quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Respondendo ao desafio da Picante (peço desde já desculpa pelo twist...)


Eu sei que estão à espera de uma coisa divertida, mas, calha que nestas coisas dos blogs, tal como na vida, nem sempre tudo é divertido; a verdade é que somos mais sensíveis às doenças que, por alguma razão, tocam o nosso quotidiano, porque lhes conhecemos as dificuldades, porque sabemos as limitações que provocam ao dia-a-dia daqueles que numa idade precoce se tornam portadores de uma doença crónica, porque temos consciência da enorme dificuldade que é manter equilibrada a balança dos “açucares”, porque sabemos que muitos pais são totalmente incapazes (não por não quererem, mas por não conseguirem, porque é de facto complicada) de perceber e lidar com a doença, porque as crianças e adolescentes precisam de saber que não estão sozinhos, porque muitas das escolas não estão preparadas (e não fazem o menor esforço para estar) para receber meninos diabéticos, porque os meninos têm de lidar com o preconceito e a ignorância natural dos que os rodeiam e precisam de ajuda exterior para encarar a sua condição com normalidade, e é por isso que, perdoem-me os familiares e doentes com esclerose lateral amiotrófica, gostaria de pedir que, em querendo, e mesmo sem balde de gelo, contribuíssem para a Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.


Eu, pela minha parte, agradeço :)

57 comentários:

  1. Por mim damos continuidade ao teu twist...

    http://calmacomoandor.blogspot.pt/2014/09/ice-bucket-challenge-vamos-comecar.html

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  2. Respostas
    1. Acho uma grande cobardia . Dinheiro é muito fácil de dar quando se tem. E um twist é tão fácil de fazer.
      É um facto que quando se cultiva a imagem, e a realidade é outra coisa , ninguém quer a sua imagem com craquelé. Nem dar a cara com o balde de água por cima. Exige muita coragem. E classe.
      A Isa, isso sim, que classe.
      E naturalmente por aqui vai ficar o grande challenge.
      ahahahahahaha

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    2. Cara Anónima,

      É bem sabido que raramente me irrito com esta coisa dos blogs, mas a verdade é que de vez em quando acontece... e quando me irrito, normalmente irrito-me com a estupidez. Que é o caso. Caso não tenha percebido, o objectivo do Ice Bucket Challange é angariar dinheiro para uma determinada causa, o objectivo do Ice Bucket Challangr NÃO é entornar um balde de água em cima da cabeça. O balde de água é apenas um meio para chegar a um fim, que, lá está, é o de levar as pessoas a contribuir na medida do possível para uma determinada causa. Acontece que, infelizmente, há muitas doenças neste mundo e por razões das nossas vidas, umas tocam-nos mais de perto que outras e, por essa razão, tornam-se mais importantes. O twist não tem nada que ver com a minha imagem (que, digo-lhe já, seria muito facilmente contornável), tem apenas que ver com a minha realidade. Se outros entendem chamar a atenção para a esclerose lateral amiotrófica com o desafio do Balde de Gelo, não tenho rigorosamente nada a opor, acho até muitíssimo bem, acontece que esse não é o meu Cavalo de Tróia. Compreendido?

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    3. Lamento informá-la, mas a estupidez não é o meu forte, nem o meu fraco nem o meu cavalo de Troia ou calcanhar de Aquiles. Não se irrite com a minha estupidez, que não existe. Tempo perdido. Eu sei o que é o Ice Bucket Challenge, e sei o que é angariar dinheiro para causas. Também sei o que são meios para atingir os fins.
      E também sei muitas outras coisas, nem imagina quantas. Conheço situações que felizmente nem lhe passam pela cabeça. E sei conhecer pessoas e imagens.
      BTW, também sei o que é um twist.

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    4. Pelo comentário que deixou acima, ninguém diria...

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    5. Leu-o com emoção e não despojada. Tire a primeira frase, que é uma opinião, e leia as outras frases, que são frases muito curtas, que lhe são dirigidas e verá que nenhuma é um disparate ou uma estupidez. Dinheiro é fácil de dar quando se tem, a Palmier é generosa, percebe-se. E tem dinheiro pelo que vai mostrando. Um twist é tão fácil de fazer. Estou a referir-me a si , que é inteligente e tem imaginação. Logo, é uma pessoa que pode fazer twists com agilidade mental e criativa.
      Cultiva-se a imagem, e e a realidade é outra coisa.Aqui também não há qualquer estupidez, é a sabedoria dos lugares comuns, e até me deu razão na sua resposta. Vamos agora ao balde de água fria . Não exige coragem ? exige pois. E classe. Idem. Referi a Isa, que deu a cara e o cabelo pela convicção, e conseguiu ter muita classe. Isto foi estúpido da minha parte ? uma opinião apenas.
      Que o IBC vai ficar por aqui nos blogs, acredito. Também não é uma estupidez, o tempo me dará razão, ou não, mas os indícios são a meu favor.
      Onde está a estupidez ?

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    6. Cara Anónima, já lhe expliquei que a minha atenção está focada na Diabetes -Tipo 1. Percebo e aplaudo que tantos outros se dediquem a angariar dinheiro que possa possibilitar a investigação de eventuais curas (ou tratamentos) para outras doenças. O ponto aqui é que a Anónima quer por força insinuar que me conhece perfeitamente e que eu descartei o dito desafio do Balde de Gelo porque sou medonha e não quero mostrar a cara. Ora, num post onde se apela à generosidade alheia, acho extraordinário que alguém que se diz especialista em angariação de fundos para situações que nem sequer me passam apela cabeça (portanto generosa e solidária), se preocupe em vir com um comentário tão idiota. A isso, chama-se estupidez...

      (ou o único apelo válido à solidariedade é o que envolve baldes de gelo?)

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    7. Insinuar por força, considera-la medonha.......ora ora, isso jamais eu disse ou pensei. Como não disse ser especialista em angariação de fundos. Especialista é palavra que não uso. Exagera Palmier.....
      É verdade que sou generosa e solidária, por acaso nunca tinha percebido que tinha a atenção focada na Diabetes-tipo 1, mas não leio tudo, como é natural.Noutros blogs já encontrei, e é uma causa que me toca também muito.
      Quanto à estupidez, fique na sua.
      E .....um bom serão.

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    8. Quando se quer desconversar... enfim...

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    9. Ó anonima, chama «coragem» à exibição da figura nas redes sociais?!? ahahahahahahahahahahahah!

      Coragem é olhar com olhos de ver e ajudar. O resto é treta e passatempo, às vezes útil, outras, nem por isso.

      Palmy, és Linda. Beijo

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    10. :)))

      (enfim... já passou... é que às vezes é difícil perceber o fundamentalismo das pessoas...)

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    11. Coragem e bom carácter é ajudar sem ser para aparecer. O IBC foi feito para que pessoas que gostam de se mostrar o façam e sintam gosto em fazê-lo e, aproveitando a vontade de aparecer dessas pessoas, "obrigá-las" a ajudar. Mas nem sempre dá certo e relevador disso é que a quantidade de vídeos não se reflete na totalidade em números ou em cifrões nas contas das associações.

      Ps: Não duvido que alguns ultrapassem os receios e tenham "coragem" em se mostrar, outros fazem-no com gosto e satisfação porque é o que realmente gostam de fazer: exibir-se. A "ajuda" vem por acréscimo quando vem.

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    12. Não chamo coragem à exibição da figura nas redes sociais. Chamo coragem à atitude das pessoas que aceitaram este desafio, o challenge, com as "regras" (estúpidas ou o que quisermos chamar) e o cumpriram. E daí ter referido a Isa ( e que a própria me desculpe esta insistência).Disseram-me num blog onde deixei uma critica à história dos baldes, que num caso destes "os fins justificam largamente os meios", cito.
      Chamo coragem a aceitar os meios neste caso.
      É verdade que não me recordo da Palmier ter militado pela causa dos Diabetes, pois teria tido eco em mim.




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    13. Continuemos, então...

      Se lhe disseram num blog, deve estar certo com toda a certeza...

      (o que eu faço no meu dia-a-dia nesse âmbito -dos diabetes- é assunto meu, assunto que raramente passo para o blog. Apesar de lhe terem dito num blog que as coisas devem ser feitas de uma determinada maneira, eu cá penso - deu-me para isto, o que hei-de fazer...- que devem ser feitas de outra... ainda assim, se quiser clicar no link que está no post acima -na parte das escolas que não fazem um qualquer esforço para receber meninos com diabetes- , há-de reparar que o assunto já aqui foi abordado...)

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    14. Estive a ler o link, e tal como pensei , estive ausente nesse mês e por isso falhei a leitura de um assunto que me interessa muito. Agora já o li.
      Não vamos continuar, volto a desejar boa noite.

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    15. Foi um arrufo... já passou :)
      Boa noite também para si

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    16. Isto fez-me lembrar um post da mãe preocupada: http://maepreocupada.blogspot.co.uk/2014/09/blog-post.html
      "O mundo que critica os que exibem tudo o quanto fazem, é o mesmo que duvida e reclama provas daquilo que não vê."
      Boa Palmier! Cada vez gosto mais deste blog :)

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  3. Desculpem vir interromper a vossa conversa tão animada mas, se se chamar "Desafio do Balde de Insulina" fica tudo mais satisfeito? :)
    É só uma sugestão.
    Mas voltando ao que é importante, eu percebo-a perfeitamente: quando uma doença nos toca o assunto torna-se menos abstracto, logo, está-nos mais próximo das emoções.
    Tenho diabete tipo II desde os 21. Se com essa idade foi muito difícil fazer uma mudança de estilo de vida, com uma criança é ensinar-lhe O único estilo de vida que poderá alguma vez ter. E isto é difícil de entender por quem não passa pela situação. No caso dos bebés, ou crianças, estou em crer que os pais e familiares passam, também eles, a ser todos um bocadinho diabéticos, porque são eles, mesmo antes da criança, que têm de aprender e adaptar-se a todas as mudanças. Não é fácil.
    Também me toca o "Desafio da Máquina de Diálise", que é menos divertido porque cansa muito, mas é mais divertido porque, claro!, mete máquinas. E tooooda a gente gosta de máquinas e de apitos e de luzes!!! :) Só não mete é água gelada.
    Não há doenças melhores nem piores, nem que legitimem mais nem menos a movimentação de pessoas. Há assuntos que nos são mais próximos do coração e é por esses que, naturalmente, nos movemos sem ter de dar explicações a ninguém.
    Fez muito bem em apelar à causa que a move.

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  4. Apoiar a Diabetes com baldes de água gelada é tão justo como apoiar a APELA. Porque não? Com a agravante de ser uma doença incurável que atinge cerca de 10% da população mundial.
    Se a onda é ir na moda e apoiar simbolicamente instituições fazendo figuras tristas, bora lá, mas temos o direitos de escolhermos quais, ou não? A APDP é tão boa quanto outra qualquer. É dar o NIB que as baldadas são só figuras de estilo ( quantas vezes sem nenhum)

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    1. Como diz a Dias Cães, Baldes de insulina! :DDDDDDDDDD

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  5. Toda a caridade precedida de exposição pessoal, não é solidariedade.
    É vaidade exibicionista de querer ser um grande peixe, normalmente habitando um pequeno charco.
    Não é coragem, é fraqueza. O fraco faz sempre questão de gritar mais alto porque acha que isso o faz parecer forte.
    Ele sabe, mas não o admite, que há um vasto mundo para lá do seu pequenino círculo, que pouco se importa que ele exista ou não, ou que viva ou que morra.
    Daí, a justificação para o exibicionismo.
    Corvo.

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    1. Enfim... que façam uns como querem e gostam e deixem os outros fazer o que querem e gostam... na verdade não é assim tão difícil... :)

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    2. Acho que é a primeira vez que concordo consigo corvo.

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  6. Eh pah, leio-te há uns meses e divirto-me imenso, às vezes isto dos blogs divertidos é uma espécie de chocolate em momento de hipoglicemia.
    Sou diabética tipo 1 desde a adolescência, lembro-me na altura me ter inscrito na APJD, julgo que funcionava no Hospital S. Francisco Xavier. Faziam várias ações, eu nunca fui a nenhuma, porque sou do Minho, e aquilo ficava um bocadinho fora de mão, mas através do contacto postal com associação sentia-me menos sozinha, sabia que havia outros jovens nas mesmas condições que faziam inúmeras atividades que seriam, aos olhos da época, pouco convencionais para o senso comum que dizia que os diabéticos são uns coitadinhos que só podiam comer 2 bolachas de água e sal e eram diabéticos porque comiam muitos doces e eram gordos (nenhuma das 2 permissas se aplicava a mim). Estou a falar de um tempo em que as ligações à internet eram mais raras do que a água no deserto do Sahara,
    O conhecimento das atividades da associação, o empenho dos meus pais, que sempre me incentivaram a ter uma vida perfeitamente normal, o apoio dos médicos do Hospital de Viana do Castelo, e também a minha forma de ser, fizeram com que tivesse uma vida igual à dos jovens da minha idade. Hoje, já a meados dos 30, continuo a ter uma vida similar à dos meus pares, feliz com o meu marido, o meu filho, os meus glicómetros (agora USB, e com softwares todos xptos), e claro a tia Lantus e a D. Humanlog.

    Obrigada por te lembrares da APJDP

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    1. Obrigada Sónia, gostei muitoooooooooooo de ler o teu comentário :)

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  7. Muito bem Palmier. (O meu balde vai cheio para a causa das doenças mentais... passamos o tempo a fingir que nao existem...e so quem passa por elas sabe... )

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  8. Posso meter a colherada? Posso? Quanto a mim, o balde de água nunca teve nada a ver com exibicionismo. Foi uma maneira diferente de chamar a atenção das pessoas para uma doença praticamente desconhecida da grande maioria. E como foi feito por "famosos" toda a gente via (famosos esses que se fartam de apoiar causas sociais, já agora). Sem balde de água o impacto teria sido bem menor, daí que não o consiga achar uma estupidez, acho até uma metáfora muito bem conhecida, deve ser exactamente essa a sensação de uma pessoa se ver confrontada com uma doença destas.
    Hoje em dia e entre desconhecidos? É perfeitamente indiferente, há quem o faça por graça, há quem o faça para se manter fiel à origem da coisa, há quem o faça por exibicionismo. Em falando do assunto e em contribuindo, pouco importará.

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    1. Em momento algum disse que o balde de água é uma estupidez... é uma forma de chamar a atenção que deu resultado e que, portanto, foi eficaz. Que é o que importa. O que disse e mantenho é que há formas e formas de ajudar e que cada um o pode/deve fazer da maneira com que se sente mais confortável. Uns com baldes, outros sem....

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    2. 100% de acordo. Nisto da solidariedade não há verdades, certos ou errados. Cada um agirá de acordo com o que a sua consciência lhe dita. Se todos agirmos, um bocadinho que seja, o mundo ficará um bocadinho melhor.
      (a obrigatoriedade do balde de água lembra-me um bocado a caridade praticada nos colégios, mal comparando é forçada...)

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    3. Ok, sem me meter mais nestes assuntos, mas só para alertar que se eu pagasse os impostos que diversos dos "famosos" do ibc que pulularam na tv pagam duas coisas aconteceriam: seria rico e seria a delícia de dezenas de instituições de solidariedade.

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    1. O melhor comentário.
      A figurar como o melhor comentário da semana.
      Acho que é melhor não assinar
      :)))

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    2. A melhor resposta a um comentário.
      Seriamente candidata à melhor resposta semanal.
      Calha, continua a ser melhor não assinar também
      :)))

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    3. ahahahahahaahahahahaahahahaahahaahahahah :DDDDDDDDD :)))))))))))))))))))))))))))) <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3

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    4. Hã?! O que é que se me está a escapar?!

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    5. Que pergunta mais desalinhada Palmier...

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    6. Mau... censura na caixa de comentários alheia?! :DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

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    7. ahahahahaahahahahahahahaahahah Love you! :DDDDDD

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  10. Cara Palmier, observando a cronologia, diria que tem aqui o mesmo chato que anda a importunar a Filipa (não, não me refiro a mim próprio mas ao outro/a chato e contumaz). Suponho que seja como um fogo de inverno e se extinga por si. Não lhe dê lenha, nem oxigénio, que ele cansa-se.

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  11. Completamente enganado, caro quiescente.
    Não ando a incomodar a Filipa, desconheço que a incomodem nem comento a Filipa e só muito raramente o faço, sem a incomodar, e quanto a isso da cronologia; bem: não acredite na Margarida com aquilo de "Não ha Coincidências" Porque como vê, há sim senhor!
    Além disso, acho, penso, conjecturo, imagino que os cookies servem para alguma coisa e que não é por falta de assinatura que o proprietário não tenha conhecimento de quem é quem que escreve no seu blog, quer assine ou não.
    O não assinar, poderá, por exemplo, ser o prolongamento de uma brincadeira sem maldade nem prejuízo para ninguém.
    Por conseguinte, penso que o caro quiescente, através do meu sintético comentário explicativo, aprederá de uma vez por todas
    que a Margarida não é leitura a levar em linha dconta.
    Calha, talvez não seja mau não assinar.

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    1. :DDDDD
      Não há nada como o sentido de humor. Excelente meu caro.

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  12. Por outro lado. Tenho para mim que não é só de matemática que a NM percebe.
    O fugitivo da rubrica.

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