segunda-feira, 8 de abril de 2019

É que, depois, ver-me ao espelho é um autêntico tédio!

Gostava mesmo de saber por que raio sou a única blogger que tem exactamente a mesma cara, semana após semana?! 


Isto só pode ser discriminação!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Calma, bloggers desalentados, a mãe está aqui para resolver

E então Palmier Encoberto riscou o chão com a vara de negrilho e todos os bloggers, que sofriam de uma inexplicável mudez, começaram a bloggar, e graças a esse risco que ela fez com a sua vara de negrilho, tudo ocorreu.




quinta-feira, 4 de abril de 2019

Kafka


E então, numa obra que fizemos aqui no meu trabalho, chegámos ao fim e pedimos o ramal de electricidade à EDP, já na Grande Obra a coisa não tinha sido pacífica, foi preciso esperar e desesperar, falar com A, B, C e D, pedir, suplicar, requerer. Basicamente foi preciso implorar por electricidade no centro de Lisboa. Um ano depois do pedido inicial lá tivemos direito ao ramal. Pensei que tinha sido pouca sorte, que a culpa fosse de alguma forma do empreiteiro mas, afinal, bem vistas as coisas, parece que correu impecavelmente. Vejo isso agora, quase dois anos depois de termos pedido um novo ramal para essa tal obra aqui do trabalho. Pedimos, voltámos a pedir, e voltámos a pedir, por favor senhores da EDP, vendam-nos electricidade. Nada. Entretanto a cave do edifício - totalmente renovado – inundou, estragando chão, rodapés, portas… isto tudo porque não havia electricidade para activar as bombas de extracção de água. Já para não falar do prejuízo que é ter um edifício pronto há meses e meses sem o poder utilizar porque não tem energia eléctrica. E nós a pedir à EDP, por favor, senhores, por favor, por Deus, pela Nossa Senhora de Fátima e pelos três Pastorinhos, vendam-nos um bocadinho de electricidade… nada. Depois de ano e meio nisto, recebemos uma carta a dizer que a obra estava concluída e que podíamos pedir o contador. E então a pessoa olha para a carta e pergunta-se… concluída?! Mas ninguém deu por nada, não houve qualquer obra, ninguém abriu qualquer vala, não nos disseram nada… lá falámos para a EDP, hei, senhores, é engano, não há cá ramal nenhum, com certeza, minha Senhora, vamos tomar nota e um técnico irá entrar em contacto com urgência. E assim se passaram mais um par de meses. Em desespero e já que nada resultava, decidimos pedir o dito contador, na esperança que disparasse um alarme qualquer lá na EDP. E assim foi. Claro que a EDP mandou cá um senhor, que chegou com o contador, cofiou a barba e comunicou-nos que não o podia colocar porque – tal como desconfiávamos – não havia ramal. Tirou fotografias, escreveu relatórios e disse-nos que ía passar a informação, para ver se nos vinham finalmente fazer o ramal. Tivemos um bonito momento de esperança. Uma semana depois recebemos um telefonema para reagendar a colocação do contador. Como assim, do contador?! Mas então vocês não têm a informação que nos falta o ramal?! O Ramal?! Nem pensar, nós temos aqui indicação que a obra está concluída e que o ramal está pronto.

Depois recebemos esta carta da EDP, que é digna de ser vista por muitos olhos. Quantos mais, melhor (e que continua a pressupor que o ramal está feito... SÓ QUE NÃO):



terça-feira, 2 de abril de 2019

Palmier é amiga e faz belas recomendações


E já agora aproveito para vos perguntar se sou eu que estou maluca ou se vocês, quando lêem, também ouvem "a voz do escritor". Não sei bem explicar isto, mas a verdade é que há uma cadência na escrita que forma uma voz / um ambiente  na minha (nossa?) cabeça, e isso é mais perceptível nuns escritores do que noutros. Diria que o Javier Marías é o que tem a voz mais constante e consistente; mal começo a ler um livro dele, pumba, aquela "voz" entra logo de rompante na primeira página...

sexta-feira, 29 de março de 2019

A vida de uma blogger de sucesso no centro da cidade de Lisboa

O drama começou pela ausência de caixote. Meses. Foram precisos meses para a Câmara Municipal me disponibilizar o meu próprio caixote do lixo, tantos meses que tive de pedir emprestado um caixote a pessoas generosas de caixotes do lixo, pessoas que, mesmo sabendo que estavam na posse de bem valiosíssimo, abriram mão dele para me salvar a vida. Mas desenganem-se se pensam que o drama do lixo é só a obtenção do caixote. Não. Conseguir o caixote é apenas o primeiro passo de uma longa jornada. Uma vez na posse do caixote do lixo a pessoa percebe que tem de o estimar, mais, tem de o acarinhar, melhor ainda, tem de o guardar com a vida. Ter um caixote do lixo na cidade de Lisboa é um sinal exterior de riqueza, é praticamente a mesma coisa que ter um Bentley. Todos querem o nosso Bentley do lixo. Os vizinhos cobiçam-nos secretamente o nosso Bentley e estão sempre à coca a ver se o tiramos da garagem, porque são uns pobres sem-bentley, capazes de tudo para enfiar os seus sacos do lixo imundos no luxuoso Bentley de uma pessoa. É por isso que só retiro o meu Bentley do lixo da garagem a altas horas da noite, camuflada pelas trevas. Abro o portão e, sorrateiramente, arrasto o meu Bentley para o passeio e depois rezo para que lá esteja na manhã seguinte. De preferência vazio. Acontece que, como os carros estacionam em cima do passeio e a rua é estreita - já fiz queixa à Junta de Freguesia, que por sua vez fez queixa à CM mas, em vez de colocarem pinos como tinha pedido, a CM pediu à EMEL para ir lá durante o dia rebocar os carros. Claro que à noite, que não há reboques, os automóveis estão todos em cima do passeio e não há carro do lixo que lá consiga passar), na manhã seguinte, de madrugada- que a recolha do Bentley tem de ser feita ao nascer do sol pois que se uma pessoa se atrasa o seu Bentley já está cheio de cascas de batatas alheias- há dois cenários possíveis:

-  O Bentley do lixo continua cheio de lixo, com mais lixo do que aquele que lá tínhamos posto, o nosso lixo e o que os vizinhos indigentes sem-bentley lá foram colocar, o que obriga esta pessoa a fazer uma triagem antes de recolher o seu Bentley à Gáráge, como dizem as pessoas rycas que têm luxuosos Bentleys do lixo;

- A pessoa abre a gáráge e o Bentley-do Lixo não está na rua, foi arrastado para paragens longínquas - onde o carro do lixo consegue aceder - situação em que a pessoa tem de calcorrear o bairro, frenética - onde está o caixote, onde está o meu caixote?!Oh Deuses, roubaram-me o caixote! Aposto que mo levaram para sempre!... para depois o encontrar abandonado numa qualquer esquina e ter de o arrastar carinhosamente pelas ruas, de volta ao seu reduto.

E pronto, é assim a vida glamourosa de uma pessoa que ostenta ser a orgulhosa possuidora de um contentor do lixo.


segunda-feira, 11 de março de 2019

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Ah e tal, os vestidos, os vestidos...

E entretanto, vai-se a ver, roubaram os pés a estas senhoras todas e, sobre isso, nem uma palavra?!  






segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Esqueço o carpinteiro?

Ora bem, pondo a hipótese (remota, claro), do senhor não me enviar o orçamento que lhe ando a pedir há alguns séculos, tenho aqui uma alternativa que me parece agradável:


Isto, mas em preto

Esta tem 2 metros de comprimento (2 de altura e 25cm de profundidade), a parede para onde preciso da estante tem (entre interruptores) 3,70m. A minha ideia era comprar duas de 1,50m que ficariam lado a lado, com um intervalo entre elas. 

O contra: esta estante é para a sala dos miúdos... para pôr, além dos livros, dossiers, jogos, inutilidades e outras coisas feias ...  (e não tem nenhuma parte fechada para esconder essa tralha). 

A favor: acho-a bastante bela na sua simplicidade.

E agora? O que faço?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

E aqui está o outro muñeco

Se bem que a fotografia não faz jus a toda a lindeza dos candeeiros. 

(já a incrível potência da minha aparafusadora... é perfeitamente visível no tampo da secretária)  


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Então pronto, se só gostam com muñecos, arranja-se já um muñeco

E este é o muñeco mais avançado, ainda lhe falta uma estante (estou para aí há dois meses impacientemente à espera do orçamento...), e a coragem para furar as paredes (talvez daqui a um ano consiga fazer o primeiro furo...). De qualquer forma, e tendo em conta o ponto de partida verdadeiramente assustador de que dispúnhamos, tudo o que se consiga fazer é absolutamente maravilhoso.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Eu bem sei que vocês querem mesmo é falar de decoração

E eu, raios... andei ali mesmo baralhada durante o primeiro mês de casa, ai e agora, o que é que eu faço a isto, que está tudo desconjuntado, nada pertence a lado nenhum, mas a pouco e pouco a coisa lá se foi compondo, consegui mudar o verde Sporting do meu filho para um verde barriga de rã, consegui retirar as almofadas emoji do quarto da minha filha e fazê-la esquecer aquela ideia quarto-arco-íris faiscante e agora está tudo numa paleta de azuis tranquilos. E ontem chegaram os candeeiros - um de pé e outro de tecto-, e são tão lindos, mas tão, tão lindos que só me apetece ficar ali sentada a admirá-los, uma nuvens flutuantes que transformaram o quarto dela numa coisa mágica (bem sei que o meu crédito na escolha de candeeiros está pela rua da amargura, mas posso afirmar convictamente que são ma-ra-vi-lho-sos), depois o meu quarto também já está em andamento, a cama, as almofadas e a banqueta já lá estão, o candeeiro está em trânsito e amanhã vão tirar medidas para as cortinas e tapete e, por fim, estava a faltar sala, faltava-me encontrar um sofá lindão para a pôr em andamento, e caramba, revirei as lojas todas para encontrar um sofá como deve ser, confortável e bonito e só vos digo que estava prestes a declarar essa tarefa impossível e a contentar-me com a sala transladada da casa antiga. Foi na última loja, quando já estava a deitar fumaça e a achar que as lojas estavam todas malucas, com coisas sinistras, que o encontrei: azul meia-noite, de veludo, capitonné. Aguardo a sua chegada lá para o início de Fevereiro.