quarta-feira, 13 de maio de 2015

Por falar em bullying

Bullying também é ver meio país aos gritos e a dizer nas redes sociais que sim senhor, que esperam que as tais miúdas também levem muito na "tromba".



79 comentários:

  1. posso saber que género de castigo é que a Palmier acha que estas meninas merecem? estou curiosa …
    Bjo

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    1. Claro. Devem ser julgadas num tribunal, como qualquer pessoa que comete um crime..

      (é que não vi o mesmo nível de agressividade nas redes sociais quando, por exemplo, aquele pai - adulto e, julgo, imputável - matou o filho bebé, espetando-lhe uma faca no peito)

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante13 de maio de 2015 às 22:24

      Há tribunais para definir isso... que saiba, agressão é crime punível por Lei.

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    3. Se o vídeo é chocante? É. Mas, tão chocante como o vídeo, é ver uma horda infindável de pessoas - muitas adultas - numa sede incompreensível de fazer justiça pelas próprias mãos.

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    4. Exactamente. Aquilo é crime. Ponto.

      (Sabes qual é a diferença? Haver imagens. Sempre que há imagens tudo se exponencia. É tão básico como aquilo do olhos que não vêem coração que não sente... É sempre assim...
      Aquando do ataque ao Charlie Hebdo
      http://calmacomoandor.blogspot.pt/2015/01/estou-para-aqui-sentir-me-pequena-muito.html?m=1

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    5. Até um homem vi a dizer que violava uma das intervenientes (evidentemente não foi violar a palavra que usou...).

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    6. Pois, acho que é isso... mas, ainda assim, e volto a frisar que as imagens são chocantes, tenho a sensação que as pessoas perdem o termo de comparação...

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    7. Mas afinal quem é que divulgou as imagens. Os próprios bullies? São assim tão parvos?

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    8. Parece que sim... mas não tenho a certeza...

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    9. Ao que tudo indica o cartão SD foi encontrado no chão de um espaço nocturno ou comercial e divulgado. Era o que a publicação original mencionava.
      Mas pode ter sido alguém que quis divulgar por justiça ou porque queria muito ser o rei da bicharada, pode ter-lhe saído o tiro pela culatra neste último caso.

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    10. Pois... essa parte não se percebe bem...

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    11. Filmar já em um ato de burrice. Divulgá-lo ainda mais. Ou será que a falta de vergonha é tanta que ainda acharam divertida a divulgação? Nem sei que pense.

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  2. Precisamente Palmier. Dizer que deviam apanhar, que lhes faziam isto e aquilo se as apanhassem, põe os "indignados" no mesmo patamar que os agressores.

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  3. Quanto a isso e a cena das orelhas do miúdo,só tenho a dizer que, se não fosse 80% dos indignados a partilharem o vídeo o "mal" não tinha sido tão grande. Só acho!

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    1. A partilhar o vídeo, a postar fotografias das criaturas, com o nome, sabendo nós a cidade onde a coisa aconteceu...? Que coisa absolutamente desnecessária...

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    2. A situação das orelhas, é um cómico de situação que a SIC soube e bem aproveitar apesar de ter exagerado....mas o que me incomoda aqui não são as orelhas grandes, é a perseguição que os media fizeram ao desgraçado. Isso e a avó a dizer que quer uma indemnização...

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  4. É isso, e escrevem com caps lock que o Pedro Boucherie Mendes é estrábico....

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  5. Doce Palmier,
    O "caso do dia" não será enquadrável no conceito de bullying. Ou pelo menos, não se esgotará nele, extravasando para o âmbito do ilícito penal. Talvez se os fazedores de notícias falassem, nomeadamente, em crimes de agressão física e em crimes de injúrias, e esclarecessem que a situação está sob a alçada do MP, esse "meio país" não sentisse necessidade de reagir com sede de "fazer justiça por mãos próprias". As pessoas precisam de saber que a "justiça" será feita, ainda que não tenha a vertente retributiva que alguns, indubitavelmente, almejam. O que não suportam é o ambiente de impunidade e o sentimento de que "ninguém" fará nada. Na minha opinião, a esmagadora maioria não pretende mais do que manifestar repúdio e pedir a atenção de "quem de direito" para a situação concreta.
    Boa noite,
    Outro Ente.

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    1. Honestamente não me parece que seja só isso. Eu ouvi a explicação no telejornal, disseram inclusivamente que os pais já tinham apresentado queixa, que só o fizeram agora porque só agora tiveram conhecimento, pelo que, julgo que qualquer pessoa que queira perceber, perceberá. O problema é que acho que muitos preferem nem perceber...

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    2. É mais divertido indignarem-se pelas redes sociais... é um mecanismo um bocadinho parecido com o dos próprios adolescentes. Nas redes sociais há audiência... :/

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    3. O apelo do like e a pressão do grupo? Sendo apenas isso, amanhã passa. (Admito que tenha razão, embora continue convicto de que a maioria das pessoas pretende apenas enjeitar a situação. Colocados na posição de agir, entregariam o caso à autoridade competente.)

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    4. Claro que passa, amanhã já ninguém se lembra. Mas os efeitos hão-de ficar para os que sofreram este bullying cibernético... tal como o miúdo que apanhou a tareia, presumo que já lhe tenha passado, mas os efeitos devem lá ter ficado :/

      (o facto das raparigas terem agido muito mal, não nos dá a nós, sociedade, o direito de fazer exactamente a mesma coisa :/)

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    5. (Nesse ponto, concórdia perfeita.)

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  6. Ontem à noite, quando vi o vídeo e os primeiros comentários inflamados, ainda não se sabia que o caso já estava sob a alçada das autoridades competentes. Mas não me parece que isso mudasse alguma coia. A esta hora já todos sabem que a justiça está a seguir os trâmites normais e mesmo assim os comentários potencialmente ameaçadores (nem todas as ameaças são sérias)e a incitar à violência continuam a ser produzidos em força.
    Como disse no meu blog, as pessoas ganhariam mais se, em vez de encaminharem a indignação para as caixas de comentários das redes sociais, a fizessem chegar a quem de direito.

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    1. Até admito que as pessoas, na sua generalidade, não saibam exactamente como apresentar queixa, ou sequer se, não sendo intervenientes, o podem fazer. Mas daí até estarem todos aos gritos a dizer "agarrem-me se não eu vou-me às Bullies"...

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    2. Precisamente! "Agarrem-me". Há anos assisti a uma cena em que um sujeito de corpanzil a puxar para o boi taurino, inchava o peito e, jogando os braços bem para trás, gritava, enquanto dava passos às arrecuas, "agarrem-me, senão vou-me a ele". Ninguém o agarrou. Não foi preciso.
      (Desculpe este "moche".)

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  7. É precisamente isto que sinto, não consegui ver o vídeo mais de um minuto, revolta-me este tipo de conteúdo e seria incapaz de o partilhar. Revoltam-me ainda mais os comentários, tanto contra os agressores que se a justiça funcionar e se tiverem pais/cuidadores decentes pagarão da forma correcta o crime que cometeram mas também contra o agredido, ao qual ouvi repetidamente chamarem de xoninhas, maricas e afins. Aquelas miúdas, longe de mim estar a defender o comportamento delas, também são vítimas de alguma coisa, algo está muito mal naquelas cabeças para despultar um comportamento daqueles.
    Pode parecer ironia mas amanhã vou ter de estar na escola de macaquito, para "entregar" na direcção dessa mesma escola 3 ou 4 meninos "futuros bullies" que agridem o meu filho (ao que consegui apurar, apenas verbalmente) quase diariamente. É a segunda vez este ano e isso não me predispõe a querer dar-lhes um puxão de orelhas, apenas alertar os pais que provavelmente nem imaginam que os filhos o fazem.

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  8. Também não acho que mereçam porrada porque isso é justiça pelas mãos do povo, ou seja, não é justiça. Mas que merecem ser humilhadas e ter a cara espalhada por todo o lado lá isso merecem...neste momento! No dia de amanhã, como adultas, talvez já não mereçam, talvez venha a afetar todo o futuro delas de uma forma incontrolável e injusta... Mas alguma pessoa que lá estava e que participou na agressão escolheu colocar o vídeo na internet e não se importou com o próprio futuro, por isso, quem sou eu para me importar? Ainda para mais, importar-me com pessoas deste calibre. Já fui vítima de bullying (não físico) e acredite que não guardo rancor a ninguém, mas penso que estes agressores devem sofrer um castigo judicial mas não só. Devem ser condenadas socialmente para que este tipo de situações não se perpetuem. Também não sou ingénua e não acredito que este género de fenómenos vão algum dia terminar, no entanto, acho que podem ser seriamente desencorajados, se forem punidos judicial e socialmente. Temos de fazer deste caso, com imagens a reforçar, um exemplo para as crianças, adolescentes, jovens, professores, funcionários de escolas e para a sociedade em geral. Temos de aprender a lidar da forma correta com estas situações. Porque, no meu caso, procurei ajuda em casa e denunciei, e, ainda assim, EU fui obrigada a pedir desculpa às bullies, depois de elas me terem pedido desculpa a mim. Isto porque, segundo a professora que tratou do assunto, eu, ao defender-me das palavras delas (3 raparigas!!!), com outras palavras que me vinham à cabeça, também estava errada, também as ofendi! Pode-se com isso?
    P.S. Peço imensa desculpa pelo comentário enorme mas precisava do "desabafo".

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    1. Está à vontade para desabafar :)

      (ainda assim, não concordo com a exposição. O assunto deve ser tratado em tribunal e a eventual pena deve ser cumprida. As penas tem como objectivo - apesar de ser um bocadinho lírico - reintegrar aquele que cometeu o crime na sociedade. Esta exposição só tem um objectivo, o punitivo. E se estas adolescentes ainda teriam alguma possibilidade de, depois de cumprida uma eventual pena - numa casa de correcção (acho que não é assim que se chama) por serem menores- se reintegrarem na sociedade, depois disto, tenho muitas dúvidas. É que nós, aqui, esquecemos, mas lá onde elas vivem, a memória não será assim tão curta...)

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    2. Palmier, respeito a sua opinião, mas parece-me que a sua visão é um tanto ou quanto utópica. Acha mesmo que se não tivesse ocorrido esta exposição massiva isto tinha tido algum impacto na vida de alguém para além do agredido. Têm de servir de exemplo. Se isto tiver "assustado" pelo menos um potencial agressor, já valeu a pena. Discordo com os incitamentos à violência física, mas este caso tem de servir de exemplo. Elas e eles têm de sentir o que fizeram e se isto apenas fosse tratado nos tribunais isso não ia acontecer.

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    3. Mas este caso tem uma particularidade: alguém entre os agressores publicou o vídeo na internet. Não pensou nas consequências que ele/ela e os seus colegas agressores poderiam vir a sofrer por terem a cara espetada num vídeo tão odioso. Não pensou que poderiam ser reconhecidos e condenados judical e socialmente ao colocar o vídeo num meio que, como todos sabemos, nada esquece - a internet. Ao fazer isto, eles quiseram perpetuar o ato de violência que cometeram e, assim sendo, não devia ser eu, nós, a pensar nas consequências da ação deles no seu futuro.
      No entanto, tenho de concordar consigo na parte da reabilitação. Também acho que será muito difícil isto ser esquecido na terra delas e, como tal, uma eventual reintegração na sociedade, mesmo que elas tenham vontade, vai ser muitíssimo complicada. Só que lá está, o vídeo já estava na internet e de lá nunca irá sair e o que algumas pessoas fizeram foi partilhar a cara delas de forma mais nítida um pouco, digamos assim. Agora, também tenho a dizer que os meios de comunicação social não deveriam partilhar o vídeo - deveriam apenas tê-lo descrito. Como estudante de Comunicação, mais particularmente de jornalismo, não me parece de todo correta a exposição da vítima e até mesmo das bullies, em meios que deveriam servir para proteger todos os cidadãos, mantendo-os informados, mas sem comprometer a integridade de ninguém.

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    4. Anónimo, ainda não percebi quem colocou o vídeo na net. Não tenho a certeza que tenham sido os agressores...

      Ana, acho que uma ida a tribunal (e eventual pena) não deixa ninguém indiferente...

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    5. Pois, eu percebi que teria sido uma das pessoas que estavam entre os agressores. Li algures que deve ter sido quem estava lá a gravar a cena e para mim esse é agressor como os outros porque assistiu, rindo e incitando. Mas, pronto, não tenho a certeza. E se não foi acho igualmente mal a exposição do vídeo. Quem escolheu pô-lo na internet, se tinha intenção de denúncia, devia ter-se dirigido à polícia e não expor a vítima e, ok, até mesmo os agressores. Se o caso foi esse, aí sim, concordo totalmente com o que diz.

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  9. Palmier, seria quase impossível não concordar com este seu post. Sucinto e certeiro.

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  10. Clap clap clap (isto sou eu a bater palmas virtuais)... Haja bom senso!

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  11. Não, porrada não, topologia circular amplificada.
    - Pais - obrigados a ver + multa a pagar à vítima + multa por serem pais desinteressados da evolução do carácter dos filhos.

    - Filhos - censura social concretizada em trabalho comunitário (e.g. limpeza da escola) durante largos meses, algo que lhes permita empatizar com a sensação de humilhação mas sem recorrer a violência.

    É perguntar ao Kintino...

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  12. Muitas dessas pessoas têm telhados de vidro e não sabem...como teriam os pais de algumas das miudas que ficaram pasmados quando viram que s etratavam das suas filhas...

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    1. Mesmo que não os tivessem... é um fenómeno de matilha...

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  13. Acabei de abrir uma noticia sobre o tema no facebook, de seguida o dito sugere-me como noticia relacionada o instagram de uma das "alegadas" agressoras ( digo alegada porque ainda não foi julgada...). Tive curiosidade e abri, o que vi deixou-me perturbadíssima, centenas de mensagens de ódio puro, uma violência indescritível. Bem sei que há condutas que não se apagam com um mero pedido de desculpas, que tem consequências para toda a vida. As desculpas não se pedem, evitam-se, é isto que tento sempre ensinar aos meus filhos. Mas há sempre alguma coisa que pode correr mal, um momento em que por razões que não controlamos, toda a boa educação do mundo pode falhar. A vida desta gente, dos pais, dos miúdos ficou virada do avesso, sabemos lá o que mais ainda poderá acontecer, ameaças não faltam. A turba enraivecida é das coisas mais desumanas e assustadoras. Este é um caso paradigmático em que a justiça terá de ser célere e exemplar sob pena de deixar cair o julgamento na praça pública ( onde já está...). Que ao menos se aprenda alguma coisa com isto. Os que são vitimas que podem e se devem queixar, os outros, que pensem duas vezes antes.

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    1. É que é um contra-senso tão grande... as pessoas muito indignadas com o bullying, tornam-se elas próprias umas bullies...

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    2. Aconteceu-me o mesmo. Só consegui ler 2 ou 3 comentários. Não será por acaso que estas situações acontecem.
      É um círculo vicioso.

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  14. Não vale a pena levarem nas "trombas", porque aquilo que está a acontecer (ter vindo a público) e que as acompanhará para toda a vida já é um castigo muito pior que qualquer sequência de bofetões. Esta história acabará sempre por se saber, um dia se tiverem marido ele saberá, um dia os seus filhos saberão. Um erro estúpido na adolescência (quem não cometeu um, com mais ou menos gravidade??) marcará toda a sua vida. Por isso, para quê levarem na "tromba"?? Decerto elas prefeririam levar muito na "tromba" em vez do que está a acontecer.

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    1. Este tipo de coisas não são erros estupidos de adolescentes, é maldade pura. Há pessoas assim nas mais variadas idades.
      Erro é virar para a direita quando se quer virar para a esquerda.

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    2. Permita-me achar que pura maldade é o que fizeram ao miudo de Salvaterrae que isto é um erro estupido. Antigamente nao havia redes sociais, mas havia muitos miudos maus a fazer semelhante e outros apenase stupidos a tentar afirmar-se num grupo. Para o agredido,a credito que esta mediatizaçao ate seja pior, veio exponencializar um episodio.

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  15. Estava a ver que ninguém dizia isso. Estava a sentir-me só. E dizer que se batia nos filhos agressoras na mesma medida, não sei o que será.

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  16. Emocionalmente, admito perfeitamente que não consigo ter pena dos ataques que os agressores têm sofrido - fizeram por isso, foram maldosos, cruéis, desumanos. Mas há ataques e ataques. Dizer que devem ter vergonha na cara, que são cruéis, que são vergonhosos, parece-me mais que justo, porque é tudo verdade. Ofensas gratuitas, ameaças e tudo mais, já é entrar por caminhos igualmente maus aos actos que os agressores prejudicaram.

    Agora que me venham dizer, coitados dos agressores, que agora são insultados... isso é quase como ter pena de um homicida condenado à morte, porque coitadinho cometeu um crime mas agora as pessoas devem perdoar e aceitar, não tendo o direito de se revoltar.

    A vítima, aqui, foi só uma. O que levou.

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    1. S*, não é questão de dizer "coitadinhos", porque não são efectivamente coitadinhos, o que me confunde é a desproporcionalidade da reacção. Volto a dar o exemplo que deixei lá em cima: não vi tanta indignação aquando daquele caso hediondo do pai que matou o filho bebé espetando-lhe uma faca no peito...

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    2. Mais do q esse caso, o caso do pai que mergulhou a filha de meses em agua a ferver e q se veio saber ter estado horas a agonizar, acabando por alegre (até fico mal disposta de me lembrar), acho q até sal colocou na miúda.
      Mas como já foi referido, n há imagens. Qd há imagens as coisas ganham quase uma vida pp...

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    3. São os dois absolutamente sinistros...

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    4. Palmier, como te referiram, não havia imagens. A imagem é chocante. O 11 de Setembro é o que é porque ficaram cravadas na mente as memórias das pessoas a atirarem-se voluntariamente das torres, para não serem queimadas. As pessoas só sentem o que os olhos vêem, como diz o ditado. Toda a gente sabe que muitos miúdos apanham porrada dos colegas... desta vez vimos, o que torna tudo muito mais real.

      Se visses a criança a ser morta pelo pai, talvez o estupor não tivesse chegado vivo à esquadra... ou acontecia como o de Évora, que alegadamente se estrangulou, depois de matar a mulher, a filha e a neta.

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    5. Compreendo o seu ponto de vista mas, o Horror dos "pais" que mataram os filhos não foi visualizado!!! Eu vi aquilo segundos (ainda por cima lembrei-me logo do meu Filho) e fiquei com o estõmago embrulhado!!

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    6. Mas o facto de termos visto, não torna as coisas piores (ou melhores). Elas são o que são...

      (podemos imaginar o horror dos outros cenários... não é preciso vê-los)

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  17. Para além da violência inerente ao vídeo, chocam-me os comentários de tantos homens, enraivecidos não tanto pela "pancadaria", mas pelo facto de serem raparigas a baterem num rapaz, rapaz esse que nem sequer se tenta defender... Ainda há tanto por mudar neste país!

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    1. Se ele se defendesse era burro, pois eram muitos contra ele. Mal tentou, foi logo agarrado. Será que não viram essa parte?

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  18. Os miúdos são maus uns para os outros, mesmo desde o Jardim de Infância. Aconteceu cá em casa. A nossa criança tinha uma disfemia ligeira e fazia terapia.Quando havia choro matinal ou doença simulada, é porque havia problema. Sempre foi um cabo dos trabalhos encontrar maneira de chegar à resolução das situações sem que o estigma da exclusão se instalasse.
    Isto até que aconteceu uma situação de agressão física brutal, com a criança no chão a ser pontapeada e arrastada pelo cabelo. Alguém chamou os agentes da Escola Segura. Eu e o pai fomos contactados, perguntaram-nos se queríamos apresentar queixa e dissemos que sim. Apesar da nossa criança estar de saída daquela escola, seria bom prevenir que o mesmo acontecesse futuramente a qualquer outra.
    Tudo o que ficámos a saber em reunião com o conselho directivo é que as três agressoras teriam sido suspensas.
    Este episódio foi dissecado até à exaustão em casa, pela família e amigos, porque era necessário que não restassem quaisquer dúvidas de que não se repetiria e que as lesões físicas e psíquicas se curariam com uma nova realidade escolar, onde nunca poderia haver lugar para o silêncio.
    Nunca mais fomos contactados sob a queixa que apresentámos na PSP.
    É a primeira vez que falo sobre o que se passou há quase 9 anos; expor a nossa criança aos autos de fé dos internautas seria uma agressão tão ou mais brutal do aquela de que fora alvo.

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  19. Porque dá, efectivamente, vontade de lhes dar umas lambadas bem fortes. Mas percebo a sua visão Palmier, violência só gera violência. Acho também que a maioria das pessoas tem vontade de fazer justiça pelas próprias mãos, porque já se sabe que neste país que temos não vai haver justiça nenhuma.

    http://entreosmeusdias.blogspot.pt

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    1. Não concordo com isso da "falta de justiça". A nossa justiça pode ser lenta, que é, mas não estamos propriamente num país de terceiro mundo... as instituições, com os defeitos que têm, porque têm, ainda vão funcionando...

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    2. E se a justiça falhar (q falha mto), as bofetadas (castigo) serão dadas pelos progenitores das mm, ou assim o esperamos, e n por toda uma sociedade cheia de ira.

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  20. Concordo contigo, é como a pena de morte. Ir lá chamar as miúdas de putas e vacas como meio país têm feito não resolve o problema que elas têm, matar criminosos não elimina a criminalidade. Mas é só a minha modesta opinião. Agora que é gravíssimo que estas coisas se passem é, só vai lá com a educação mas com a diversidade de "seres humanos" que há por aí dificilmente lá chegamos,

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    1. Yap, casos destes, por mais abjectos que sejam, hão-de existir sempre...

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  21. coitados agora dos agressores que têm medo e estão arrependidos, mas o mal está feito. os pais podem ser os melhores pais e os filhos serem uns idiotas, mais que a pressão dos pares, é violência gratuita sem justificação. julgados, sim, com certeza, e qual a pena? eu não sou juiz, mas estes casos deveriam ser exemplares. todavia, como pais de agressores, para além da justiça, haveria muito mais que fazer, muito mais do que um simples pedido de desculpas e esperar pela sentença. programas de integração em comunidades desfavorecidas, trabalho comunitário, etc. infelizmente, daqui a uns tempos iremos ver mais casos destes.

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    1. Estou convencida que, mesmo que tivéssemos os melhores e mais sofisticados meios e programas, estes casos iriam acontecer sempre...

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  22. Como leio blogues e notícias na net, já me deparei outras vezes com comentários de puro ódio, tão graves quanto estes - a diferença estará, eventualmente, na quantidade... Não acredito, contudo, que sem a proteção de um ecrã, as pessoas percam os seus brandos costumes.

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