sábado, 7 de abril de 2012

Publicidade enganosa

Lindos postais de Portugal (aquele país tropical, ali na América do sul) que reflectem, sem qualquer espécie de dúvida, a nossa realidade...




P.S. hahahahahahahahahahahahahahahahaha... 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Fui enganada...

Pensava ter adquirido um canídeo, quando, na realidade, adquiri... não sei bem o quê...




Uma vaca?





Um porco?





Um coelho?





Uma lebre?


I want my money back!

Onde NÃO deverá passear o seu bebé

Não deverá passear o seu bebé:

a) À beira de arribas;

b) À beira de arribas arenosas;

c) À beira de arribas arenosas e instáveis;

d) À beira de arribas arenosas e instáveis com mais de 100m de altura;

e) À beira de arribas arenosas e instáveis com mais de 100m de altura e com sinalização alusiva à possibilidade de derrocada;

f) À beira de arribas arenosas e instáveis com mais de 100m de altura, com sinalização alusiva à possibilidade de derrocada e com passagem condicionada por barreiras.

Et voilà...  



Deeper in Nature

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Enquanto dá (mais) um jogo da bola na televisão

Filha: Eu estou pelo Belenhenses.
Filho: Estás maluca, não é Belenhenses, é Bolonenses! E o Bolonenses já nem joga...

Fogoooooo

Lá porque eu demorei mais um bocadinho na padaria (porque estava a pedir muitas coisas), as senhoras atrás de mim na fila escusavam de se pôr com esta cara... Mas, afinal, onde anda o espírito da Páscoa? Que medo...

Ai minha nossa senhora!

Tendo em conta o frio, hoje fomos dar um passeio por Lagos. Cidade histórica, com muralhas do século XIII, com cartas dadas na época dos descobrimentos, com um mercado de escravos... Mas... Na verdade... O que gostei de verdade, o que mais me empolgou, foi uma determinada loja. Uma loja cuja montra continha ISTO:


Atentem melhor:



Ahahahahahahahahahahaha.... O que é isto? Alguém poderia fazer o obséquio de me explicar o que é isto? A sério, estou a debater-me com enormes dificuldades de compreensão!
Não consigo encontrar explicação! Qual é a mãe que acorda pela manhã no seu leito maternal, olha para seu bebé e pensa:
"Não... não podemos continuar assim! Vamos imediatamente adquirir uns óculos com chucha acoplada para que deixes de parecer um anjinho e fiques parecido com um personagem do Star Wars. O Darth Vader de preferência!" E pronto... Saem rapidamente de casa (sem tomar banho nem nada, tal é o sentimento de urgência) e avançam para este investimento!



Ah... Só mais um detalhe... ISTO, para quem tenha ficado interessado, custa 49€



É natural...

É natural que aqui venham parar todos aqueles que querem saber como se deve tratar uma Alteza.
Vejo-me obrigada a revelar um segredo...
O meu verdadeiro nome é Paula Bobone...

Em profunda comunhão com a Natureza



P.S. Atentem no meu novo colete Quechua de malha polar, adquirido para me proteger da severa intempérie algarvia.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ao crescente grupo de paleontólogos que mantém um aceso interesse neste blog extremamente científico

Amigos paleontólogos, grandes notícias para vocês! Acabei de avistar um Velociraptor ainda com vida! Posso adiantar que está bem integrado na sociedade e que trabalha numa loja de roupa interior. Apresenta algumas dificuldades de motricidade fina mas tem-se esforçado bastante e consegue já manusear o terminal multibanco.
Para mais informações, por favor contactar através de palmierencoberto@gmail.com






A sério...

Isto está bom é para chá e scones...


P.S. Olho, no entanto, para o lado positivo. Assim, não necessito de filtro para o chá...

Apesar de andar a resistir,

E de me andar a enganar ao dizer a mim própria (com alguma insistência) que não fiz assim tão mal a mala (ao escolher t-shirts, fatos de banho e protectores solares para usar no decorrer destas férias) e acrescentando permanentemente que o tempo vai melhorar (vai, vai, vai!), vou-me render às evidências e terei de ir, pela segunda Páscoa consecutiva, à Dechatlon de Portimão, comprar polares Quechua derivado ao frio que se faz sentir.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O meu próprio gnomo de Amélie Poulant

Todos nós temos um gnomo de Amélie Poulant nas nossas vidas. 



Eu também tenho o meu.
Vou, então, relatar a história do meu próprio gnomo de Amélie Poulant. O meu gnomo não é um simples gnomo. O meu gnomo é constituído por vários elementos. O meu gnomo é uma família. Uma família numerosa. Uma família de apelido Aparecida.
Ora, a família Aparecida tem por hábito solicitar a papai alojamento para quinze dias de férias em cada ano civil. Papai, homem generoso, abre as portas de sua casa a família Aparecida (apesar de eu já lhe ter pedido por diversas vezes e de joelhos, para as fechar). Família Aparecida apresenta-se e veraneia-se ininterruptamente durante os dias acordados. No fim das férias e como forma de agradecimento, a família Aparecida oferece a papai uma moldura com a fotografia de todos os seus elementos. Não sabemos por que razão a família Aparecida tem por hábito presentear-nos com as suas próprias fotografias. No entanto, sabemos que o faz. E, por isso, já estamos preparados para esse acontecimento anual. Já aventámos várias hipóteses para tal facto. Desde um orgulho desmedido na sua própria imagem, à teoria da evolução (desta forma dispomos de fotografias dos filhos de família Aparecida, desde o nascimento até à idade adulta, podendo assim observar condignamente o desenvolvimento do Homo Sapiens). 
Acontece que a moldura com a respectiva fotografia é oferecida a papai e este, não a conseguindo deitar fora (ou incinerar - digo eu...), atira-a para um sítio qualquer onde não tenha (obviamente) de a ver. O problema é que esses sítios são, normalmente, aqueles em que nós (os outros) mexemos. Assim, acontece amiúde abrir uma gaveta e saltar de lá o nosso próprio gnomo de Amélie Poulant - A família Aparecida. É certo que o nosso gnomo não é viajado e não aparece em fotografias em Londres, Paris ou Roma. O nosso gnomo é mais modesto e faz-se fotografar sempre aqui pelas redondezas. No entanto, isso não faz dele menos gnomo.
Hoje, por exemplo, já me cruzei com o gnomo por duas vezes:
1- Ao abrir uma gaveta em busca dos Ninjagos de filho, zás, sou agredida pela imagem de família Aparecida na praia. Elemento mais velho deitado delicadamente sobre o areal mas com um certo jeito de paquiderme. Os elementos mais novos mostram os seus dotes de hipismo, ao cavalgarem o paquiderme.



2 -  Poucos minutos depois, ao abrir a gaveta dos brinquedos a solicitação de filha, pumba, sinto novo impacto. Família Aparecida espojada na relva, em jeitos mais clássico-desportivos. Uma pose que revela um enorme à vontade. Diria mesmo que um contacto profissional com a natureza de casa de papai: 


E digo-vos, há mais, muito mais. Eles estão por todo o lado. São anos e anos de férias. São fotografias e fotografias, molduras e molduras, filhas pequenas, filhas médias, filhas grandes.
Acontece que hoje já tive a minha dose de gnomo e recuso-me, agora, a abrir qualquer gaveta ou armário (sinto medo, muito medo). Nem que seja para tirar uma colher da gaveta dos talheres... Antes comer a sopa à mão, a ter novo encontro imediato com o meu próprio gnomo...

Computador portátil

hallelujahaaaaaaaaa

O meu apelo foi ouvido!

Magia verde

Já regressada a terras do Algarve para as clássicas férias da Páscoa, dormi muito aninhada na minha caminha, com as minhas almofadas de bolinhas (as saudades que senti delas nestes dias) enquanto a chuva se ouvia lá fora (lírico, não?). Não!
Pelas 8h30 da manhã oiço grito lancinante de filho:
- Mãããããããããããeeeeeeeeeeeeee...
Salto de cama impulsionada por uma mola invisível, o coração explodir no peito, na cabeça, nos ouvidos. 
- O que é? Pergunto quase a chorar, tal foi o susto a que fui sujeita.
- Olha... - Filho encontra-se à janela de seu quarto, olhar incrédulo.
Olho e vejo isto:


Depois (uma Palmeira e dois Coqueiros)
- O que é? Pergunto baralhada, perscrutando o horizonte em busca (no mínimo) de um tsunami.
Filho:
- Não vês? Indignação crescente na voz.

Olho melhor e constato que, efectivamente, há qualquer coisa diferente. Naquele preciso local costumavam estar duas palmeiras e não uma. 


Antes (duas palmeiras)

Constato, entristecida, que mais uma palmeira de papai faleceu, devorada pelo esfomeado escaravelho (toda a história do escaravelho aqui). Verifico que foi substituída por dois ridículos coqueiros.
Filho, no entanto, viu algo diferente... e diz:
- Olha! Olha o que aconteceu àquela palmeira! (horrorizado) Dividiu-se em duas fininhas...!
Tive, portanto, que lhe explicar logo pela madrugada que não..., que não era um fenómeno de multiplicação de palmeiras. 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quem é amiga, quem é?

Depois de vos ter deixado aqui as indicações necessárias para chegar a Pilas, passo agora para o nível seguinte e deixo-vos as indicações para chegarem a Camas.

Trauma

Ontem o dia foi dedicado à Isla Mágica (uma linda feira popular, portanto). Razão de ser da ida a Sevilha. Programa idílico pensado para as crianças. Assim sendo, andámos em todos os divertimentos.
Fogooooooooooo páhhhhhhhh, caraças, caraças, porra, caraças, fogo, porra, porra, porra... devia estar mas é maluca quando vacilei e disse que sim à montanha russa (mesmo que estejamos a falar da mais pequena...). Numa destas não me voltam a apanhar. Enquanto tiver o poder de decisão, isso é garantidinho.
Fiquei, no entanto, com um grande temor... Vi um senhor idoso numa cadeira de rodas que era arrastado de divertimento em divertimento pela sua própria família... Estou em crer que que assisti a um caso de assassínio grupal e que os homicidas o premeditaram com todos os detalhes e requintes de malvadez. Primeiro levaram o velhinho para o carrossel (para parecer uma coisa inocente), depois para os cavalinhos ou Lamas ou lá o que era, depois para o comboio fantasma e depois (sempre em crescendo) a montanha russa, o sobe e desce (que eleva as pessoas a mais de 50 metros de altura, para depois as largar em queda livre) e depois... depois não quis ver mais, porque já me estava a imaginar num tribunal sevilhano, onde compareceria, vestida de preto, como principal testemunha do assassinato do velhinho, aparecendo inúmeras vezes na televisão tendo em conta a coragem e teor das minhas palavras proferidas contra o gang do paraplégico, dando entrevistas para a Caras, Lux e mesmo para a Hola, aproveitando a minha influência em Espanha para visitar a Sara Norte, sendo eleita pelos serviços secretos espanhóis como especialista em terrorismo de feiras  populares e posteriormente, recrutada pela própria princesa Letizia para acompanhar as visitas de Estado a parques temáticos (como podem constatar, quando começo a confabular, tenho muitas dificuldades em parar)...
Bem... Voltando à montanha russa da Isla Mágica e depois dos gritos de terror que inadvertidamente brotaram da minha traqueia (e da faringe, e da laringe e mesmo dos alvéolos) enquanto percorríamos aquele percurso (por duas vezes, senhores, duas vezes! Porque aquilo não para! Quando a pessoa pensa que se viu livre do terror, tipo... ok, é agora, chegou ao fim, vai parar! Erro crasso! Aquela merda arranca outra vez a todo o vapor levando-nos de pernas para o ar pelos carris a chiar por todos os lados por uma segunda vez!), temo, agora, repreender filhos sobre qualquer assunto que seja, pois vislumbro terríveis e obscuras represálias sobre a minha pessoas a terem lugar nas feiras populares do futuro...

domingo, 1 de abril de 2012

Por momentos, senti-me um verdadeiro Miguel Relvas...

Palmier produzido

Eu sei que nada fizeram no decorrer deste Sábado, tal é a expectativa criada em redor desta ida ao estrangeiro de Palmier, essa 7ª maravilha da gastronomia nacional. Sei que estão à espera das minhas fotografias junto dos mais belos monumentos, das minhas dicas sobre restaurantes maravilhosos e da descrição da incrível diversão a que tenho estado sujeita. Nada disso!
Devo dizer que, apesar de ter escolhido com algum critério os meus modelitos-turista, me encontro completamente humilhada pelas nativas deste estrangeiro. Elas pintam-se como se não houvesse amanhã, elas deslocam-se em vertiginosos saltos, elas abanam seus longos cabelos ao vento (neste caso, à chuva). A coisa é de tal forma aviltante que não é só marido que fica especado a olhar para cada exemplar que passa. Eu própria também pasmo. Enquanto ele olha para a direita, eu vigio a esquerda. De seguida, comparamos. A ver qual era melhor, se a minha, se a dele. E elas lá passam, ignorando esta apetitosa família, fazendo assim com que este Palmier (de 1,80m) se sinta uma verdadeira miniatura.
O Palmier, desconhecedor que era destes modos atractivos e destes trajes arrojados, ontem, foi muito feliz jantar de ténis. Palmier não ganhou para o susto. Palmier conseguiu até destrinçar gargalhadas malévolas por causa do seu calçado desportivo.
Ora o Palmier observou a situação e, como bom Palmier que é, jurou não mais voltar a cair nesse engodo. Assim, esta manhã, toda a família foi sujeita a um total makeover. Dissemos não de um vez por todas. Não mais passaremos por turistas desleixados! Adaptá-mo-nos ao local, absorvemos os hábitos, misturá-mo-nos com a população e transformá-mo-nos em verdadeiros sevilhanos. Seremos para sempre conhecidos como os turistas mais sevilhanos de todos os tempos. Seremos conhecidos como os turistas do salto alto!


P.S. Mesmo depois dos 354 km que hoje andou, Palmier, em vez de estar a fazer o seu sono de beleza, encontra-se, neste preciso momento, debruçado sobre as valises a conjugar cores e padrões!