quarta-feira, 2 de março de 2016

Oh Loiraaaaaa...

Anda cá falar sobre a trilogia "A Estrada", "O Ensaio Sobre a Cegueira" e "O Deus das Moscas", que eu já acabei o livro vai quase para uma eternidade!


46 comentários:

  1. "O Ensaio Sobre a Cegueira" e "O Deus das Moscas" são dois livros para ter na estante e ler, ler muito.
    Adorei os dois.
    Eu sei que a loira era outra, mas também sou loira ok?

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    1. E A Estrada?! Tu não me deixes A Estrada de fora!

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  2. Desculpem-me a intromissão, mas esse grupo de livros não está completo sem "se isto é um homem" de Primo Levi.

    Um abraço

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    1. Acabei "Se isto é um homem" no domingo.

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    2. E eu acabei o 'Perguntem a Sara Gross. Temática idêntica mas nem perto da torpeza do Se Isto É Um Homem.

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    3. "Perguntem a Sara Gross" deveras dramático, na minha opinião, Uva!

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  3. Palmy, amori, tu não achas que os três... como direi... transmitem exactamente a mesma mensagem?

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    1. Sim, claro que sim, que somos uns seres vagamente domesticados, que no caso de nos faltar o conforto e as referências culturais, voltamos rapidamente à selvajaria. Mas disseste que quando acabasse o Deus das Moscas tinhas uma coisa para me dizer...

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    2. Era isso, era a desumanização a mensagem dos três livros, mas não te podia dizer para não te estragar o final. Não são só as minhas hormonas, pois não? Enquanto li o ensaio sobre a cegueira até pesadelos tive, mas o choque maior foi com o Deus das moscas, talvez por serem crianças. Aquilo é terror, não é?

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    3. Por acaso os outros dois chocaram-me mais... acho que não consegui tomar o Deus das Moscas como real...

      (e no Deus das Moscas há um elemento que está mais presente que nos outros, que é a pressão do grupo)

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    4. Bem, o meu choque foi maior porque eu não estava mesmo a contar com aquilo, enquanto nos outros dois a acção se desenrola toda sobre o mesmo assunto, no Deus das moscas o choque é aquelas páginas finais.

      Quando puderes lê também Admirável mundo Novo. Mas não imediatamente :)

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    5. O Admirável Mundo Novo li há bué de anos, quando tinha para aí 16 ou 17 anos... lembro-me que na altura gostei muito, mas já não me lembro bem... aliás, está na pilha de livros a reler :)

      (no Deus das Moscas, eu já sabia de antemão que aquilo ia descambar :)

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    6. Deus das moscas, admirável mundo novo...
      Li com 17 anos e são dos grandes livros da minha vida. Deixaram marcas.
      É raro encontrar livros desse calibre. O que eu gostava de os poder ler pela primeira vez novamente!
      Vou ler a estrada. Vi o filme, que aconselho.

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    7. Permitam-me a intromissão de quem ainda só leu o Ensaio e tem ali o Deus das Moscas em espera. Há uma série televisiva que, por muito estranho que pareça, retrata exactamente o que a Palmier diz, de na falta de conforto voltarmos à selvajaria: The Walking Dead.
      Podem achar que aquilo é uma porcaria nojenta que se resume a zombies, mas não é - na segunda temporada (a primeira só tem 6 episódios), e depois dessa ainda mais, que se percebe que o que aquilo de facto representa é o que o ser humano é capaz de fazer pela sua sobrevivência quando se encontra num cenário apocalíptico, quando os bens de primeira necessidade escasseiam... Lá se vai a moral de muitos. A série é sobretudo sobre os vivos - o que transforma o ser humano em situações extremas - para mim, os zombies estão ali somente para enfeitar ;)

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    8. Só vi o primeiro episódio... vou tentar de novo! :)

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    9. De acordo, o walking dead é uma série extraordinária.

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  4. A Estrada nunca li mas pelo que acima ficou dito, vou corrigir essa falta. O Deus das Moscas achei terrível, não por ser mau, mas por profundamente angustiante. Se isto é um Homem de Primo Levi é um livro que toda a gente deve ler, mas custa, principalmente se pensarmos que, ao contrário dos outros, não é uma obra de ficção.

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    1. A Estrada é um sufoco! Guarda um dia inteiro, para leres todo de seguida.

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    2. Permitam-me mais uma vez... Excepto "a estrada" que ainda não li, todos os restantes livros são um retrato da condição humana na sua vertente mais despojada... E porque partem de um conceito civilizacional que nos é caro e que nos devia afastar de uma suposta herança animal que tão desesperadamente tentamos esquecer, tornam-se dolorosos e fracamente lúcidos! Nós também somos isto... O "se isto isto é um homem" torna-se esmagador pela forma como nos expõe, seres fracos e imperfeitos que tentam em condições normais escamotear essa essência, ou nem se esforçam mais para o fazer em situações limite como o são todas as que põem em causa a sobrevivência! Pelo menos "o Deus das moscas" e o "se isto é um homem" deviam ser leitura obrigatória em qualquer sistema de ensino...
      Escusado será dizer que são dois dos meus livros preferidos! ;)

      Abraços desta ruiva verdadeiramente relativa! Ahahahahah

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    3. Então também vais gostar d'A Estrada :)

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  5. Pipocante Irrelevante Delirante2 de março de 2016 às 16:18

    Longe de mim intrometer-me em conversas intelectuais (eu ler, é o CM e a Bola no café, entre uma mine e outra), mas o "Deus das Moscas" é o "Lord of the Flies", certo? Não era o "Senhor das Moscas"?

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    1. É o mesmo, varia conforme a tradução :)

      Mas eu também não sei, que eu cá só leio a Caras e a Vip! :D

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante2 de março de 2016 às 19:23

      Também prefiro livros com bonecos, é verdade

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  6. Sempre o Diabo de Donald Ray Pollock também se insere na temática. É muito bom, Palmier

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    1. É mesmo!
      Leia e depois diga o que achou

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    2. E eu já acrescentei à minha lista. Obrigada.

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  7. Então lê O Anjo dos Esquecidos. Sobre um médico que vai tratar leprosos que estão numa ilha para morrer. É absolutamente maravilhoso. Pelo contrário é a visão do que um homem pode fazer por aqueles que já estão desumanizados.

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  8. E, se todas relêssemos "Uma leoa chamada Elsa"???? Uhm!...

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  9. Isto sim, é serviço público! :) O que eu aprendo aqui. Muito obrigada a todos e a todas pelas sugestões. Obrigada, Palmier, você é a "máior, carago"! :):):

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  10. ora então, uma pessoa anda aqui sempre a cuscar e a rir sozinha com aquilo que por aqui se passa.
    e bate +alminhas quando isto mete livros e conversas trocadas onde se conhecem novos títulos e mais coisas para ler (visto que nos top 10 jamais se poderá confiar...)
    e chega o dia em que não pode ficar calada e tem que partilhar, ao lado do Ensaio, e do Deus está sem dúvida algo quase nada conhecido, mas que sugiro que se arrisquem a comprar:
    A Ilha de Sukkwan
    de David Vann
    vão, tenham coragem, se a tiverem, contem aqui como foi a vossa viagem.
    qualquer dia eu volto,
    a empadinha.

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  11. Vou-me estrear aqui. Já cuscava de vez em quando assim como cusco o da Loira sempre em busca de inspiração para novas leituras. O ensaio sobre a cegueira já o tinha lido na adolescência e sem dúvida que foi um dos livros que mais me marcou. A Estrada desiludiu-me. Li-o este fim de semana e esperava sentir o mesmo choque, o mesmo murro no estômago mas não. (será que estou a ficar uma insensível!?) Não sei se por ser um cenário demasiado irreal (se bem que o que acontece no ensaio também não é propriamente a coisa mais provável do mundo) mas não me comoveu muito. Achei que tudo acontece demasiado rápido mas ainda assim que o livro acaba por ser repetitivo nas situações pelas quais pai e filho vão passando e falha em explorar em mais profundidade esta relação e o tema da desumanização. Acho que haveria muito mais a dizer. Também não gosto de não ter contexto nenhum; não se sabe o que acontece e porque pai e filho estão ali, na estrada, a percorrer um caminho que não sabem a que os levará.
    Num registo completamente diferente, também este fim de semana li o Meu pé de laranja lima e neste sim, chorei copiosamente. Apesar de ter sentido que faltavam partes; pareceu-me um filme de um livro que li mas muito mais resumido. Gostava tanto que durasse mais...

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    1. Oh... eu gostei tanto da Estrada...

      O meu pé de Laranja Lima é um clássico :)

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