quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Grande Obra e os carpinteiros formidáveis










Convocatória

Palmier Encoberto convoca à sua presença todas aquelas que ousaram esculhambar violentamente Cerebrus, a Orquídea de Três Cabeças.



E agora, ainda vão dizer que Cerberus, a Orquídea, é uma desgraçada?!


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quando é que eu aprendo?! É que já sabia que isto ía acabar assim...

Na realidade eu estava bastante tranquila porque tinha lá aquele vestido no fundo do guarda-fatos, uma arma secreta que tem mais de quinze anos mas que continuo a achar lindo - aquela farda segura e sem margem para erro - e ainda me servia impecavelmente, o que é logo um ponto a favor para o outfit, e fui à sala toda kitada e segura de mim própria e perguntei "e este, o que acham?" e a minha filha lá acenou de volta, apreciadora do conjunto, e respondeu que sim, que era mais giro, e eu então fiquei à espera da opinião do meu filho - só numa de confirmar o óbvio-, mas ele não estava cooperante, e eu tive de insistir "e tu, o que achas?" e então ele lá se dignou a levantar os olhos do jogo amigável de pré-época do Sporting, que como toda a gente sabe é uma coisa super emocionante, e disse simplesmente: "Não!" E eu, que tenho aquele vestido como o ex libris dos vestidos, perguntei-lhe chocada "como assim: "não."?!" e ele fez aquela cara de daaahah! e acrescentou "Já viste esse tecido?! Pareces um astronauta!"

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Meu bom povo, vem atjé Paumier, qui Paumier vai fázer uma magia dje Iemanjá prá ocê e vai lévantár voo, áqui meismo, djiantje dos vossos olho

Em sua défesa Paumier tem a djizer:

- qui à boda vai si realizar no câmpo e Paumier pensou qui um istampado florau era legau prá xuxu;
- qui quando encómendou seu vistjido, Paumier ainda istava sob a influência dji sua pintura dos morcego;
- O vistjido ainda não foi na engomadoria, não. Tau foi o suisto que Paumier levou quando tirou ele dá caixa, qui Paumier botou ele lá dentro dje novo, todo machucado, prá não ter dje encarar mais essa situáção.



E agora ai dje voceis si derem risada!

(Não esquenta não, Paumier vai lévar o vistido do ano pássado no cásamento e usár esse daí prá um piquiniqui numa florésta distantje, daquélas bem inácessiveu à espécie humana)


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Situações diversas

Entregaram-me ontem o vestido que encomendei on-line, para o casamento no Sábado. Em virtude de situações aqui passadas anteriormente, acho que não o vou mostrar.

Tiraram os andaimes. O cinzento mais claro é assustadoramente escuro.

Infelizmente não tenho sapatos cómodos para andar em salas de reuniões. Mas gostava muito. Dão imenso jeito para as afamadas walking meetings, aquelas reuniões em que as pessoas querem tratar de assuntos mas nós só queremos correr à volta da mesa.

Enquanto esse desejo não se me realiza, fiz-me ao mar com o meu robalo. Estamos neste momento a virar o cabo de São Vicente e prontos para atacar a marina onde a Cuca está ancorada..


terça-feira, 11 de julho de 2017

Conversa em linhas paralelas

Ao fim da tarde lá fui buscar a criançada à vela, que nesta altura do ano há que arranjar actividades dê lá por onde der, mas a atracagem estava atrasada, os barquinhos pequeninos (como este) já estavam todos arrumados e fora da vista



e a miudagem estava toda nos grandes (como este), a limpar, a arrumar e a desempenhar as tarefas que os marinheiros de água doce têm de desempenhar 


e eu sentei-me lá num banquinho, à espera, e nisto aparece um pai com um ar meio perdido, que aquilo de ir pôr e buscar era claramente tarefa da mãe, e de seguida aparece o filho, um miúdo para aí com dez anos, todo encharcado. Então estás todo molhado? Ah e tal, o barco virou-se. E então vejo o pai a ficar lívido, com um ar aflitíssimo "o barco virou-se?!" e o miúdo com um ar normalíssimo, que sim, que se tinha virado, ele e o amigo tinham caído à agua, e o pai nervosíssimo foi ter com um instrutor, ah e tal, o barco virou-se? E o instrutor com um ar super tranquilo, que sim, que se tinha virado, mas porquê, ele  - o filho - assustou-se?, e o pai branco como a cal, não, não eu é que gostava de saber o que se passou, enquanto olhava lá para baixo, de soslaio, para os barcos grandes, e então o instrutor começa a falar, a dizer que faz parte, que eles têm de se saber desembaraçar, de trabalhar em equipa, e o pai a perguntar a medo "ah, mas depois para virar o barco outra vez é que deve ter sido pior, tiveram de os ajudar com certeza..." e o instrutor a dizer que não, que os meninos tiveram um treino no primeiro dia, que só saem da doca depois de saber virar o barco, que, no mar, têm de saber que estão por conta própria, e o pai a olhar para os barcos grandes com os olhos fora das órbitas mas a não querer dar má imagem do seu pequeno lobo do mar, que ninguém pensasse que o seu filho era menos que os outros, claro, claro, tem de ser mesmo assim, dizia o pai sem acreditar numa única das suas palavra, a tentar perceber como raio é que dois meninos de dez anos conseguiam "re"virar um barco com mais de duas toneladas e meia.

Nunca o instrutor se apercebeu que o pai esteve o tempo todo a pensar que o naufrágio se tinha dado nesta embarcação 



Nem o pai percebeu que o instrutor esteve o tempo todo a falar destas casquinhas de noz.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

E então eu perguntei ao meu filho o que é que ele achava

E ele olhou, olhou e, enquanto acenava afirmativamente, disse convicto: "está bom!".  Depois acendeu-se-lhe nos olhos a luzinha da ideia genial do negociante de arte e acrescentou: "sabes, mãe... isto era um quadro bué bom para venderes a uma marisqueira ou a um sítio desse tipo..."

Nada do que me possam dizer será, portanto, pior do que isto. 


Título: Uma senhora nunca!...
100x100 cm
Acrílico s/ tela

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Grande Obra

Carpinteiros in the house!


interiores de guarda-fatos everywhere!



 E depois fiquei aqui especada durante não sei quanto tempo, a olhar, sem perceber bem o que estava a acontecer, e ainda estou aqui a pensar como raio é que esta ideia peregrina do chãozinho de madeira na casa-de-banho vai funcionar...


Bem sei que as coisas demoram p'ra xuxu, que os prazos derraparam e sei lá mais o quê, mas que já percorremos um loooooooongo caminho, ai isso já!


terça-feira, 4 de julho de 2017

Para quem pensa, ah, que bom, pintar deve ser tão relaxante...

O processo é o seguinte: gesso acrílico para preparar a tela. zás, zás, zás. Já está. segundo passo: canetas de acrílico - uma grande invenção - de três cores, do amarelo mais clarinho, assim um Nápoles, para tentar encontrar o desenho sem ficar muito marcado, quando a coisa está mais ou menos definida passo para a cor de pele e por fim, quando o desenho está compostinho, entra o Siena, para definir as partes que ficam uma grande confusão de riscos. Terceiro passo: colorir o desenho, à maluca, sem qualquer preocupação com a perfeição, cobrir a tela toda. Este é o momento em que a pessoa acha sempre que é um génio da pintura, um Picasso, que aquilo está a correr mesmo bom, fica logo praticamente pronto. Está mesmo bem! Está melhor que bem, está excelente! Como é que eu consigo fazer isto?! Sou mesmo boa! Quarto momento: começar a pintar de verdade. E é quando a pessoa começa a aperfeiçoar que percebe que afinal está tudo mal, a pessoa não sabe para onde se virar, está tudo por fazer, ai a mão, que horror, é mais para cima, pinta mais acima, ah, socorro, assim o braço está demasiado comprido, tinta branca, tinta branca, tinta branca, volta a pôr a mão mais abaixo, depois passa à outra mão, que raio de posição, isto assim é impossível, porque é que fui pôr a mão assim, mas olha que a cara saiu mesmo bem, logo à primeira, uau!, esperaaaaaaa láaaaaaaa, a cabeça está grande de mais, socorro! Como é que fui fazer esta boneca cabeçuda?! tinta branca, tinta branca, tinta branca, toca a diminuir a cabeça, e lá vai a segunda versão da cara, mas o que é isto?! Esta cara está medonha, o que é que estou a fazer mal?! A primeira saiu tão bem e agora não consigo porquê?! É que está aqui qualquer coisa mal mas não sei o quê! Oh mãeeeeeee, o que é que está mal?! Ah, é a linha do cabelo! Pronto, pronto, acalma-te, Palmier Maria! Não, não te acalmes, podes ficar enervada, que nunca vais conseguir fazer isto, o melhor é desistires. vá, não sejas assim pessimista, respira fundo. ok. já respirei. Vamos lá, uma coisa de cada vez. mãos, cara, corpo, fundo, dedos, unhas, mão, boca, sombras, fundo... E de repente, depois de duas semanas de desespero, olha, já está!, nem sei como é que isto aconteceu...


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Arma de destruição maciça

E então ela entrou, uma mulher à volta dos cinquenta, bonita, cabelo impecavelmente esticado pelo cabeleireiro, muitíssimo bem vestida, sapatos e carteira da Avenida da Liberdade, mas a cara fechada, um olhar de superioridade abrasivo, os lábios apertados num trejeito de desprezo, cumprimentou a outra que já lá estava sentada com um beijinho solitário, deixando-a pendurada e de faces ruborizadas, aquelas centésimas de segundos que se prolongam indefinidamente, aquela hesitação entre o disfarçar ou forçar o cumprimento, mas a mulher bonita lá fez um esforço lento para dar o segundo beijinho, um esforço demasiado lento, como que a marcar a hierarquia, depois sentou-se de lado na cadeira, numa pose estudadamente blasé, a mesma boca crispada, os olhos perscrutadores a avaliar o ambiente à sua volta em euros, como uma folha de Excel em soma automática, enquanto falava de generalidades com uma batata quente na boca, a competição entre as duas a tornar-se palpável a todos os que estavam à volta, a mulher bonita a tornar-se cada vez mais feia com a soberba a desprender-se-lhe de todos os poros, a  outra a apagar-se perante aquela manifestação de distinção, até que no fim, a outra, que estava a ficar para trás na corrida da supremacia do estilo, levantou-se, pegou na sua carteira também ela da Avenida da Liberdade mas uns bons furos acima, e a mulher bonita transfigurada em feia, chegou-se para trás na cadeira, como que atingida por uma bala certeira no coração, e perdeu ali, no instante em que pousou os olhos na marca da carteira da outra, a sua guerra surda.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Se calhar achou que era uma instalação artística, ou assim...

E então o meu consorte disse que se ía deitar mais cedo, que estava cansado, e eu fui a correr ao quarto preparar a minha poltrona de leitura, que não consigo adormecer se não ficar a ler um bocadinho, para ficar tudo arrumado e não fazer barulho quando ele já estivesse a dormir, voltei para a sala e vi o meu consorte passar para o quarto. Um minuto depois recebo a seguinte mensagem: 



quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Grande Obra

Porque tenho tido muitos pedidos para a cozinha, ei-la em todo o seu esplendor!
(com sorte ainda recebo um patrocínio da marca da caldeira! :D)


E a casa-de-banho, que está a ficar tãoooooooo fixe!


E agora para a fachada, a grande decisão que inquieta os arquitectos: o mais claro ou o mais escuro?
(é que é uma diferença abismal!)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Infelizmente não tenho uma irmã mais nova, nem mais velha, nem sequer um irmão a quem imputar estas situações menos próprias e não me resta outra opção que não a de desfazer o mito da blogger que não diz palavrões (pronto, Mirone, ganhaste, a taça é tua)


Mas como também quero entrar na corrente, "Títulos do caralhão" iniciada pela Susana Rodrigues e logo continuada pela NM, que isto já se sabe que eu não resisto a correntes, que me passam logo todos os males, quero é participar, dê lá por onde der, que isto as correntes são os novos selos, também eu tenho uma história que não é do caralhão mas é quase. 
Estava eu em casa doente, havia de ter uns três ou quatro anos, coisa que calhou na altura em que os meus pais se divorciaram, e vai que tive uma amigdalite, e então a minha Maman pediu a um amigo, médico, para me ir ver a garganta, para ver se era caso de antibiótico, mas caramba, médico era o meu pai, não era um qualquer que me entrasse pela porta dentro, isso é que não! e então ele lá chegou, todo amizade, ah que menina tão linda, mostra lá a garganta, todo cheio de boa vontade, mas eu não estava para ali virada, lembro-me bem que pensei de imediato "olha-me este, a fingir que é médico, quando toda a gente sabe que médico é o meu pai, espera lá que já te digo!", e então fui para a porta da varanda, uma porta de vidro alta, daquelas de correr, e toca de chamar o cão Bock, um pastor alemão gigante e mau como as cobras, toda eu aos gritos, e então o Bock veio, viu-me ali naquele estado e desatou aos saltos de corça do lado de lá do vidro, dentes de fora, baba assassina a escorrer para todo o lado, um Bock totalmente enfurecido, e eu aos gritos para o médico, "se não te vais embora eu solto o cão!", não soltas nada, vá, anda cá, faz ahhhhh, para vermos essa garganta, "ai solto, solto!" e à medida que ele se aproximava eu gritava, abanado a porta, uma frincha já a aparecer, o focinho do cão a resfolegar por ali, "Vou soltar, vou mesmo soltar o cão!", e o amigo da minha Maman já em pânico, a andar de arrecuas para a porta da rua, "não abras! não abras a porta!, que linda menina, tão simpática, abre lá essa boquinha para ver essas amígdalas", e o cão a ladrar e a saltar cada vez mais alto, eu eu a gritar "eu não abro a boca, vou é abrir a porta! ai abro, abro!" E então pus-me a pensar muito, que eu queria mesmo era ofendê-lo, agora a querer ocupar o monopólio do meu pai, estava-se mesmo a ver que estava ali um grandessíssimo mentiroso!, e então pensei, pensei, vou chamar-lhe um nome mesmo feio e cabeludo, o pior que sei, e então, depois de muito esforço, agarrada à porta da varanda, com o cão a saltar por trás de mim, gritei com todas a forças: SEU, SEU... (e a cabeça a pensar, as peças da engrenagem cerebral a ranger, a memória a abrir todos as pastas, a rever todos os ficheiros: como é que é? como é que é mesmo aquela palavra?! Vai Palmier, tu sabes!, tu sabes!, tu diz a palavra mágica que ele vai-se já daqui, e foi então, que a minha cabeça de quatro anos chegou finalmente ao pior insulto jamais proferido em terras lusas) , seu, seu... CARALHOTO!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Está tudo bem

Só que, com a enormidade do que se passou no fim-de-semana, a vontade de escrever foi-se. Escrever sobre o quê afinal? Sobre o tom de cinzento da pintura da fachada, sobre pequena Cutxi, que nem com este calor dispensa um serão passado ao meu colo, sobre o quê? Tudo parece tão estúpido... É que nestas alturas uma pessoa fica de braços caídos, sem acreditar muito bem no que se esta a passar, a olhar para a televisão e a pensar como e que deixamos arder um pais tão pequeno, as suas gentes. As nossas gentes. Como é que os governantes vão para a televisão dizer que, por mais que tenham feito ou estejam a fazer, estão de consciência tranquila?! Eu, que não tomo decisões, que não percebo nada de botânica, nem de florestas, nem de fogos, não estou de consciência tranquila, ninguém de bem pode estar de consciência tranquila quando famílias inteiras foram esturricadas numa estrada.

E pronto, foi por isto que não escrevi, por pudor, porque sou sempre forte, porque não cedo aos sentimentos, porque em 2003, tinha o meu filho meia dúzia de meses, vi o fogo mesmo ali,  a subir o vale, e fui virar o carro para o portão, para estar pronta para fugir por uma qualquer estrada...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Lapalissade

Apesar dos inúmeros sinais verticais, daqueles com o círculo encarnado, de perigo, apesar das lombas, das bandas sonoras, das luzes cor de laranja intermitentes,  apesar das barreiras a cortar o acesso, apesar dos painéis de sinalização darem indicação de piso molhado e zona de derrapagem, há quem teime em circular a alta velocidade pela auto-estrada da soberba, ignorando  aquilo que toda a gente sabe: que o caminho acaba numa parede cega. 


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Nunca me tinha acontecido

Então ela entrou na sala para a entrevista com um decote daqueles mesmo reveladores, bem bonito por sinal, olhou para mim decepcionada e perguntou ah, vai ser consigo? Sim, vai ser comigo. E então virou-se de costas, voltou ao corredor e reentrou com uma écharpe castamente enrolada à volta do pescoço...


sexta-feira, 9 de junho de 2017

E pronto!

Bem sei que o mal está lá atrás, nas primeiras vezes que lhe abri a porta e dei dois dedos de conversa, que enfim, achei que não podia privar a porteira do seu modo de vida, do leva e traz, de lhe acenar com a cabeça quando diz mal da senhora do segundo, da do terceiro e do quarto, sabendo de antemão que, quando fecho a porta, vai ao segundo andar dizer mal da senhora cá de baixo, ou seja, de mim, mas a porteira é uma pessoa solitária, precisa destes momentos de fel para se manter rija e saudável e a mim não me custava assim tanto, de modo que a deixava entrar quando ela se abeirava por trás do murinho do pátio, nunca imaginando que, um dia, o assunto do leva e traz se focasse apenas nas minhas pinturas, as que ela disse que até eram jeitosas e finas, mas que aparentemente a atormentam. Agora, para além das visitas do fim de tarde, ataca a minha auxiliar de roupa e lar durante o dia, para irem secretamente e em conjunto ver os quadros da doutora,  tu já viste isto? Olha este cão, que feiiiiiio! E a cara dela? Tu já vistes a cara dela? E põe-se a imitar a expressão da cara da boneca que está na pintura, E aqui, enfiada com o cão na banheira! Onde é que já se viu uma pessoa a tomar banho com um cão!? E o rato? Um rato em cima dela, olha bem práquilo, que nojo! e, danada, agarra no pescoço da minha auxiliar de roupa e lar dirigindo-lhe os olhos na direcção do rato, para ela não perder pitada: olha! Para que é que ela pinta estas porcarias?, pergunta indignada. Sim, podia pintar umas coisas bonitas, os filhos, que são tão jeitosos, o marido, um homem tão bem parecido, não desfazendo, uma paisagem, mas não,  põe-se a fazer isto! E agora, à tarde, sabes lá, chega a casa, põe-se a pintar e pronto! Como quem diz, uma pessoa dá-se ao trabalho de a vir visitar, coitada, que ela precisa tanto, e ela nada!


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Eu ía escrever uma história bastante dramática sobre uma pessoa que se tinha tornado invisível e não sabia

Mas enquanto estava nisto a minha atenção foi desviada para uma daquelas janelinhas da net que estão sempre a piscar do lado direito do ecrã,  uma daquelas janelinhas Alice no País das Maravilhas "buy me, buy me", uma janelinha de um site de roupas daqueles com coisinhas bastante simples, todas elas assim na casa dos quatro dígitos... e depois... ó páaaaaaaaaaaaaaa!... dei com isto:



A sério, pessoas, alguém chame a Pipoca Mais Doce para nos esclarecer! Isto usa-se?! 

É que já estou a antecipar um Outono-Inverno absolutamente épico!




terça-feira, 6 de junho de 2017

Moche à Susana

Porque eu também quero mostrar o antes e o depois da minha Natureza, a minha linda Ficus Lyrata, a que estava com as folhas esquisitas, de tal forma que lhe cortei duas, só que a decisão de proceder à excisão das folhas foi muito repentina, se é para cortar é para cortar, e é já!, mas como não encontrei a tesoura, a do peixe, que é mesmo boa, peguei numa faca e vá de proceder à poda, uma folha, zuca, já está, outra folha, zássss, claro que no zássss dei uma facada a uma terceira folha que não tinha nada a ver com o assunto e depois fiquei com aquela cara de olhos muito abertos e cantos da boca para baixo, a olhar em volta da sala, não fosse alguém ter visto o meu acto de hostil contra a planta, enquanto tentava disfarçadamente colar essa terceira folha de volta ao caule, como a minha filha, uma vez, quando era muito pequenina e viu um fio de cabelo meu a cair, pegou nele com todo o jeitinho, com as mãos minúsculas com covinhas de bebé e, muito aflita, disse-me "olha, mãe, é teu", enquanto tentava voltar a pôr-mo de de volta na cabeça, mas dizia eu que a minha Ficus Lyrata sobreviveu aos meus maus tratos e depois de meses de habituação ao seu novo lar, brindou-nos finalmente com uma nova folha. Verde, tenrinha e linda.

 

Da minha famosa orquídea não posso dizer a mesma coisa, já que, depois de nos ter brindado com um braço de flores, as primeiríssimas da Blogosfera 2017, foi confrontada com uma nova habitante, uma enérgica orquídea gémea, exuberante e de duplos cachos luxuriantes, toda armada em boa, e a minha pobre orquídea de cacho simples com raízes na cabeça não resistiu a tamanho ultraje e acabou por sucumbir à humilhação. E agora está ali, toda enxovalhada e despida de graça, a ganhar forças para provar o que vale.


Depois ainda há aquela questão que me anda a afligir vai para cima de muito tempo: como é que se dá água à nossa jungle caseira durante as férias? Há alguma técnica daquelas muito à frente?! Um Personal Irrigator? Um hotel para flores? Sei lá, qualquer coisa! É que a pessoa toma a responsabilidade de prover aos seus vegetais de estimação, até àqueles a que não tem muita estima, como aquela planta gigante e horrorosa que a minha porteira me ofereceu no aniversário, com umas folhas desgrenhadas e pontiagudas mais umas  flores sinistras, encarnadas, que parecem de cera, e está aqui num desassossego, a pensar se vai ter de alugar uma carrinha de caixa aberta para levar as malas, os filhos e a floresta, tudo para a época estival.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Quem inventou este conceito de arraial de fim do ano da escola, com o objectivo de proporcionar momentos de alegre convívio entre pais, filhos e professores

Devia ser punido com pena de prisão até quinze anos.

(estou fechada no carro a recuperar forças)

(Agora que já fiz o meu momento oooooooom, vou voltar a entrar para mais meia hora de martírio)

(mas já volto. Parece que dura até às dez da noite...)

E, como boa blogger, Palmier aproveita este momento alto para vender o Merchandising Blog em Bom

Tatuagens definitivas Blog em Bom, para poder levar o seu selinho para todo o lado


Canecas Blog em Bom para beber o smoothie matinal em grande estilo


Aniquile as suas inimigas exibindo o escapulário Blog em Bom em oiro e pedras preciosas


Ainda hoje teremos almofadas, mochilas, bonés, chapéus de chuva e capas de telemóvel. Não perca tempo, faça já a sua pré-reserva!



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Valha-me Deus que ninguém me explicou as regras!

(era suposto renomear sempre Pipoco Mais Salgado?!)

(Eu só não o fiz porque julgava que a corrente não podia andar para trás, ok?!)

(Já percebi... devia ter deduzido, não é? Era um teste, é isso!)

(E agora, vão-me castigar? Retirar o selo? Banir da Blogosfera?! O que vai ser da minha vida, Deus meu?!)

Selinho Blog em Bom (e o tempo que eu demorei para perceber que para pôr a imagem ali ao lado tinha de lhe dar um título...)



E agora, antes que me gastem os blogs todos, informo desde já que estão convocados para este maravilhoso momento de convívio:

https://ladykina.wordpress.com/

Eu não sou de intrigas, mas enquanto vocês andam lá todos entretidos com o selinho, eu cá já recebi o meu convite!



quarta-feira, 31 de maio de 2017

Porque sei que estavam extremamente ansiosos pelo post semanal da Grande Obra, ei-lo aqui, para vosso deleite!






E agora voltemos ao grande Cisma da Decoração 

Opção A


Opção B


Recapitulemos!

Opção A


Opção B


Julgo que não restam grandes dúvidas sobre com que cônjuge está a razão...