quinta-feira, 8 de outubro de 2020

E aí, gáléra, tudo legau?

Conta tudo prá mim! Coméquié? Já não tem drama nos blogui?  Agora somos todo cámárada, não tem ádrénalina? Tanto esmauti di géu e não sai briga, não tem gentxi machucada? É tudo ná paiz di Deus e dji Nossa Sinhora Ápárecida, nossa pádroeira? 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

É por isso que não tenho muito para dizer

Deixei de ter sentido crítico, para mim está tudo bem, mesmo as coisas mais estranhas, como aquela senhora que ontem passou a hora do treino da minha filha (que agora passo dentro do carro porque deixámos de poder entrar no pavilhão) numa azáfama a roçar o frenesim, rua acima, rua abaixo, com um saco de xadrez daqueles grandes, a chamar os gatos vadios da zona, "riquezas, riquezas, riquezas...", mesmo quando resolveu reuni-los todos e dispor os pratinhos debaixo do meu carro, ou seja, debaixo de mim, ao mesmo tempo que lhes dava instruções sobre a velocidade a que deviam comer, e controlava de um lado, depois de outro, depois à frente, depois atrás, e aparecia-me numa janela, depois noutra, e depois desaparecia lá em baixo e a seguir voltava a aparecer, a chamar riquezas e mais riquezas, que às tantas saltavam do muro para cima do carro, para o tejadilho, para todo o lado. Enfim, foi um bocado estranho, mas a senhora gostou assim e eu, olha, acho bem.



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Basicamente foi isto que aconteceu

Os que aqui estavam por interesse foram-se todos para as redes que lhes facilitam o serviço, aquelas onde basta tirar o retrato e taggar a marca.

E pronto, nos blogs só ficaram os que cá andavam por amor. 


terça-feira, 22 de setembro de 2020

Post em tempo real

 Oh páaaaa?!?! 


Juro que acabei de ver! 


(Os sinais estão fortíssimos! Estou praticamente apavorada!)

E agora pergunto:

Será que, tal como a Nossa Senhora de Fátima aparece aos meninos campestres que pastoreiam os seus animais, os Lamborghinis roxos aparecem às bloggers citadinas que passeiam pequenas Cutxis?!


 Assim como uma espécie de sinal?


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

terça-feira, 19 de novembro de 2019

O que estás a fazer, Palmier?

Então... estou aqui a olhar para este presente que acabei de receber...




Mas estou um bocadinho triste...



(...)

(...)

(...)

(...)



O gosto é irrepreensível, o tamanho está impecável, mas... e o outro, hã?! 




É que estou tentada a telefonar ao senhor para lhe dizer que se esqueceu de me dar o par! 




sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Mau Maria

E então, derivado ao problema exposto no post anterior, a pessoa vai ao instagrã tentar perceber o que fazer para ir para mais nova em vez de para mais velha e.... errr... então e agora?! desloco-me à Skinlife Beauty Clinic , à Up Clinic, à Clínica Milénio ou à Clínica Wells?! É que cada influencer diz a sua coisa e assim ninguém se entende!

Onde raio andam as campanhas concertadas quando uma pessoa precisa delas?! 


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Não julguem, lá por não aparecer aqui, que estas coisas não me continuam a acontecer...

Estava eu muito bem aqui sentada na minha mesa a fazer cenas várias, quando entra um senhor aqui no escritório, um senhor que volta e meia vem cá tratar de coisas, e diz ali à nossa secretária "quem é aquela senhora?", e eu continuei impávida e serena aqui no computador, mas de orelha arrebitada, à escuta, que eu cá estou sempre com o radar ligado, enquanto ela explicava "então não vê?!, é a Dra. Palmier...!" Ah, disse o senhor, e depois de uma pausa dramática, remata: está mais velha. 

E então a pessoa comenta para o lado, olha que agradável, é sempre uma excelente maneira de começar o dia, deixa-me cá googlar clínicas de cirurgia estética. 

E quando pensávamos que a coisa já se tinha dado, que o apogeu tinha sido atingido, quando já estávamos todos a rir disfarçadamente, o senhor acrescenta:

- Está mais velha mas muito mais civilizada.

Civilizada?! Mais civilizada?! Muito mais civilizada?! Por oposição a quê?! A incivilizada?! A selvagem?! A primitiva?!

E então a pessoa faz um throwback ao seu passado e relembra os seus tempos de Filinstone, em que se apresentava com um perónio no cabelo (sempre o cabelo...), vestida com uma pele de tigre e com uma marreta na mão para solução rápida de todos os problemas...

E é isto a minha vida. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

E então, porque me vieram aqui dizer que Agosto é o mês das aventuras de Canis e eu nada relatei...


Venho aqui contar que numa das tardes em que estava tranquilamente a pintar, senti que Canis irrompia pelo atelier andando de um lado para o outro, tic, tic, tic, com as suas unhinhas pelo chão, mas a pessoa estava ali muito concentrada nas pinceladas e nem repara, aquelas andanças de Canis estavam lá muito longe, noutra dimensão, até que, de repente olha em volta e vê-se envolta num mar de sangue, gigantescos pingos de sangue por todo o lado, um cenário de horror que o cérebro da pessoa não assimila, mas, mas, mas… então assassinaram aqui uma pessoa ao meu lado e eu não dei por nada?! Onde está o cadáver?! Levaram-no?! Então a pessoa dá um gritinho de filme de terror, corre para o ensanguentado e bem disposto Canis ,“Canis, Canis, meu lindo bebé, o que se passa contigo?! De onde vem todo este sanguinho?!” E então a pessoa percebe que é um minúsculo corte numa orelha, uma coisa quase invisível mas que, ainda assim, em termos de caudal, parece uma mangueira de pressão, a pessoa agarra a orelha para fazer um garrote, mas Canis não gosta, escapa-se, abana a cabeça no atelier, sanguinho pelos ares, a aterrar em todo o lado, na própria pessoa, nas paredes, nos sofás, Canis corre para a piscina, abana a cabeça, sanguinho por todo o lado, a pessoa corre atrás dele, ela própria cheia de sanguinho, mais pessoas aparecem, ficam estáticas a olhar para aquela carnificina, a pessoa consegue voltar a agarrar Canis, mas Canis não pára de abanar a cabeça naquela chuva infernal, de cada vez que a coisa parecia estar a estancar ele voltava a dar a sua refrescante sacudidela, pusemos água oxigenada, betadine, pensos em spray, nada estancava aquele riacho…
Duas horas depois, e quando tínhamos a casa e os nossos próprios outfits prontos para filmar a sequela do Shining, conseguimos finalmente fechar a torneira.


(o corte era minúsculo mas numa destas veias)

domingo, 11 de agosto de 2019

Em calhando devia pôr aqui aquele même do Abel



E dizer que, como boa Manipulencer que sou, também passo o Verão no Instagrãaaa.
E agora, se soubesse como se faz, punha aqui o link.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Cutxi Report

Já percebi tudo. É medo!(??)... durante o fim-de-semana esteve óptima, normalíssima, a saltar, a ladrar, a brincar, enfim, como de costume. Hoje de manhã a minha ajudante de roupa e lar chegou, ela fez-lhe uma festa como sempre, depois, mal eu saí e começaram os barulhos (aspirador, uma porta que bateu com uma corrente de ar...) ela ficou aterrorizada e foi para a estante (???!) O que é estranhíssimo, porque nunca teve estes medos. E agora?! O que raio se faz a um cão espavorido?! Psicanálise numa chaise longue?! Lexotans?! Terapia ocupacional?!

(Entretanto tenho o meu filho a enviar-me vídeos culpabilizantes a dizer que ela está a tremer e que eu devo abandonar o meu posto de trabalho para ir para casa acompanhar Cutxi neste momento de aflição)

E pronto, estamos nisto:


quinta-feira, 11 de julho de 2019

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência


Caniche Verde, o cão-de-loiça icónico:



Pequena Cutxi, o cão-de-loiça wannabe:


(e a primeira vez que ela escolheu este spot... o tempo que andámos a procura dela pela casa?!...)

terça-feira, 2 de julho de 2019

A situação


Tenho uma situação na rua do portão da garagem, uma situação que me deixa danada, danadinha, daquelas de enviar mails para a Câmara Municipal e Junta de Freguesia, um situação que me enfurece por antecipação, estou a duas ruas de chegar a casa e já estou a ferver de fúria, à espera de virar a esquina e verificar, mais uma vez, que o meu carro não passa, que há carros estacionados em cima do passeio, do lado contrário a uma obra que tem os tapumes praticamente no meio da estrada. É certo que durante os dias de semana, com a quantidade de mails que enviei, já quase consegui livrar a rua deste flagelo, é com riso maléfico que vejo os que se atrevem a estacionar ali com as fitas amarelas e as rodas bloqueadas, mas ao fim da tarde e aos fins-de-semana eles voltam, resilientes, tau, tau, tau, todos estacionadinhos  a seguir uns aos outros e eu lá tenho de ir dar uma volta gigante, sem alternativa senão a de entrar na rua em sentido proibido para assim aceder à garagem.
No outro dia, a espumar fúria, dei de caras com o dono da carrinha Volkswagen Passat azul - um habituée da situação- a estacionar sorrateiramente em cima do passeio. Parei, abri a janela e perguntei-lhe se achava normal estacionar o carro naquele sítio, impedindo os outros de passar. Ficou a olhar para mim durante uns segundos com olhos de carneiro mal morto até que me respondeu “então o que é que quer que eu faça… que leve o carro para casa?!”, caramba pessoas, não estão bem a ver a minha fúria a transformar-se em cólera, a vontade de sair do carro e andar à pêra com o senhor da Passat azul, e a dizer que não, que quero apenas que não estacione o carro em local proibido impedindo os outros carros de passar, os peões de andar no passeio, o carro de lixo de fazer a recolha à noite, uma eventual ambulância ou carro dos bombeiros de entrar na rua... mas o senhor não ficou contente e rematou a situação dizendo:
“Olhe, fique sabendo que a senhora é a única que se queixa, porque o seu marido, sim acho que é seu marido porque também entra ali para a garagem, nunca me disse nada…”

Moral da história: se os vossos maridos (têm carros mais pequenos e) não se queixam, vocês, olhem, aguentem.

terça-feira, 11 de junho de 2019