terça-feira, 28 de agosto de 2012

Se precisarem de ajuda, não hesitem em contactar-me...

Ontem à noite, estávamos nós muito bem na sala, quando, de repente, Cánis, que já dormia na sua casota, acorda afogueado e começa a atirar-se à porta de vidro com a urgência estampada no seu rosto canino. Eu, na minha qualidade de psicóloga animal, informei, de imediato,Maman:
- Olha... alguma coisa se passou, que o teu cão está cheio de medo.
Maman, vendo o seu menino em perigo, dirige-se rapidamente à porta, permitindo, assim, a sua entrada no interior. Assim que se viu lá dentro, Cánis, contrariando a minha opinião profissional, revelou as suas verdadeiras intenções. Cánis arrastou pequena Cutxi, com os seus afiados dentes, para o meio da sala, para com ela praticar as artes da violação. A urgência de Cánis (seguramente depois de ter lido as cinquenta sombras de Grey) baseava-se num desejo súbito de praticar o sexo desenfreado perante o nosso olhar complacente. A cena, absolutamente pornográfica, tinha contornos sádicos. Pequena Cutxi era atirada, com violência em várias direcções e Cánis exibia, inclusivamente, a sua pilinha cor-de-rosa.
Ora eu, guardiã reconhecida da moral e bons costumes, salto do sofá, onde me encontrava apática e em estado de choque, com uma propulsão que até a mim me surpreendeu, aterrando no meio da cena tórrida como um inquisidor-mor numa fogueira de bruxas da Idade média. Com movimentos bruscos e pouco ágeis, domino Cánis e, gritando-lhe impropérios, atiro-o para o exterior sem dó nem piedade.
Claro que, com toda esta actividade física, praticamente desloquei a minha articulação umeral, sofrendo agora de intensas dores no deltóide. Mas pronto... evitei que se verificassem mais comportamentos imorais neste mundo, e, na realidade, isso é que é importante...

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