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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ingenuidades #3

Filho (para além do relógio) recebeu no aniversário um pequeno portátil (para ver se pára de destruir os nossos...). Há bocado, chamou da sala:
- Mãããããããããeeeeeeeee.... o computador diz que eu tenho de o pôr a carregar porque, se não, vai... HIBERNAR!?!
Depois de um momento de confusão enquanto ligava o cabo, volta ao assunto:
-Oh mãe... não percebo... hibernar?! Mas nem sequer é Inverno!?

domingo, 20 de maio de 2012

Quem é fashionista, quem é? # 2

Entrou no meu quarto com o trabalhinho já pronto e perguntou:
- mãe, tu não te importas que eu pinte as unhas e a pele, pois não?
E eu, já estou a imaginar daqui a uns anos... quando as tatoos forem um bocadinho mais permanentes...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Quem é fashionista, quem é?

Hoje de manhã, filha queria ir para a escola com a sua camisa de noite da Kitty. Depois de algumas manobras de diversão lá a convenci a desistir da extravagância. Quando íamos a sair de casa, pediu-me se podia levar a camisa de noite na mochila, para a mostrar à sua grande amiga. Como estávamos (claro!) atrasadas, acedi ao pedido.
À tarde, quando a fui buscar, encontrei-a assim:

A espertalhona…

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Isto só a mim...

Hoje foi um dia cocó (sobretudo porque perdi a incrível promoção do Pingo Doce). Marido foi de VIP para o Estoril Open e eu e filhos (porque não fomos convidados), fomos de povo, para o Colombo.
Ir para o Colombo sozinha com filhos é uma experiência traumatizante. Não só porque não consigo ver nada, como pelo facto de ambos se encontrarem em estado alucinado. Filha embirrou que tinha de levar uma pulseira no tornozelo (por cima dos collants) e um colar horroroso (que parece uma cobra que acabou de engolir um rato), que ganhou numa rifa. Filhos foram avisados que só iríamos ao Toys'r'Us no fim, na condição de eles se portarem bem e não mencionarem tal palavra uma única vez. Assim lá andei por umas lojas com artigos de gente crescida (de roupa, portanto) e, enquanto eu via as coisas, eles brincavam com o colar horroroso. O colar passou a ser uma cobra e eles tomavam conta da cobra e a cobra andava por cima das mesas, dentro das roupas, por todo o lado... Numa das lojas, filhos foram com a cobra para o provador e lá ficaram a brincar. Quando dei ordem de saída, filhos nada de se virem embora. Voltei a trás e verifico o seguinte: 
O provador tinha uma porta que dava para o armazém (onde os senhores tinham TODAS as peças de roupa da loja). Essa porta, fechada à chave, tinha, como é evidente, uma fechadura. Dentro da fechadura estava a "cobra". A cobra estava presa e não havia meio de sair. A porta estava fechada e não havia meio de a abrir. Os clientes queriam roupas para provar e não havia meio dos senhores da loja acederem a ela. Giro, não é? 
Não! Sobretudo se começarmos a congeminar na indemnização que nos irão pedir por todas as peças de roupa que deixaram de vender...
Depois de uma boa meia hora o senhor da loja lá conseguiu resolver o problema, salvando, inclusivamente , a cobra (bem podia tê-la morto na operação). 
E pronto, foi assim que ameacei que, em vez de filhos, levaria o senhor da loja ao Toys'r'us (para lhe comprar um lego Star Wars), que ele sim, ele é que se portou bem... 



terça-feira, 24 de abril de 2012

Ahahahahahahahahahaha

Filho (muito confuso): Mas, oh mãe, as pessoas que vão às manifestações (do 25 de Abril), têm de levar ESCRAVOS vermelhos?!?!

Deverei esclarecer esta questão?

Filho: Mãe, posso fazer-te uma pergunta?
Eu: Podes, claro!
Filho: Mas, oh mãe, é sobre um palavrão... Só que é em inglês e eu não sei bem como é que se diz...
Eu: Bem... Se não for muito mau, podes dizer...
Filho: É que o João (amigo da escola) diz que se diz FUNK YOU. Mas eu não sei se é assim! É?
Eu: ehhhhh... Mais ou menos... É quase...
Filho: Ahhhhh... Bem me parecia...então não é com U, é com Ó!

FONK YOU, portanto!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Foi uma discussão conjugal!

Tive de usar de toda a minha argúcia para deslindar o segredo. Pois o que se passou, foi o seguinte:
Filha e amiguinho estavam a brincar aos pais e às mães (hum... parece-me que tenho de ter uma conversa séria com estas crianças) e... tiveram uma discussão!
Sim mãe (disse-me filha) estávamos a discutir!
Mas discutiam sobre o quê? Pergunto eu assim como quem não quer a coisa...
- Então... O Tomás queria que a trotinete fosse o carro da família e eu não! Eu achava que o triciclo é que devia ser o carro da família! Senão, onde é que púnhamos as cadeirinhas dos bebés? E, depois, discutimos. Quando tu chegaste, estávamos a fazer as pazes...

Ahhh... então está bem... vou só ali tomar um Lexotan e volto já...

domingo, 8 de abril de 2012

Galardoada

Filho: Mãe, imita lá um cavalo.
Eu: iiiiihhhiiiiiiiiiiiiiiiiii
Filho para filha: Não achas que a mãe devia ganhar um Óscar pela sua imitação perfeita de um cavalo?

Pronto... Era só isto... Se tudo o resto falhar, tenho futuro como relinchadora profissional. Relincharei até que a voz me doa...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Enquanto dá (mais) um jogo da bola na televisão

Filha: Eu estou pelo Belenhenses.
Filho: Estás maluca, não é Belenhenses, é Bolonenses! E o Bolonenses já nem joga...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Magia verde

Já regressada a terras do Algarve para as clássicas férias da Páscoa, dormi muito aninhada na minha caminha, com as minhas almofadas de bolinhas (as saudades que senti delas nestes dias) enquanto a chuva se ouvia lá fora (lírico, não?). Não!
Pelas 8h30 da manhã oiço grito lancinante de filho:
- Mãããããããããããeeeeeeeeeeeeee...
Salto de cama impulsionada por uma mola invisível, o coração explodir no peito, na cabeça, nos ouvidos. 
- O que é? Pergunto quase a chorar, tal foi o susto a que fui sujeita.
- Olha... - Filho encontra-se à janela de seu quarto, olhar incrédulo.
Olho e vejo isto:


Depois (uma Palmeira e dois Coqueiros)
- O que é? Pergunto baralhada, perscrutando o horizonte em busca (no mínimo) de um tsunami.
Filho:
- Não vês? Indignação crescente na voz.

Olho melhor e constato que, efectivamente, há qualquer coisa diferente. Naquele preciso local costumavam estar duas palmeiras e não uma. 


Antes (duas palmeiras)

Constato, entristecida, que mais uma palmeira de papai faleceu, devorada pelo esfomeado escaravelho (toda a história do escaravelho aqui). Verifico que foi substituída por dois ridículos coqueiros.
Filho, no entanto, viu algo diferente... e diz:
- Olha! Olha o que aconteceu àquela palmeira! (horrorizado) Dividiu-se em duas fininhas...!
Tive, portanto, que lhe explicar logo pela madrugada que não..., que não era um fenómeno de multiplicação de palmeiras. 


sexta-feira, 30 de março de 2012

Delícias matinais

Filho para empregada:
-Tens claustrofobia?
Resposta de empregada:
-Não, tenho uma hérnia.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Porque também eu sou uma exibicionista

E porque também eu passei um fim-de-semana a estudar as plantas (raiz, caule ou tronco, folhas, fruto, semente), as aventuras de D. Afonso Henriques (e a sua complicada relação com maman - dele), o relevo do nosso país (ilhas incluídas), a fazer contas de multiplicar e dividir, de somar e subtrair (com a variante casas decimais), também eu tenho o direito de exibir as notas de filho, como se das minhas próprias notas se tratassem.










P.S. Pobre filho não domina, ainda, a arte da negociação. Perante este naipe de notões prontifiquei-me, de imediato, a premiá-lo com um presente à sua escolha (pronta para adquirir uma PSP ou outra coisa do género). Pois que filho pensou, pensou e pediu (pouco seguro da viabilidade de tal exigência)... 10 carteirinhas de cromos... 

sábado, 17 de março de 2012

Ingenuidades

Hoje avistámos aqui em Lisboa uma Palmeira doente. No Algarve é uma praga. O escaravelho da Palmeira devora uma atrás da outra. Devorou duas das Palmeiras existentes em casa de papai. Palmeiras mais velhas do que eu. Palmeiras que sempre lá estiveram. É ver as folhas a secar, o tronco a desfazer-se, as raízes a sair da terra (é estranhíssimo e faz imensa impressão). Filho assistiu ao definhar das Palmeiras de papai. Assistiu ao arranque das mesmas (agora estão lá plantadas umas Oliveiras meio raquíticas). Ora hoje, quando vimos (mais) uma Palmeira doente, filho quis saber como é que o escaravelho chegou a Lisboa. 
Filho: Diz lá... como é que eles chegaram cá...?! 
Eu: Não sei... vieram andando... de árvore em árvore...
Filho: Mas oh mãe... como é que isso é possível?! Não há assim tantas árvores na auto-estrada!

Ainda me estou a rir com a ingenuidade dele. Por um lado por ele pensar que Algarve-Lisboa (mesmo para escaravelho) é um percurso que só se pode fazer por estrada. Melhor, por auto-estrada (temos de fazer uma viagem à antiga, daquelas que demoravam 5h00, pela estrada nacional). Por outro, a imaginar os escaravelhos todos na auto-estrada, sem poderem progredir à velocidade desejada, muito insatisfeitos com a falta de palmeiras. A apresentar uma reclamação à Brisa...





sexta-feira, 16 de março de 2012

É bom estar bem informada

Filho: Mãe, sabias que em vez de roubar se pode dizer FRUTAR?

De novo o Panda Kung-fu

Mandei filho para o banho. Filho queria ir ver o Panda Kung-fu. Disse-lhe que pusesse a gravar. Filho gritou para a sala e mandou filha iniciar a gravação. Passados 30 segundos filha apareceu no quarto. Filho perguntou-lhe se tinha posto o episódio a gravar. Filha responde que não, que já o tinham visto (estão sempre a repetir). Filho, desconfiado, pergunta-lhe qual era. Filha responde:
- Era aquele... da reacção em CADEIRA.

domingo, 11 de março de 2012

Medo... Albergo um pequeno Vítor Gaspar no meu lar!

Filhos a brincar. A conversa desenrolava-se da seguinte forma:
Filha: Olhe, eu sou muito rica (?), comprei a melhor maquilhagem do mundo (?)!
Filho: Se é muito rica, tem de pagar impostos!
Filha: Aí não, não pago!
Filho: Então vou ter de mandar os meus inspectores a sua casa, para lhe levarem a televisão!

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Rega-Rabos

Preâmbulo: Antes de mais, devo explicar o que é um rega-rabos. Um rega-rabos é um equipamento que vem acoplado a algumas retretes e que permite um tratamento melhorado dos rabiosques que aí se sentam. Esse tratamento melhorado consiste num repuxo que faz uma lavagem imediata das partes íntimas do cidadão, seguido de um secador (o seca-rabos) que emite uma violenta corrente de ar quente preparada para deixar os rabos sequinhos e prontos para a “cueca”. Devo dizer que, apesar de ser o último grito da tecnologia, pergunto a mim própria quem (para além de filhos) apreciará verdadeiramente a retrete rega-rabos… 
Feita a introdução, posso seguir com a narrativa. Há uns meses atrás a família deslocou-se para um fim-de-semana num hotel. Assim dito, parece tudo prefeito e maravilhoso. Errado. Antes de sair de casa (eu, forever alone nesta tarefa) tive de organizar o conteúdo de três malas (a minha e as de filhos), garantir três conjuntos de roupa para cada filho (dois necessários e um, just in case), verificar que nada faltaria, enquanto filhos, em excitação total, se batiam, digladiavam, puxavam cabelos, arranhavam, imploravam permissão para levar três metros cúbicos de brinquedos, etc… Passada esta fase, e já com filhos devidamente acondicionados na viatura, iniciou-se a ladainha do “ainda falta muito” (logo à saída da Ponte sobre o Tejo), seguida do tradicional “tenho fome” e terminando no famoso “quero fazer xixi” (tão interessante quando nos deslocamos numa auto-estrada – não que em Portugal seja possível deslocarmo-nos de outra forma. Julgo que acabaram com o conceito de estradas nacionais). Duas horas depois, eis-nos chegados ao destino. Excitação de sair do carro, risco de ataque por enxame de abelhas no parque de estacionamento, corridas descontroladas pela recepção do hotel, entrega da chave do quarto, corridas descontroladas pelos corredores do hotel, chegada ao quarto.
Enquanto eu me concentrei em recolher objectos passíveis de serem fragmentados, desfiz as malas, ajeitei as camas para nos podermos movimentar no quarto, filhos foram explorar os aposentos. Nisto, oiço um grito lancinante vindo da casa de banho. Acorro de imediato ao local, com o coração tumultuado, para verificar o sucedido. Deparo-me com o chão da casa de banho inundado e com filhos encharcados dos pés à cabeça. Desorientada olho para todos os lados à procura da ruptura da canalização. Não consigo descortinar a ruptura. Filho, um pouco a medo, explica-me que carregou naquele botão ali… na retrete… Olho para o botão e verifico que, de facto, tem o desenho de um repuxo e percebo, finalmente, o que ali se passou: 
Filhos tomaram banho (e lavaram o cabelo) no rega-rabos.
O primeiro conjunto de roupas foi, portanto, retirado a filhos sendo vestido um novo e seco. Estes segundos conjuntos duraram pouco tempo dado que filhos quiseram fazer uma miríade de xixis e cocós com o objectivo de darem um intenso e extenuante uso ao rega-rabo. Acontece que as retretes com rega-rabos não são calculadas para rabos pequenos como os de filhos, razão pela qual a água jorrava sempre para as camisolas e calças, provocando inundações permanentes na casa de banho. A acrescer, o vapor de água que se seguia (provocado pelo aquece-rabos) permitia-nos intensas sessões de banho turco naquela que era a nossa casa de banho.
No fim do primeiro dia, toda a roupa de filhos foi enviada para a lavandaria (aumentando exponencialmente o custo do fim-de-semana).   
Assim sendo, aqui deixo o meu singelo conselho: Em caso de pensarem deslocar-se para um hotel para um fim-de-semana de descontracção em família, e a bem da vossa sanidade mental, assegurem-se, sempre, que as instalações não dispõem de retretes rega-rabos. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Será que ela bateu com a cabeça numa parede?

Filhos a ver o Panda Kung-Fu na televisão. Porteira (que veio cá a casa buscar a varinha mágica que eu lhe pedi emprestada devido a morte súbita da minha) aproxima-se, interessa-se pelos desenhos animados e pergunta:
- Então o pato é mãe dele (do Panda)?
Filhos em uníssono:
- Não! É o pai!
Porteira:
- Ahhhhhhh... é o pai.... 
Como quem diz:
- Ahhhhhhh... assim faz todo o sentido...