quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Pipoca Mais Doce, estou contigo!

Pensava eu, certamente por não ter estudos que me permitam analisar os problemas por forma a conseguir encontrar-lhes o ponto fulcral, que o Natal era uma festa de família, uma festa em que o essencial era estarmos reunidos em volta de uma mesa, sem que a forma como cada um o faz fosse particularmente importante, quase era capaz de jurar que tinha lido isso em inúmeros posts, blogosfera fora, no Natal passado. Percebo agora, essa minha ilação estava totalmente errada. Fui uma ingénua, eu sei. É que, afinal, o Natal é uma festa que segue o Codicis Natalicius, um código muito antigo onde se define, de forma muito rigorosa, a maneira perfeita de vivenciar estes dias que se aproximam. Nesse código vem definido não só o tamanho, forma e decoração correcta da árvore de Natal, mas também o pantone das bolas e das fitas. Normas que são obviamente imperativas e, como uma boa lei, iguais para todos. É assim uma espécie de comunismo natalício. Uma época de tolerância musculada! A Árvore de natal é imutável, o peru idem, as conversas e os sentimentos têm de ser iguaizinhos em todas as casas e o bacalhau tem de estar presente a todas as mesas. Iguais têm também de ser também as crianças, esses pequenos robots com os quais não devemos nunca transigir, sobretudo se essa transigência colidir com o que vem definido no Codicis Natalicius. Aliás, se porventura, imbuídas pelo espírito da época, dermos por nós a fazer alguma concessão em prol destes pequenos seres, deveremos, para o bem deles, ter o sangue frio para os entregar imediatamente a uma madraça para que aí repitam incessantemente o Al Educationem, o livro das regras da boa educação, sob pena de, se não o fizermos atempadamente, estarmos a criar futuros delinquentes incontroláveis. É que uma criança que não souber, desde a mais tenra idade, respeitar todo o tipo de bibelots, é uma criança sem futuro numa sociedade civilizada! Não podemos permitir que elas, com as suas mãozinhas irrequietas, nos roubem o espírito de Natal! É que um Natal sem uma árvore que cumpra os cânones, não é Natal! Nem pensar! Minha Nossa Senhora, benzo-me já aqui três vezes, lagarto, lagarto, lagarto!

É uma pena que só agora tenha tomado conhecimento destes preceitos… é que até já tinha decidido que esta ia ser a minha árvore de Natal deste ano...


Mas, assim sendo, vou pegar na serra eléctrica e dirigir-me à floresta mais próxima para abater o mais alto pinheiro que lá encontrar. É que agora que percebi a mecânica da coisa, não quero voltar a pecar!

(PMD, não estás sozinha! É que eu não tirei apenas as revistas e as tralhas de cima da mesa de centro. Eu tirei a própria mesa!)




85 comentários:

  1. Tiraste a mesa? Agora reunem-se em volta de quê? Da fogueira, como os meninos da canção?!

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    1. Tirei a mesa de centro, em frente aos sofás (depois de uma cabeçada que nos fez passar uma noite no hospital...). Não tirei a mesa da sala de jantar...

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    2. Eu percebi ( bem vi que escreveste mesa de centro :) )

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  2. Se quiseres, a minha Real Imperatriz Felina pode dar um uorqueshópe às crianças mal educadas, sobre como ignorar olimpicamente as tentações de uma árvore decorada, não tocando e/ou trepando e/ou derrubando ornamentos e a própria árvore. Eu cheiinha de medo, e a bicha não liga puto à árvore. Decerto tem algo a ensinar.

    (os meus pais também arredaram a mesa de centro. o meu irmão e cunhada não têm, simplesmente, mesa de centro. conhecendo os meus sobrinhos, dois com um cromossoma Y muito irrequieto, eu também não teria.)

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    1. Izzie... sabes que estás a traumatizar todas as outras donas de gatos, certo? É que assim elas vão perceber que o problema, afinal, reside na parca educação que lhes dão... :DDDDDDDDDD

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    2. Eu tenho uma gata da espécie felinus educatis tal como a Izzie. Depois tenho os filhos dela...E não tenho árvore de Natal em casa mais do que um dia. :D

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    3. Eu se quiser ter uma árvore de Natal decente no dia 24 de Dezembro só a posso fazer no dia 23, enche-la de repelente de gatos ( e de humanos também, tal é o cheiro) e passar o tempo a olhar para os gatos e a tirá-los da árvore e apanhar bolas.
      E o presépio também tem que estar num sítio fora do alcance dos gatos, a cabana, o musgo,o Menino Jesus para dar patadinhas é tudo uma grande tentação para os bichos.
      A filha sempre se portou melhor que os gatos.

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    4. A sério... vocês não sabem educar os vosso gatos! Tem de lhes dar o Codicis Natalicius para ler... a ver se eles aprendem qualquer coisinha de jeito!

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    5. Tss, tsss, tss (golo de chá, trinca em scone). A Mep e a Ana são péssimas mamãs-felinas, está visto. Aposto que as vossas gatezas também vomitam bolas de pelo. E não limpam o seu próprio caixote? Imperdoável!

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    6. Estou corada......
      Como sabes tanto, Izzie?
      Será que ainda os consigo reeducar?

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    7. Claro que sim, se há coisa que os gatos estão sempre prontos é a aprender e a obedecer às ordens de seus donos humanos! Ah, espera, isso é com as crianças... estou baralhada.

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    8. Ahahhahhaahhahhahahahhahahhahahahaahhahahahahahhahahahaha
      O melhor é irmos confirmar ao Codicis! De certeza que tem resposta para todas as nossas dúvidas!

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    9. Desculpem á meter o bedelho, mas vocês não educam os vossos gatos para irem à sanita? E depois eu é que sou má mãe... Ide googlar ou youtubar que depois conversamos.

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    10. Eu enrubesço tal como a Ana... mas vou tratar disso. Já coloquei na wishlist o Codicis Natalicius. Vão ver se para o ano não vão ser os gatos a decorar a árvore. :)

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    11. Ahahahahhahahhahahhahahhahhahahahahahahahahhahahahahahhahahahahahahahhaha

      Ainda vou fazer negócio este Natal! Com a reedição do Codicis num encadernamento em pele e arabescos doirados! :DDDDDDDDDDDDD

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    12. Bem, eu já tive gatos que se entretinham a deitar todos os enfeites da árvore de natal para o chão e caçá-los a seguir, geralmente quando eram pequenos. Foram banidos. Agora estou a pensar fazer o teste da árvore de natal à minha sobrinha de dois anos: se mexer em alguma coisa nunca mais é convidada para vir cá a casa.

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  3. Pipocante Azevedo Delirante19 de novembro de 2014 às 12:44

    http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/01124/christmas-cops_1124763i.jpg

    vão aí bater à porta

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  4. Daqui fala a que só tem bolinhas na parte de cima da arvore. E que não só tirou tudo de cima da mesa de centro como também das duas ultimas prateleiras das estantes. E ganhou alguma paz de espirito com isso. E que tem uma amiga que disse tantas vezes ao filho "não se mexe na árvore" que agora se vê tramada para a montar porque o chavalo se caga de medo do arbusto no meio da sala.

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    1. Ahahhahahahhahahhahahahahahhahahahhahahhahahahhahahahhahahahahahhahaahahahahahahhahahhahahhahahah

      Ora vê lá como ele aprendeu! Assim é que é! O método de Pavlov é que está a dar! :DDDDDDDDDDDD

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  5. Ah pois, eu mostro-te o que é ter uma árvore de Natal imutável com 2 gatos em casa. É tentar adivinhar para que lado é que ela vai tombar primeiro ou que bolas é que vão rebolar para debaixo do sofá. Quando tive o meu 1º gato calhou ter um pinheiro verdadeiro. Digamos que o gato gostou tanto que fazia xixi no tronco todos os dias.

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    1. Ahahhahahhahahahhahahahhahahahhahahahhahahahhahahahhahahahhahahahhahahhahaha
      Que agrad´vel! :DDDDDDDDDD

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  6. O que eu penso mesmo é que esse outfit é o máximo apra as festas!

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    1. Hum... não sei se segue o Codicis Natalicius... temos de pedir um parecer....

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    2. Quero la saber.... já me estou a vder a entrar em casa da minha maezinha assim vestida e a família toda deslumbrada e encadeada.

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  7. É por isso que gosto de vir aqui...

    Eu também vou seguir o Codicis, adornar a casa com os objectos quebráveis milimetricamente dispostos e dispensar a criança. Caramba! Há lá pachorra para ver a decoração destruída por um pequeno monstro que quer mudar os adornos de sítio? Será que não têm espírito natalício?! Para que é que querem mexer em bonecos fofinhos, cheios de brilho e cores amorosas?! Aposto que também não podia adornar o cão com luzes sem que a criança lhe quisesse dar festas e andar nele a cavalo!

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    1. É incrível que, com um ano, ainda não percebam estas coisas básicas! :DDDDDDDDDDDDD

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    2. Eu sou péssima nessa arte de educar para a decoração. Há dois verões uma amiga dos meus sogros fechou uma loja de decoração que tinha e deu à Mironinho um globo musical, daqueles com água e coisinhas brancas lá dentro a imitar neve, que tinha sobrado das decorações de Natal e que ninguém comprou quando a loja estava em liquidação. O dito globo foi directamente para a prateleira da dispensa sem ver a luz do dia. Mas no ano passado, no dia em que montei a árvore e após pedidos insistentes da miúda, lembrei-me que o globo com a músiquinha jingle bells haveria de ficar bonito no parapeito da lareira. Depois mudei de ideias, a adivinhar as mãozinhas curiosas desejosas de dar corda à caixa de música e pu-lo no aparador, numa zona onde a Mironinho dificilmente o alcançasse... Meu dito meu feito, efectivamente a Mironinho tinha dificuldade em alcançar o globo, pôs-se em bicos de pés mas como estava de meias escorregou. Foi-se o globo e fiquei com o chão encharcado e cheio de vidrinhos e esferovite. A miúda ficou desolada, muito mais do que eu, e só dizia "mas eu só queria arrumar melhor para não cair, mamã". É como dizIa minha avó, o diabo está sempre atrás da porta, Há acidentes que acontecerão sempre, mas se pudermos evitá-los...

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    3. Tens noção que se não basta um "não mexe" para a coisa funcionar, que és uma má mãe, não tens?

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    4. Sim, sim, um não mexe chega perfeitamente para afastar uma miúda curiosa de uma caixinha de música que tmbém é globo de neve. Vou já ali escrever no quadro "um não mexe é suficiente" 100 vezes e entregar-me às autoridades.

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    5. Epá, oh Mirone?! Ainda andas à solta?! Já devias estar encarcerada vai para um ano! :DDDDDDDDDDDD

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    6. Confere, está agora a fazer um ano :)

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    7. Pois, a minha também partiu um globo pequenino desses e ficou desolada. Estava a abaná-lo e, ups, escapou-lhe da mão. Vai-se lá saber como.

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    8. Olha... mais outra a bater com os costados na prisão!

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  8. Eu vou pôr a cobra em frente ao arvoredo. por forma ao puto não se chegar a ela.

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    1. Só uma cobra, Filipa...?! Sempre condescendente, esta Filipa.... :DDDDDDDDDDDD

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    2. Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

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  9. Ah!, e falas bué bem latim. Deve ser por isso que os teus filhos não te obedecem...

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    1. Estás parva?! Andam na Madraça do Latim desde os seis meses! Achas que queria crianças incultas cá em casa?! Era só o que me faltava!

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    2. Pipocante Azevedo Delirante19 de novembro de 2014 às 14:19

      Na Madraça dá-se árabe, infiel!

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    3. Isso é na Madraça do árabe! Os meus andam na Madraça do Latim, olha que esta! :DDDDDDDDDDDDDD

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    4. Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah
      (estou muito original hoje, não estou?)
      Ahahahahahahahahahahahahahah

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  10. Tem noção que ao ratificar esse "codicis natalicius" passará a haver o Natal antes e depois da Palmier, não tem?
    É iminente a revolta no presépio, a começar pela mula fria. :)

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    1. É engraçado que, antes de me ter debruçado sobre o Codex Natalicius, estive sempre convencida que, para os mais puristas, a árvore de Natal não era tida em conta. É que, afinal sempre é um símbolo pagão, uma espécie de Halloween (com mais uns aninhos, é certo) que se estabeleceu a pouco e pouco entre nós. Mas, lá está, estava mais uma vez enganada. O importante a partir de agora é fazermos uma interpretação restritiva do Codicis Natalicius!

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  11. E eu estou com as duas. Tenho dois filhos pequenos (menos de 3 anos) que me fazem engolir diariamente qualquer ideia pré-concebida (e eu nunca fui de muitas) em relação à educação. Eu não cedo, sou rígida e passo muito para não ceder, faço tudo o que as mães superlativas dizem com elas resultar, de nada adianta. Continuam a fazer as birras, a insistir e nunca, nunca se conformam. E vejo pessoas à volta com miúdos que simplesmente basta dizer-lhe "vamos embora" e eles largam o que estão a fazer e vão atrás dos pais, desde que têm uma dezena de meses. Para mim a única certeza educacional é que cada miúdo é diferente e com um podemos sairmos espetaculares e com outro sentir que não conseguimos impor coisa nenhuma.

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  12. As pessoas devem ter medo de criar adultos que no Natal vão andar a atirar bolas para o chão...

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    1. Ahahhahhahaahahhahahhahahhahhahahahhahahhahahahhahahhahhahahhahahahahahahahhahahhahahhahahahhahahahahahahhahahhahhahahahhahahhahahhahahahhahahahahhahahhahahahhahaha
      Isso é que era! Uma guerra de bolas de Natal! Seria seguramente muito mais divertido! Uma espécie de Paintball natalício! Eu cá voto nisso! :DDDDDDDDDDDDDDDD

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  13. Não sei se me fio nesse sua edição do Codicis Natalicius.
    Mas sim, não tenha dúvidas que o Natal é a altura menos democrática em minha casa!
    Hahahaha!
    Meninos, todos felizes sim?? Felizes!!! Desenhos animados?? No way! Vaticano para todos! Eu deixo o herege do Frank Sinatra a tocar mais baixinho, para o Santo Papa não ouvir.
    Querem usar Azul no Natal?? Mas isto é a Expo´98, ou o quê?? Vermelho ou verde, para todos!
    Felizes, que é Natal e nasceu o Deus Menino! Felizes!!

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    1. Sim! Há regras a cumprir! As coisas não são para se fazer assim à balda! Era o que faltava!

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  14. Perfeito. O código natalício substituiu lá o que aquele Homem, cujo nascimento era suposto celebrar-se e tal, que até dizia que curtia a companhia de crianças menores de 18 anos, um louco.

    Na volta, não andar a policiar crianças e a adorar bolas de Natal foi o verdadeiro motivo porque O crucificaram.

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    1. Ahhahahhahahhahahhahhaahhahahhahahhahahhahahahahahahahahhahahahhahahahha

      Aposto que sim! Aquilo era uma maluqueira! Tudo a mexer nos enfeites e sem respeito nenhum! Por isso é que o mundo está como está! Valha-nos Nossa Senhora! :DDDDDDDDDDDD

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    2. Não, fosse Nossa Senhora uma boa mãe e o Moço seria um rapaz obediente, que não andaria por aí a desafiar romanos e judeus e a defender prostitutas e a falar de amor. Em vez disso, seria obssessivo-compulsivo e preocupar-se-ia em organizar as bolas de Natal por cores.

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    3. Ahhahahhahahhahhahahahhahhahahahhahahhahahhahahahahhahahhahahhahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahhahahhahahhaahhahahahahahahahahahhahahhahahhahahhahahhahahhahahhahahahahahhahahahhahahahahhahahahahhahahahahahhahahahahahahhahahahahahhahahhahhahahahahahahahahahhahahahahhaha

      Um obssessivo-compulsivo e preocupar-se-ia em organizar as bolas de Natal por cores

      Ahahhahahhahahhahahhahahahhahahahahhahahahahahahahhahahahahhahahahhahhahahahhaahhahhahahhahahahahahahhahahhahahahahahahhahahahahahahhahahahahahahahahahhaahhahahhahahahahhahahahahahahahhahahahhahahahhahhahahhahhahahahahhahahahahahahahhahahahahahhahahahhahhahahha

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  15. Estou chocada! Daqui a pouco vais dizer que também é preciso comprar protecções para tomadas, pôr fechos antí-selvagens nas portas e gavetas, protecções de silocone para as quinas mais bicudas, protecções para escadas e barras para não cairem da cama! Oh meu Deus que este mudo está perdido...
    Palmier, you (just) nailed it! :)

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    1. A sério... não sei onde as pessoas que compram essas coisas estão com a cabeça! Gostam de deitar dinheiro à rua, é o que é! :DDDDDDDDDDDDDDDDD

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    2. Fui eu pôr uma cancela nas escadas só porque ficam mesmo junto ao quarto dela, não sei para quê. Afinal, se cair das escadas uma vez aprende logo. Mesmo que esteja meia grogue de sono a meio da noite vai-se lembrar! Que parva fui.

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    3. Pois lá está, tsss tsss tsss, preferem comprar grades em vez de ficarem a noite toda sentadas nas escadas para terem a certeza que o pequeno demónio irrequieto não se está tela, sempre prontas a dizer "não se desce" mal ele tentar dar um passo. Que bonito!
      Pior do que tudo é estar aqui toda gente distraída com isso dos comportamentos deixando escapar o ponto fulcral deste post - cutxi Christmas tree. Se não repararam nisso como podem ter sequer pretensões de educar um mini índio?
      I rest my case.

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    4. :DDDDDDDDDDDDDD

      Mas... vou ter de dispensar esta árvore :((( afinal, não reúne os requisitos necessários... snif...

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  16. Sempre soube que eras do bem Palmy :)

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  17. Independentemente de muitas opiniões gosto muito desta quadra do ambiente!

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  18. Pensei-te mais conhecedora. Há muitas, muitas, casas onde o bacalhau não é o rei da ceia de natal. Ai, ai, essa coltura vai mal.

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    1. Na minha nunca houve bacalhau... mas se o Codicis o diz, lá teremos de nos conformar....

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  19. A minha casa, como muitas outras que eu conheço, sofreu algumas alterações, de forma a prevenir algum mal maior, na altura em que o meu filho começou a gatinhar e mais tarde a andar, porque, por muito que se tenha atenção e se reforcem ideias e comportamentos, nunca, mas nunca há olhos para tudo.
    O rapazito era desenrascado, largou a fralda cedo e gostava muito de fazer xixi sozinho na sanita ( apesar de, por norma, haver sempre um olhito nosso a espreitar). Um belo dia, os olhos estavam todos ocupados/distraidos/whatever e a criança chega à cozinha com a boca toda azul................. enfim, um valente susto, umas valentes horas num hospital e varios e valentes raspanetes da médica que estava de serviço. Nunca mais na minha casa houve "blocos" sanitários.

    Eu má mãe e mãe má, aqui me confesso.

    Aplicando o "codicis natalicius", qual será a minha pena/coima?

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    1. Ui... isso é capaz de dar perpétua...

      (epá... nunca me tinha ocorrido o perigo desses blocos sanitários...)

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  20. Faz tempo que não tenho crianças, falta que seguramente se colmatará para o próximo Natal, mas tenho tido sempre um par de gatos do piorio, e por mais respeitadores e educados que os traga por casa, No natal é sempre aquela fé. É por isso que todas as decorações pelas quais nutrimos especial estima, estão bem fora do alcance da bicharada, que acha sempre o pé da árvore o ponto mais aconchegante de toda a casa. Apoio a 1000 por cento a simplificação da decoração, tendo sempre em conta a estética e o estilo que planeámos. Comigo tem resultado bem.

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    1. Simplificação...?! Mas, mas... isso vai contra o Codicis Natalicius?! Ai MD... vai-se meter em grandes trabalhos... :DDDDDDDDD

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  21. Palmier, este fim de semana também tirei a mesa da sala de estar para que o meu filho de 11 meses pudesse gatinhar à vontade (Diga-se tb que a casa não é grande) Que castigo mereço?

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    1. Pulseira electrónica até trânsito em julgado da sentença. Lamento. :DDDDDDDDDDDD

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  22. Cá em casa a árvore de Natal está pendurada no tecto! Na noite de consoada desce ligeiramente para o momento da "pinhata"...

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    1. :DDDDDDDDDDDDDDD

      Ai, ai... acho que o Codicis Natalicius tem penas pesadas para situações de árvore pinhata! :DDDDDDDDDDD

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  23. Para tudo! Eu sou anónima mas sigo-vos religiosamente! Palmier, estás a criticar a Picante ou estou a perceber tudo mal??

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    1. Estou a discordar da Picante, da mesma forma que ela discordou de mim. Não é nada de grave :)

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    2. Pronto! Já estou mais descansada!

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    3. Triste, triste, é uma casa onde não há uma criança para dar outra alegria ao Natal. Que se lixem as bolas e os enfeites partidos ou desarrumados. Acho que a Picante nunca vai perceber isso.

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  24. Ó pá! Com toda esta história regressou o nosso Arrumadinho e ninguém disse nada!

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  25. Não há tradição que justifique por em causa a segurança das crianças. Sempre tivemos árvores de natal enormes, cheias de luzes, ou até mesmo só com luzes, com bolas de vidro e outros penduricalhos, que era o que havia. O problema é que as luzes atraem as crianças, e há fios que se puxam e tomadas e muitas coisas que podem correr mal. E sei de um caso que correu muito mal, 2 anos e tomadas eléctricas é coisa que não combina. Jamais arriscaria a segurança dos meus filhos numa situação de risco previsível (já bastam as outras que nem nos passam pela cabeça…) Por isso, até perceber que podia confiar no seu discernimento, pelo menos nesta matéria, deixou de haver luzes e bolas de vidro. Houve sempre árvore, mas cheia de bonecada fofinha. O presépio centenário ficou sempre na mesa de entrada, alta de demais para mãozinhas irrequietas, mas nem por isso se evitou a mutilação da vaca quando a caixa caiu ao rebolão do cimo do armário. Tudo culpa minha. Concluindo, que o texto já vai longo, bom senso é o que se pede, mas já sabemos que os códigos e as lei em geral, sobretudo estas mais recentes, desvalorizam muito o bom senso.

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  26. Cheguei tarde, como aliás tenho feito ultimamente, mas cheguei!
    Há vinte anos atrás, por altura dos primeiros gatinhanços da minha cria, obriguei o meu estimado homem a alombar com a mesa de centro, e mais algumas traquitanas que estavam por ali mesmo à mão de semear e em atitude de desafio ao meu crianço, para o sotão (a maior parte deles acabaram por lá ficar para todo o sempre), fiquei assim com uma casinha minimalista e muito mais facil de limpar, já para não falar no descanso que senti sabendo a criança livre para se mexer em segurança. Confesso que fui também uma dessas parvas que tapam tomadas, prendem gavetas, etc (só não pus cancela; a cancela veio uns dezassete anos mais tarde mas para a cadela, por isso não sei se conta) mas invoco a falta de informação à data para tão grave erro.
    Quanto à àrvore de Natal, embora ignorando os preceitos do Codicis Natalicius, aparentemente terei cumprido com o que ali está definido; uma árvore de Natal gigante, carregadinha de bolas, enfeites e luzes e não satisfeita deixei que o Natal se espalhasse por toda a casa…a criança gostou muito e apesar de mexidissima (remexida mesmo) não tocou em nadinha (bastava dizer-lhe "não, não"); já com a gataria não tive a mesma sorte…
    Uma das gatas tinha tido bebés há pouco tempo e, péssima mãe que era, não soube manter os bebés afastados da árvore…ela mesmo dando um péssimo exemplo, trepava aos galhos só para atirar com as bolas e os enfeites dali abaixo…enfim!

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  27. O meu filho deve ser uma ave rara, não sei. Nunca ficou com nenhum trauma, nunca lhe batemos até mais não... os natais vão mudando, as decorações também mas nunca deixei de montar a árvore ao nosso gosto (e ao dele, já agora) nem nunca vi a árvore no meio do chão ou tive as coisas estragadas... se ele nunca lhe mexeu? Pois mexeu, connosco e quando montamos a árvore - desde os 2 anos que nos ajuda - e continua a fazê-lo.

    Acho que o problema mesmo é o exagero. É por um lado achar que nada pode mudar e por outro achar que se deve ceder a tudo só porque sim, porque dá trabalho chamar à atenção, educar... essa "coisa" que seria suposto os pais fazerem mas que muitos se querem demitir.
    No meu entender, no meio está a virtude. É sermos um pouco flexíveis sem deixar de lhes explicar e mostrar que não podem mudar tudo; adaptar as coisas até um certo ponto mas sem também prejudicar as outras crianças ou os adultos (o natal afinal é só para as crianças ou é para toda a família?).

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