de ir ao Colombo. E bom, já que temos mesmo de ir, o melhor é irmos já da parte da manhã, que sempre tem menos gente, compramos o colchão, comemos qualquer coisa rápida e voltamos para casa para continuar a desencaixotar.

E então a minha filha ficou ali paradona, a olhar para mim, até que se decidiu a acrescentar:

- Mas oh mãe... não é melhor irmos almoçar primeiro e comprar o colchão depois?
- Errrr... ainda é um bocado cedo para almoçar... mas porquê?
- Então, é que aquilo é uma grande confusão para depois andarmos ali no meio das pessoas com um colchão atrás...


(ainda me estou a rir a imaginar-nos a arrastar um colchão de cama de casal pelo Colombo, a subir a escada rolante, a levá-lo a almoçar, olhe, por favor, dê aí um jeitinho para o nosso colchão passar, obrigada, obrigada, nós e o nosso amigo colchão, sempre juntinhos para todo o lado)