terça-feira, 7 de maio de 2013

E agora pergunto...

Isto é um texto adequado a uma prova de português do 4º ano? 

E esta pergunta, faz sentido?

84 comentários:

  1. WTF?! Que coisa mais sem nexo!

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  2. Com o nervoso miudinho a minha sobrinha vomitou 2 vezes durante a prova. Pudera...
    Marta

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    1. E não anularam a prova :-) a minha mais velha disse para a mais nova que se queixava á entrada de estar mal disposta " olha vomita na sala pode ser que eles anulem a prova" :-)

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    2. Não anularam. Já havia uma funcionária de prevenção ao vomitado e depois foi com uma professora á casa de banho... Ainda assim, disse que a prova lhe correu bem.
      Marta

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  3. Lá na empresa os pais estavam a dizer que os filhos estavam muito enervados quando saíram do exame :(

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  4. As opções de resposta são muito traiçoeiras, são todas muito parecidas e todas têm algo que é correcto. À resposta certa só se chega por exclusão de partes e depois de ler várias vezes o texto! Este também é manhoso e tem muitas palavras difíceis. Apesar de não o considerar muito adequado ao nível de ensino, não me surpreende nada a sua escola para o exame, está dentro do tipo daquilo que eles costumam escolher.

    Nas notícias ouvi dizer que era fácil. Mas é sempre preciso ter cuidado com isso, porque eles "vingam-se" nos critérios de correcção que dão aos professores, que às vezes ainda são mais manhosos do que os exames (os critérios, leia-se).

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    1. A questão é que nenhuma das opções está correta. O que é extremamente grave e inadmissível.
      Magnólia

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    2. Como é possível que uma pergunta destas tenha passado pelo crivo de não sei quantos professores?! São os professores que fazem os exames... ou não?!

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    3. Concordo plenamente. O texto e as perguntas são manhosos e de grande densidade. Contéudo e construção semântica confusos, uma pobreza, enfim.... E sobretudo desadequado à faixa etária dos examinandos. Estou chocada.

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    4. Nenhuma está correcta??? Só existe uma correcta e é a 3.ª frase.....

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    5. Caro anónimo... é evidente que, a estar alguma certa, será a terceira. No entanto, e uma vez que a data não se encontra no texto, a dúvida pode surgir muito legitimamente. E agora pergunto-lhe... o anónimo não tem nove anos, pois não? Cronometrou o tempo que levou a chegar à resposta certa?
      Pois...

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    6. Ou seja, é necessário deduzir a data. E eu, pelo menos, demorei um bocadinho a chegar à resposta certa...

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    7. Realmente não tenho 9 anos, não cronometrei o tempo , porque sinceramente cheguei à resposta rapidamente. A data não se encontra no texto explicitamente, mas percebe-se perfeitamente que foi depois de 2007 e 2010. Não acho que esta pergunta seja polémica, não partilho da sua opinião. Realmente não passa de uma opinião, válida como todas as outras, unicamente diferente da sua.

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    8. Folgo em saber... teria, seguramente, 100% nesta prova :)
      O que queria dizer é que nós, adultos, chegamos lá (mais rápidos ou mais lentos...), agora as crianças de nove anos, que estão pela primeira vez a fazer um exame (e esta é logo a segunda pergunta) se calhar não conseguem ser tão ágeis no raciocínio... julgo que, nessa parte (que é a verdadeiramente relevante) poderá concordar comigo. Ou não?
      É que é pouco relevante se nós, adultos, conseguimos chegar à resposta. O que é importante é saber se as crianças a quem é destinado o exame conseguem...

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    9. Para crianças de 9 anos, acredite que não é assim tão perfeitamente compreensível! Para além do texto em si já ser bastante complexo, as questões que se lhe seguem são inadequadas para esta faixa etária. O resto da prova até é bastante acessível, caso estivessem com atenção, embora o texto seguinte não fosse também dos mais fáceis devido a conter muita informação, mas já bem mais apropriado do que o primeiro.
      Magnólia

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  5. O problema não está na dificuldade do texto. Mas há uma diferença entre ser-se exigente e ser-se estúpido. E as opções de resposta da pergunta são muito estúpidas. Realmente pergunto-me o que realmente fazem no Ministério de Educação.

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  6. Não é difícil... É chato. Chaaaaaaaato! E tanto número santo deus (Gaspar, és tu?)! Não arranjavam nada mais apelativo?

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  7. Não faz sentido nenhum. O texto é de uma pobreza de conteúdo (ainda que com palavras "estranhas") que dá dó: com tantos textos bons e verdadeiranente adequados à idade dos examinandos vão escolher uma sensaboria dessas? Que tristeza! A pergunta é parva. Na verdade, é tudo mau! Aliás, sou contra os exames na 4.ª classe, que são de um saudosismo bafiento e levemente estado-novista... Ademais, estão por provar os benefícios de submeter crianças tão pequenas a um exame deste tipo. E não me venham com o argumento de que "os meus avós também o fizeram"!
    No tempo dos meus avós era-lhes relativamente indiferente: o exame não tinha o peso que tem para uma criança dos dias de hoje, o que é fácil de ver. Quem trabalhava na apanha da azeitona nos intervalos da escola, naturamente que fazia de bom grado (e sem grandes preocupações) o exame da 4.ª classe, mais que não fosse porque, nesse dia, estavam dispensados da "apanha"... Os tempos são outros, as crianças são diferentes, os pais são diferentes, o país quer-se diferente, mas continuamos a ter esta mania de que "antigamente é que era". Uma tristeza.

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    1. lobby verdocas em acção de propaganda no MEC.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Mas como tiveste acesso á prova!?a minha filha diz que esteve quase meia hora para responder e agora diz-me que assinalou duas opções :( disse-me ainda que houve uma colega que nestas perguntas começou a chorar por não estar aconseguir responder mas depressa acalmaram, acho que nós adultos é que os fazemos mais nervosos, inclusivie os professores.

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  9. Mas como tiveste acesso á prova!?a minha filha diz que esteve quase meia hora para responder e agora diz-me que assinalou duas opções :( disse-me ainda que houve uma colega que nestas perguntas começou a chorar por não estar aconseguir responder mas depressa acalmaram, acho que nós adultos é que os fazemos mais nervosos, inclusivie os professores.

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  10. O que me intriga, como aplicadora deste exame, é como a Palmier teve acesso à prova. A sério.
    Quanto à pergunta, nenhuma das respostas está devidamente certa, mas eu não faço os exames. Até porque, se fizesse, jamais iria buscar um texto tão científico e chato como este.

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    1. Deixaram-me ver... nem sequer percebi que era confidencial... se o exame já está feito, não deve haver razão para ser secreto... ou há?! Agora até estou nervosa...

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    2. Corisca,

      a prova foi tornada disponível, bem como os critérios de correcção ontem durante a tarde. Também vi e revi a prova com a minha filha.

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    3. Nenhuma respostas está devidamente certa?! a terceira está devidamente certa. O texto pode não ter interesse nem pedagogia e não sei se estas perguntas se adequam a garotos de 10 anos, mas que a terceira opção está correcta, não há volta a dar. É com preocupação que leio que quem trabalha "como aplicadora deste exame" não consiga perceber isso.

      Miguel, Lx.

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  11. e as crianças sempre tiveram que assinar o papel em como nao iriam usar telemoveis? esse documento deveras legal para fins ... legais?

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    1. Sim, tiveram de assinar o termo de responsabilidade sobre o telemóvel.

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    2. Obrigada pelo esclarecimento. Sou muito favoravel à responsabilização e incutir valores às crianças mas ha coisas que me ultrapassam. Esta é uma delas. Proibir a utilização do telemovel= bom senso e natural; termo de responsabilidade assinado por criancas no 4º ano, sem qq valor legal? Ultrapassa-me

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    3. No nosso caso, eu até disse que era impossível de todo os miúdos não levarem o telemóvel, uma vez que os pais tinham todo o direito de telefonarem, após a prova, para saberem como tinha corrido o exame dos filhos (sim, sou má, mas não tão má assim). Como os professores dos alunos acompanharam-nos à nossa escola, recolheram os telemóveis de todos os seus alunos e guardaram-nos até ao final da prova, distribuindo-os quando os alunos saíram das nossas salas.
      E o papel?
      O papel foi anexado à prova.
      Que se fosse apanhado algum telemóvel na sala, a prova era anulada.

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  12. É confidencial, Palmier. Na verdade, isso até pode dar chatices por estar aqui, acredite. A coisa é de tal aparato, que nem lhe conto.

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    1. Mas mesmo depois do exame estar feito?! Que sentido faz isso? Devo apagar o post?!

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    2. Eu só vi hoje à tarde, depois de o exame estar mais que feito!

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    3. Acho que já está no Expresso online... do telefone não consigo abrir o link...

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    4. Sim, já está no Expresso, confirmei agora. Deduzo que já não haverá problema. Mas a verdade é que fazem dos exames um aparato medonho, com direito a processos disciplinares aos docentes que aplicam, por qualquer deslize. Conheço um caso em que a aplicadora foi suspensa por um mês (sem vencimento) por ter levado um miúdo à casa de banho, a meio da prova. É de salientar que os aplicadores estão proibidos de saírem da sala (só tendo um ataque) e, ao saírem, não regressam de todo. Os alunos também. Se passam mal, temos de chamar o secretariado. Um filme de terror, portanto.

      Se a prova já está online, deixe estar o post e fique descansada.

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    5. Não tem de apagar nada! A partir do momento em que ficou online no site do gaveta, o enunciado exame do exame passa a ser público.
      Relativamente a essa pergunta, tal nem merece comentário. E vergonhoso!
      Magnólia

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    6. * no site do gave (não do gaveta)

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    7. Por isso mesmo a Palmier pode estar descansada. Mas uma coisa é o site da Gave, outra coisa é uma fotografia de um exame.

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    8. E quem saberia dizer se a foto é do exame ou de um exemplar imprimido do gave? (até porque foi o que pensei)
      Magnólia

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    9. Este comentário foi removido pelo autor.

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    10. Pois, Magnólia, não sei. Vou ficar-me pelas palavras da Palmier que disse que a deixaram ver. Só comentei porque infelizmente o monstro dos exames tem duas caras e lixa graúdos e miúdos. E, ao ver isso, apenas pensei que a pessoa que tenha dado a mostrar, podia chatear-se. Nada mais. Apenas isso.

      E que o texto era chato como um raio e não percebo como metem respostas totalmente ridículas!

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  13. A mim choca-me que se permita uma situação destas tão anti-pedagógica. Crianças a vomitar? A serem obrigadas a assinar termos de responsabilidade? Mas está tudo doido??

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  14. Corisca ruim tem razão, na verdade qualquer das hipóteses está errada. Se considerarmos que a resposta correta é a terceira, há sempre a hipótese de se ter realizado em 2011 o que seria impossível já que teria de ser posterior aos registos de 2011.

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  15. Na minha sala, um miúdo desatou a chorar logo na primeira parte, bloqueou completamente e nada fez! :-(
    Magnólia

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    1. é que isto é inacreditável! Porquê colocar a pergunta mais difícil (não por ser realmente difícil, mas por ser idiota) no início do exame?! Se queriam fazer uma ou duas perguntas mais difíceis (o que até seria compreensível, para os alunos melhores) deixavam-na para o fim!
      Para além do mais, não me parece que este tipo de pergunta ou de texto consiga avaliar a capacidade de interpretação de um texto de uma criança de nove anos... eu cá não sou professora, mas aqui o consorte que deu aulas na faculdade uma data de anos e que redigiu um montão de exames, ficou de olhos em bico a olhar para isto...

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  16. No meu blogue, uma leitora que sei ser professora disse que a pergunta que circula na internet é falsa: será esta? Ainda assim, e mesmo que nada disto tenha acontecido, a mecânica da coisa continua a ser escandalosa (deslocar as crianças em vez dos professores?!), assim como as escoltas policiais, o "peso" incutido aos exames, o facto de serem feitos em suaves prestações, etc. Enfim, inenarrável é pouco para descrever toda esta aberração.

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    1. Mary, esta pergunta NÃO é falsa (eu sei que parece...). O enunciado do exame já está on line no site do expresso... aqui:

      http://downloads.expresso.pt/expressoonline/PDF/PF-Port41-F1-2013-Cad1.pdf

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    2. Deslocar, pelo menos aqui em São Miguel, só se deslocaram os alunos da pública. Porque os da privada, após solicitarem professores à minha escola, permaneceram no colégio e foram os professores a deslocarem-se. Não concordo com isto. Ou deslocavam-se os alunos todos ou deslocavam-se os professores todos. Mas volto a dizer: aqui não mandamos nada de nada (o que até mexe com os nervos!) e vamos para onde nos mandam, sempre debaixo do olho da inspeção (sim, apareceram-me duas vezes na sala). Ridículo também é o facto de, pela hora continental, os exames começarem às 9 e cá, com uma hora a menos, começarem às oito. Maioria dos miúdos teve de acordar pelas seis da matina para virem fazer o exame!

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    3. O engraçado, é que, aqui há dias, falei com uma amiga minha que é professora e que sempre foi super crítica relativamente às "inovações" do Ministério da Educação, e que agora que está a trabalhar com o Ministro Crato mudou completamente de opinião... que a máquina é muito pesada... que é difícil fazer de outra maneira... que afinal até está tudo muito certo... enfim... está completamente rendida ao status quo...

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    4. Sabe, Palmier, desconfio que ela esteja mais oprimida pelo status quo. O que muito me admira na pasta da educação é que muitos são professores, mas, ao sentarem-se naquela cadeira, ganham um esquecimento seletivo! Esquecem-se do que é ensinar, esquecem-se do que é lidar com crianças e jovens com ritmos diferentes de aprendizagem, esquecem-se do que é trabalhar.

      Na minha modesta opinião, o programa de matemática é a maior palhaçada que existe ao exigir um grau de abstração que os miúdos, pela idade e pelo desenvolvimento cognitivo, não podem ter de forma alguma! As estimativas, as probabilidades e afins são qualquer coisa de deixar um miúdo de sete anos de cabelo em pé.
      O de português nem vou falar. E tudo é oral, tudo a imaginar, tudo assim a flutuar.
      Uma verdadeira palhaçada!
      E depois admiram-se que os putos escrevem mal e não e safam a matemática.
      A mim só me admira é que se continue a adoptar metodologias que já foram abolidas noutros países mais avançados.
      Enfim...

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    5. O método do Ministério da Educação é extremamente original... chama-se "tentativa-erro"... e andamos nisto há anos (acho que desde que me lembro...).

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    6. Pronto, agora tenho de deixar a velha máxima da publicidade do Continente: "No meu tempo eu não podia dizer...que não sabia as tabuadas de cor, que fazia divisões, provas real e dos 9, conversões, medições e afins, ditados todos os dias, composições e o demo!" :p

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  17. Entretanto já vi a dita pergunta falsa (tem a ver com um pescador).

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    1. Essa tal pergunta do pescador já anda há alguns dias a circular na net. Foi retirada dum livro de preparação para as provas.
      Magnólia

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  18. Mary a pergunta do pescador é de um teste de matematica e pertence a um livro de preparaçao para as provas, o meta final, e é verídico, nas soluções a resposta é : Não é possível formular uma resposta, não há dados suficientes, eu comprei o livro a pedido da professora da mais nova e nem queria acreditar, o da Porto Editora tb tem muitas gaffes destas, dizem os entendidos que é para os miúdos pensarem antes de responder, pois,pois,em relação à prova de hoje, concordo com tudo o que diz palmier, eu vi ao inicio da tarde no site do expresso, imprimi e mostrei à cachopa, claro que se espalhou ao comprido na pergunta 2, e até me tinha diti que a prova correu muito bem, realmente o texto não é adequado a crianças de 9 anos, enfim, vou tentar não valorizar muito porque avachopita tev

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    1. Os que acertarem nesta resposta... é porque foi ao calhas :)

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    2. A minha respondeu = então,claro que foi em 2007. Faz lembrar a prova de cultura geral do concurso da carreira diplomática...

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    3. Essa pergunta do pescador é perfeitamente possível, faz parte dos tipos de problemas que podem existir e a resposta é falta de dados para responder.

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  19. Sorry, tem 4 na pauta, e por isso nem que tenha um 2 na prova ,acaba por passar

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  20. Macacos ma mordam... Isto... Quando enlouquece um português... (E os novos programas de matemática?? Ui, ui, esperem para ver o que aí vem...)

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    1. Ainda estou a tentar perceber como é que se fazem contas com o novo método... :D
      (e o coitado do meu filho, que começou a aprender de uma maneira, agora chegou ao quarto ano e, pumba, afinal não é nada assim... chegámos ao ponto de ele ter errado uma conta, e de eu tentar dizer-lhe que estava errado e ele a insistir que não... que aquele era o resultado com o novo método :DDDD agora já encaixou as coisas, mas tivemos uns momentos complicados :s)

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    2. Cá para mim, o Crato não dorme de noite para ter ideias brilhantes de dia, tal como mudar programas do pé para a mão (ou inventar programas que são um real cocó!).
      Se ele fizesse coisas bonitas e saudáveis de noite, adormecia como um anjo e não chateava ninguém.
      Eu acho que já ninguém consegue fazer contas ou escrever de jeito (dou por mim a olhar para as palavras e a questionar-me se está certo ou é do novo acordo ortográfico. E as contas...Bem, muito havia a dizer das contas!)

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    3. A minha filha está no 3º ano, o programa de matemática (novo) deu-me algumas dores de cabeça , a professora da minha de "n" estratégias possíveis ensinou as duas mais difíceis primeiro e no meio de uma explicação ainda teve a lata de dizer "agora só os mais inteligentes é que conseguem acabar a conta"..... Não consigo entender , e já há alguns anos que tento, o ensino em Portugal....

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  21. Palmier, eu do 1º ciclo não sei (eu só trabalho do 7º em diante). Mas eu passo os meus dias a escarafunchar nos novos programas de matemática e só me surge uma palavra: DEMÊNCIA!! Nem 1% dos miúdos de 13 anos tem o raciocínio lógico-dedutivo necessário para assimilar aquilo... E isto é triste... Este dispêndio de esforços em algo que não pode (porque não pode, porque é impossível de praticar) ser implementado. E aqui andamos nós, numa altura destas, a brincar à pseudo-exigência e rigor.

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  22. Ainda chocada com o texto e sobretudo com as respostas. Agora, lá dizer que nenhuma resposta está correcta, isso não concordo. Ler bem o último parágrafo. Dificil, quase impossível para o nível cognitivo de uma criança. De resto, isto não avalia a capacidade interpretativa de ninguém -é para ver se o "apanha", com o claro objectivo de desclassificar. Ou então, porque quem faz exames não percebe é nada de português, como tantos que andam por aí... Parece uma pergunta de "lógica-matemática".

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  23. A principal dificuldade cognitiva que uma criança tem é a sua capacidade de interpretação das questões, basicamnete são muito simples ou é preto ou não é preto (por exemplo). Este texto e as possiveis respostas são rídiculas.
    Tanto banana no governo..

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  24. Eu que sou uma reclamante compulsiva, subscrevo, apoio e reforço tudo o que já foi dito e escrito, e dou graças da Deus de não precisar de ter que fazer este exame. Olha, uma das poucas vantagens de ser velho... No meu tempo, era "já foste"....mas esperemos pelos resultados nacionais, ( vai ser bonito, vai) que os do Palmier júnior estão garantidos.

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  25. Na minha modesta opinião, é um erro avaliar crianças a nível nacional. Sou a favor da qualidade de ensino, de motivar os miúdos e os professores e estes exames parecem-me todos uma palhaçada!
    Há problemas reais no ensino, como a taxa elevadíssima de abandono escolar e que devem ser combatidos. Estes exames só agravam mais a desmotivação, provocam stress e medo, coisa que a escola nunca deveria transmitir aos alunos.

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  26. Há muito tempo que não tenho contacto próximo com crianças de 9 anos, e não tenho muito presente o seu nível de desenvolvimento cognitivo para poder dizer que esta prova se adapta bem ao mesmo. De qualquer modo, não resisto a mandar o meu modesto bitaite depois de ter lido isto com atenção: tanto o texto como a pergunta são absolutamente ridículos. Começando com a quantidade estúpida de notas de rodapé (7) que só podem servir para os miúdos perderem o fio à meada, as inúmeras citações da bióloga colocadas para explicar o que acabara de ser escrito, e acabando no próprio tema, acho tudo lamentável.

    E agora, pergunta para biólogo: faz sentido falar-se em "biodiversidade marinha das ILHAS ao largo de Peniche" ou o correcto seria "biodiversidade marinha na COSTA DAS ILHAS ao largo de Peniche?" Que eu saiba, uma ilha tem fauna terrestre. A fauna marinha não fica propriamente em terra firme...

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  27. É mais ou menos isto que penso
    http://sociedadepediatrica.blogspot.pt/2013/05/o-que-vos-fizeram-hoje.html?spref=fb
    Marta

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  28. As provas não efectivamente fáceis.
    a De protugues não foi fácil. E a de matemática também não o será a avaliar pelas provas dos anos anteriores.
    Ou melhor as provas são fáceis mas não são adequados ao tipo de ensino que é feito nas nossas escolas a alunos da primária. Obriga a pensar, obriga a ter atenção, obriga a um monte de coisas que eles não sabem de uma forma geral fazer e que se irá reflectir no futuro.

    Conheço quem tenha feito as provas do ano passado. Disse que eram dificeis porque era preciso pensar muito e ler com atenção.
    Não teve boas notas. Hoje no 5º ano tem muitas dificuldades.

    No entanto houve alunos a terem optimas notas.

    é preciso estudar, esforço e dedicação.

    O ultimo paragrafo diz claramente que a expedição foi depois de 2010.
    " se vão juntar-se...2010" é suposto que era porque os de 2010 já lá estavam.

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    1. Eu não posso avaliar o ensino e as crianças em geral. Posso, apenas, cingir-me ao meu filho e aos amigos da mesma idade, e, com esses meus exemplos, não posso de todo concordar que os meninos não sejam estimulados a pensar e que não pensem até muito bem. Pensam. Trabalham. Estudam. Mas, ainda assim, (ainda) não estão habituados a ser rasteirados. Essas coisas aprendem-se ao longo da vida, com a experiência... e, caro anónimo, digo-lhe eu que já sou crescida, que a mim, quando me pregam rasteiras eu ainda caio muitas vezes...
      As perguntas podem (e devem) ser claras e transparentes e, ainda assim, exigentes. Não é por serem confusas que são difíceis...e não é, seguramente, por não conseguirem responder a uma pergunta confusa e mal formulada que estão condenados ao insucesso escolar...

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    2. Eu só posso falar da realidade que conheço.
      As crianças não são todas iguais. Os professores não são todos iguais.
      As condições não são todas iguais.

      Eu sinceramente a unica coisa com a qual não concordo (que na verdade é mais que uma) são os 25%. Acho um exagero. Acho mal que as provas tenham tão pouco tempo de intervalo entre si. Acho mal que não sejam feitas casa um na sua escola como por exemplo os exames nacionais de 12º.

      Mas acho que se dem destinguir os bons dos melhores.

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  29. Que disparate! Tenho 30 anos, sou médica e andei as aranhas para perceber as perguntas....este género de perguntas não é só para a faculdade? Sempre fu da opinião que este género de perguntas nao premeia quem sabe, é mais do género " deixa cá ver se te apanho". Enfim deve haver alguem no ministerio a esfregar as mãos de contente.
    Estou cheia de receio da altura em que a minha filha tiver de fazer o exame.

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    1. Isso também compreensivel.
      Não está na nossa linha de pensamento actual.

      às tantas estas provas são mais fáceis para eles do que para nós.
      Quando é que foi a ultima vez que um de nós calculou a àrea do triangulo rectangulo, ou conjugou o verbo ser no infinitvo ou pensou como se diz um conjunto de camelos ou escreveu uma composição sobre as férias...

      Também não nos podemos esquecer disto. As provas são de acordo com o dia a dia deles. não do nosso.

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  30. Hoje qd a mais nova chega da escola diz que a professora lhes disse que o texto era de um livro do plano de leitura do 5ºano e até ela achou que houve algo de errado ao colocarem na prova do 4ºano.

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  31. A finalidade dos exames a longo prazo é reter alunos... São retidos no 4º, depois no 6º, depois... Quando são retidos no 12º todos os que não têm posses, não querem (?) ou não conseguem ir para a Universidade não entram nos números do desemprego!

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  32. A resposta está no último parágrafo e não na data do artigo. Se esta expedição permitiu juntar dados aos já existentes de 2010 e 2011 é porque foi posterior a estas duas datas, certo?

    No entanto, concordo que para uma criança de 9 anos, seja difícil e demorado chegar à resposta e esta era apenas uma das perguntas.

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  33. Este comentário foi removido pelo autor.

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  34. O meu filho achou o exame fácil e assinalou a opção 3 desta questão. Não é um excelente aluno, mas foram de facto muito treinados pela professora para este tipo de "ratoeiras". A professora explicou-lhes, assim como aos pais, que este tipo de coisas poderiam acontecer como forma de os ir treinando para aquilo que é a vida real no mundo de trabalho...

    De certo modo não sou contra o exame, sou sim contra a forma como tudo é feito. As crianças são obrigadas a andar na escola até ao 12º ano. Posto isto, cabe aos professores de cada turma avaliar se os alunos têm ou não competências para transitar de ano.

    A professora do meu filho tem a seu cargo 11 alunos do 4º ano e 10 alunos do 3º ano, onde se inclui a minha filha mais nova. Pegou neles este ano lectivo e tem-se visto doida para os preparar, isto porque, este grupo de meninos, nunca teve um professor certo desde que entraram no ensino básico.

    No 1º ano tiveram 3 professores
    No 2º ano, outros 3 professores
    No ano passado (3º ano para o mais velho e 2º para a mais nova) tiveram 5 professores!
    Começaram o ano com uma professora de substituição porque o professor titular estada com licença de maternidade.
    Esta professora entretanto meteu atestado e veio uma outra de substituição.
    Depois veio o professor titular. Morreu de acidente de viação na 1ª semana de aulas a seguir às férias da páscoa.
    Veio uma professora de substituição.
    E finalmente um professor atribuido pelo ministério, que esteve com eles o ultimo mês de aulas...
    Face às grandes dificuldades que a minha filha apresentava tanto ao nivel de escrita/leitura como ao nivel de raciocinio matemático, pedi que me retessem a miuda no 2º ano. Preferia que ela ficasse retida e entrasse depois mais bem preparada no 3º ano.
    Resposta do agrupamento baseada nas ordens da DREN: NÃO PODE FICAR RETIDA PORQUE NÃO EXISTEM ELEMENTOS QUE O JUSTIFIQUEM. TRANSITA DE ANO.
    ...
    E depois sujeitão os miudos a estes exames ridiculos?!
    Assegurem mas é que as aulas sejam dadas em conformidade. Que as escolas tenham boas condições para todos. Que todos tenham um lanche e uma refeição digna. Que todas as crianças tenham professores competentes e interessados. Se uma criança revela dificuldades, pois que repita o ano, afinal tem que andar na escola até aos 18 e tem mesmo!

    Carla

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  35. (peço desculpa pelos erros ortográficos no comentário, as pressas é no que dá)
    Carla

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  36. Palmier, volto cá para contar que nos exames de português que tenho para corrigir, apenas um aluno em 40, respondeu corretamente às 3 primeiras questões, portanto a todas as referentes a este texto!
    Magnólia

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    1. Pois... era previsível... o que eu acho estranho é que existam pessoas que as tenham achado (as perguntas e o texto) perfeitamente adequados. Fiquei imensas vezes com a sensação (de alguns comentários aqui e noutros blogs) que há alguma "raivinha" contra as crianças (normalmente apelidadas de mal educadas) e as suas mães (agora é que vão ver essas orgulhosas...). Como se isto dos exames fosse um castigo bem merecido. É triste...

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