quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Faltam-me vinte e poucas páginas

Por um lado apetece-me imenso arranjar um bocadinho para o acabar, por outro não quero nada acabá-lo no num sítio confuso e barulhento... 

99 comentários:

  1. Deduzo que esteja a gostar.
    Como já escrevi num outro comentário, li "O museu da inocência" mas não me encantou e achei de uma obsessão esgotante. A partir daí não regressei a Pamuk. Já me falarei muito bem de "O meu nome é vermelho".

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    1. É o primeiro que estou a ler e estou a gostar muito :)

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  2. Gosto muito de Pamuk. No inicio, a leitura é-me sempre difícil, muito pesada e arrastada mas a partir de uma certa altura, a sensação que tenho é que tudo se tornou claro, ler o livro torna-se quase que imperioso. As personagens dos livros de Pamuk são sempres pessoas angustiadas mas, fascinantes.

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    1. Estou aqui a segurar-me para não ir a correr acabá-lo :D

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    2. Gostei muito de "O museu da Inocência". O personagem principal é muitíssimo obsessivo, doentiamente obsessivo, mas o livro é muito bom, na minha modesta opinião.

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    3. Se é obsessivo já estou com vontade de ler :D

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    4. Mas obsessivo com pontas de cigarros, com pentes etc etc.
      Acredito que muita gente goste. Mas um livro com quase 700 páginas (adoro calhamaços) e quase sempre em volta de ojectos do amor não correspondido, deixou-me exausta e querer mandar um berro.

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  3. Também estou a terminar um de que muito estou a gostar.
    "O caso do camarada Tulaev". Sobre a sociedade soviética no regime stalinista. Os russos não brincam em Literatura!
    Caso quer ler a sinopse:
    http://www.e-primatur.com/projectos/detalhe/25

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    1. Ainda hoje fui ao dentista, como cheguei cedo fui fazer tempo à Bertrand e estive com esse livro na mão... ele há coincidências... :)

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    2. Há mesmo :) Vale a pena, Palmier.
      Comprei pela e-primatur, o preço foi mais simpático.

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    3. Não me expliquei bem. O preço foi mais simpático porque o comprei (apoiei) à editora antes de sair. Tal como já apoiei "Voss" (que ainda não saiu). 14,50E em vez de 22,00E não é nada mau. E a e-primatur não me paga para dizer estas coisas ;)

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    4. Por acaso agora fui ler a sinopse e estou na dúvida se teria sido o mesmo livro (ou uma capa parecida?)...

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    5. Oh... eu estou a gostar muito.
      Estou a tentar ver uma capa parecida mas não me lembro de nenhuma.

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    6. Se calhar era... mas de repente fiquei na duvida... :)

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  4. Gosto imenso quando fala de livros que lhe agradam.
    Vou partilhar a minha última leitura.
    Deve ser juntamente com "Casa de Campo", de Donoso, um dos livros mais bizarros e constrangedores que já li. Mas não são maus, são somente bizarros.
    "Casa de campo" é uma metáfora ao Chile de Pinochet e de Salvador Allende. Temos parrícidio, antropofagia, violência, crianças desequilibradas e adultos doidos de pedra....Não encontrei semelhanças com "Deus das moscas", mas segundo os críticos há comparações.
    "Memórias íntimas e confissões de um pecador justificado", de Hogg. Publicado em 1824. Só falta termos um órgão de igreja e vários estrondos de relâmpagos de vez em quando para dar atmosfera :D
    Fala de um "duplo" como força demoníaca, sobre a nossa presunção, sobre os escolhidos, em estarmos certos e fazermos o que tivermos que fazer para livrarmos o mundo das garras dos ímpios, segundo a nossa crença.

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    1. Estou a ler Hoggs e de facto a autorectidão é tramada.
      Não deixo de me maravilhar com gente que vai mais além "do que devia". Este escritor aprendeu a ler e a escrever por si aos 14 anos, era pastor na Escócia.
      O livro está dividido em 3 partes. 1ª parte do "editor" passados 100 anos dos acontecimentos, a 2ª é do escolhido e santificado a quem nada poderá acontecer independentemente do que faça, a 3ª é do editor depois de encontrar a sepultura.
      A Sistema Solar é pouco conhecida, acho eu, mas tem livros bons. Um outro de que gostei foi O senhor de Bougrelon. O Lazarilho de Tormes é hilariante, muito melhor que certos programas de comédia actual e foi escrito por um anónimo do séc. XVI.
      Palmier, esta é a minha maneira de agradecer O Leopardo, que desconhecia. Sem comparações com Lampedusa, mas ainda assim são interessantes.

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  5. Vou passar na Almedina e fazer compras. A anfitriã e os comentadores levam-me a fazer loucuras. E sem exagero tenho mais de uma centena de livros por ler.
    Estou a meio de um livro falado aqui por alguém (muito obrigada!). Vida e destino. Um colosso de livro.

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    1. Nem me digam nada! Eu estou igual! A pilha de livros ameaça devorar-me! :DDDDDDDDDD

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  6. Este foi o único livro de Pamuk que li até à data (e tenho alguns seis à espera de vez...). Fiquei cheia de curiosidade de ler O museu da inocência depois de ter visto em Março passado a exposição homónima, do próprio Pamuk, na Somerset House. Também há um documentário homónimo mas na altura ainda não estava à venda. Acho que vou ler o catálogo da exposição (!...) e depois decido se compro livro + documentário.
    Ainda sobre livros, chegou a publicar a sua opinião sobe o Pai Nosso, da Clara Ferreira Alves? Li-o (devorei-o...) no mês passado e confesso que gostei imenso. Talvez por não ter quaisquer expectativas iniciais. E as pessoas que conheço e o leram tiveram a mesma reacção (assim como ausência de expectativas iniciais)
    ptc

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    1. Já acabei! Gostei muito. Tenho ali mais três em fila de espera :D

      Já não me lembro se fiz algum post depois de ler o Pai Nosso... Ora bem, li e gostei de o ler, mas... mas, em primeiro lugar, tive imensa dificuldade em abstarir-me que a escritora era a Clara Ferreira Alves, de me distanciar da pessoa que vemos na televisão todos os sábados à noite, em segundo, e apesar de muitas vezes não concordar com as posições da CFA, tenho-a como uma mulher muitíssimo inteligente e a verdade é que estava à espera de melhor. Achei um bocadinho "mastigado". No fundo a sensação que tenho é que o livro demorou muito tempo a escrever e que, a páginas tantas, ela se fartou dele, que não foi revisto como deve ser...

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  7. Vou reler. A primeira impressão foi muito positiva (talvez pelas fracas expectativas, por também ter muitas reticências relativamente à CFA).
    Nesta onda de autores, conhece Sandor Marai(tem um acento)? Se não conhece, recomendo vivamente, começando por As velas ardem até ao fim. Era daqueles a quem daria o Nobel póstumo...
    E Malouf, David Lodge (que esteve cá há um mês e eu de férias...), Julian Barnes, Leonardo Padura...
    Faltam-me as sete vidas dos gatos para ler todos aqueles de que gosto e mais aqueles que ainda não descobri que gosto...
    Li no blogue Horas Extraordinárias um post sobre o lançamento dum livro chamado Adoração, título duma obra do Caravaggio (Caravaggio que me fez ir a Madrid quando cá esteve o David Lodge). Pelo que diz a Maria do Rosario Pedteira, deve ser fascinante. Acho que vai ser a minha próxima compra.
    ptc

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    1. Tenho "As velas ardem até ao fim" em fila de espera.

      (e lá fui encher mais um bocadinho a minha cesta de compras... :D)

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    2. Quanto ao livro Adoração tem algumas incongruências. O narrador que viveu em 1600 refere-se ao perfumista de Patrick Suskind que, obviamente ainda não havia sido criado (escrito)! Depois, o mesmo narrador fala em pachos de mel e eucalipto, no entanto o eucalipto só foi descoberto na Austrália no século XVIII. Parece que houve muita pesquisa feita pela autora mas ainda assim "escorregou" em coisas óbvias.
      A Maria do Rosário é a editora da Leya, tem que puxar a brasa à sua sardinha no seu blog ;)

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    3. A mulher certa também achei muito bom (Márai)

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    4. E quem não se lembra da barracada que houve entre Mª do Rosário e Riço Direitinho?
      Uma editora, o outro crítico (dos melhores, na minha opinião, apesar de não ligar a críticas).
      Basta fazer uma busca no google com o nome de ambos. Mª do Rosário não aceitou que alguém desse 2 estrelas a um escritor descoberto por ela (Valter Hugo Mãe) e sem qualquer pejo trouxe o assunto ao seu blogue. Só lhe ficou mal. Na minha muito humilde opinião, a srªa só lança balões vazios e não gosta quando alguém o escreve.
      Mas os comentadores habituais já não são os dessa altura e por ali só há kowtow.

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  8. Ah, Pamuk. Não tenho, pobre miséria, absolutamente nada.
    Um sítio confuso e barulhento?! A querida D. Palmier também utiliza transportes públicos?! O horror, o drama!

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    1. Ah, mas devia ter! :D (eu gostei...)

      Por Deus, meu bom amigo, o problema é o meu motorista, que fala muito alto! :DDDDDDDDDDDD

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  9. Tenho quase 200 livros a comprar. Lá vou acrescentar mais uns.
    E como a desgraça não pode ser só minha, recomendo Caligrafia dos sonhos (Juan Marsé):)

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    1. Parece que padeço do mesmo mal :D
      Também gosto muito de Marsé.
      Sugiro Oblomov. Um livro fantástico. Mas a edição é péssima. Gralhas, erros ortográficos quase a cada linha e erros de paginação. Mas é um livro que apesar de tudo merece ser lido.
      Como alguém escreveu acima, os russos não brincam.

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    2. De Marse acabei de ler Un dia volvere. E já li Rabos de lagartija. Ambos são melancólicos, às voltas com infâncias tristes, guerra civil e desencontros sentimentais, mas primorosamente escritos. E como Marse tem mais de 80 anos (os Premios Cervantes distinguem se pela provecta longevidade, passe o pleonasmo), deve haver mais uns cinquenta livos dele para ler...
      Outro autor que recomendo, este português, é J. Rentes de Carvalho, começando por Ernestina. Também já dobrou os 85...
      ptc

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    3. Adorei mesmo "Oblomov". De facto não sei o que se passou na Tinta-da-China para deixarem sair um livro deste calibre com tão graves erros de edição.

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  10. Recomendo muito o "O deserto dos Tártaros" de Dino Buzzati.

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    1. :) Vinha cá dizer exactamente o mesmo, ana.

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    2. Ainda bem que há mais gente com bom gosto literário :). Para mim, e provavelmente para muitos será quase blasfémia, faz seguramente parte dos 10 livros que mais gosto.

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    3. Continuamos de acordo, ana :)Já leu "A costa das sirtes", de Gracq? Lembra o de Buzzati.

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    4. Não conheço mas vou procurar.Se lembra Buzzati devo gostar.
      Também sugiro Boris Vian.

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    5. O Boris Vian fiz a tentativa com "a espuma dos dias". Não acabei...

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    6. Ohhh, que pena! É um livro tão bonito, tão triste e ao mesmo tempo com tanto sentido de humor.

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    7. Já nem me lembro bem mas não tem uma pontuação estranha? Tinha alguma coisa estranha, já não sei exactamente o quê :)

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    8. A história é estranha como a de todos os livros de Boris Vian. Em certos aspectos lembra Lewis Caroll de quem também gosto ( sim eu sei, tenho gostos literários um pouco esquisitos)

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    9. Sim, mas para além da história - que já não me lembro - tenho ideia que a forma de escrever é estranha...

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    10. Não acho. Conheces o poema " Le deserteur" ? Um poema contra a guerra? É de Boris Vian

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    11. Então não sei... sei que tentei lê-lo antes do Verão, mas que devo ter lido umas cinquenta páginas, se tanto... ainda está na minha mesa de cabeceira :D

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    12. Fui buscar o livro e sim, de facto a história é que é estranha. Acho que estava a confundir com aquele outro "uma rapariga é uma coisa inacabada", que também tentei ler na mesma altura e achei uma alucinação (e esse é que tinha um pontuação e uma forma de escrever absolutamente incompreensível)

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    13. Vian era surrealista, por isso achou o livro estranho.

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    14. E O arranca corações? Vian fez parte do surrealismo.
      Talvez por isso a escrita lhe seja estranha.

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    15. Sim, agora que o dizem, faz todo o sentido :D .
      (a verdade é que também tenho alguma embirração com o surrealismo na pintura...)

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  11. :) Liiiivros!
    Como raramente comento deixo já uma lista de livros que recomendo muito.
    Uma vida à sua frente - Romain Gary
    Fome e Pan - Hamsun (para início de obra)
    (O inolvidável) Crime e Castigo (que acredito já tenha lido)
    A educação sentimental - Flaubert
    (Todos de) Némirovski
    Pais e filhos - Turguen(i)ev
    A selva - Ferreira de Castro
    O bom soldado Švejk - Hašek
    Almas mortas - Gogól
    A Consciência de Zeno - Svevo

    Desculpe o exagero :)

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    1. Já li todos e são óptimos. Acrescentaria Confusão de sentimentos, escrito por Zweig.
      Palmier, não se arrependerá!

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    2. Já li o Crime e Castigo, A Educação Sentimental e Uma vida à sua Frente, que também gostei muito :)

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    3. Pan é completamente diferente de Fome. Dê outra hipótese a Hamsun ;)

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  12. Sugiro Pirandello (Um ninguém e cem mil, O falecido Mattia Pascal), McCullers (O coração é um caçador solitário, O café triste, os contos), Flannery O'Connor, Sarrazin (O astrágalo)

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  13. Hoje estive aqui um bocado atrapalhada com coisas para fazer mas quero agradecer todas as sugestões!

    (apesar de me levarem à falência, evidentemente:D)

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  14. Palmier, deve repensar melhor sobre ficar só com um apartamento. Vai precisar da Grande Obra inteira só para os livros :DD Digo eu que já muito poucas paredes tenho para estantes.

    Os portugueses parece que ficam sempre de fora, mas vou deixar alguns para além dos óbvios.
    A.M. Pires Cabral (também é poeta mas nunca li) "Os anjos nus" (contos), "O cónego", Manuel da Fonseca, Maria Judite de Carvalho "Tanta gente, Mariana", Teresa Veiga (escreve contos e novelas), Nuno Bragança Obra completa, Vitorino Nemésio "mau tempo no canal", Irene Lisboa "Voltar atrás para quê?" Carlos de Oliveira "Uma abelha na chuva", Aquilino Ribeiro "A grande casa de Romarigães", "O malhadinhas", Possidónio Cachapa "materna Doçura".

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  15. Contos de Dorothy Parker
    *O quarteto de Alexandria, de Durrell (4 livros num só, é calhamaço)
    A Primavera há-de chegar, Bandini (1), A estrada para Los Angeles (2), Pergunta ao pó (3), Sonhos de Bunker Hill, de Fante. Os dois primeiros foram editados para extinta Ahab e os dois últimos pela Alfaguara (felizmente!) Pode ler o primeiro e ficar por aí, os livros não foram escritos por ordem.
    *Middlemarch, de Eliot (ah, quando as escritoras tinham que se passar por homens para serem levadas a sério...)
    *A ponte sobre o Drina, A crónica de Travnik, de Andric
    *A montanha Mágica, de Mann
    O tambor de lata, Grass
    *A morte de Ivan Ilitch, Tolstoi
    *O idiota, Dostoievski
    *Vida e destino, Grossman (calhamaço)
    *Némirovski (não comece por O baile nem por David Golder, porque podem parecer superficiais e esta escritora de superficial não teve nada)
    *O deserto dos tártaros, Buzzati
    O bom soldado O bom soldado Švejk, de Hasek
    *A brincadeira, a vida não é aqui, de Kundera

    Gostei muito de Astrágalo, de Sarrazin, no entanto receio que não seja o seu género, não sei. Foi uma escritora "maldita", muito crua e verdadeira na sua escrita. Passou por instituições de acolhimento, roubou, prostitui-se, esteve presa, viveu uma vida pouco recomendável mas intensa, viveu um grande amor e morreu aos 29 anos por negligência médica. Foi uma escritora de culto. Acho a sua escrita belíssima, mas percebo que não o seja para todos.
    Já tenho mais livros para a lista, Palmier! Tão bom :D

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    1. Li O Astrágalo mal saiu e gostei muito.
      Deixo uma apreciação:
      http://omelhoramigo.blogspot.fi/2015/11/cadernos-do-subterraneo-xxxiv.html
      Parece-me uma homenagem muito bonita.

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    2. (O Gunter Grass quando começou a vir para Portugal, arrendava a casa que é hoje o meu quarto e o dos meus filhos, no Algarve :))))

      (apeteceu-me dizer isto :DDDDDD. Foi o mais próximo que estive de um nobilizado - cruzámo-nos no espaço, não no tempo :DDDDDDDDD)

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    3. Curioso :)
      A Palmier já esteve mais perto que eu de um nobilizado :D

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  16. "Manual para Mulheres de Limpeza": Berlin
    Tal fénix renasceu passados muitos anos e ainda bem.

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    1. Tenho em fila de espera. Tal como o Oblomov que sugeriram acima :)

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    2. Que bom!
      Existem 2 contos de Berlin que são muito parecidos e na altura estranhei. Depois reflecti e penso que a autora estivesse num ciclo de luto, em que revive e tenta encontrar saídas.
      Já que falamos em contos, sugiro os contos de Tchékhov (comprei todos numa promoção da Fnac a 50%). Iniciei este de Pamuk. Estou a gostar :)

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  17. Juan Rulfo: Pedro Páramo é excelente e inesquecível, mas creio que está esgotado. Faz parte da obra reunida. Roberto Arlt: Os sete loucos. Soderberg: O jogo sério.
    E sim, Némirovsky, Svevo

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    1. Fui procurar o jogo sério mas só está disponível na editora (Relógio D'Água). Sempre atrasada eu.Anteriormente li do mesmo autor O doutor Glas.
      Gosto muito de Némirovski e ainda que a Suite Francesa não tenha sido terminado (Holocausto e tal...) permanece uma grande obra.

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  18. Ora bolas, se me perdoa a expressão, cara Palmier.

    Vinha sugerir O Arco Íris da Gravidade, A Piada Infinita (ou lá como traduziram estas coisas), Blindsight, The City & The City,
    coisas várias de Koestler, Derrida, Baudrillard, Chomsky e DeLillo, mas fiquei envergonhado e saí de mansinho...
    Abraço!

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    1. É por este tipo de comentários que quase sempre permaneço em silêncio.
      Não tenho blog, mas caso tivesse, agradar-me-ia bastante que me sugerissem livros. Já li livros que são na minha opinião bastante bons por ter lido aqui sugestões aos mesmos. Não se pode contar com os escaparates nem com blogs de literatura, uma vez que na sua maioria só fazem promoções a livros a pedido de algumas editoras.
      Pynchon, DF Wallace? Gabo-lhe a paciência.
      Derrida, meu caro? Não o sabia tão hermético.

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    2. Tem como consequência ler, e reler, poucos livros por ano.
      Sim, Pynchon e Wallace têm esse requisito, a paciência.

      Afinal, além dos compêndios de matemática, electrónica, programação, máquinas e redes eléctricas e de telecomunicações, normas e legislação, ler McLuhan por exemplo não vem com facilidade.
      Resulta na minha quase absoluta ignorância a respeito das listas (que já aproveitei) aqui enumeradas, e passar ao lado da literatura portuguesa contemporânea e de tudo aquilo que é traduzido.

      Mas, "hermético"? Gödel e Wittgenstein podem ser herméticos (Gödel absolutamente deslumbrante), não Derrida.
      Abraço.

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    3. O comentário não foi meu, mas costumo gostar dos comentários do onónimo.
      EStranhei este, muito sobranceiro.
      Li Wallace em português e está mal traduzido (tal como os contos de Berlin, foram traduções apressadas para vender).
      MCLuhan da aldeia global?Temos vários, muito superiores. Não entremos em concursos de "pénis", por favor.
      Abraço!

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    4. :DDDDD

      Meu caro Anónimo, cujo comentário não redigiu, garanto-lhe que sou pouco dado a "concursos", ainda menos àquele que mencionou - lá saberá o que significa.

      Os meus comentários não se destinam ao agrado de quem quer que seja. Obviamente, tem toda a liberdade para considerá-los sobranceiros, inanes, arrogantes ou simplesmente inócuos.

      Quase lamento a sua decepção de McLuhan, Understanding Media: The Extensions of Man.
      Terá certamente depreendido que os meus interesses estão muito mais voltados para as ciências exactas.

      Abraço.

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  19. Que intelectualóides somos. parece uma competição

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  20. http://torradasecafecomleite.blogspot.pt/2016/10/finalmente-uma-moda-que-posso-seguir.html

    palmier fico à espera de sugestoes de outfits com este novo acessório em trend :)

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    1. O outfit perfeito para uma mãe, mulher é DONA DE CASA! :DDDDDDDDDD

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    2. achei que poderia ser útil um acessório destes tendo em conta os problemas cabelisticos que acometem a palmier :)

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  21. Do Pynchon, sugeriria "Inherent Vice", um dos meus livros (e filmes) favoritos.

    O "Pedro Páramo" continua ser vendido na feira do livro. Comecei a lê-lo e não acabei, talvez por já ter lido muito sobre ele. Acho que funcionará melhor para quem não o conhece muito.

    Portugueses, sugiro "A noite roda", da Alexandra Lucas Coelho e um dos seus -para mim, claro - melhores livros de não-ficção, "Viva México". E os "Cadernos afegãos".

    Se gostar de ler em inglês, recomendo também "Swimming Home" (há tradução em português) e "Hot milk", de Deborah Levy.

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    1. Os gostos de cada um de nós são bastante diversos.
      Para si, ler SOBRE Pedro Páramo é suficiente para não ler Pedro Páramo. Está no seu direito, mas se não leu o livro o que o leva a achar que "o conhece muito"?
      De ALCoelho li e desculpe a correcção Caderno Afegão por achar o tema interessante sobre um país desconhecido. Não gostei porque a escrita é estéril e insípida. Mais tarde li A noite roda e mais uma vez foi uma desilusão. ALCoelho como escritora é apenas mais um produto de marketing da Tinta-da-China. A editora tem alguns bons livros, e tem capas lindas, mas o marketing é muito agressivo e funciona bestialmente bem.
      Recomendo que leia realmente Pedro Páramo, verá que é imensamente melhor do que ler sobre.

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    2. Acabei de aterrar e isto vai animado.
      Falando já do que está mais perto, começo por dizer que detesto a escrita da Sra Coelho. Tanto como jornalista e bem como escritora. Parece estar permanentemente zangada, sempre virada do avesso. Para mim, comum mortal, não é escritora nem nunca o será. Também li "Caderno Afegão" e fiquei muito desapontado. Achei que poderia ser óptimo, não foi, nem uma frase! Para ler sobre o Afeganistão o melhor é ler "A via cruel" da escritora Ella Maillart que juntamente com Annemarie Schwarzenbach (amiga de uns filhos de Mann e também ela escritora) faz a viagem de Ford em 1939.
      Ambas foram mulheres excepcionais, mas Maillart foi além de tudo para a sua época. Basta ler "Forbidden journey" onde fez a pé, a cavalo de burros, de mulas, de camelos o trajecto Pequim - Srinagar, Kashmir India.
      A editora da Sra Coelho também nos vendeu Dulce Maria Cardoso com "O retorno", sobre retornados, obviamente. Lê-se bem mas é só isso. Para se ler sobre o tema sugiro "Cadernos de memórias coloniais". A publicidade editorial é algo que me chateia e há editoras muito atreitas.
      Também gosto de Némirovski, Grossman e Hasek.

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    3. Anónimo, você não percebeu um cu, pois não? Eu disse que li o PP, mas não acabei, porque, a partir de certo momento, o livro não pára de bater na mesma tecla. Para quem nada conhece do livro, pode ser fascinante, para quem já sabe onde o livro quer chegar, tornar-se repetitivo.

      O anónimo tem um problema com a Tinta da China e, por isso, diminui os autores. Seria o equivalente a eu não gostar da Presença - e não gosto - e, por isso, dizer disparates acerca do Pamuk.

      Já agora, a Alexandra Lucas Coelho começou na Relógio d'Água, não na Tinta da China. E se recomendo os livros à Palmier é porque gostei deles, não porque sou paga pela editora.

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    4. Tanto disparate junto. Onde leu que a editora lhe paga?
      Deu a sua opinião e eu dei a minha.
      Amigos como nunca, pode ser?

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    5. Oh páaaaa... não vale a pena zangarmo-nos por causa dos livros!

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    6. Tanta elegância junta não se aguenta.
      E deixe o meu traseiro em paz, por favor.
      A liberdade é confusa, não é?

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    7. Peles Deuses! Vocês não me enervem que eu estou neste momento a ter uma experiência traumática!

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  22. ai que este post (e comentários...) é tão delicioso e suculento! submersa em livros que quero ler aqui vai mais uma lista para a fila...nem sei se vos agradeça se vos amaldiçoe... :)

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    1. Eu sei! Ainda ontem recebi a encomenda da Wook e ainda nem tive coragem de a abrir, tal é o tamanho do caixote! :DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

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