Já sabem, se precisarem de um ou dois abat-jourzinhos, Palmier está aqui para vos ajudar!
terça-feira, 26 de junho de 2018
segunda-feira, 25 de junho de 2018
E então o consorte da pessoa manda-lhe uma fotografia do seu paradeiro
a pessoa faz um zoom e depara-se com esta situação:
Oh páaaaaa... o que é isto?! Um avião, um drone, um míssil balístico ou o maior insecto voador jamais avistado?!
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Parece que estou quase a poder fazer a mudança, só me falta a água
E então estive ontem na obra, a que já não posso chamar obra, tenho de me habituar a chamar-lhe casa, portanto, reformulando, estive ontem em casa... na casa (?) a ver o que é preciso de iluminação, candeeiros de tecto e de parede, porque os senhores das obras me disseram que, se lhes desse os candeeiros nos próximos dias, eles ainda mos penduravam, e estou a ficar maluquinha e incapaz de escolher seja o que for, ponho-me a ver candeeiros para o quarto do meu filho, depois distraio-me e já estou a pensar para o corredor e, às tantas, quando dou por mim estou a ver candeeiros para as escadas, depois salto para a cozinha e não me decido por nenhum porque só consigo comprar coisas quando já estou a viver numa casa, mas não posso ir viver para uma casa à luz das velas, por isso, olhem, nem sei o que faça da minha vida.
segunda-feira, 18 de junho de 2018
terça-feira, 12 de junho de 2018
Eu cá já resolvi o meu problema! Agora, de todos os bloggers existentes nesta galáxia, só a Cuca, a Pirata, é que não é acordada por uma ave
(retrato tirado hoje ao acordar, quando fui surpreendida pelo leve chilrear do meu próprio passarinho matinal)
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Como não tenho um pássaro para derreter os vossos frágeis corações, nem sequer o raio das andorinhas cá apareceram este ano, é certo que podia falar do pombo nojento que aqui vem pousar à janela, mas está-me cá a parecer que ninguém se vai comover com um rato com asas
Consegui uma rara e incrível entrevista em directo com....
ratatatatatatatata!!!
preparados?
PEQUENA CUTXIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 7 de junho de 2018
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Por que raio me meto eu nestas coisas?!
E então as treinadoras trouxeram um caixote e chamaram as
mães para escolherem os fatos para as filhas participarem no torneio das
patinagens, e então as mães e as filhas juntaram-se em volta do caixote e os
fatos começaram a sair lá de dentro, fatos uindos,
pretos com lantejoulas e transparências, roxos com brilhos e costas sexys, e
uma pessoa a sentir frio na espinha a olhar para aquela galeria de horrores, cada
um que saía conseguia se pior que o anterior, e a pessoa não acreditava que era possível
haver coisas tão feias nesta terra, tão feias e tão desadequadas à idade das
meninas, uma coisa ao nível daqueles concursos americanos das misses de cinco
anos vestidas como mulheres de vinte e cinco, e então a pessoa perde a cabeça e
diz ao ouvido da sua filha, deixa, deixa que eu faço-te um fato muito mais
giro, que isto é tudo absolutamente siniiiiiiiiiiistrooooooooo!, e a filha de
uma pessoa fica de lágrimas nos olhos, a imaginar-se vestida de farrapos mal
engerocados, e a pessoa, sem experiência de costureirinha, a assegurar que sim,
que vai fazer uma coisa em condições, uma coisa muito, mas muito, mas mesmo muito (reparem que a pessoa frisou bem estas palavras) mais gira que estas bruxarias assustadoras.
E pronto, é esta a minha situação actual: tenho de costurar
um magnífico fato de patinagem artística.
(para a música Happy, do Pharell Williams)
(aceitam-se sugestões e papeis de inscrição num curso de moldes e técnicas avançadas de costura)
Não é por nada...
Mas acho que a epidemia do Letizia Virus sofreu uma profunda mutação e que devíamos estar atentas ao recente Melania outbreak ...
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Olha… sobrevivi!
E correu tudo bem!
(Tirando, claro, a situação de ter pensado que era melhor
não ficar num quarto cá de baixo, porque depois os ía ouvir toda a noite a andar
por cima de mim e de ter então optado por ficar com o quarto lá de cima, o
quarto cuja porta fica mesmo no vértice do tecto inclinado da sala onde estava a
televisão. Com os meninos todos a falar e a rir enquanto jogavam um jogo
qualquer de Palystation de dar tiros. E do som subir por ali acima para ficar
todo concentrado à porta do quarto – juro que abri a porta duas ou três vezes
porque parecia mesmo que eles estavam ali à porta a falar altíssimo para me fazerem
uma partida. Mas não, abria a porta e
eles estavam lá em baixo - o som, esse sim, é que estava todo concentradinho lá
em cima, tau, tau, tau, ratatatatatátá, ahahahhahhaha, pára, olhá lá à
esquerda, vai,vai, mata-o, ratatátatá,
tau, tau, e daquilo só ter parado mesmo às cinco da manhã. de Quinta. Sexta. E
Sábado…)
(e aquela outra situação da camioneta de nove lugares,
aquela parte em que, para não ter depois de fazer uma inversão de marcha
complicada, optei por estacionar mesmo junto ao portão. Numa rampa. Bué
inclinada (fiquei a falar assim este fim-de-semana). E depois ter tido algumas
dificuldades no ponto de embraiagem, a cada tentativa, a camioneta resvalava sempre
mais um bocadinho, e mais um bocadinho, até estar praticamente a deitar o
portão abaixo… até que, numa aceleração magistral, fomos finalmente para trás.
Bastante depressa…)
domingo, 3 de junho de 2018
Tendo em conta as partidas que fazem uns aos outros durante a noite
Foi assim que hoje encontrei a entrada de um dos quartos...
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Só para dar conta da minha situação
Os meus adolescentes estão a ligar algumas seis ou sete colunas em rede...
(temo a revolta conjunta dos aldeões)
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Ainda estou em negação
Não sei bem como é que embarquei nisto, mas quando dei por mim as coisas já estavam em andamento, a roda a girar, impossível de ser parada e hoje verifiquei que já não há volta a dar, que é oficial:
amanhã parto à aventura numa carrinha de nove lugares -praticamente uma camioneta!- com sete adolescentes, para quatro dias de loucura algures na zona oeste. Desejem-me s-o-r-t-e!
(e se não for pedir muito, se houver aí um médico desse lado, uma baixa médica para descansar durante toda a próxima semana)
terça-feira, 22 de maio de 2018
Acho que nem Kafka conseguia melhor
Foi quando lhe disse que sim, que a íamos admitir, que ela
olhou para o chão e me disse desalentada que não tinha documentos, que veio
para Portugal com seis anos, que fez cá a escola, que vive cá desde essa altura
mas que os pais, que nunca quiseram saber dela, não lhe trataram da
documentação enquanto era menor e que, depois de ter deixado a escola e
atingido a maioridade, não tem forma de provar que cá reside, que o SEF exige
uma série de meses de descontos para a Segurança Social para poder passar a
autorização de residência mas que ninguém lhe faz um contrato de trabalho
porque não tem autorização de residência (sujeitando qualquer empresa que a
contrate a uma multa) e os que o fazem, fazem-no à candonga e sem pagar segurança
social.
Então que peguei no telefone e falei para a pessoa que tem seguido
o processo, que me disse “é preciso que alguém lhe faça um contrato de
trabalho, é preciso que alguém se arrisque por estas pessoas”, que de outra
forma não conseguem os papéis. Então…, mas assim estávamos a cometer uma
ilegalidade e podíamos ser multados!… bem sei, disseram-me de lá, mas não há
outra forma. Então e se fizermos um contrato-promessa de trabalho? Aí não
estávamos a cometer nenhuma ilegalidade… pois, mas assim ela não preenche outro
requisito, que é o de provar que tem meios de subsistência, porque não tem
ordenado- só uma promessa de ordenado- e, como tal, não lhe dão a autorização
de residência. E depois fui ver a lei, e lá está, como requisito de atribuição
da autorização de residência a existência de um contrato de trabalho (ou
promessa). Acontece que a lei também prevê que as empresas que contratarem trabalhadores sem autorização de residência estão sujeitas a multas que podem ir de dois a noventa mil euros…
E pronto, fiquei a saber que a única forma destas pessoas (condenadas
pela lei a viver no limbo, a ser transparentes) serem legais é conseguirem que alguém lhes faça
um contrato de trabalho ilegal…
quinta-feira, 17 de maio de 2018
E o que andaste a fazer hoje, Palmier?
Depois de muito pedinchar e insistir, depois de ter sido regiamente ignorada durante meses, desloquei-me secretamente à obra, às escondidas dos arquitectos, para pedir para me porem um estendal.
(Agora acho que vou lá deixar um copinho de água com uma caixa de Lexotans para quando eles derem com a coisa...)
terça-feira, 15 de maio de 2018
E nestes extraordinários tempos em que toda a gente expõe a sua vida nas redes sociais ao mais ínfimo detalhe
Nós pomos em prática o regulamento de protecção de dados,
destruímos papelada, fechamos armários à chave, pomos cadeados nas gavetas, compramos
software para mascarar as informações das bases de dados. Caramba, isto parece
um ministério em mudança de ministro, a azáfama é tanta que os destruidores de
papel aquecem, temos de lhes levantar o capot e soprar, para de imediato
continuar com a nossa destruição implacável, secretárias limpas e imaculadas,
como se ninguém cá trabalhasse não vá a fiscalização aparecer e aplicar-nos uma
grande multa. Depois quando soçobramos com dificuldades respiratórias, exaustos,
cobertos de pó e tirinhas de papel, fazemos um intervalo, ligamos o instagram, o facebook e os blogs e
lá estão os nossos protegidos, felizes, em casa, na escola, na praia e no
campo, expondo os seus próprios dados e os dos filhos, os dos pais, dos avós e do
periquito, fazendo valer a nova máxima de Descartes "apareço, logo existo"como se, se não se expusessem, não existissem realmente.
(curiosamente fui só ali num instante às internetes confirmar
se naqueles documentos do Estado, de consulta pública, os dados também já estavam
ocultos e não, ali está o meu nome, cargo, NIF, estado civil, nome do cônjuge,
regime de bens e morada. À distância de um qualquer clique)
segunda-feira, 14 de maio de 2018
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